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Eventos bloqueiam ruas de Curitiba; fique atento ao trânsito

O trânsito pode ficar mais carregado nesta sexta-feira (8) em ruas dos bairros São Lourenço, Abranches e Taboão, que dão acesso à Pedreira Paulo Leminski.

O grupo gospel Hillsong United deve levar um público de 10 mil pessoas ao local, de acordo com os organizadores do evento.

Os bloqueios, organizados pela Superintendência de Trânsito (Setran), começam às 10h. Esse início pode sofrer alteração, dependendo da movimentação do público próximo à Pedreira.

A previsão é que os bloqueios de trânsito sigam até a meia-noite.

As vias com tráfego de veículos interrompido são: Eugênio Flor (entre as ruas Nilo Peçanha e Desembargador José Carlos Ribeiro Ribas), Manoel dos Santos da Silva (no cruzamento com a João Gava), Antônio Krainski (entre a Nilo Peçanha e a Benedito Correia de Freitas) e João Gava (entre a Manoel dos Santos da Silva e a Nilo Peçanha).

Moradores que tiverem residências no perímetro bloqueado poderão acessar as ruas mediante a apresentação de credencial ou documento que comprove a moradia.

Os portões da Pedreira serão abertos às 18h, com início da apresentação marcado para as 19h.

Centenário do Hospital Pequeno Príncipe

Neste fim de semana, a região do Hospital Pequeno Príncipe, no Água Verde, terá desvios de trânsito para apresentação do espetáculo Presente para o Futuro: 100 Anos de Vida. O evento, gratuito, comemora o centenário do maior hospital pediátrico do Brasil.

No sábado (9) e no domingo (10) a Avenida Silva Jardim será bloqueada para o trânsito de veículos no trecho entre as ruas Desembargador Motta e Brigadeiro Franco.

Os bloqueios ocorrerão das 18h às 23h, com apoio de agentes da Superintendência Municipal de Trânsito de Curitiba. O fluxo da Silva Jardim será direcionado para a Desembargador Motta, nos dois dias.

As entradas de emergências e internações do Pequeno Príncipe, pela Desembargador Motta, estarão abertas para garantir a continuidade dos atendimentos.

Luzes, música, dança e fortes emoções

Com projeção mapeada em frente à fachada histórica do hospital, na Avenida Silva Jardim, esquina com Desembargador Motta, o espetáculo terá luzes, música e dança e promete emocionar o público.

As apresentações acontecem no sábado e domingo, às 20h, com cerca de 45 minutos de duração cada. Por meio de um roteiro poético, o espetáculo irá encenar parte da história do hospital, com a participação de atores representando o Príncipe e a Raposa, personagens do livro de Saint Exupéry que inspira o nome da instituição, e Dona Ety, presidente voluntária há 53 anos da Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro (mantenedora do Pequeno Príncipe).

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Explosão em Curitiba: acusados por homicídio, donos de empresa de impermeabilização podem ir a júri popular

Os donos da empresa de impermeabilização apontada como a culpada pela explosão de um apartamento em Curitiba, em junho, foram acusados criminalmente pela morte de um garoto de 11 anos, vítima do acidente. O funcionário que realizava o serviço no sofá da família também foi denunciado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná). Juntos, os três responderão por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar. Eles podem ser submetidos ao júri popular.

A denúncia criminal foi apresentada ao Tribunal do Júri de Curitiba nesta terça-feira (22). Caberá à 2ª Vara do tribunal analisar o caso. O casal de donos da Impeseg Higienização e Impermeabilização, José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa, foram acusados por um homicídio consumado e dois tentados, com as qualificadoras de motivo torpe e uso de explosão. O técnico Caio Santos foi denunciado pelos menos crimes, mas sem a qualificadora do motivo torpe.

