Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Moro aumenta tom da voz contra corrupção em Davos

 Ao reafirmar que a velha cultura da impunidade não faz parte do governo Bolsonaro e que o compromisso do go..

Pedro Ribeiro - 23 de janeiro de 2019, 00:38

 

Ao reafirmar que a velha cultura da impunidade não faz parte do governo Bolsonaro e que o compromisso do governo é forte contra a corrupção, o ministro da Justiça Sergio Moro deixou claro, em Davos, na Suiça, que haverá força tarefa dura contra os desvios de dinheiro público no Brasil. A primeira medida contra a corrupção adotada pelo novo governo, segundo o ministro, foi o fim do toma lá dá cá para escolha de integrantes do primeiro e segundo escalões. O ministro vem se esquivando em relação ao caso Flávio Bolsonaro que a cada dia se complica ainda mais.

Sergio Moro defendeu um pacto empresarial no Brasil contra subornos. “O setor privado precisa se unir para evitar irregularidades”. Ele também destacou que a primeira medida contra a corrupção, adotada pelo novo governo brasileiro, foi o fim do “toma lá, dá cá”, para escolhas de integrantes do primeiro e segundo escalões.

O governo tem discurso forte contra a corrupção e vem adotando práticas sobre algo que não foi feito em 30 anos no Brasil, que é não vender posições ministeriais na barganha pelo poder. E nomeou pessoas técnicas”, disse Moro.

O combate à corrupção é uma das armas do Brasil para resgatar a sua credibilidade. Moro explicou que a politicagem do Brasil, tinha o discurso, de que “pagar propina era uma regra do jogo”. Para ele, o Brasil precisa de uma reforma geral. “Precisamos reduzir incentivos a corrupção”. O ministro explicou que a corrupção generalizada não prejudicou só “a confiança pública”, mas também minou a competição leal no mercado. “Com o pagamento de propinas, para ter vantagens em contratos públicos”.