Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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CPI do MEC é eleitoreira, afirma senador Oriovisto Guimarães

Senador Oriovisto Guimarães disse em Curitiba que a CPI do MEC é eleitoreira e por isso retirou seu nome dela.

Pedro Ribeiro - 11 de abril de 2022, 20:08

Foto/Divulgação
Foto/Divulgação

 

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos) explicou nesta segunda-feira, em Curitiba, porque tirou sua assinatura do pedido de instalação de uma CPI para apurar suposta corrupção no Ministério da Cultura. “Não posso compactuar com essa articulação, porque ela parte de um senador, Randolfe Rodrigues, justamente o coordenador da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Querem usar o Senado como palanque eleitoral e isso não posso admitir”, afirmou em evento da ADVB-PR.

Para o senador, esta CPI tem caráter político. Ele, no entanto, defendeu a investigação sobre as supostas denúncias de corrupção no MEC. O Tribunal de Contas da União (TCU) já está investigando as denúncias, pontuou o senador. O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a abertura de inquérito contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Neste caso, a determinação da ministra Carmen Lúcia atende a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), completou.

Segundo Oriovisto Guimarães, a Polícia Federal também instaurou inquérito no dia 25 de março para apurar irregularidades no repasse de verbas do Ministério da Educação Ministério da Educação. A decisão atende um pedido da Controladoria Geral da União (CGU), que enviou à PF o resultado de uma investigação interna. Esta apuração apontou supostas fraudes na distribuição do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

O senador disse não entender porque ele estaria sendo o responsável só porque retirou a assinatura. Existem 81 senadores e 54 não assinaram a CPI e “eu sou o culpado”, questionou.