Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Corrupção no governo petista espantou até o FBI

 O esquema de corrupção desenhado pela empreiteira Odebrecht causou surpresa para as mais altas autoridades ..

Pedro Ribeiro - 23 de dezembro de 2016, 13:32

 

O esquema de corrupção desenhado pela empreiteira Odebrecht causou surpresa para as mais altas autoridades dos Estados Unidos, inclusive o FBI, segundo dados divulgados pelo Departamento de Justiça, incluindo a implantação do sistema Drousys, da Draft Systems, que garantia troca de e-mails e mensagens secretas da empreiteira em todo o mundo. Para o FBI, nem mesmo o tráfico de drogas desenvolveu esse nível de sofisticação. O jornalista Cláudio Humberto e a equipe do blog Antagonista trazem com detalhes o sofisticado esquema. Veja alguns trechos:

Uma reportagem de 11 minutos sobre o acordo da Braskem com os procuradores dos Estados Unidos mostrou também os 50 milhões de reais em propinas para a campanha de Dilma Rousseff, negociados por Guido Mantega.

Leia um trecho:

"Uma das transações da Braskem aconteceu em 2006, durante o governo Lula.

Decisões judiciais levaram à elevação de impostos que prejudicariam os lucros da Braskem.

Dois executivos da Braskem procuraram a autoridade 'número três' - um então ministro de Lula - para interceder a favor da empresa junto a um outro ministro e também à autoridade 'número um' do governo.

Ao mesmo tempo, um alto executivo da empresa também entrou em contato diretamente com a autoridade '”úmero um” para pedir que pressionasse a autoridade “número quatro”.

Numa das reuniões, a 'autoridade quatro' passou um bilhete, pedindo ao “executivo um” da Braskem uma contribuição para a campanha de 2010 da autoridade “número dois” - no valor de R$ 50 milhões.

Segundo o documento, o executivo da Braskem concordou - mesmo sabendo que o dinheiro não iria para a campanha - e seria usado em benefício próprio dos políticos.

Em uma das planilhas do “setor de propinas” do grupo Odebrecht, encontrada pelos investigadores da Lava Jato no Paraná, consta um valor de R$ 50 milhões.

O valor aparece como 'saldo' em 2012 e 2013, e está relacionado ao codinome “pós-itália” que, segundo as investigações, há indícios de que seja o ex-ministro Guido Mantega.

A planilha tem ainda outros dois codinomes: 'Itália' e 'amigo'. A Polícia Federal afirma que 'amigo' é uma referência ao ex-presidente Lula e 'Itália', ao ex-ministro Antonio Palocci que, de acordo com os delegados, também era chamado de 'italiano'. Palocci seria o responsável por gerenciar esses pagamentos".pedro.ribeiro