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Abraham Weintraub vai ao Senado “esclarecer mentiras” sobre o Enem 2019

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai ao Senado para explicar à Comissão de Educação, Cultura e Esporte sobre os erros do Enem 2019 nesta terça-feira (10). A audiência está prevista para acontecer a partir das 11h e será transmitida ao vivo pela TV Senado (assista abaixo).

Na noite de ontem, Weintraub disse que estava à disposição para esclarecer mentiras propagadas envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médico. Veja abaixo!

Em resposta ao tweet, alguns estudantes argumentaram que o site do Sisu não estava funcionando. Outros, apoiaram o discurso do ministro e desejaram boa sorte.

Polêmicas envolvendo Enem 2019

Ainda no início de 2019, em abril, a primeira polêmica envolvendo o Enem 2019 aconteceu quando a gráfica que faria a prova entrou com um pedido de falência. Em seguida, no primeiro dia de provas, uma foto com a proposta de redação foi vazada minutos após o início do exame. No dia, o Ministro da Educação afirmou que a foto tirada e postada era verdadeira, mas que tudo estava dentro da normalidade.

Já em 2020, a polêmica da vez foi o erro na correção da prova. No dia 18 de janeiro, um dia após a divulgação do resultado, foram encontrados quatro casos de inconsistências na correção da segunda prova do exame. Devido ao erro, alguns alunos relataram nas redes sociais terem sido surpreendidos com notas baixas.

Segundo o Inep, foram constatados erros na identificação dos candidatos e da respectiva cor de sua prova do Enem 2019. O candidato fez a prova de uma cor, mas a nota foi corrigida como se fosse de outra. Além da falha inicial ocorrida na gráfica, também foram encontradas notas erradas provocadas por outras falhas, como na aplicação.

No dia 21 de janeiro, o Ministério da Educação afirmou que candidatos do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) enfrentavam lentidão. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a “instabilidade ocorreu devido ao grande número de acessos”.

Ministro da Educação conturbou sessão na Câmara

Em dezembro, Abraham Weintraub esteve em uma audiência na Comissão de Educação, da Câmara dos Deputados. O objetivo era explicar os ataques feitos às universidades federais. Em uma entrevista, por exemplo, o ministro disse que as instituições têm “plantações extensivas de maconha”.

Durante a sessão, Weintraub manteve o discurso e gerou diversas discussões com os parlamentares. “Pode ensinar o que quiser, falar de Karl Marx, não tem problema. Agora, a Polícia Militar tem que entrar nos campi”, disse o ministro.

Idilvan Alencar (PDT), deputado federal pelo Ceará, foi um dos que retrucaram o ministro. Para ele, Weintraub deveria “aproveitar o Natal e pegar o beco”, ditado nordestino que significa ir embora. “Acho que você tem que usar de bom senso, humildade e auto-crítica. Você foi nomeado e criou um Twitter somente para disseminar ódio. O senhor não tem condição técnica e política para estar nessa função”, opinou o parlamentar.

Weintraub diz que “fetiche da esquerda” é vê-lo preso e torturado

No dia 19 de dezembro, Abraham Weintraubministro da Educação, publicou uma foto em que aparece com sua cabeça em uma berlinda, um instrumento de tortura similar a uma guilhotina. O post, feito para ironizar seus críticos, foi feito em sua conta no Twitter.

“Fetiche da esquerda neste Natal: ver Weintraub preso, torturado e obrigado a usar um suéter vermelho como humilhação. Será que estou na Venezuela ou em Cuba?”, postou o ministro.

Assista aqui a audiência de Weintraub no Senado!

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Bolsonaro pode realocar Onyx Lorenzoni no Ministério da Educação

O presidente Jair Bolsonaro tem dedicado a sexta-feira (31) para encontrar uma saída para a crise política que tem como protagonista o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM).

Após esvaziar as funções do auxiliar palaciano, retirando na quinta-feira (30) de seu comando o PPI (Programa de Parceria de Investimentos), o presidente agora discute formas de contemplar o aliado em outro cargo na Esplanada dos Ministérios.

