Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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“Vamos chegar lá, se mostrarmos nossa superioridade”, prega Alvaro Dias

“Esta é a oportunidade do Paraná e dos paranaenses de ter voz no cenário nacional. Temos que acabar com nosso complexo d..

Pedro Ribeiro - 07 de junho de 2018, 13:21

“Esta é a oportunidade do Paraná e dos paranaenses de ter voz no cenário nacional. Temos que acabar com nosso complexo de inferioridade” (Alvaro Dias).

Em casa, onde, pela primeira vez teve a oportunidade de falar diretamente a lideranças políticas e empresariais sobre sua candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Alvaro Dias, do Podemos, apelou para a sensibilidade dos paranaenses, cujo modelo estadual e municipal de administração pode servir de exemplo para o Brasil. “Esta é a oportunidade de ocuparmos um espaço maior no cenário nacional”, observou.

“Nós, paranaenses, temos que deixar de lado este complexo de inferioridade e mostrar nossa superioridade. O momento é agora. Temos que acender essa chama e mostrar a nossa força. Eu acredito e estou confiante de que o Paraná poderá ter um presidente da República”, disse Alvaro Dias diante de mais de duas mil pessoas reunidas no restaurante Madaloso, em Curitiba.

O coordenador da sua campanha à Presidência da República, ex-governador Mário Pereira, afirmou que manteve contato com todos os prefeitos paranaenses que garantiram estar com o Paraná e Alvaro Dias. “Este é um encontro suprapartidário, cujo objetivo maior é lutarmos para os nossos interesses, o interesse dos paranaenses e elegermos o senador Presidente da República”, disse Pereira.

Embora o encontro tenha sido programado por grupo empresarial, a maioria dos presentes era de políticos de praticamente todos os partidos. Em relação a seu possível apoio ao irmão, Osmar Dias, candidato ao Governo do Estado, o senador foi claro: “não estou aqui para declarar apoio a este ou aquele candidato ao Governo do Estado, pois meu objetivo, no momento, é resolver a situação em nível nacional”, afirmou.

Alvaro Dias também disse que não pretende fazer coligações com o candidato tucano, Geraldo Alckmin. “Não faço coligação ou acordo com pessoas e não compactuo com pessoas que estão ao lado deste governo (governo Michel Temer)”. Para o senador, há grandes chances “e credito que poderei ser o novo presidente e, se isso acontecer, vamos promover uma grande reforma em nosso país, extirpando os corruptos, limpando máquina pública e reconquistando a credibilidade no país no exterior”.

Dias falou em “refundação da república”. Essa refundação passaria por medidas que inclui a diminuição de quadros do Executivo e Legislativo e a redução de certos privilégios, não só no campo legal, como no campo material, referindo-se a benefícios pagos a autoridades e garantias por prerrogativas de funções.

Alvaro Dias também se posicionou sobre temas polêmicos, como a liberação do porte de armas para a população. O senador declarou ser favorável ao direito do cidadão de portar arma de fogo. “Nós tivemos um plebiscito que votou não contra o desarmamento. Portanto, é uma sinalização de que o cidadão quer legítima defesa, porque o estado tem sido incompetente na sua missão de oferecer segurança”, destacou.

O Brasil está vivendo o caos, tragédia política, caos administrativo, desarrumaram as forças públicas, a crise econômica. Nós precisamos de unidade, de coesão, eliminar os extremismos para construir uma unidade nacional”, afirmou. Para Dias, o Brasil jamais alcançará os índices de crescimento econômico compatíveis com suas disponibilidade com esse sistema de governança, que tenta rimar governabilidade com promiscuidade.

Projeto de Nação

O pré-candidato afirmou que não tem alianças definidas para sua campanha.”Eu busco aderir a um projeto da nação. Aqueles que assimilarem a proposta da refundação da República – nós temos todos esses meses para desenhar isso – são bem vindos. Jamais vou aceitar qualquer ligação com aqueles que são defensores do atual sistema. Não acredito que o Brasil possa alcançar um índice de crescimento econômico com esse sistema corrupto”, argumentou.

Alvaro defendeu um governo de centro e criticou a atuação situação do país. “Creio que a divisão que devemos fazer é entre honestos e desonestos, entre bem intencionados e mal intencionados. Vamos eliminar os extremismos, se caminha a frente não a direita e nem a esquerda, só assim vamos ajudar o Brasil que está mergulhando em um oceano de infelicidades. São mais de 50 milhões de brasileiros a baixo da linha da pobreza”, disse.

Para o senador, não ser conhecido em todo o Brasil é favorável para a campanha. “Os que são muito conhecidos ou já foram reprovados em eleições anteriores ou se envolveram em escândalos de corrupção. A vantagem é se fazer reconhecido positivamente, nós estamos no momento do plantio, jogando as sementes, ela vai germinar, cai em terreno fértil.

O pré-candidato afirmou que o Paraná sempre foi pouco lembrado pelo Governo Federal e que ter um presidente paranaense poderia mudar essa situação. “O Paraná sempre reclamou que é colocado no plano secundário pela União e vê agora a grande oportunidade de apoiar o país. O Paraná vai mostrar a possibilidade de ser justo com todas as unidades da federação e não pode se considerar inferior em relação a outros estados. Nós acreditamos em um Brasil que possa ter o modelo paranaense de gerenciamento”, disse.

Porte de armas 

Dias defendeu que a venda de armas deve ser liberada no país. “Sou defensor do estado de direito e do regime democrático. 63,9% dos brasileiros defendeu a venda de armas, derrubando o estatuto do desarmamento, então defendo o porte de armas com responsabilidade”.

Para o senador, o armamento da população não deve substituir políticas de segurança pública.

“Não como política de segurança, mas como poder de escolha. O cidadão tem direito a legítima defesa, mas se cometer exageros a legislação vai ser rigorosa. Isso não exime o estado brasileiro da sua responsabilidade de oferecer segurança ao país. Nem sempre o porte de arma é segurança e muito menos ao pobre, que sequer consegue comprar uma arma”. (Com Andrezza Rossini).