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Idoso que trabalha como Papai Noel é preso suspeito de abusar neta de 4 anos no Paraná

Um idoso de 66 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (5), em Londrina, no norte do Paraná, por ser suspeito de abusar sexualmente de pelo menos duas crianças. Joaquim Alves da Silva é aposentado, mas é conhecido na região por trabalhar como Papai Noel nos finais de ano. Neste mês, por exemplo, ele já estava contratado por uma loja da cidade.

De acordo com a apuração da reportagem, a neta dele, com quatro anos, seria uma das vítimas. A polícia não confirma, com o intuito de proteger a criança, mas admite que existe um vínculo de proximidade entre ele e as vítimas.

De acordo com a PCPR (Polícia Civil do Paraná), ele foi detido em sua residência, no Conjunto Habitacional João Turquino. A prisão preventiva foi solicitada – e atendida pela Justiça – justamente para não acontecer novos casos nesse final de ano.

“A investigação surgiu a partir de uma criança que fez um relato para uma pessoa próxima. Isso foi levado para a gente na delegacia e a partir disso apareceu uma segunda vítima, que veio relatar de um caso que aconteceu há muito tempo”, conta a delegada Lívia Pini, do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes).

RELATOS CONTAM NO PROCESSO, DIZ DELEGADA

Em diversos casos, o crime de abuso de menor não é confirmado com laudos periciais. Isso porque as vítimas podem ficar sem nenhuma lesão no corpo.

“A partir desses elementos, levamos muito em conta esses relatos e suas consistências”, comenta a delegada do Nucria, que ainda ressaltou que podem aparecer novas denúncias contra o idoso.

O caso do ‘Papai Noel’ se encaixa nesse tipo de procedimento. Por exemplo, a segunda denúncia revelou que o homem cometeu um abuso há mais de 20 anos.

“Embora ele não pode ser punido pelo crime antigo, porque já prescreveu, é levado em conta e considerado na análise do caso atual”, completa Livia Pini.

Conforme a PCPR, Joaquim nega o crime e ainda não tem advogado. Ele foi interrogado e agora fica à disposição da Justiça.

Por fim, o procedimento já foi entregue ao Ministério Público para análise e oferecimento de denúncia. A legislação prevê pena de oito à 15 anos pelo crime de estupro de vulnerável.

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Tenente-coronel é acusado de abuso sexual em quartéis do Paraná

O médico Fernando Dias Lima, tenente-coronel da Polícia Militar (PM) do Paraná, está sendo investigado por supostamente ter assediado policiais mulheres e familiares de agentes em consultas feitas dentro de quartéis da PM em três cidades do estado.

A denúncia, oferecida pelo MP (Ministério Público) em dezembro do ano passado, teve como base os depoimentos de 30 mulheres. Os crimes imputados ao médico são de assédio sexual, com sete ocorrências, e atentado violento ao pudor, com 23.

A investigação partiu de um inquérito militar, instaurado a partir da denúncia de uma das supostas vítimas. As penas previstas para cada um dos crimes vão de um a seis anos.

Os fatos teriam acontecido entre 2011 e 2018, durante atendimento em consultórios médicos de três quartéis: na Academia Policial do Guatupê, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e em unidades de Foz do Iguaçu e Cascavel, no oeste, onde ele atuava até pedir afastamento das funções, em março do ano passado.

O 5º Comando Regional da PM, onde o médico estava lotado, abriga ainda os batalhões de Pato Branco, Toledo e Francisco Beltrão e outras companhias de municípios menores, principalmente na região oeste do estado. Portanto, ele também atendia nesses locais.

Dias é investigado ainda por ocultação de documentos. Afastado das funções, ele teria mandado uma militar subalterna retirar do consultório e entregar para ele documentos relacionados aos atendimentos das vítimas.

Em maio de 2018, ele foi preso por dez dias, por supostamente ter tentado atrapalhar as investigações.
O médico já foi vereador e candidato a vice-prefeito de Cascavel. Na urna, ele se identificava como Dr. Fernando Bacana.

Reportagem deste domingo (28) do Fantástico, da Globo, mostrou detalhes de depoimentos de supostas vítimas de Dias e conversou com três mulheres que acusam o médico e com o marido de uma quarta mulher.

Os relatos mostram que as militares tinham receio de denunciar o oficial. Entre os episódios de assédio, estariam consultas a porta trancada e carícias nos seios e nas nádegas de pacientes.