Em conversas reservadas relatadas à reportagem, Bolsonaro tem lembrado que Onyx foi um aliado de primeira hora e que, mesmo insatisfeito com o seu trabalho na Casa Civil, não pretende abandoná-lo.

Para tentar chegar a uma solução, o presidente se reuniu nesta sexta-feira (31) com os ministros da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno. Bolsonaro também conversou sobre o tema com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Segundo auxiliares presidenciais, Bolsonaro avalia três hipóteses para Onyx: alocá-lo no Desenvolvimento Regional, na Cidadania ou na Educação. As duas últimas pastas são comandadas por aliados do ministro gaúcho, o que, na visão do Palácio do Planalto, seria uma saída menos traumática.

Caso opte por alocar Onyx na Educação, Bolsonaro atenderá ainda a ala do governo e parlamentares que cobram a demissão do atual ministro, Abraham Weintraub.

O atual titular da Educação está desgastado pela atual crise do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e tem sido criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, está também desgastado com Bolsonaro. Desde o ano passado, o presidente tem se queixado do desempenho dele e cogitado retirá-lo da pasta.

Para conseguir fechar a equação, o presidente tem buscado um nome para o comando da Casa Civil. O favorito de Bolsonaro é Jorge Oliveira, mas o ministro tem demonstrado resistência. O plano estudado por Bolsonaro é o de fundir a Casa Civil com a Secretaria-Geral da Presidência.

Um plano B seria a nomeação de um dos líderes do governo para comandar a articulação política: como Fernando Bezerra (MDB-PE), do Senado, e Eduardo Gomes (MDB-TO), do Congresso.

A indicação de Bezerra, no entanto, enfrenta um empecilho. Ela pode inviabilizar que seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (DEM-PE), assuma Minas e Energia em maio, quando o ministro Bento Albuquerque deverá ser indicado para uma vaga destinada à Marinha no STM (Superior Tribunal Militar).

Além do mais, articuladores políticos de Bolsonaro consideram que trazer um parlamentar para o Planalto, neste momento, pode ser contraproducente. Eles argumentam que prestigiar o MDB poderia desencadear um movimento de partidos que votam com o governo por mais espaço na Esplanada.

Após uma reunião com ministros sobre a situação do coronavírus, Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre a situação do chefe da Casa Civil. Ele disse que encontrou Onyx nesta tarde, mas não respondeu aos questionamentos.

“Isso não é assunto, não foi tratado aqui. [Ele] estava aqui agora há pouco. Já que deturpou a conversa, acabou a entrevista. Obrigado, pessoal”, disse Bolsonaro.

Mais cedo ao chegar a Brasília, Onyx disse não considera deixar ao governo. “Como já disse, a minha missão, com o presidente Bolsonaro, é servir o Brasil. Mas claro que toda e qualquer decisão dentro do governo é liderada por ele”, disse ao canal GloboNews.

O ministro afirmou ainda que quer “entender as razões” de Bolsonaro sobre o esvaziamento da Casa Civil.

“Mas a nossa relação é de muita amizade, a nossa relação é de muita confiança entre um e outro, nós somos amigos há mais de 20 anos. Eu tenho certeza de que o entendimento vai prevalecer”, disse o ministro à emissora.

A tendência, na avaliação de auxiliares palacianos, é que um anúncio oficial seja feito apenas na próxima semana. O adiamento também seria uma forma de prestigiar Onyx nos seus últimos momentos do cargo. Bolsonaro escalou Onyx para representá-lo na segunda-feira (3) na sessão solene de abertura do ano legislativo no Congresso.

Onyx já havia perdido a articulação política em junho, após ser criticado pela interlocução com o Legislativo. Além disso, a coordenação jurídica da Presidência havia sido passada para a Secretaria-Geral.

Sua situação se agravou após o caso de Vicente Santini, demitido nesta semana da secretaria-executiva da pasta por ter usado um voo exclusivo da FAB (Força Aérea Brasileira) para voar de Davos, na Suíça, para Déli, na Índia.

