Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Partidos adoram dinheiro público e não se importam com a saúde do povo, afirma Oriovisto

O Brasil está doente e carente de estadistas. Adoeceu na saúde, na política e na economia. Nunca na nossa históri..

Pedro Ribeiro - 24 de junho de 2020, 10:58

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza  audiência pública com o ministro da Justiça para apresentar metas e diretrizes da pasta e detalhar o pacote anticrime.  À bancada, senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR).  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública com o ministro da Justiça para apresentar metas e diretrizes da pasta e detalhar o pacote anticrime. À bancada, senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Brasil está doente e carente de estadistas. Adoeceu na saúde, na política e na economia. Nunca na nossa história estivemos tão órfãos, com angustiante expectativa do que virá pela frente, confiantes sem termos certeza, amedrontados na aposta do que nos resta de esperança, com um entusiasmo, mas cheio de involuntárias dúvidas.

Estranho que, no meio da pandemia, onde o presidente da República afirma que a União não suportará pagar mais os míseros R$ 600 para o alimento dos mais de 50 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da miséria, existem R$ 2 bilhões guardados para o fundo eleitoral e mais R$ 1 bilhão para o fundo partidário.

Por que este dinheiro não pode ser repassado – pelo menos parte dele – para o combate à pandemia do coronavírus que levou à morte mais de 50 mil brasileiros?

Fui buscar resposta à minha pergunta junto ao senador Oriovisto Guimarães. “Por que não mexem no dinheiro do fundo eleitoral para campanha e repassam pelo menos parte para o combate à pandemia?

“Porque a maioria dos partidos adora dinheiro público e não está preocupada com a saúde do povo. Por mim acabaríamos tanto com o fundo eleitoral como com o fundo partidário”.

A única razão para existirem mais de 30 partidos no Brasil é a vontade dos donos dos partidos de terem acesso ao dinheiro dos fundos partidário e eleitoral. Precisamos de uma reforma política que criem cláusulas de barreiras que impeçam a existência de tantos partidos, acabem com este verdadeiro “empreendedorismo” político, diminua o número de deputados, federais e estaduais, senadores e vereadores, observa o senador.

Para ele, “precisamos proibir à reeleição de deputados e senadores. Política não pode ser profissão. Na medida em que se transforma em profissão, os políticos passam a legislar no interesse de suas próprias carreiras e não nos interesses do povo”.

Oriovisto Guimarães, um bem sucedido empresário paranaense, com dignidade e grandeza, deixa a aposentadoria para tentar buscar no tóxico Congresso Nacional um sinal de que pode haver esperanças para um país melhor.

Eleito senador pelo Paraná com mais de três milhões e votos, recebe uma cadeira no Senado Federal e, marinheiro de primeira viagem, começa a aprender sinais de navegação e como, também, acertar a biruta sem rumo, descontrolada pelos ventos da corrupção em Brasília, do poder pelo poder e jamais pelos interesses da nação e de seu povo.

Com oxigênio e sem o envenenamento dos ocupantes de décadas, foi colocando em prática suas intenções que buscam uma sociedade igual, justa, tanto para poderosos banqueiros, empresários com acento na Forbes até o tecido fino da sociedade.

Ao colocar no papel números da economia, uma de suas especialidades, o senador foi o primeiro a alertar que havia luz vermelha na política econômica e que o país estava mergulhado em uma crise econômica que levaria anos para resolvê-la.

Um pouco mais adiante, quando surgiu a pandemia do desastroso vírus, Oriovisto Guimarães revirou suas planilhas e voltou a alertar o país, afirmando que estávamos vivendo uma crise completa: na saúde, na economia e na política.

Não dobrou os joelhos aos gritos histéricos dos vizinhos de cadeiras acostumados a negociatas, num balcão de negócios que vem se ampliando ainda mais agora onde o “centrão” passou a comandar o fraco presidente da República que precisa das raposas para manter seu frágil galinheiro.

Para cada medida que o governo pretende adotar, dentro da sua visão de condução do País, tem que negociar e aceitar as chantagens desse grupo do qual integram as mais vistosas flores do pântano.

Banhado de sensibilidade e na tentativa de encontrar uma nova ordem social, o senador paranaense, que gasta mais do seu próprio bolso do que recebe como parlamentar, continua fugindo das amarras ideológicas e do balcão sujo de negócios.

Na trincheira da resistência, sabe que a luta não será fácil, mas tem esperança que será épica. Com honestidade de propósitos, mostra que tem sangue quente nas veias para continuar a luta em busca de novos caminhos.

Traço este perfil do professor Oriovisto Guimarães que, embora tenha se esforçado na sua missão, também tem sido reprovado através e críticas nas redes sociais em seu Estado, para mostrar mais uma de suas boas intenções com o país, como essa sobre o fundo partidário.

Ele sabe que colecionará inimigos fortes no Senado Federal mas também tem consciência de que o povo paranaense vai cobrar os mais de três milhões de votos. Quer manter sua biografia.