Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

É o fim do “sacolé” nos estádios

 A bancada da cachaça venceu a bancada da igreja na batalha sobre a venda de cerveja nos estádios de futebol..

Pedro Ribeiro - 30 de agosto de 2017, 08:53

 

A bancada da cachaça venceu a bancada da igreja na batalha sobre a venda de cerveja nos estádios de futebol. A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou, em segunda discussão, o Projeto de Lei nº 50/2017, que libera a venda e o consumo de cerveja nas arenas desportivas e estádios de futebol do Paraná. O projeto passará ainda por uma votação de redação final antes de seguir para sanção do governador Beto Richa.

O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), um dos autores da proposta, nos conta que a proposta garante o direito do torcedor que vai ao estádio para lazer e por admirar o esporte. “O interesse disso é justamente do torcedor que, pacificamente, acompanha seu time e o esporte como um todo”, disse. “É notório que aqueles que causam a violência vão aos jogos só para isso e é sobre isso que tem de prevalecer o combate”, completou, em resposta às críticas ao projeto.

Depois de longos dias de avaliação, parece que os deputados chegaram à conclusão de que, mesmo não vendendo cerveja nos estádios, os torcedores já iam para os jogos com a cabeça feita, pois no entorno dos estádios, todo mundo vende bebidas e não apenas a cerveja, mas o famoso “sacolé” - run em saquinho plástico para driblar os seguranças. Lá dentro, é só comprar um refri e pronto, está feito o drink.

“Também vale ressaltar que a entrada de pessoas nos estádios portando qualquer tipo de bebida alcoólica é também proibida, assim como é indiscutivelmente proibida a venda das bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.  O fato é que vários estados já liberaram a venda de cerveja nos estádios e os torcedores consomem bebida alcoólica no entorno das arenas esportivas. O consumo de cerveja dentro dos estádios não torna ninguém marginal ou criminoso”, explicou o líder do governo.

O projeto aprovado nesta terça acolheu duas emendas. Uma para liberação apenas durante os jogos, outra para venda apenas em pontos fixos e uma proposta que prevê a venda de 20% de cerveja artesanal paranaense.

“Foi uma adição importante pois vai permitir que o setor de microcervejarias seja amplamente divulgado e fomentado, o que vai gerar receita e empregos em diversos municípios que vem se firmando como exemplos de pólos de cervejarias artesanais para o Brasil todo”, disse Romanelli.

 pedro.ribeiro