Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Paraná quer maior retorno da União, defende Guto Silva

“Enviamos R$ 60 bilhões aos cofres da União e recebemos de retorno R$ 20 bilhões”. (Guto Silva)

Pedro Ribeiro - 08 de fevereiro de 2022, 17:27

Guto Silva
Guto Silva

 

“Enviamos R$ 60 bilhões aos cofres da União e recebemos de retorno R$ 20 bilhões”. (Guto Silva)

 

Se o papel de um Senador da República ficar apenas na função burocrática de fiscalizar as ações do Executivo, se pautar em interesses mesquinhos e pessoais, com abandono das políticas públicas, essa função não deverá interessar ao deputado estadual e candidato à Câmara Alta nas próximas eleições, Guto Silva. 

O jovem parlamentar percebe o cansaço da sociedade que, a cada dia, exerce o real direito de cidadania e busca resgatar novamente a importância da participação, do debate, fruto de um modelo de democracia que se expande não apenas no Brasil mas, em todo o mundo que se dobrou à tecnologia, entre elas as redes sociais.

Isto representa, na sua opinião, um grande desafio às lideranças políticas que devem reassumir, de maneira radical e concreta, a coordenação do processo de reorganização da sociedade, tornando-se imperativo sua participação nas prioridades políticas dos gastos públicos. 

Estudioso da evolução da democracia e do comportamento da sociedade em relação aos representantes políticos, Guto Silva observa que “não há mais tempo a perder, “o analógico deu, há muto tempo, lugar ao tecnológico, ao digital e isto reflete no processo político democrático. O eleitor está lado a lado dessa transformação”. 

Aos 44 anos de idade e já com bagagem politica que o credencia a disputar uma eleição ao Senado, Guto Silva concorda quando questionamos se o Congresso Nacional, mesmo desgastado, governo o país. “E fruto do modelo semipresidencialista que vivemos, que dita as regras diante de um modelo fragilizado e sem debate honesto. Isto provoca instabilidade política e mexe com a autoestima da população”.

“Qualquer presidente da República que se recuse a dialogar com o parlamento estará fadado ao fracasso e não governará. O exemplo mais recente é o do presidente Jair Bolsonaro que tentou criar dificuldades para o Congresso Nacional, não conseguiu, não governa”, observa Guto Silva. Esbarrou também no Supremo Tribunal Federal. 

Infelizmente, Bolsonaro tem que conviver, hoje, com o jogo do clientelismo, com as armadilhas forjadas por políticos profissionais, no caso, o “centrão”, pontua o candidato ao Senado.

Guto Silva nos parece ser um cidadão filtrado para o bem, principalmente quando coloca suas posições em relação às ações governamentais direcionadas às classes sociais menos favorecidas. Se refere, com indignação, ao exorbitante valor destinado ao Fundo Partidário para campanha – hoje em R$ 4,9 bilhões – quando o tecido fino da sociedade passa fome. 

“A ajuda financeira do governo deve existir, pois antes da Operação Lava Jato, tudo era patrocinado por empresas que exigiam retorno dos gastos, mas deve ser compatível com a realidade do país”.

Guto Silva escolheu a Câmara Alta para dar continuidade ao seu projeto político que teve início como vereador e depois deputado na região de Pato Branco. “No meu entender, um senador deve dialogar e construir alianças  com seus pares dos outros estados da federação com o objetivo único: o bem dos brasileiros”. 

Em relação ao nosso Estado, “vejo que há uma discrepância muito grande em relação ao que o Paraná contribui com a União e o que ele recebe. Enviamos R$ 60 bilhões aos cofres da União e recebemos de retorno R$ 20 bilhões.  Temos que encontrar mecanismos de compensação e acredito que eles existem. Com bom-senso   e trabalho, que está no nosso DNA, vamos conseguir ajudar mais nosso Estado”, acredita o deputado.

Guto Silva vem, ao longo dos anos, se preparando para chegar ao Congresso Nacional e acredita que há espaço para isso.  Diz que sua campanha é feita com conversa, debate e principalmente sintonizada com o sentimento do paranaense.

Se for eleito, o senador pretende levar ao debate no Congresso Nacional a importância do Paraná como fornecedor de grãos ao país e ao exterior, seu potencial hidrelétrico e energético, bem como sua destacada atuação na área de serviços, tecnologia e conhecimento, com suas cinco universidades. Nosso estado merece retorno maior do que recebemos do Governo Federal”, acredita.