Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Filhos de Bolsonaro vão entender o tamanho da cadeira de cada um, diz Mourão

  A interferência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto já acendeu luz amarela..

Pedro Ribeiro - 20 de fevereiro de 2019, 15:17

Foto: Romério Cunha/VPR
Foto: Romério Cunha/VPR

 

 

A interferência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto já acendeu luz amarela junto ao comando militar do governo que blinda o presidente. A reação vem do vice-presidente, General Hamiltom Mourão, ao observar que a presença dos filhos “é uma questão de acomodação do governo e que eles irão entender o “tamanho da cadeira de cada um”.

Responsáveis pela maioria dos atritos entre ministros, parlamentares e assessores do Palácio do Planalto, os filhos do capitão continuam dando pitacos na gestão e arrumando confusão para o presidente, como a última, envolvendo o ex-ministro Gustavo Bebianno.

“Da minha parte não dei nenhuma opinião. A questão dos filhos é uma questão de acomodação do governo. A família é unida, os filhos são pessoas bem sucedidas, aos poucos eles vão entender qual é o tamanho da cadeira de cada um”, afirmou o vice-presidente em entrevista ao jornalista Claudio Humberto do Diário do Poder.

Mourão comentou ainda sobre a derrota sofrida na Câmara dos Deputados nesta terça (19) com a rejeição do decreto presidencial que ampliava a lista de servidores com poder de classificar documentos como sigilosos.

Segundo ele, o Congresso enviou um recado para o governo sobre a necessidade de maior diálogo entre o Executivo e o Legislativo — tarefa que para o vice-presidente não é difícil. Mourão disse ainda que, depois de 30 anos como deputado, Bolsonaro tem habilidade para conversar com parlamentares.

O vice-presidente também comentou a divulgação dos áudios compartilhados entre Bolsonaro e o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, que Mourão considerou como uma atitude de “deslealdade”.

Os áudios divulgados nesta terça pela revista Veja revelam que Bolsonaro só tratou do caso PSL uma vez. Ao todo, foram sete áudios enviados pelo presidente ao ex-ministro. Na maior parte deles, Bolsonaro reclama de “pisadas de bola” de Bebianno.