EXPLOSÃO EM APARTAMENTO DE CURITIBA

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Com a força da explosão, paredes cederam e estilhaços se espalharam por toda parte. (Foto: Divulgação/PCPR)

A explosão aconteceu às 9h40 do dia 29 de junho, em um apartamento da Rua Dom Pedro I, no bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região. Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião.

No momento da explosão, quatro pessoas estavam dentro do apartamento. Um menino de 11 anos dormia em um dos quartos e morreu após ser arremessado do sexto andar. Mateus Lamb passava o final de semana na casa da irmã e do cunhado. Raquel Lamb, de 23 anos, e Gabriel Araújo, de 27, passaram mais de um mês internados. No caso de Raquel, as queimaduras atingiram 80% da superfície corporal, enquanto Gabriel teve 30% do corpo queimado.

A quarta vítima foi o técnico de impermeabilização Caio Santos, acusado por homicídio com dolo eventual junto aos donos da Impeseg, José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa. Ele também passou semanas internados na UTI do Hospital Evangélico-Mackenzie até se recuperar das queimaduras.

Caio, assim com José Roberto e Bruna, também poderá sentar no banco dos réus e responder ao júri popular.

INVESTIGAÇÕES RESPONSABILIZAM DONOS

laudo pericial produzido pela Deam (Delegacia de Explosivos, Armas de Munições) relatou com detalhes as condições em que o apartamento foi encontrado no dia da explosão. A análise da perícia foi juntada ao conjunto probatório levantado no curso das investigações.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a explosão foi causada pelo produto químico usado pelo técnico para impermeabilizar o sofá da família. Raquel Lamb, dona do apartamento, disse à polícia que acendeu uma das chamas do fogão porque não foi orientada sobre os riscos. Funcionários da empresa Impeseg – responsável pelo serviço – disseram que não sabiam que o produto usado era inflamável.

Além disso, quatro funcionários da empresa de impermeabilização envolvida na explosão afirmaram, em depoimento, que os produtos inflamáveis eram armazenados em frascos de shampoos. O dono da Impeseg, José Roberto Porto Correa, confessou que manipulava os químicos sem autorização para chegar até a fórmula final aplicada nos sofás e estofados dos clientes.

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Detalhe do pulverizador do produto usado para impermeabilizar estofados. Polícia Civil está na reta final de investigação. (Foto: Reprodução/PCPR)

 

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Polícia conclui inquérito sobre explosão em apartamento no Água Verde

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a explosão em um apartamento no bairro Água Verde, ocorrida no dia 29 de junho, ocasião em que um menino de 11 anos morreu ao ser arremessado do apartamento.

O delegado Adriano Chohfi da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), responsável pela investigação do caso, concluiu pelo indiciamento dos proprietários da empresa Impeseg, José Roberto Porto Correia e Bruna Lima Porto Correia, e do funcionário Caio Henrique dos Santos, que fazia a aplicação de um impermeabilizante em um sofá no momento da explosão.

Os três foram indiciados por homicídio qualificado, pela explosão ocasionada pela aplicação do produto e por lesão corporal grave. A explosão aconteceu no momento em que Caio Santos aplicava o impermeabilizante em um sofá no interior do apartamento, e a proprietária do imóvel Raquel Lamb acendeu o fogão para preparar um café. No entendimento da polícia, tanto Raquel quanto o marido, Gabriel Araújo, não foram orientados sobre os riscos da impermeabilização pelo funcionário, o que motivou o indiciamento dele pelos crimes, como explica o delegado.

O delegado Adirano Chohfi solicitou a prisão preventiva dos três indiciados, já que a empresa Impeseg foi fechada, e ambos os proprietários mudaram de residência, porém a justiça indeferiu o pedido.

O relatório do inquérito será entregue ao Ministério Público, que irá decidir se oferece ou não a denúncia à Justiça.

A defesa dos indiciados não se manifestou até o fechamento da reportagem.

