Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Prefeitura não paga e médicos abandonam postos de serviço em Tamandaré

Médicos contratados sob manto de uma personalidade jurídica estão abandonando seus postos de trabalho porque a administr..

Pedro Ribeiro - 22 de novembro de 2016, 18:04

Médicos contratados sob manto de uma personalidade jurídica estão abandonando seus postos de trabalho porque a administração pública de Almirante Tamandaré não paga. Nada de muito anormal nos dias atuais, ainda mais quando se trata de saúde pública e o descaso a que a população sempre é relegada. Contudo, a situação do município da Grande Curitiba exige uma atenção especial, inclusive do Ministério Público, para esclarecer algumas denúncias graves.

O atual secretário municipal de saúde é fundador-proprietário da empresa Medserv, originalmente contratada para suprir serviços em unidades de atendimento. Pois eis que o serviço terceirizado foi delegado a outra PJ, onde médicos teriam sido atraídos para compor a própria empresa, com pequeno percentual acionário. Agora é esta a empresa que está anunciando o rompimento da relação porque não recebe. A confusão se reforça com o fato de que o médico que se apresenta como diretor técnico dessa “terceirizada” é um cubano que não possui registro no CRM do Paraná e, pela legislação, estaria não só impedido de trabalhar na profissão como impossibilitado de assumir a responsabilidade para dirigir uma organização de médicos.

O registro provisório do cubano, que não chegou sequer a integrar o Mais Médicos, foi feito no Norte do país e o prazo regulamentado já está vencido. Com isso, já é assunto de Polícia Federal. Nesse emaranhado, onde os “atores” deram cada qual a sua dose de irregularidade, o respingo vai em quem necessita de assistência. O atual prefeito, Aldinei Silveira (PSD), que perdeu a última eleição para Gerson Colodel (PMDB), ainda não veio a público para dizer se vai deixar as contas da saúde em dia para o sucessor. As pendências vêm desde julho e no início de outubro os médicos contratados já tinham anunciado que iriam parar em um mês. O prazo foi esticado para 15 de novembro e agora está começando a evasão.pedro.ribeiro