Santini teve sua saída do cargo anunciada por Bolsonaro na terça-feira (28). Um dia depois, foi nomeado para outra função na Casa Civil, com um salário apenas R$ 300 menor. A repercussão negativa levou ao recuo em menos de 12 horas, confirmando então a saída do assessor. Onyx antecipou o retorno das férias nesta sexta-feira para definir seu futuro com Bolsonaro.

ONYX NA CASA CIVIL

650 encontros com autoridades
1/4 deles (155), ao menos, com nomes ligados ao Rio Grande do Sul

FUNÇÕES PERDIDAS PELO MINISTÉRIO

Articulação política – Atribuição passou para a Secretaria de Governo, sob comando do general Luiz Eduardo Ramos

SAJ – Subchefia de Assuntos Jurídicos foi transferida para a Secretaria-Geral da Presidência, chefiada por Jorge Oliveira

PPI – Programa de Parceria de Investimentos foi para a pasta da Economia, de Paulo Guedes

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Weintraub rasga elogios ao secretário de Educação Superior do MEC que pediu demissão

Abraham Weintraub confirmou a demissão do secretário de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Arnaldo Barbosa de Lima Junior, na manhã desta sexta-feira (31). Contudo, segundo ele, Lima ficará no cargo durante as próximas semanas até o projeto “Future-se”, encabeçado pelo secretário, ser enviado ao Congresso para aprovação.

“Conheci o Arnaldo há mais de um ano. Uma das pessoas mais brilhantes, dedicadas e visionárias que já tive contato. Seu trabalho no MEC certamente foi crucial. Desejo toda sorte do mundo! Fique com Deus, meu caro”, escreveu Weintraub em seu Twitter.

Arnaldo Lima foi um dos líderes do “Future-se”, plano de reestruturação do financiamento do ensino público. O programa foi anunciado em julho, mas o texto será encaminhado ao Congresso nas próximas semanas, onde precisa ser aprovado.

Entre as medidas do projeto, as universidades terão uma gestão com o apoio de organizações sociais. Nesse contexto, as reitorias teriam novas fontes de recursos, como fundos de investimento com dinheiro público e privado, mas teriam que ceder ‘naming rights’ dos edifícios e campus para empresas privadas.

DEMISSÃO DE SECRETÁRIO

O desligamento de Arnaldo Lima foi divulgado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quinta-feira (30). Em uma carta divulgada, ele alegou “questões pessoais” e manifestou vontade de “abraçar um novo propósito profissional”.

Ele é servidor de carreira do antigo Ministério do Planejamento – atual Ministério da Economia – e deve voltar ao cargo. Ainda não há definição para seu substituto, mas o nome deve ser definido na próxima semana.

Antes, o MEC também havia soltado uma nota agradecendo pelos serviços prestados. “O MEC agradece o trabalho de Arnaldo Lima, o qual engrandeceu a gestão da educação brasileira, e deseja sucesso em seus projetos pessoais”, diz trecho do comunicado.

A Secretaria de Educação Superior é responsável por coordenar as políticas públicas ligadas ao ensino nas universidades públicas e privadas. Aspectos como financiamento, acesso e permanência dos alunos em cursos superiores e carreira dos professores universitários estão sob responsabilidade da pasta.

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Resultado do Sisu é liberado pelo MEC após decisão do STJ

O Ministério da Educação (MEC) liberou nesta segunda-feira (28) o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que estava com divulgação suspensa por ordem judicial. As informações foram liberadas depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também despachada nesta segunda.

Neste semestre, são 237.128 vagas em 128 instituições de ensino superior públicas de todo o país pelo Sisu. Segundo a pasta, mais de 3,4 milhões de inscrições foram realizadas este ano. Quem não for contemplado agora, poderá participar da lista de espera da segunda chamada, entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro.

