Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Bolsonaro como ele é e a guerra da Rússia contra Ucrânia

O Brasil não sabe o que fazer diante da falta de uma posição de seu mandatário em relação à invasão da Rússia na Ucrânia.

Pedro Ribeiro - 27 de fevereiro de 2022, 20:05

Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil

O Brasil não sabe o que fazer diante da falta de uma posição de seu mandatário em relação à invasão da Rússia na Ucrânia. Mas isto não causa surpresa. Quando a Bahia estava embaixo da água, Bolsonaro desfilava em balneário de Santa Catarina e hoje, quando há risco de uma guerra na Europa, com riscos para o Brasil, o mesmo presidente passa férias de Carnaval em Ubatuba, SP. Vamos ter que conviver com esta displicência e responsabilidade porque Bolsonaro é assim, sempre foi. 

Custe o que custar

Jornalista Alceo Rizzi, colaborador do Paraná Portal, faz uma análise sobre os acontecimentos no Leste Europeu e diz que não há a mínima possibilidade de a Rússia aceitar perder a guerra contra a Ucrânia invadida, por mais que a resistência se prolongue. 


Lembra que seria outro maior fracasso de um País que ao longo de sua história já controlou impérios, à exemplo do que aconteceu até 1991 quando se desfez a União Soviética, depois de mais de 70 anos. Seria a desmoralização completa do País, de seu presidente Vladmir Putin e da oligarquia que o sustenta. 


Para isso parece prevalecer a ideia de se prolongar ao máximo a resistência ucraniana, em um combate desigual da segunda maior potência militar do planeta, dona de um Exército quase cinco vezes maior que ao do seu inimigo belicamente inferior. 


Nesta guerra, há uma operação com propósito mais de humilhação, desgaste e fragilidade, que a de eventual expectativa de êxito militar. Por este motivo, além de pretensa solidariedade, os EUA e países europeus estão enviando mais armamentos militares pesados para a Ucrânia utilizar em sua defesa. Isso quando, paradoxalmente, não conseguem esconder a surpresa com a capacidade demonstrada pela Ucrânia em resistir à tomada de sua capital Kiev pelas tropas russas, três dias apenas depois de se iniciarem os combates à deplorável invasão. 


E o comediante e presidente da Ucrânia parece manter um humor sombrio, de falsa euforia, ainda que pudesse haver em sua função de cargo, sóbrias e sensatas manifestações na difícil condução de seu país de agora. Coisa que também nunca antes o fez, apenas reproduzia como ventríloquo. Não há outra hipótese ou possibilidade de algum milagre. Não com a Rússia. Menos ainda com Putin. Parece que é só o comediante que ainda não entendeu ou perdeu a piada. Como antes.