Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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O socialismo bolivariano que ilude trouxas e encanta o PT de Lula

 Balela para enganar trouxa essa estória de socialismo bolivariano que a presidente do PT, Gleisi Hoffman, f..

Pedro Ribeiro - 13 de janeiro de 2019, 11:06

Foto: Alessandro Dantas
Foto: Alessandro Dantas

 

Balela para enganar trouxa essa estória de socialismo bolivariano que a presidente do PT, Gleisi Hoffman, foi homenagear em nome do partido ao participar da posse do ditador da Venezuela, Nicolas Maduro. Não passa de uma farsa de araque para esconder a verdadeira face  de um governo corrupto liderado por um grupo que transformou a Venezuela em um  país em estado de assombrosa calamidade,  palco de grave crise humanitária.

Esse socialismo que o PT foi homenagear com a presença de Gleisi Hoffman é apenas um engodo populista inventado por Hugo Chaves, seu líder já falecido, e que mantém um governo que continua a massacrar o país impiedosamente. Foi ele quem inventou o neologismo e se apropriou da figura de Simon Bolivar, personagem da História na luta pela libertação da América do então domínio pela Coroa Espanhola. Como os guerrilheiros  que se diziam de esquerda fizeram em 79, usando o nome de Augusto Sandino, para tomar o poder na Nicarágua,  e transformá-la em outra  ditadura que é hoje, a do  casal Daniel Ortega

Gleisi Hoffman jamais teria ido a Venezuela sem receber ordem de seu grande líder, Luiz Inácio Lula da Silva, enjaulado  na cela da Polícia Federal em Curitiba por crimes que cometeu como presidente do Brasil. Ela  foi para lá para manter a conexão de seu líder com parte do que sobrou dessa esquerda caricata que vicejou no Continente.

Foi também prestigiar um modelo de "socialismo" que por mais ousadia que o PT tivesse no poder, não conseguiu implantar no Brasil, o de outra ditadura pretensamente de esquerda com o que sempre sonharam. E fazer como Chaves fez na Venezuela ao destituir com o tempo a maior parte do oficialato do  Exército, nomear seus comparsas para postos de comando e criar as criminosas milícias bolivarianas paralelas.

Chaves distribuiu mais de 500 mil armas para estas milícias,  a pretexto de garantir seu próprio exército diante de justificativas de ameaças à  soberania do país.

O ditador Maduro repetiu o gesto em 2017 e distribuiu outras 500 mil armas, o que transformou a Venezuela em um caldeirão de sangue, de guerra civil, diante de tentativas de retirá-lo à força do poder. É um exército paralelo com 1 milhão de milicianos armados, prontos para defender a farsa bolivariana.

De Lula, representado pela presidente do PT,  todos os brasileiros já conhecem a história.

Do falecido Hugo Chaves, diz-se que suas duas filhas e a viúva vivem hoje nababescamente com a fortuna por ele deixada em contas no exterior. De seu sucessor, Nicolas Maduro, além de apreciador de bons restaurantes e internacionalmente renomados chefs de cozinha, o que se sabe é que tem dois sobrinhos presos nos Estados Unidos, cumprindo condenações de 18 anos em regime fechado, por tráfico de drogas. São inúmeras as denúncias de dissidentes e exilados afirmando que a Venezuela se tornou um Narco-Estado.

Na posse do ditador, além da caricata presidente do PT, lá estavam apenas os presidentes de Cuba, Miguel Dias-Canel, país sustentado pelo petróleo de Venezuela e o esperto Evo Morales, que comanda a Bolívia, o mesmo que, na cara dura,  esteve na posse de Jair Bolsonaro, em Brasília. Morales é indígena  mas não é trouxa, depende do comércio com os dois países e lá em suas pajelanças deve ter se vacinado, sabe como a coisa funciona,  do tal  bolivarianismo quer mais é tirar proveito. Não se ilude como Gleisi Hoffmam.

Ela não foi a posse do presidente do seu país, eleito democraticamente, mas  esteve em rapapés com o ditador venezuelano, cuja eleição fraudada não é reconhecida pela Organização dos Estados Americanos. Mas que se dê a ela a indulgência e a real e devida dimensão que possui dentro da  História politica brasileira concedendo-lhe breve resumo: estava apenas cumprindo ordens.