Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Carmona, das “fake news”, será responsabilizado por crime de calúnia, injúria e difamação

 Eduardo Carmona, conhecido pilantra da internet, morre como peixe, pela própria boca. Aliado do marqueteiro..

Pedro Ribeiro - 23 de maio de 2018, 11:56

 

Eduardo Carmona, conhecido pilantra da internet, morre como peixe, pela própria boca. Aliado do marqueteiro de luxo “aranha marrom” caiu como patinho ao tentar esnobar seu trabalho criminoso a um futuro cliente que, na realidade, era um jornalista do programa Datena, da Band. Acabou, no calor do ego, afirmando ter produzido notícias falsas “fake news” na campanha para prefeito de Curitiba em 2016.

O deputado Ney Leprevost, que há 60 dias prestou depoimento na Polícia Federal sobre o assunto, que vem se arrastando desde as eleições, fará um pronunciamento na Tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira, quando deverá lamentar o fato do qual foi prejudicado e cobrar posição da justiça eleitoral e do Ministério Público.

Leprevost, Provavelmente entrará na justiça contra Eduardo Carmona por crime de calúnia, injúria e difamação, já que não existe, no código penal brasileiro, qualquer punição em relação a “fake news”.

Carmona, sob encomenda da coordenação de marketing da campanha de Rafael Greca, comandada pelo “aranha marrom”, contribuiu para a derrota do favorito à época, deputado estadual Ney Leprevost, através do derrame de notícias falsas em pontos estratégicos da cidade.

Na campanha de segundo turno, entre Greca e Leprevost, as primeiras pesquisas já sinalizavam com vitória de Leprevost., que teria sido favorecido pelo eleitorado de Fruet e pelo próprio desgaste que Greca vinha sentindo em decorrência de suas desastradas declarações. Lembram do “cheiro de pobre que provoca vômitos”.

Foi a partir daí que o grupo de Greca intensificou o uso de “fake news” para desconstruir a imagem de Leprevost. Além do uso nos programas eleitorais de denúncias que depois se revelaram falsas – como os casos da suposta apropriação de um terreno do Instituto dos Cegos e de que o adversário tinha comprado diploma universitário no Tocantins-, as redes sociais foram inundadas por outros ataques.

Como resultado desse crime, no dia 30 de outubro, menos de dez dias depois da inclusão das “fake news” como método de campanha, as urnas deram vitória a Greca, com margem de 53% a 47% dos votos.