Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Rastilho de incendiários para destruição da democracia com intervenção militar

 Completamente sem noção esses pequenos e radicais grupos que vem pedindo a intervenção militar no país. Uma..

Pedro Ribeiro - 30 de maio de 2018, 10:31

 

Completamente sem noção esses pequenos e radicais grupos que vem pedindo a intervenção militar no país. Uma afronta não apenas à democracia mas, e, principalmente, aos brasileiros que, ao longo dos anos pós a ditadura, vem tentando construir uma democracia que, aos poucos e aos trancos e barrancos vai se solidificando em nosso solo.

Essas pessoas querem a destruição da democracia ao invés de fortalecê-la através do voto em outubro próximo. E isso começa pela superação da crise deflagrada pelos caminhoneiros e quem os apoia. Uma greve que teve data para começar e agora não sabe o que fazer para parar, pois, sem lideranças, pobres caminhoneiros acabaram se transformando em reféns, vítimas de grupos que querem destruir o país, começando pela democracia.

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, descarta qualquer intenção de intervenção e lembrou que as Forças Armadas só agem dentro da legalidade e declarou que o “único caminho” para os militares chegarem ao poder “é pelo voto”. Primeiro militar a assumir o Ministério da Defesa, o general Silva e Luna disse ainda que as Forças Armadas estão 100% empenhadas no estabelecimento do abastecimento do País.

Para o general Sérgio Etchegoyen, e intervenção militar é “assunto do século passado”. “É uma pergunta que, do ponto de vista pessoal, não vejo mais nenhum sentido. Mas ainda existe alguém, algumas pessoas que acham que essa alternativa é possível”.

O general disse que é preciso compreender os motivos que fazem com que parte da sociedade enxergue a intervenção militar como a melhor solução. O ministro não descartou esse tipo de manifestação como ação de “oportunistas” que impedem a retomada da normalidade.