O ministério informou também que estarão abertas hoje à noite as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). No cronograma inicial, o término para concorrer às bolsas seria na próxima sexta-feira (31). O MEC decidiu prorrogar o prazo por mais um dia, sábado,1º de fevereiro, para que os candidatos tenham tempo suficiente de se inscreverem.

Por meio de nota, a pasta acrescentou que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permanece com o cronograma atual, com inscrições de 5 a 12 de fevereiro.

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MEC suspende inscrições do Prouni por tempo indeterminado

O Ministério da Educação informou nesta segunda-feira (27) que vai suspender por tempo indeterminado a abertura das inscrições do Prouni, programa que oferta bolsas a estudantes em instituições privadas do ensino superior.

A pasta atribui a medida à decisão judicial que manteve suspensa a divulgação dos resultados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Para o ministério, a medida bloqueia inscrições de outros programas de ensino superior, já que o resultado do Sisu é condição para acesso ao Prouni e Fies (fundo de financiamento estudantil).

As inscrições estavam previstas para serem iniciadas nesta terça-feira (28).

Segundo o MEC, enquanto houver o bloqueio, estudantes podem consultar informações sobre as cercas de 251 mil bolsas que devem ser ofertadas no site do programa.

A suspensão ocorre após o Tribunal Regional Federal da 3ª região rejeitar recurso do governo federal contra decisão da Justiça Federal em São Paulo de não permitir a divulgação de notas devido a problemas em correções de provas do Enem.

Nesta segunda, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou ter protocolado recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para garantir a manutenção do calendário do Sisu.

Segundo o MEC, os cronogramas definitivos dos programas de acesso à educação superior serão publicados após decisão final da justiça.

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MPF defende manutenção do prazo de inscrição no Sisu com as notas do Enem

Após reunião nesta sexta-feira (24) da 1CCR/MPF (Câmara de Direitos Sociais e Atos Administrativos do Ministério Público Federal), o órgão decidiu reconhecer a regularidade do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), mantendo dessa forma o prazo de inscrição para o processo seletivo.

Dessa forma, o calendário de inscrições do Sisu segue até este domingo (26). Haviam dúvidas da manutenção desse prazo, após 250 representações na Justiça de estudantes insatisfeitos com a forma de correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A Câmara emitiu comunicado com o reconhecimento da regularidade na apuração das notas do Enem ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e também para o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Jr, e ao presidente do Inep, Alexandre Lopes.

De acordo com Lopes, nenhum candidato que prestou o Enem foi prejudicado, porque o problema com as notas foi solucionado antes da abertura das inscrições do processo seletivo.

“A questão foi imediatamente resolvida pela equipe técnica do Inep, não se vislumbrando, no momento, prejuízos concretos aos alunos que se submeteram ao Enem, restando agora ao Instituto apurar administrativamente as causas e as responsabilidades pela ocorrência, o que já vem sendo feito pela Procuradoria Federal junto ao Inep”, declarou a subprocuradora-geral da República Célia Regina Souza Delgado.

Sisu

MPF recomenda suspensão temporária do Sisu 2020, MEC justifica

Após a identificação de inconsistências nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 e a instabilidade no site do Sisu, no período da inscrição, o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou uma recomendação ao governo federal, na tarde desta quarta-feira (22), para que as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) sejam suspensas.

Para o MPF, o cronograma precisa ser reorganizado com prazo suficiente para realização de uma nova conferência dos gabaritos de todos os candidatos participantes do processo seletivo. O documento elaborado pelo órgão foi enviado ao ministro da Educação, Abraham Weintraub e outros representantes da pasta, responsáveis pela elaboração do Enem.

O governo federal tem o prazo de 24 horas para acatar a decisão do Ministério Público Federal. Já o MEC divulgou que enviará, ao órgão responsável, todas as justificativas necessárias.

