Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Bolsonaro, em Davos, afirma que reduzirá da carga tributária  e pede ajuda do Congresso Nacional para por e fim à corrupção

 Ele pode ter um sotaque que não agrade aos intelectuais e jeito meio atabalhoado, mas não deu vexame no For..

Pedro Ribeiro - 22 de janeiro de 2019, 14:41

Brasília - Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Deputado Jair Bolsonaro discursa durante sessão para eleição do presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

Ele pode ter um sotaque que não agrade aos intelectuais e jeito meio atabalhoado, mas não deu vexame no Forum de Davos, na Suiça. Bolsonaro Falou exatamente o que os organizadores e participantes do evento queriam ouvir: crescimento do país, abertura para o mercado externo, fim da corrupção, valorização da família e contra o viés ideológico adotado pela esquerda bolivariana. Só faltou afirmar que, agora, o Brasil tem dono.

Em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro prometeu que até o final de seu mandato, daqui a quatro anos, o Brasil será um dos 50 melhores países do mundo para se investir em negócios. No momento, no entanto, o chefe da nação brasileira quer atrair investidores e parceiros estrangeiros. "Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios", afirmou. Os caminhos para alcançar isso, segundo ele, passam pela abertura de mercados, a privatização de empresas e a desburocratização.

Bolsonaro sustentou aos participantes do encontro, o que defendeu durante toda sua campanha: defender a família e os verdadeiros direitos humanos, proteger o direito à vida e à propriedade privada e promover uma educação que prepare nossa juventude para os desafios da quarta revolução industrial, buscando, pelo conhecimento, reduzir a pobreza e a miséria. Também voltou ao tema que vem se pautando desde que assumiu o governo: ataques à esquerda, à ideologização e ao bolivarianismo.

O presidente garantiu que vai diminuir a carga tributária e simplificar as normas para facilitar a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos. “Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas." Também prometeu diminuir o tamanho do Estado, fazer as reformas da Previdência e tributária, e investir em educação, que hoje é um tanto quanto ainda não eficiente.

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu que o "meio ambiente tem que estar casado com o desenvolvimento" e garantiu que o Brasil é "o país que mais protege o meio-ambiente". Disse que está aberto a "aperfeiçoar" a proteção ambiental e que pretende estar em sintonia com o mundo na redução de emissões. "O meio ambiente tem que estar casado com desenvolvimento, nem para um lado nem para o outro. Nós temos o agronegócio, que é de conhecimento de todos. A parte da agricultura ocupa menos de 9% do território nacional e a pecuária, 20%. Hoje 30% do Brasil são florestas. Então, damos exemplo para o mundo", afirmou.

Bolsonaro procurou defender o Brasil como destino turístico e prometeu atuar intensamente na área da segurança para que visitantes tenham tranquilidade. "Vamos investir pesado na segurança para que vocês nos visitem com suas famílias, pois somos um dos primeiros países em belezas naturais, mas não estamos entre os 40 destinos turísticos mais visitados do mundo", afirmou.

"Conheçam a nossa Amazônia, nossas praias, nossas cidades e nosso Pantanal. O Brasil é um paraíso, mas ainda é pouco conhecido!"

Sobre a corrupção disse: “Sergio Moro é conhecido de vocês. Ele tem todos os meios para seguir o dinheiro do crime organizado e da corrupção. Precisamos do parlamento brasileiro para nos dar respaldo ao combate à corrupção”.