Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Maduro dança rumba enquanto venezuelanos entram em confronto por comida

 Enquanto miseráveis famélicos entravam em confronto com militares venezuelanos para ter acesso à comida da ..

Pedro Ribeiro - 25 de fevereiro de 2019, 09:36

 

Enquanto miseráveis famélicos entravam em confronto com militares venezuelanos para ter acesso à comida da ajuda humanitária que estava sendo entregue nas fronteiras com o Brasil e a Colômbia, o tiranete Nicolas Maduro encerrava seu discurso dançando rumba em frente aos poucos milhares de bolivarianos que conseguiu reuniu em Caracas, no sábado. Um gesto de absoluto desprezo e deboche com milhões de compatriotas que estão sendo submetidos à fome e ao desespero, num dos crimes humanitários sem precedentes cometidos por um governo contra seu povo. Pelo levantamento da Organização dos Estados Americanos (OEA), a conta é de 14 mortos e mais de 250 feridos no confronto com militares e milícia assassinas bolivarianas.

O que o tiranete usurpador da presidência da Venezuela cometeu ao rejeitar ajuda humanitária e determinar o incêndio de dois caminhões carregados de alimentos e medicamentos, merece a condenação e do mundo todo e posterior punição severa desse facínora. Impediu que os ainda escassos alimentos doados por outros países chegassem às bocas famintas de crianças que estão morrendo de inanição. Impediu que remédios chegassem a doentes que necessitam de medicação de uso contínuo ou com doenças terminais e que padecem nos leitos de hospitais e em suas casas, no drama de estarem sofrendo com a fome e a doença.

Não é possível ignorar a crueldade desse fantoche que controla a quadrilha que domina a Venezuela e nem aceitar que seus atos de insanidade estejam dentro de uma pretensa racionalidade ideológica, de defesa de um regime que usa a fachada de uma nomenclatura socialista bolivariana. Além de submeter o povo venezuelano à fome impiedosa, ao desespero, ao desespero e à morte lenta, ele ainda dança em frente ao grande palco armado em Caracas, na frente de milicianos pagos pelo governo, e faz troça da tragédia que abate o País, dizendo que vai aproveitar o carnaval que se aproxima para se divertir.

Não há justificativa para se condescender diante de manifestações grotescas, desumanas desumanas e sórdidas como estas que se viram no sábado, transmitida pela televisão para espanto e incredulidade de todos os cantos do planeta. O que este bufão venezuelano vem fazendo com seu próprio povo, condenando-o a morte lenta, é um dos mais graves crimes contra a humanidade que tem sido praticado na era contemporânea. Se, nestes tempos, houvesse um Tribunal, à exemplo do de Nuremberg, para julgar crimes praticados pelo nazismo, essa tirano estaria puxando a fila da condenação à forca.

Pretender considerar a tragédia venezuelana dentro de um contexto estúpido de uma luta ideológica em defesa de eventual soberania de um país, ou de um projeto socialista, e por isso mesmo condescender e minimizar a crueldade desse tirano, é outro crime humanitário que se comete por omissão e leniência. Não é possível que as esquerdas do Continente, e nele a brasileira representada fortemente pelo PT, mantenham o cinismo e a hipocrisia de um discurso ideológico para justificar o massacre que está acontecendo no País vizinho. De certa forma, essa esquerda toda, em todos os seus matizes, não deixa de ser também criminosa pela sua covardia em levantar a voz de condenação à essa aberração em que se transformou o chamado socialismo bolivariano. Até mesmo a Internacional Socialista já percebeu quem é Nicolás Maduro e sua quadrilha no poder na Venezuela, não reconhecendo sua legitimidade no cargo da presidência.

A continuar assim, vai chegar o momento em que a intervenção militar por uma coalizão de países na Venezuela não será mais uma ameaça a sua soberania. Mas uma necessidade urgente que se faça em defesa de um povo oprimido e subjugado.