Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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“Não sou louco”, diz Richa em sabatina e chama delator de criminoso

Beto Richa, em sabatina na Gazeta do Povo, não baixou a guarda. Negou quaisquer irregularidades em seu governo e disse q..

Pedro Ribeiro - 16 de maio de 2018, 16:15

CURITIBA, PR, 12.03.2018: COMEMORAÇÃO-CURITIBA -  Governador do Paraná, Beto Richa, participa de cerimonia em comemoração aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, tendo lançado selo comemorativo no Palácio Iguaçu nesta segunda-feira (12). (Foto: Ernani Ogata/Codigo19/Folhapress)
CURITIBA, PR, 12.03.2018: COMEMORAÇÃO-CURITIBA - Governador do Paraná, Beto Richa, participa de cerimonia em comemoração aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, tendo lançado selo comemorativo no Palácio Iguaçu nesta segunda-feira (12). (Foto: Ernani Ogata/Codigo19/Folhapress)

Beto Richa, em sabatina na Gazeta do Povo, não baixou a guarda. Negou quaisquer irregularidades em seu governo e disse que está sendo vítima de uma onda de denuncismo. O ex-governador se referia às denúncias de caixa dois à campanha de 2014 onde, supostamente, seu ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo, teria negociado com a empreiteira Odebrecht em troca de R$ 2,5 milhões.

“Estive com ele , ele pediu um tempo para me explicar aquela conversa, as circunstâncias, porque houve...”, disse Richa. “Evidente que não gostei da gravação que ouvi”, acrescentou o governador que também negou qualquer envolvimento na Operação Quadro Negro que desviou R$ 20 milhões dos cofres públicos em obras de escolas públicas inacabadas.

Para Richa, que disputará uma vaga no Senado Federal, “estão querendo colocar todos os políticos em uma vala comum. É um desestímulo aos políticos de bem. Fico indignado de ver o meu nome comparado ao de um criminoso”. Quanto às denúncias do delator da Valor, Eduardo Lopes de Souza, que envolveu seus familiares, irmão e filho, retrucou e disse que jamais ficaria impassível diante de um esquema de corrupção relacionado à educação. O ex-governador também classificou o empreiteiro como “um criminoso (...). Ele é um criminoso e criminoso não pode ter fé pública”.

“Eu jamais compactuaria com dinheiro desviado de obras, ainda mais de escolas. Eu não sou louco”, afirmou. “Ele diz que ouviu dizer. Eu não conheço esse cidadão nem quero conhecer. É um criminoso”, acrescentou.