Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Ratinho Junior e João Doria ampliam segurança nas fronteiras

 O governador paulista, João Doria, que já está trabalhando com vistas  à Presidência da República, foi cora..

Pedro Ribeiro - 18 de fevereiro de 2019, 15:35

 

O governador paulista, João Doria, que já está trabalhando com vistas  à Presidência da República, foi corajoso ao determinar a transferência de presos ligados a crimes organizados para penitenciárias de segurança máxima e também por afirmar que marginais, criminosos, não terão lugar em São Paulo e sim no cemitério, contribuirá com o governo paranaense para impedir o trânsito de bandidos na fronteira dos dois estados.

Mas não batas apenas boa vontade e apresentação de planos. É preciso ação. Tanto Ratinho Junior como João Dória terão que mostrar ações efetivas de combate à criminalidade para mostrar à sociedade que, efetivamente, há um trabalho conjunto entre as policiais dos dois estados para coibir o trânsito da bandidagem que quando o cerco aperta em um estado foge para assaltar em outro.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, general Luiz Felipe Carbonell, levam ao governador de São Paulo, João Doria Junior, uma proposta de cooperação inédita entre os dois estados para enfrentar crimes de fronteira, como contrabando, o crime organizado e o tráfico. O encontro será no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

O Paraná faz divisa com três estados (São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina), além de ter 450 quilômetros de fronteira seca e aquática com a Argentina e o Paraguai. O convênio faz parte da estratégia do Paraná de potencializar o combate ao tráfico de drogas e armas, além do contrabando e roubos de cargas.

A iniciativa prevê a obtenção e compartilhamento de dados e ações integradas e permite que forças de segurança paulistas atuem eventualmente em território paranaense e vice-versa.

Um dos pilares é a atuação das polícias nas cidades limítrofes dos dois estados. “A ideia é que possamos ter intercâmbio entre as polícias para que possam agir também nas comunidades lindeiras, atender as ocorrências e emergências necessárias”, afirma Luiz Felipe Carbonell.

“Além disso o convênio permite controle mais eficaz do contrabando e das ações policiais. Assim, podemos entrar no estado vizinho em perseguições e evitar que o bandido simplesmente se evada utilizando o limite entre os estados”, completa.

A estratégia também passa pelo combate a uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios e tem ramificações no Paraná. “O intercâmbio de inteligência está vinculado ao problema da facção. Temos que o Paraná é o segundo polo mais importante da facção. Por isso, quanto mais integrado o combate, melhor. Sabemos que São Paulo tem feito operações específicas nas rodovias e a intenção é que possamos integrar essas operações”, destaca o secretário.