Até o momento, o cronograma do Sisu segue sem alterações, com as inscrições abertas até o próximo domingo, dia 26 de janeiro.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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Após erros no ENEM 2019, governo responde a pelo menos 10 processos

O governo do presidente Jair Bolsonaro já responde a 10 ações judiciais após a divulgação de notas do Enem 2019 com erros. Ações pedem revisão da correção da prova e também suspensão do Sisu, sistema que seleciona alunos para universidades públicas a partir do desempenho no exame.

Após comemorar o que seria o melhor exame da história, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou no sábado (18) que milhares de participantes haviam recebidos notas com erros.

Com a divulgação do problema, a pasta recebeu 172 mil mensagens com reclamações sobre seus desempenhos. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) diz que a falha atingiu 5.974 candidatos, que tiveram os resultados alterados.

Até o fim da manhã desta quinta-feira (23), havia nove ações ajuizadas em cinco unidades da federação, segundo a a Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU (Advocacia-Geral da União), que atua nesses casos. O órgão identificou nesta tarde uma nova ação, individual, no Rio de Janeiro, com pedido de alteração de notas.

No Distrito Federal, há três ações. Dois mandados de segurança pedem a suspensão do Sisu e a revisão do processo de correção das notas. Também há uma ação popular com pedido de reabertura dos prazos para que estudantes possam pedir revisão de notas, além da prorrogação do prazo de inscrições do sistema.

APESAR DE ERROS NO ENEM, GOVERNO MANTEVE SISU

O governo manteve a abertura do Sisu nesta terça-feira (21), mas estendeu o prazo de inscrições até domingo (26), dois dias além da previsão inicial. O site, que reúne vagas de instituições públicas com acesso a partir do Enem, já recebeu 1,4 milhão de inscritos.

Mandados de segurança impetrados em Minas Gerais e no Pará pedem revisão da correção da prova. Com relação a essa ação do Pará, a Justiça Federal concedeu liminar em que pede alteração de nota de uma participante.

Uma ação individual em Goiás demanda a divulgação dos espelhos dos gabaritos preenchidos. No mesmo estado, outro mandado de segurança exige a retificação das notas e que seja aceita inscrição no Sisu após isso.

Ainda há uma ação popular no Maranhão em que também se pede a suspensão da abertura do Sisu.

As ações foram ajuizadas desde a última sexta-feira (17), data em que o governo liberou o acesso aos resultados. Desde aquele dia participantes relatam nas redes sociais estranhamento com as notas.

ESTUDANTES RECORREM AO MINISTÉRIO PÚBLICO

Estudantes descontentes registraram ao menos 250 representações nas procuradorias da República pelo país.

O MPF (Ministério Público Federal) recomendou ao governo Bolsonaro na quarta (22) a suspensão das inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). O órgão pede conferência dos gabaritos de todos os candidatos.

O prazo para acatar a recomendação do MPF é de 24 horas. O descumprimento pode implicar a adoção de providências administrativas e judiciais cabíveis, segundo a procuradoria.

O Inep argumenta que, a partir dos erros identificados, revisou o resultado de todos os participantes.

Contra a judicialização do Enem, o instituto organizou uma força-tarefa para lidar com processos e informou estar preparado para ações. O MEC informou que encaminhará os esclarecimentos solicitados pelo MPF. Essas ações, no entanto, estão sendo tratadas pela Procuradoria-Geral Federal.

Por causa do modelo matemático adotado no Enem, as notas dos participantes dependem não apenas da quantidade de acertos mas também de quais foram eles -quem erra questões fáceis e acerta difíceis pode, por exemplo, ter uma nota menor.

O cálculo das notas leva em conta uma série de informações estatísticas. Dessa forma, o candidato não tem como calcular sua pontuação nem ter certeza se ela está correta.

No caso dos estudantes que o Inep já reconheceu terem recebido a nota errada, falhas na gráfica não identificaram a dissociação entre o candidato e a respectiva cor de sua prova. Assim, participantes que fizeram a prova de uma cor tiveram o gabarito corrigido como se fosse de outra.

A gráfica Valid passou a imprimir a prova desde o ano passado, mesmo sem ter experiência nesse tipo de serviço.