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Inquérito que apura explosão em apartamento de Curitiba deve ser concluído nos próximos dias

Polícia Civil está na reta final de investigação. (Foto: Reprodução/PC-PR)

A PC-PR (Polícia Civil do Paraná) espera concluir na próxima semana o inquérito que investiga a explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba. Uma criança morreu e três pessoas ficaram feridas no acidente, que aconteceu no dia 29 de junho.

Foi divulgado nesta terça-feira (6) o laudo pericial produzido pela Deam (Delegacia de Explosivos, Armas de Munições). O documento tem 47 páginas e relata com detalhes as condições em que o apartamento foi encontrado no dia da explosão.

“O mais importante deste laudo é que ele corrobora a nossa investigação. Ou seja, ele atesta que a explosão provavelmente foi causada pelo uso indevido de produtos químicos inflamáveis [impermeabilizante de estofados]”, explica o delegado Adriano Chohfi, chefe da Deam.

Explosão: homicídio culposo ou doloso

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Explosão derrubou as paredes do apartamento. (Foto: Reprodução/PC-PR)

Próxima da conclusão do inquérito, a Delegacia de Explosivos Armas e Munições indica que deve indiciar três pessoas por homicídio: os donos da Impeseg Higienização e Impermeabilização, José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa, e o técnico Caio Santos.

O funcionário da Impeseg era quem fazia a impermeabilização do sofá da família Lamb no momento da explosão. Ele foi um dos três feridos socorridos pelo Corpo de Bombeiros e recebeu alta do hospital Evangélico-Mackenzie no último dia 22.

“Ainda não podemos concluir se é um caso de homicídio doloso ou culposo”, explicou Chohfi, alegando que nem todas as respostas foram encontradas pela PC-PR.

Deam aguarda ofícios

Segundo a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba, os investigadores ainda aguardam ofícios de órgãos públicos, da Polícia Científica, e de entidades ligadas a registros de produtos químicos.

Apenas com todos os materiais em mãos é que será possível atestar, segundo a Polícia Civil, a causa da explosão. Apesar disso, internamente, a Deam não trabalha com outra hipótese que não seja o produto usado na impermeabilização de estofados.

“Com os documentos em mãos poderemos concluir o inquérito. Esperamos encerrar a investigação até o início da semana que vem”, pontou o delegado responsável pelas investigações.

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Detalhe do pulverizador do produto usado para impermeabilizar estofados. (Foto: Reprodução/PC-PR)
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Segunda vítima de explosão em apartamento deixa hospital após 37 dias

Gabriel Araújo, dono do apartamento que explodiu no bairro Água Verde, em Curitiba, recebeu alta nesta segunda-feira (5), após 37 dias internado. De acordo com o Hospital Evangélico Mackenzie, Gabriel teve 30% do corpo queimado.

O acidente aconteceu no fim de junho durante a impermeabilização de um sofá. Três pessoas ficaram feridas e uma criança de 11 anos morreu. Dos feridos, apenas a esposa de Gabriel, Raquel Lamb, segue internada com 55% do corpo queimado. Ainda não há previsão de alta.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a explosão foi causada pelo produto químico usado pelo técnico para impermeabilizar o sofá da família. Raquel Lamb, dona do apartamento, disse à polícia que acendeu uma das chamas do fogão porque não foi orientada sobre os riscos. Funcionários da empresa Impeseg – responsável pelo serviço – disseram que não sabiam que o produto usado era inflamável.

Também ouvido pela Deam (Delegacia de Explosões, Armas e Munições), o técnico Caio Santos apresentou uma versão contraditória em relação aos demais funcionários da Impeseg. Ele disse que sabia dos riscos e que havia orientado a família para não produzirem faíscas. O homem disse, ainda, que a empresa disponibilizava os EPIs (equipamentos de proteção individuais), o que foi negado pelos demais funcionários da Impeseg.

Caio Santos deixou o hospital Evangélico Mackenzie no último dia 22 de julho.

O CASO

A explosão aconteceu às 9h40 do sábado, 29 de junho, em um prédio da Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.

