Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Impotência diante de um vírus que assombrou o planeta

País do futebol, sem futebol. País do samba, sem samba. Pessoas enjauladas como bichos em suas próprias casas sem uma pe..

Pedro Ribeiro - 18 de maio de 2020, 14:56

(Freepik)
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País do futebol, sem futebol. País do samba, sem samba. Pessoas enjauladas como bichos em suas próprias casas sem uma perspectiva do que poderá acontecer no dia de amanhã. A não ser o medo, o pânico, as perguntas que não conseguimos responder aos nossos filhos e netos. O desespero bate à porta, a solidão, a depressão.

Como birutas, estamos sem saber para onde ir. Dois ex-ministros, médicos respeitáveis não recomendam o uso do medicamento que o presidente Jair Bolsonaro prescreve e quer enfiar goela abaixo de todas as pessoas vitimadas pela doença que sufoca e mata. Cientistas e todo o mundo também têm dúvidas sobre o efetivo efeito curativo da cloroquina.

Governadores, prefeitos, enfim, representantes do povo no Congresso Nacional tentam, de todas as formas, amenizar o impacto da pandemia, tentando injetar dinheiro na economia, na tentativa de fazer o país respirar.

Nem mesmo os países mais poderosos do planeta souberam administrar a pandemia. Todos pecaram, sem saber o que fazer, o que levou milhares de pessoas a óbito. Estados Unidos, China, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha e outros sucumbiram diante do vírus mortal.

Mesmo com a tragédia anunciada, o Brasil não soube e não está sabendo conduzir a letalidade do vírus que se espalha como rastilho de pólvora pelas periferias das cidades atingindo, agora, as pessoas mais vulneráveis. Segundo estudos a previsão é de que 90 mil brasileiros vão a óbito até o início de agosto.

Tragédia. O que fazer? Infelizmente não temos a resposta. Nem na Bíblia.

Vamos continuar isolados, ou não, com máscaras, ou não, assistindo políticos tomarem mais uma vez de assalto o país, rezando ou orando, e com um agradecimento especial às pessoas que estão na linha de frente, expostos à morte, salvando vidas em todo o país.

Que os cientistas sem bandeiras ou ideologias avancem nas pesquisas para que tenhamos uma noite de sono e esperança no amanhã.