Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Chororô e mimimi dos cegos ideológicos

Jornalista Cláudio Stringari Marques, diretor da Central Press, publicou nas redes sociais um texto que eu gostaria de t..

Pedro Ribeiro - 23 de janeiro de 2019, 15:30

Jornalista Cláudio Stringari Marques, diretor da Central Press, publicou nas redes sociais um texto que eu gostaria de ter escrito. Não deu tempo, ele foi mais rápido. Fala justamente sobre a intolerância com a imprensa dos ativistas, de ideologias de esquerda ou direita que, lamentavelmente, não pensam no que falam, ou o que é pior, não sabem interpretar textos que, em muitos casos, mostram, nas entrelinhas, os recados que os jornalistas querem, principalmente no sentido de alertar a sociedade. Veja o que escreveu o nosso amigo?

Até esses dias, defensores do PT chamavam a imprensa de golpista. Agora, em 2019, defensores de Bolsonaro dizem que a imprensa é comunista...Amiguinhos, a imprensa informa. Noticia aquilo que é de interesse público, que gera impacto na sociedade. Se o filho do presidente está sendo investigado tem que fazer matéria mesmo. Se um partido assalta os cofres públicos também.

Doa a quem doer.

Vai ter chororô dos cegos ideológicos. Vai ter mimimi dos analfabetos funcionais. Vai ter protesto dos míopes que passaram por lavagem cerebral e que batem palma para ditaduras (de esquerda e de direita).

Sempre vai ter gente defendendo bandido de estimação. Pediram até liberdade do Pablo Escobar e do El Chapo...

Mas, enquanto vivermos numa democracia, a imprensa séria e ética vai dar a notícia que merece ser dada.

Linhas editoriais à parte (sempre teremos veículos que pendem mais pra direita e outros pra esquerda) trago aqui o juramento que fiz quando me formei em Comunicação Social - Jornalismo. Quem dera fosse aplicado por todos os colegas de profissão.

"Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação”.