Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Pessuttti espera intervenção no partido no Paraná

 Cabeça erguida e cumprimentado, sempre, como governador, o presidente do BRDE, Orlando Pessutti, roubou alg..

Pedro Ribeiro - 08 de maio de 2018, 11:16

 

Cabeça erguida e cumprimentado, sempre, como governador, o presidente do BRDE, Orlando Pessutti, roubou alguns segundos da cena na posse do novo presidente da Compagás, Luiz Malucelli Neto, nesta segunda-feira. Cida Borghetti, presente ao ato, se referiu ao Pessutão como governador que, em contrapartida, demonstrou sua fidelidade, afirmando à coluna que se manterá fiel até o último dia.

Embora no PMDB ou MDB, Orlando Pessutti, um dos criadores do partido no Paraná tem uma pendenga a resolver com o grupo do senador Roberto Requião. Problema esse de “posse” que se arrasta por anos. “Não entendo como, um candidato ao Senado, como é o caso do Requião, pode comandar um partido, administrando, ele mesmo, o Fundo Partidário, que deve ser distribuído para que o partido eleja vários deputados”, questiona.

Pessutti ainda aguarda o momento, a coragem, das lideranças peemedebistas de Brasília colocarem um basta nisso com intervenção no partido no Paraná. “Estou aguardando”, disse o líder político.

O Conselhão de Ratinho

Os presidentes estaduais dos cinco partidos que formam a base de apoio da pré-campanha de Ratinho Júnior ao Governo do Paraná participaram de um encontro nesta segunda-feira para a definição de um modelo de trabalho em conjunto. Ficou acordado que cada um dos cinco partidos (PSD, PSC, PRB, PR e PV) indicará cinco nomes que formarão uma espécie de conselho.

Nesse novo modelo, o “conselhão” será o braço político para apoiar e orientar as ações nas bases de cada partido e em total integração com Ratinho Júnior. Muito mais do que estar juntos no programa do horário eleitoral gratuito, querem atuar juntos também nas ações de campo, em todas as cidades e em todas as regiões do Paraná.

O hábito ou o osso

Há mês, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), foi substituído da liderança do Governo na Alep pelo jovem deputado Pedro Lupion do DEM. Mas o hábito continua grudado. Na segunda-feira, um grupo de funcionários esteve na sessão em manifestação contrária à indicação do novo diretor da Ceasa. Os manifestantes reclamaram da falta de critérios técnicos para o novo nome que seria uma indicação política do deputado Artagão Júnior (PSB).

Romanelli não teve dúvida e subiu à tribuna para defender o governo Cida Borghetti, como se ainda fosse o líder do governo (no caso Beto Richa) e ainda marcou uma reunião com uma comitiva dos manifestantes. Romanelli não perdeu o hábito e o governo segue com dois líderes: um de fato e outro de direito.

Bem. Mais tarde, conversando com o líder de direito, Pedro Lupion, ele explicou que Romanelli é um grande parceiro e que o tem ajudado nesta difícil missão. No caso, foi ele mesmo quem pediu ao ex-líder para auxiliá-lo na tarefa, pois tinha outras pendengas a resolver no momento.

Camundongos na Alep

Na Assembleia Legislativa, quando um grupo está conversando reservadamente, sempre chega alguém e diz: “vamos espalhar esses camundongos”. Isto quer dizer que existem ratos por todos os cantos na casa. Só não se sabe se são do bem ou do mal, embora rato seja, sempre, rato. Nada a ver com o deputado e candidato Ratinho Junior.

O tempo é o senhor da razão

Ex-governador Beto Richa dá as caras. Volta do período de descanso. Agora candidato a uma vaga no Senado, escreve artigo que publicamos na íntegra:

O tempo é o senhor da razão. O tempo é o senhor da razão. O tempo é o senhor da razão. Este é um mantra que venho repetindo para mim mesmo, e algumas vezes publicamente, há mais de três anos. Acho que já posso parar.

