Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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O dinheiro da vergonha está na Boca Maldita

 A Boca Maldita, principal palco de discussão política e de protestos de Curitiba, foi cenário nesta segunda..

Pedro Ribeiro - 28 de agosto de 2017, 12:24

 

A Boca Maldita, principal palco de discussão política e de protestos de Curitiba, foi cenário nesta segunda-feira de mais um inusitado recado à sociedade brasileira. Uma montanha de dinheiro cenográfico com notas representativas de R$ 100 chamava a atenção das pessoas que passavam pela Rua XV de Novembro, no coração da capital.

A dinheirama representava R$ 2 bilhões do volume de mais de R$ 11 bilhões repatriados pela Operação Lava Jato da corrupção que sangrou os cofres públicos do país.

A intenção era justamente a de chamar a atenção para o grande volume de dinheiro roubado do contribuinte brasileiro e que, aos poucos, está sendo recuperado graças à força tarefa dos procuradores da república e Polícia Federal e para lançamento do filme “Polícia Federal, a Lei é para Todos”, que estréia em mil salas de cinemas no dia sete de setembro.

Segundo o produtor do filme, Tomislav Blazic, diretor da New Cine&TV, o filme procura retratar a crueldade com que empreiteiras e políticos trataram do dinheiro público. Hoje, segundo dados da Operação Lava Jato, o rombo ultrapassa os R$ 30 bilhões que, se convertidos em investimentos na área social daria para alimentar grande parte da população que ainda passa fome, dar abrigo a muita gente que não tem casa, atendimento hospitalar e escolas.

Na Boca Maldita e diante da montanha de dinheiro, a maioria das pessoas que paravam para uma foto saia indignados com o volume, embora bem menos da metade do que já foi recuperado, representa em um espaço público.

Também na Boca Maldita, a APP Sindicato montou uma barraca para colher assinaturas que libera de punição os professores faltosos durante as greves deste ano e uma produção paulista de um documentário sobre as Diretas Já.

Mais detalhes sobre o movimento de hoje você poderá assistir no Faceboock do Paraná Portal, onde a repórter Francilly Azevedo fez completa cobertura.pedro.ribeiro