Diante da denúncia, o Conselho Regional de Medicina do Paraná também está apurando se o oficial Dias cometeu desvio ético. O procedimento corre sob sigilo. Ele está inscrito na instituição desde 1994. Caso seja considerado culpado, as penas previstas no CRM vão desde advertência confidencial até cassação do exercício profissional.

Em nota, a PM do Paraná afirmou que os crimes imputados a Dias decorrem de inquérito militar instaurado logo que houve a denúncia e confirma que ele está afastado da função.

O órgão informou que o processo administrativo contra o médico está em fase final, no Conselho de Justificação, responsável por julgar condições de permanência de oficiais na instituição.

A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta de policiais e que disponibiliza canais de denúncia sobre qualquer falta disciplinar ou criminal. Todos os indícios são devidamente apurados pela Corregedoria, segundo a PM.

A instituição finalizou a nota ressaltando que oferece atendimento psicológico para qualquer de seus integrantes que tenha passado por traumas, inclusive de natureza sexual.

Outro lado Procurado, o advogado do tenente-coronel, Zilmo Girotto, afirmou que as acusações não se sustentam com provas e que algumas supostas vítimas mudaram a versão dos fatos durante o trâmite do processo.

“São fatos que não estão se sustentando. […] Não acharam nenhum equipamento, fotos, documentos (que provem a acusação) e testemunhas já mudaram a versão na fase de depoimento. […] Estamos conseguindo comprovar a inocência dele”, disse.

Segundo o defensor, as acusações por assédio sexual já foram arquivadas, sobrando as denúncias apenas pelos outros dois crimes. Ele confirma que o cliente realmente pediu os arquivos de atendimento, mas para preservar “o sigilo médico”, mas que os documentos foram devidamente entregues à Justiça.

Para Zilmo, é estranho o fato de apenas policiais de Foz do Iguaçu e Cascavel terem denunciado seu cliente, já que ele atua em diversas outras cidades da região e atende também membros do Corpo de Bombeiros. O defensor diz que Dias nunca atuou na academia de São José dos Pinhais.

O advogado acredita que, após a sentença judicial, Dias será inocentado nos processos administrativos que correm na PM e no CRM.

Zilmo informou, por fim, que solicitou ao juízo e a OAB providências diante do vazamento para a imprensa de detalhes da investigação, já que o processo corre em segredo de Justiça.

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Idoso é suspeito de abusar a neta e outras mulheres da família há 35 anos no PR

Após mais de dois anos de investigação, um idoso foi preso nesta quinta-feira (24) em Paranaguá, no litoral do Paraná, por ser suspeito de abusar a neta. Segundo a PCPR (Polícia Civil do Paraná), o senhor de 62 anos também teria cometido violência contra pessoas de três gerações da própria família desde 1984.

O caso começou em 2017, quando a neta do idoso, com três anos na época, foi vista esfregando suas partes íntimas dentro da sala de aula. O assunto não foi diretamente à criança, mas os professores acionaram o Conselho Tutelar, que levou o caso adiante para a realização das investigações.

“Essa situação não tinha como ser perguntada, mas o comportamento que ela apresentou é do tipo de alguma criança que sofre algum tipo de abuso. Ela não estava normal”, avaliou a delegada Maria Niza, do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Contudo, novas denúncias, em março desse ano, fizeram com que a polícia identificasse o suspeito. Com todo o material, a delegada conseguiu expedir o mandado de prisão ao homem.

Ao todo, foram identificadas cinco vítimas, sendo três delas já adultas. Além disso, a polícia identificou que o primeiro crime do idoso teria acontecido na década de 80.

VÍTIMAS DE ABUSO ERAM ‘DESCARTADAS’, DIZ DELEGADA

De acordo com a delegada Maria Niza, as mulheres tomaram coragem de denunciar o avô da família por muitos traumas. Segundo ela, todas as vítimas ainda mostram sentimentos bons pelo idoso.

“Tem de contextualizar. A primeira geração de vítimas que ele fez, há muitos anos atrás, não tinha a abordagem que nós temos. Era uma legislação diferente. Elas não eram levadas a sérias, foram desconsideradas”, comenta.

“Isso resultou em um comportamento muito delicado da família, que apresenta vários traumas emocionais. Por isso que estamos procurando preservar essas pessoas o máximo possível”, completou ela.

