Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Bolsonaro não pode deixar os filhos contaminaram o Palácio do Planalto

  Antes de fazer um pronunciamento à nação, programado para quarta-feira, dia 20, quando falará sobre a..

Pedro Ribeiro - 16 de fevereiro de 2019, 18:04

Foto: Isac Nóbrega/PR
Foto: Isac Nóbrega/PR

 

 

Antes de fazer um pronunciamento à nação, programado para quarta-feira, dia 20, quando falará sobre a reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro deveria, primeiro, resolver seus problemas familiares no Palácio do Planalto, situação que vem inflamando a cada dia que passa quando aparece um dos seus rebentos palpitando no governo ou nos bastidores do governo. Precisa arrumar a casa, ou as casas: a do Palácio do Planalto e a sua própria.

É preciso que seus problemas familiares não contaminem a rotina da administração do Brasil, especialmente agora quando o presidente tratará de um dos assuntos mais espinhosos que é a reforma da Previdência. A interferência de seus filhos não combina com sua postura na campanha e muito menos com a cartilha de obediência do Exército ou das forças armadas. O General Hamiltom Mourão acompanha de perto essa ingerência familiar e isto não vem agradando os militares.

Mal saiu do leito hospitalar, Bolsonaro já se depara com prejuízos políticos causados por um de seus filhos e isso certamente interferirá no Congresso Nacional, onde o governo precisa de apoio para apoiar a reforma. Sobre a questão dos laranjas do PSL, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro já sinalizou que vai investigar e certamente terá que ter o apoio do presidente.

Em seu pronunciamento à nação, o presidente Bolsonaro apresentará projeto que prevê o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com um período de transição de 10 anos para homens e de 12 anos para mulheres. A equipe econômica estima uma economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos, essencial para começar a colocar as contas públicas em ordem.

Diante de tão delicado tema que definirá os destinos futuros do país, Bolsonaro tem que governar a nação e não ficar dando atenção a fofocas de seus filhos. Assim não se governa e se continuar nessa toada, não deverá terminar o mandato.

Que o presidente dê lições de paternidade – se precisar, umas cintadas nos moleques– aos brasileiros para mostrar quem manda no pedaço.