Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

Jogaram a conta para nós pagarmos e tarifa do pedágio deve aumentar

Para pagar essa conta, as concessionárias têm três opções: reduzir as obras, aumentar as tarifas ou prorrogar os contrat..

Pedro Ribeiro - 28 de maio de 2018, 10:13

Foto: JosŽ Adair Gomercindo-SECS
Foto: JosŽ Adair Gomercindo-SECS

Para pagar essa conta, as concessionárias têm três opções: reduzir as obras, aumentar as tarifas ou prorrogar os contratos de concessão. Façam as apostas.

Até o momento – agora são 09h37min. - ninguém sabe se o movimento dos caminhoneiros será encerrado ou não, mesmo com o atendimento de suas reivindicações por parte do governo federal. O que se sabe, agora, é que tudo está parado e poderá continuar por mais um ou dois dias, o que amplia ainda mais o caos no país, em especial nas áreas da produção de alimentos, hospitalar e transportes coletivos.

Ao que nos parece, ninguém está dando bolas para o Governo Federal o que ilegitima a governabilidade do país. Nem mesmo as ameaças de forças de segurança e multas pesadas foram capaz de desobstruir as estradas e restabelecer o transporte. O pior: ao se curvar – atrasado – e ceder às pressões e atender aos pedidos dos caminhoneiros, o governo vai ter que lidar, daqui pra frente, com novas categorias que certamente já estão debruçadas em pacotes de reivindicações, principalmente de subsídios.

No caso da liberação do pagamento da tarifa de pedágio do eixo suspenso dos caminhões vazios nas estradas, um diretor da AGEPAR, a agência reguladora dos serviços de pedágio do Paraná, me diz com todas as letras: “jogaram a conta para nós e a medida governamental terá impacto nas tarifas”.

Segundo explica, a medida, da forma que está editada, quebra o equilíbrio do contrato e gera o direito das concessionárias reivindicar o reequilíbrio. Cabe ao poder concedente, o Departamento de Estradas de Rodagem - DER fazer os estudos correspondente para ver o valor do impacto e propor a melhor solução que seria a redução de obras, aumento das tarifas ou prorrogação dos contratos pelo tempo necessário para compensar o impacto. “Para prorrogação dependemos da renovação da delegação do governo federal”, observou o diretor da AGEPAR