IDOSO NEGA

Apesar de ter sido indiciado por abuso sexual de vulnerável, o suspeito nega que tenha cometido qualquer crime. Ele está preso em Paranaguá e fica à disposição da Justiça. Caso seja condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

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Menina de 15 anos teve filho após abuso do padrasto no Paraná

A mãe e o padrasto de uma adolescente de 15 anos foram denunciados pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) por abuso sexual. Segundo o MPPR, a menina teria tido um filho, em 2018, que supostamente seria fruto de uma agressão do homem.

O fato ainda está sendo apurado, mas há indícios que embasam a tese. A denúncia foi apresentada à Justiça nesta quinta-feira (24).

O caso teve grande repercussão na cidade porque os primeiros atos de violência teriam começado há quatro anos, ou seja, quando a menina tinha apenas 11 anos.

Para completar, conforme as informações do MPPR, a mãe seria conivente e também seria agente da violência.

O processo tramita em sigilo e a Justiça decidirá se aceita a denúncia contra o casal.

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Idoso é preso por abuso sexual de cinco crianças no Paraná

Um idoso, de 62 anos, suspeito de cometer abuso sexual contra cinco crianças foi preso em Paranaguá, no litoral do Paraná, nesta quinta-feira (24). A prisão ocorreu no bairro Jardim Esperança. Ele foi detido em cumprimento a um mandado de prisão temporária.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações iniciaram no ano de 2017, quando a neta do idoso, de apenas três anos de idade, passou a demonstrar comportamento suspeito na escola. Conforme relato, a garota esfregava suas mãos em suas partes íntimas. As professoras acharam estranho e acionaram os órgãos competentes para verificar o caso.

Após exames, foi constatado que a garota havia sofrido abusos por parte do suspeito, que é avô da vítima.

No decorrer das investigações, a polícia descobriu que o homem já havia abusado de outras três pessoas da família ou próximas do convívio familiar. Três mulheres, já adultas, denunciaram o suspeito por crimes sofridos no passado – quando crianças.

Com isso, foi constatado que o homem praticava o crime desde 1984. O suspeito se aproximava com simpatia e se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas para cometer os abusos.

O idoso negou todos os crimes. Ele foi indiciado por abuso sexual de vulnerável e encontra-se preso à disposição da Justiça.
pedofilia

Operação mira pedofilia na internet em 14 estados e DF

Uma operação nacional foi deflagrada, nesta quarta-feira (4), em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal para combater crimes relacionados a pedofilia. Além disso, são investigados casos nos Estados Unidos, Panamá, Paraguai, Chile, Equador e El Salvador. No Paraná, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de alvos em Curitiba, Apucarana e Londrina.

Ao todo, são cumpridos 105 mandados. As equipes procuram acusados de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. A força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSP) envolve Polícias Civis e Polícia Federal, contando com a participação de 656 policiais em todo o país.

De acordo com a Polícia Civil, os mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos no Paraná foram identificados com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.

A ação é decorrente de cooperação mútua entre a Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas do MJSP. Houve também colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE), oferecendo cursos e capacitações que subsidiaram as cinco fases da Operação Luz na Infância.

MANDADOS NO BRASIL

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LUZ NA INFÂNCIA

A Operação Luz na Infância está na sua quinta fase. Os resultados das anteriores foram os seguintes:

Luz na Infância 1 – 20 de outubro de 2017. Foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais. Foram presas 108 pessoas.

Luz na Infância 2 – 17 de maio de 2018. As Polícias Civis dos Estados cumpriram 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

Luz na Infância 3 – 22 de novembro de 2018. Operação deflagrada no Brasil e na Argentina com o cumprimento de 110 mandados de busca, resultando na prisão de 46 pessoas.

Luz na Infância 4 – 28 de março de 2019. Operação deflagrada em 26 estados e no Distrito Federal resultou no cumprimento de 266 mandados e 141 pessoas presas.

 

Mãe é presa por oferecer filhos para serem estuprados em troca de dinheiro e bebidas

Uma mulher, de 44 anos, e um homem, de 54, foram presos por exploração sexual em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (25). Segundo a Polícia Civil, a suspeita oferecia seus filhos, de 9 e 11 anos, para a prática de atos libidinosos ao homem, em troca de dinheiro e bebidas alcoólicas. A polícia acredita que os abusos teriam começado por volta de 2016.