Há algumas semanas, o jornal Folha de São Paulo trouxe a manchete “Estados cortam R$ 23 bilhões em investimentos”, complementada com a informação que vinte e cinco das 27 unidades da federação cortaram investimentos entre 2014 e 2017, o que resultou em obras paralisadas, contas em desequilíbrio e recessão, com redução de investimentos em infraestrutura, saúde e segurança nesses 25 Estados.

Menos no Paraná e em Rondônia, os dois únicos que não cortaram investimentos. O ranking da Folha mostrou o Paraná em primeiro lugar em investimentos.

É importante relembrarmos alguns fatos pois, para aumentar os investimentos nos últimos anos o Paraná teve, como diz o jornal, “um caminho doloroso”. A reportagem se refere às críticas e à incompreensão que enfrentamos desde o final de 2014, quando iniciamos as medidas de ajuste fiscal e corte de gastos para impedir que o Paraná mergulhasse na crise que agora fica evidente em 25 Estados.

O Paraná fez o dever de casa, passou por um ajuste fiscal que garantiu o equilíbrio de suas contas num período em que o Brasil entrou numa crise econômica e social sem precedentes, talvez a crise mais grave da história.

O tempo é o senhor da razão. Vemos hoje em rede nacional, onde antes nosso Paraná era, injustamente, destaque negativo, que 25 Estados brasileiros cortam investimentos e param obras.

Não é o caso do Paraná. Só neste ano, estão reservados no orçamento R$ 8,4 bilhões para investimentos em infraestrutura, segurança, saúde e educação.

O Paraná de hoje é um canteiro de obras na sua infraestrutura, com duplicações de rodovias, modernização de portos e aeroportos, investimentos vigorosos em energia, saneamento e tecnologia da informação e construções de equipamentos urbanos que garantem mais atenção às pessoas.

Cada um dos 399 municípios do nosso Estado pode testemunhar hoje o trabalho que realizamos. Não há um só canto, uma só cidade, um só rincão do Paraná que tenha sido esquecido pelo nosso governo.

Fizemos um ajuste que cortou R$ 2 bilhões por ano nas despesas, com a racionalização dos gastos e a revisão de despesas de custeio. Fizemos isso para que o Estado gastasse menos em si próprio e mais com os paranaenses.

O resultado é que temos hoje uma taxa de investimentos que chega a 10,5% das receitas próprias, o que nos coloca no topo das unidades federativas que mais investem.

O nível de endividamento do Paraná caiu de 90% das receitas correntes líquidas em 2010 para os atuais 27%, o que demonstra definitivamente a boa saúde financeira do Estado, reconhecida por organismos como a agência de riscos Fitch que, recentemente, classificou o Paraná, pelo segundo ano consecutivo, na categoria de AA+, o melhor resultado entre todos os Estados brasileiros.

Se antes não havia ambiente para o investimento da iniciativa privada, nós invertemos essa lógica. Hoje estamos novamente no radar dos investimentos de grandes empresas nacionais e estrangeiras.

No ano passado o executivo Luiz Fernando Furlan, do movimento de lideranças empresariais, o Lide, disse que nosso ajuste fiscal “não apenas arrumou as contas públicas como também criou um cenário positivo para o crescimento do setor privado”.

Para chegar a isso houve sacrifícios pessoais, noites insones, dificuldades inúmeras, enquanto meu maior capital político, a minha popularidade, era derretido.

Mas valeu a pena, porque nunca arredei pé da convicção que estava no governo para melhorar a vida dos paranaenses, e não para coroar um projeto pessoal.

Trabalhamos fortemente no ajuste fiscal e nas medidas administrativas mas também cuidamos das pessoas. O Paraná foi o Estado que mais reduziu a pobreza no Sul e Sudeste, com uma redução de 57,4% segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Paraná de hoje está pronto para seguir adiante, com grande capacidade para investir e crescer. Trabalhar e gerar empregos. O Paraná de amanhã será ainda melhor porque fizemos a nossa parte na história, criando uma base segura para seguir avançando.

Beto Richa, ex-governador do Paraná e presidente estadual do PSDB