Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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No dia do jornalista, nosso repúdio à agressão

  Me lembro, quando repórter da Gazeta do Povo, cobrindo a vinda do ex-presidente General João Figueire..

Pedro Ribeiro - 07 de abril de 2018, 09:49

 

 

Me lembro, quando repórter da Gazeta do Povo, cobrindo a vinda do ex-presidente General João Figueiredo a Curitiba, éramos enquadrados pelos seguranças de coturnos que se resumiam a prolongados pisões nos pés e cotoveladas na altura das costelas sem olhar para nossas caras. Era sinal de que não podíamos avançar o sinal. Não tinha choro nem vela. Ou esperneávamos, dizendo as tradicionais palavras “estou trabalhando”, ou ficávamos  calados, ou ainda, o mais correto, procurávamos alternativas para furar o cerco. Hoje, lamentavelmente, as agressões são explícitas sejam por parte dos contrários ou favoráveis, no caso ao ex-presidente Lula. A violência campeia na frente das câmaras dos fotógrafos e de cinegras como se, também, não houvesse punição às covardes agressões.

Hoje, 7 de abril,  Dia do Jornalista quero fazer uma homenagem especial aos colegas covardemente  agredidos  pelos pelegos do PT, CUT e MST,  enquanto cobriam a prisão de Lula. Na noite de quinta, jornalistas que cobriam a mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, sofreram intimidações de simpatizantes mais exaltados de Lula.

Um desses covardes capangas de Lula arremessou ovos em direção aos profissionais de imprensa. Em Brasília, onde também houve atos em solidariedade ao ex-presidente, equipes de televisão foram ameaçadas por manifestantes. O vidro de um carro do jornal Correio Braziliense foi quebrado em frente à sede da CUT.

Da mesma forma em que repudiamos a agressão a jornalistas, também não concordamos com as agressões sofridas pela Caravana de Lula durante passagem pela região Sul do País onde houve, inclusive, disparos de armas de fogo. São atos covardes que só apequenam a democracia.