Ração começa a chegar nas granjas e 42 frigoríficos retomam abates

Com a desobstrução parcial das estradas, começou a chegar ração nas granjas de aves e suínos no interior do país, aliviando a fome dos animais, e os frigoríficos retomam devagar suas atividades nesta quarta-feira (30).

Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), 42 frigoríficos voltaram a funcionar parcialmente em todo o país e outros oito devem retomar o abate em breve.

“Ainda é um ritmo lento, mas o pessoal voltou a trabalhar do jeito que dá”, diz Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA. Segundo ele, as plantas que voltaram a operar pertencem a diferentes empresas, como Aurora, BRF, Seara e Coopacol.

Um número expressivo de indústrias do setor, no entanto, ainda está  parado. O Brasil possui cerca de 170 frigoríficos para abate de aves e suínos e todos foram paralisados nos últimos dias por conta da greve dos caminhoneiros.

Conforme informações recebidas pela ABPA, cerca de 10% a 30% da ração diária dos animais também voltou a chegar nas granjas, reduzindo a mortandade e os casos de canibalismo, embora ainda estejam ocorrendo. “O desespero dos bichinhos quando a ração chega é impressionante”, conta Santin.

A ABPA estima que a greve dos caminhoneiros -que durou mais de 10 dias e só agora começa a se desmobilizar- provocou a morte de 70 milhões de aves e um prejuízo de R$ 3 bilhões para o setor.

Após proibição, BRF concede férias coletivas aos funcionários de Toledo

A BRF vai dar férias coletivas de 30 dias aos dois mil funcionários da linha de abate de aves em Toledo, na região oeste do Paraná, a partir do dia 02 de julho. A medida foi tomada após a União Europeia anunciar hoje (19) que vinte frigoríficos brasileiros estão proibidos de exportar frango para o bloco econômico.

O embargo entra em vigor em 15 dias. A proibição foi adotada em razão de “deficiências encontradas no sistema de controle brasileiro oficial”. A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, é a maior produtora mundial de frango.

Em nota, a empresa considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, em decorrência de ajustes para atender a demanda atual. O Brasil é o maior exportador de frango e a União Europeia é o principal comprador da carne.