O caso chegou ao conhecimento da polícia ainda em fevereiro do ano passado, quando o homem estava sendo ameaçado por populares, sob suspeita de estupro de vulnerável. O pai das crianças teria procurado uma delegacia especializada e aberto um boletim de ocorrência contra o suspeito de abusar das crianças em maio do ano passado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o pai das crianças relatou que sua filha de 11 anos teria sido abusada sexualmente pelo suspeito no mês de janeiro de 2018. Conforme o relato, a garota teria contado para a sua mãe na época, porém ela não tomou nenhuma providência.

“Ouvimos mais de 16 pessoas, inclusive escuta especializada com as crianças, e verificamos que aqui na delegacia havíamos recebido denúncias anônimas. Chegamos a conclusão que o individuo estava abusando sexualmente dessas duas crianças e que a mãe era conivente e vendia essas crianças […] recebia dinheiro e bebidas alcoólicas”, explica o delegado José Barreto, responsável pelo caso.

Quando questionada, a mulher alegou não ter conhecimento de nada e que o homem era seu amigo. Já sua filha, de 11 anos, informou que o homem já teria passado a mão nela e fazia isso com frequência, além disso, contou que seu irmão, de 8 anos, teria visto o homem a tomar banho.

Na delegacia a dupla negou o fato. Entretanto, a mãe no fim do interrogatório veio a confessar que sabia que depois de um tempo elas teriam sido abusados sexualmente por esse individuo. Segundo o delegado, o homem é conhecido da família, mora na região, e moradores já teriam o visto pegar as crianças e levar em um matagal próximo para cometer os abusos.

Apesar de serem filhos da mesma mulher, os pais são diferentes. A menina está com o pai e o irmão foi encaminhado para um casal da família em São Paulo.

Ambos responderão por estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e ameaça.

Violência sexual atinge quase duas crianças por dia em Curitiba; Boqueirão é o bairro com mais casos

 

Amanhã (18) é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a data não poderia ser mais relevante. Dados divulgados pelo Ministério Público do Paraná mostram que somente em Curitiba, 599 casos de violência sexual contra menores de idade foram registrados ao longo do ano passado nas 10 regionais da cidade. O número leva a uma média de quase dois episódios por dia, ou um a cada 14 horas e 30 minutos.

Vítimas, muitos desses meninos e meninas da capital são levados ao Hospital Pequeno Príncipe, que constata uma triste realidade: na maioria dos casos atendidos por lá, os agressores estão dentro da própria família. Quem explica é a pediatra Maria Cristina da Silveira, que coordena esse tipo de atendimento na instituição. “Em questão da violência contra crianças e adolescentes em 2018, nós atendemos 586 casos, desses 56%,ou seja, 324 foram de violência sexual. Os outros casos foram por outros motivos, violência física, intoxicação, negligência, violência psicológica. A nossa média é de mais de uma criança por dia vítima de violência. No caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, o agressor teme a denúncia e por isso faz de tudo para que isso não aconteça. Nesses casos, o abuso começa por ato libidinoso, a conquista da criança, da confiança para chegar à violência em si”, diz ela.

O alerta vale principalmente em relação a crianças com até sete anos de idade, que dificilmente entendem as figuras de linguagem do mundo dos adultos. São meninos e meninas muito jovens, que encaram a figura do monstro, por exemplo, como um ser fantasioso, e não – em uma concepção mais simples – como uma pessoa má.”
Dessas crianças, em torno de 324 vítimas de violência sexual, 66% são com idades abaixo de 6 anos. A gente tem vários casos, os mais recentes, por exemplo, em questão de violência física, a menor criança que nós tivemos em 2018 teve 10 dias. Em 2018 em relação a menor criança vítima de violência sexual, foi de 3 meses. É assustador. A baixa idade das vítimas em relação a violência sexual, dependendo da idade pode levar a óbito ou doenças transmissíveis. E desse total de crianças vítimas de violência sexual, em torno de 76% são meninas e o restante são meninos”, conta.