 

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Prefeitura nega alvará que empresa pediu dois dias após explosão em apartamento

A empresa de impermeabilização envolvida na explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, teve o pedido de alvará negado pela prefeitura da capital. A licença foi solicitada pela Impeseg dois dias após o acidente, que matou um menino de onze anos e deixou duas pessoas gravemente feridas, no dia 29 de junho.

Embalagens adulteradas são encontradas em empresa investigada por explosão em apartamento
Após explosão em prédio, prefeito de Curitiba proíbe químicos inflamáveis em ambientes fechados

A solicitação era para abertura de um escritório no bairro Xaxim e está em nome de uma das donas da empresa, que já funcionava no endereço que consta no pedido, embora o registro na Secretaria Municipal de Urbanismo nunca tenha sido feito. Há mais de uma semana, funcionários da Impeseg têm prestado depoimento à Polícia Civil. Ao delegado Adriano Chohfi, que conduz as investigações, eles já chegaram a dizer que não sabiam que os produtos com os quais trabalhavam eram inflamáveis e que o material já chegou a embarcar em um avião como refrigerante.

Câmera registra momentos antes e depois da explosão de apartamento em Curitiba

Além disso, que embalagens de shampoos eram usadas para armazenar produtos perigosos. Os transportadores também eram informados que iriam levar produtos que não apresentavam riscos de explosão. Segundo o advogado que representa os trabalhadores, Leandro Veloso, o procedimento era realizado para reduzir custos.

No pedido de alvará, a prefeitura justificou a recusa por causa das características da atividade, que implicaria em manter equipamentos no ambiente e extrapolaria o serviço de escritório.

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Explosão em Curitiba: donos de empresa de impermeabilização podem ser indiciados por homicídio

Depois de ouvir pelo menos quatro testemunhas no inquérito que apura a explosão de um apartamento em Curitiba, a Polícia Civil do Paraná (PC-PR) identificou contradições nos depoimentos que podem levar os donos de uma empresa de impermeabilização de estofados ao indiciamento por homicídio. A explosão aconteceu no último sábado (29/06). Uma criança de 11 anos morreu e três pessoas ficaram gravemente feridas.

As investigações apontam que a causa mais provável do acidente foi a combustão de produtos químicos usados para a impermeabilização de um sofá. A empresa Impeseg Higienização e Impermeabilização, responsável pelo serviço, sustenta que a explosão foi uma fatalidade.

O delegado que preside o inquérito, Adriano Chohfi, afirma que ainda é cedo para o indiciamento, mas que confirmou que três crimes estão sob investigação: explosão, lesão corporal e homicídio. Testemunhas e funcionários da empresa são ouvidos na Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba (Deam).

As oitivas realizadas até o momento apontaram contradições suficientes para que José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa — donos da Impeseg Higienização e Impermeabilização — sejam indiciados. O inquérito deve levar entre 30 e 40 dias para ser concluído.

“As investigações em andamento ainda apuram se a empresa assumiu os riscos”, explicou Chohfi.

Contradições

Em depoimento prestado nesta terça-feira (02), o dono da empresa de impermeabilização, José Roberto Porto Correa, confessou que manipulava produtos químicos mesmo sem as devidas autorizações da Polícia Civil, Polícia Federal e Prefeitura de Curitiba. Para compor o produto usado para o serviço prestado, o empresário misturava um solvente e um álcool isopropílico — dois produtos altamente inflamáveis e que apresentam riscos de reações químicas violentas.

O proprietário disse que a fórmula foi repassada por um ex-funcionário da empresa e que fazia a mistura por conta própria, dentro de sua própria sala, deste outubro do ano passado. Os produtos eram armazenados em galões de 20 litros, posteriormente etiquetados como se fossem de uma marca exclusiva da empresa.

Correa afirmou que oferecia aos funcionários todos os equipamentos de proteção necessários. Ele também alegou que a equipe era treinada e competente para a execução dos serviços de impermeabilização.

