Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Moro, sem dinheiro, e vítima do revanchismo

Candidato Sergio Moro está com sérios problemas financeiros à sua campanha, já que o Podemos tem resistência junto a deputados

Pedro Ribeiro - 15 de fevereiro de 2022, 08:47

Foto/Rodolfo Büher/Paraná Portal
Foto/Rodolfo Büher/Paraná Portal

Sergio Moro, suposto candidato representante da terceira via, que poderia derrotar o bolsonarismo e o lulopetismo na corrida ao Palácio do Planalto, está enfrentando desafios jamais imaginados por um ex-juiz federal que chegou a ser chamado de paladino da justiça e da moralidade no país. 

Moro enfrenta, hoje, as maquinações políticas, lideradas por políticos profissionais, de carreira, que bem retrata a máxima de que, no Brasil, política não é para amadores. É preciso aprendizado, experiência para enfrentar a forma suja e rasteira de que a política é feita no país. Profissionalismo.

O ex-juiz federal, que colocou políticos profissionais na cadeia na sua “Operação Lava Jato” e que lhe deu, no início, credibilidade junto à população, experimenta, hoje, o gosto amargo da vingança, do revanchismo, tanto do lado de Lula quanto de Bolsonaro. Está em um fogo cruzado que dificulta sua intenção de promover um projeto para um Brasil melhor, o qual defende.

Sua candidatura, além de enfrentar reações dentro do seu próprio partido, entra em uma fase difícil que é justamente a mais importante neste momento: a falta de recursos financeiros.

Com o Fundo Partidário que, hoje, disponibiliza R$ 4,9 bilhões aos partidos políticos para realizarem suas campanhas sem ter que “pedir dinheiro a empresários”, coloca Moro em uma cilada, pois é certo que, dentro do Podemos, os deputados querem a fatia do fundo para suas campanhas e estão virando as costas para o núcleo da campanha à Presidência da República.

Portanto, Moro não tem dinheiro para campanha e, por questões éticas, como ex-juiz federal, não pode ou não deve pedir recursos financeiros a empresários. 

O ônus da política no Brasil.