Eduardo Simões Monteiro é promotor de Justiça e tem lidado com o assunto na região do bairro Boqueirão, a mais vulnerável da cidade. Ao todo, 76 casos de violência contra menores de idade foram registrados em 2018 nessa porção da cidade e, por isso, o MP lançou nesta semana a Liga Boqueirão de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A ideia da iniciativa é dar total suporte às vítimas e às famílias com 16 ações integradas inspiradas no universo dos super-heróis.”Nosso trabalho começou quando começou a edição da Lei 13.431, que é uma lei muito importante porque traz para o sistema da justiça e da sociedade, todo o trabalho que deve ser feito na área da violência, seja enfrentado de maneira multidisciplinar. Nós temos que analisar a violência seja na perspectiva da prevenção ou proteção daquela vítima que já sofreu agressão e também na punição do agressor. Nós temos que nos irmanar para que essa lei seja surta os seus efeitos. Então, nós criamos um espaço, um tempo para discutir esse tema e tirarmos o tabu e estabelecermos uma cultura de trabalho e uma mentalidade de conscientização”.

Com algumas ações já em andamento, a Liga foi pensada a partir de eixos que incluem aspectos como protagonismo, prevenção, atenção e pesquisa e comunicação, entre outras coisas. Monteiro também fala das pesquisas que revelam que apenas 10% dos casos são descobertos e denunciados. “Primeiro, há uma destruição da figura de proteção ou do vínculo de confiança, onde uma pessoa de confiança produziu uma dor nessa criança ou na adolescência. Toda uma vida posterior pode ser comprometida. Todo o romanismo, o ato de criar filho, pode ser comprometido. Muitas dessas crianças e adolescentes perde o ponto de referência da sua infância, e pode levar isso para toda vida”, explica ela.

Em relação às crianças muito jovens, que ainda não sabem se comunicar verbalmente, cabe às pessoas mais próximas observar mudanças de comportamento, marcas pelo corpo ou indícios de agressão. ”

Por causa dos traços de crueldade, essas marcas, na primeira infância, só podem ser revertidas com investimento na recuperação social e psíquica da vítima.

Além de integrar a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência, o Pequeno Príncipe também realiza, há 13 anos, a “Campanha Pra Toda Vida – A violência não pode marcar o futuro das crianças e adolescentes”. A iniciativa busca reforçar a ideia de que o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes são responsabilidade de toda a sociedade, e que, juntas, as pessoas podem transformar a vida de cada um deles.

João de Deus consegue habeas corpus, mas permanecerá preso

Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) concederam, nesta terça-feira (12), habeas corpus em favor do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, e de seu filho, Sandro Teixeira.

No total, foram 4 votos a 1 a favor da libertação dos réus. O julgamento havia sido interrompido na quinta-feira passada ((7) e foi retomado hoje. Apesar do resultado, João de Deus permanecerá preso, já que existem outros mandados de prisão contra ele em processos a que responde na Justiça. O médium está preso em Goiânia desde o dia 16 de dezembro do ano passado.

Já Sandro Teixeira deverá deixar o presídio de Goianápolis, a cerca de 50 quilômetros de Goiânia, nas próximas horas. O habeas corpus concedido a Sandro refere-se a uma ação penal em que o filho do médium de Abadiânia (GO) é acusado, juntamente com o pai, pelos crimes de coação de testemunha e corrupção ativa, em um caso que teria ocorrido em 2016.

João de Deus é réu em duas ações penais decorrentes de denúncias feitas pelo Ministério Público de Goiás envolvendo casos de abuso sexual a frequentadoras da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde o médium prestava atendimento espiritual. Ele nega todas as acusações.

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MP denuncia professor suspeito de abusar de nove crianças

Um professor de educação física foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), nesta quarta-feira (27), pelos crimes de estupro de vulnerável e tentativa de estupro de vulnerável. O homem teria abusado de nove crianças na cidade de Maringá, no norte do estado.

Segundo relatos, a Secretaria Municipal de Educação e o Conselho Tutelar do município sabiam das suspeitas de abuso desde outubro de 2018, porém, só no último mês de janeiro, foi que o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) recebeu as denúncias dos abusos cometidos pelo professor, por familiares dos alunos. Diante disso, o MP-PR determinou a investigação de possíveis falhas da Secretaria e do Conselho Tutelar.

Além disso, os promotores querem explicações sobre a Secretaria, mesmo após saber do caso, ter transferido o professor de escola, ao invés de afastá-lo.

O homem está preso desde o dia 14 de fevereiro.

A reportagem tenta contato com a Secretaria de Educação de Maringá e o Conselho Tutelar da cidade.