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ENEM: notas foram corrigidas e prazo do SISU será ampliado, diz MEC

O ministro da educação Abraham Weintraub afirmou nesta segunda-feira (20) que as notas erradas do ENEM 2019 foram corrigidas. Além disso, informou que o prazo do SISU será prorrogado por mais dois dias. A nota do ENEM também é usada para distribuir as bolsas do FIES por meio do SISU.

Conforme Abraham Weintraub, 95% dos erros na nota do ENEM foram registrados em quatro cidades de Minas Gerais e Bahia. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ao lado do presidente do Inep, Alexandre Lopes, o ministro pediu desculpas.

“O problema basicamente aconteceu na hora da impressão, que a máquina pulou, e não na hora de contabilizar a nota”, disse Weintraub.

Assim, o governo de Jair Bolsonaro decidiu ampliar em dois dias o prazo para inscrição no SISU. Os candidatos podem usar a nota do ENEM para concorrer a vagas nas universidades a partir desta terça-feira (21).

No entanto, o prazo agora segue aberto até domingo (26).

“Para quem tiver qualquer problema, a gente esta estendendo [o prazo] em mais dois dias”, completou Abraham Weintraub.

Organizado pelo Inep, o Exame Nacional do Ensino Médio é a principal porta de entrada dos estudantes para o Ensino Superior. A nota do ENEM é utilizada por universidades do Brasil e do exterior para selecionar os aprovados por meio do SISU. Além disso, a nota também define os bolsistas do Fies.

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MEC amplia prazo do Sisu e diz que notas erradas foram corrigidas

Diante dos erros em notas do Enem 2019, o governo Bolsonaro vai estender em dois dias o prazo do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). A abertura das inscrições foi mantida para esta terça-feira (21) e segue, agora, até domingo (26).

O governo também informou que as notas com erros já foram corrigidas e podem ser acessadas pelos participantes.

No cronograma anterior, as inscrições do Sisu seriam encerradas na sexta (24). O sistema concentra as vagas de instituições públicas de ensino superior oferecidas a participantes do Enem.

“Para quem tiver qualquer problema, a gente esta estendendo [o prazo] em mais dois dias”, disse o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (20).

Weintraub afirmou que a maioria dos 6.000 casos de notas erradas confirmados até agora foram registrados em quatro cidades: Viçosa, Ituiutaba, Iturama (todas em MG) e Alagoinhas (BA).

“Teve mais alguns casos esparsos, mas mais de 95% estão nessas quatro cidades”, disse, também no vídeo, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Alexandre Lopes.

Lopes afirmou que o Inep analisou os dados de todos os 3,8 milhões de participantes para conferir possíveis erros.

O Inep recebeu 75 mil mensagens com reclamações de erros até as 10h desta segunda. O órgão anunciou na noite de domingo (19) que só iria fazer a conferência de casos recebidos até esse horário, contrariando informação anterior do próprio governo.

“Desculpe pelo susto, não se deixe levar por pessoas alarmistas”, disse Weintraub.

O governo identificou os erros a partir de relatos de participantes. Segundo o Inep, foram constatados erros na identificação dos candidatos e da respectiva cor de sua prova.

A falha ocorreu na gráfica: os arquivos com essas informações teriam chegado ao Inep com divergências, segundo o instituto. O candidato fez a prova de uma cor, mas a nota foi corrigida como se fosse de outra.

Além da falha inicial ocorrida na gráfica, também foram encontradas notas erradas provocadas por outras falhas, como na aplicação.

Problemas referentes ao uso de um cartão de resposta reserva, no momento da aplicação da prova, por exemplo, foram identificados durante a força-tarefa realizada pelo governo. A quantidade de estudantes afetados por esses problemas de aplicação é pequena, de cerca de 20 casos –eles também tiveram notas alteradas.

Apesar do número reduzido, esses erros teriam sido identificados antes da divulgação caso o processo de realização do exame tivesse sido menos atribulado, de acordo com técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) ouvidos pela reportagem.