Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Esquerda e direita, miolo mole e coração bom e coração duro

 Na visão do ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, o Brasil ainda está muito distante de se transfor..

Pedro Ribeiro - 12 de fevereiro de 2019, 14:30

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Mario Negromonte Jr e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião na Câmara dos Deputados.
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Mario Negromonte Jr e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião na Câmara dos Deputados.

 

Na visão do ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, o Brasil ainda está muito distante de se transformar em uma potência econômica mundial. Um país fechado que precisa que uma Perestroika – abertura política implantada na União Soviética em 1980 – para crescer e se desenvolver.

Em entrevista para o jornal britânico Financial Times, disse que "o Brasil é a oitava maior economia do mundo, mas ocupa o 130º lugar em grau de abertura, próximo ao Sudão. Ele também está classificado em 128º em termos de facilidade de fazer negócios".

Guedes quer que o Brasil melhore a sua posição nos rankings - indo para o 65º e 64º lugar, respectivamente - durante os quatro de governo, corte de gastos, revisão da legislação tributária, redução da burocracia e privatizações.

O ministro disse, em relação às eleições do ano passado, que as "pessoas de esquerda têm miolo mole e bom coração". E completou: "as pessoas de direita têm a cabeça mais dura e o coração não tão bom".

Para Guedes, "a ideologia é o verdadeiro inimigo". O jornal citou a preocupação com a desigualdade social no Brasil, mas o ministro assegurou que não pretende cortar gastos sociais: "Vamos manter os gastos sociais, mas acabar com a corrupção e os privilégios."

"O problema dos gastos é crucial. Por isso, é lógico que devemos resolver esse item primeiro, com a reforma da Previdência', afirmou. "Depois os impostos, depois o balanço de pagamentos e a privatização. No fim das contas, muitas estatais ficarão. Se eu quiser vender 100, provavelmente conseguirei vender 25."

Guedes tem metas ambiciosas para a economia brasileira. Mas reconhece que pode haver entraves políticos: "O presidente sempre pode dizer não."