Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Lula e a história do imperador corrupto

  Que papel a História estará definitivamente reservando para Lula quando daqui a alguns anos as próxim..

Pedro Ribeiro - 06 de fevereiro de 2019, 17:58

 

 

Que papel a História estará definitivamente reservando para Lula quando daqui a alguns anos as próximas gerações estudarem nos livros que ele foi um dos presidentes da República Federativa do Brasil?  Como será lembrado aquele que já foi chamado de “o cara” pelo presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, e que hoje amarga o cativeiro, preso e  confinado a uma das apertadas celas da Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba?

A História, sempre foi escrita por vencedores, e as vezes se torna cruel com seus personagens, eles são lembrados apenas pelos aspectos marcantes, às vezes que bem, em outras, pelo mal que fizeram.

Getúlio  Vargas, por exemplo, para mencionar apenas um dos personagens da História Brasileira, é incensado por uma ala da esquerda nativa  e sindical como “o pai dos pobres”, velhinho carismático e de coração generoso. E, ainda que a História conte as atrocidades e os assassinatos de um período de seu governo, do chamado Estado Novo, pouco fazem a ele referência sobre esses crimes. Nem do seu fascínio, junto com ministros de sua equipe, pelo nazismo e pela figura de Adolf Hitler, a besta humana que assombrou o planeta naquela quadra.

Getúlio teria sido para alguns historiadores, apenas um caudilho oportunista a quem se atribui a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que na verdade nada mais era que uma jogada de marketing, ao reunir leis que vinham desde os tempos de Floriano Peixoto e outros presidentes. A própria CLT, uma cópia adaptada da Carta del Lavouro, dos tempos de outro facínora chamado Mussolini, o fascista que governou a Itália e teve fim merecido, também admirado por Getúlio.

A História da Humanidade, à parte o território tupiniquim e regressando a milhares de anos, está repleta de outros personagens, hoje tratados e lembrados caricatamente,  eles são muitos mesmo no Império Romano. Nero, dizem os historiadores,  fez um governo, no início, admirado e aprovado por toda Roma, pacificou o Império e cuidou exemplarmente de prover as finanças, até degringolar de vez em sua patologia. É lembrado hoje apenas como o imperador que incendiou Roma enquanto tocava sua lira, o que não chega a ser verdadeiro, mas foi o espaço que lhe deram dentro da História.

Mas o que essa conversa toda do Império Romano tem a ver com Lula, cuja  História  o fez o maior e mais carismático líder de massa do país em todos os tempos? E que o decorrer do  tempo também o transformou no personagem mais odiado por muitos brasileiros, pelas gatunagens acontecidas no seu governo e cometidas por seu partido, o PT ?

É que a trajetória do destino que Lula tem traçado, lembra em certos aspectos, com possíveis exageros, a nada  exemplar  memória da biografia de Didius Julianus, que no ano 193 desta era, ascendeu ao trono Império Romano de maneira pouco ortodoxa. Por 50 mil sestércios, uma fortuna inestimável, corrompeu cada um dos soldados da Guarda Pretoriana, com a promessa de serem pagos mais tarde pelas caixas do tesouro do Império, coisa  que jamais chegou a cumprir. Governou por pouco tempo.

Hoje, passados séculos, Didius Julianus é lembrado apenas por este episódio.

Foi a marca que a História lhe reservou, preservando seu nome.

É a única coisa que se lembra de seu governo!

Como Lula será lembrado?