“Eles estão à disposição para prestar todos os esclarecimentos e demonstrar que não houve crime. O próprio proprietário já realizou diversas vezes os serviços de impermeabilização”, argumentou o advogado Roberto Brzezinski Neto, que defende o casal José Roberto e Bruna Porto Correa.

A versão é contestada por outra testemunha ouvida no mesmo dia pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba. O supervisor da Impeseg, Heverton Gesse da Costa Skau informou que nunca havia sido orientado sobre os riscos da aplicação. O funcionário era recém-contratado e trabalhava há 11 dias na empresa.

Segundo Skau, a empresa não fornecia nenhum treinamento para o manuseio dos produtos químicos. Sobre o equipamentos de proteção individuais, o supervisor afirmou que a empresa não disponibilizava para o funcionários. Ele teria solicitado várias vezes aos proprietários que comprassem de tais equipmentos e recebido como resposta “que o foco era a expansão da empresa”, e não a compra de equipamentos.

Além de Curitiba, a Impeseg presta serviços em várias cidades, como Londrina, Maringá e Ponta Grossa, no interior do Paraná; Goiânia (GO), Brasília (DF) e Gaspar (SC).

Laudos sobre a explosão

O delegado que preside o inquérito explica que apenas a perícia técnica pode cravar a causa definitiva da explosão. Pelo menos dois laudos estão em processo de conclusão: o principal é produzido pelo Instituto de Criminalística (IC); o segundo, particular, é desenvolvido pela empresa responsável pelo sistema de gás que abastece o edifício.

“Além disso também vamos pedir o parecer de um engenheiro químico para não restar dúvidas sobre a causa do incidente”, explica o delegado Adriano Chohfi, titular da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba (Deam).

Se confirmada a principal linha de investigação – que aponta o produto químico impermeabilizante como o responsável pela explosão -, os donos da empresa Impeseg Higienização e Impermeabilização podem ser indiciados por homicídio.

Saiba os cuidados que podem evitar acidentes com produtos inflamáveis

A explosão do apartamento no bairro Água Verde, neste final de semana, enquanto era realizada a impermeabilização de um sofá, levanta novamente a preocupação com a utilização de produtos inflamáveis e que podem causar acidentes.

Além do caso registrado no último sábado (29), em 2018, outro caso de impermeabilização de um sofá deixou quatro vítimas, na Vila Guaíra, em Curitiba.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a utilização incorreta dos produtos ou até mesmo a não ventilação de ar no local em que o serviço é prestado é que causam incêndios e explosões.

A capitã do Corpo de Bombeiros do Paraná, Rafaela Diotalevi, explica que os produtos inflamáveis geralmente são utilizados por entregar resultados mais rápidos aos clientes, mas também necessitam de um cuidado maior.

“Entre eles você tem que fazer em um local totalmente arejado. O Corpo de Bombeiros orienta para que você não faça na parte interna da residência, ou tente trazer para fora, ou em um ambiente totalmente arejado. Na hora que o produto está sendo aplicado, retire todas as pessoas da casa e produtos que podem emitir calor e causar uma explosão”, afirmou.

A capitã lembra que é importante utilizar produtos sem risco à saúde e optar pelos que são à base de água, que entregam o mesmo resultado, mesmo que demore mais tempo.

“O pessoal acaba escolhendo o produto que não é a base de água, pela facilidade, pelo resultado. Então ele usa solventes altamente inflamáveis. Então quando você contratar esse serviço, precisa verificar qual produto a empresa está utilizando”, explicou.

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Morre criança que foi arremessada de prédio após explosão em Curitiba

Morreu neste sábado (29) a criança que foi arremessa de um prédio pela força de uma explosão. O acidente aconteceu às 9h40, no Água Verde, bairro residencial de Curitiba. O menino tinha 11 anos. Depois de receber os primeiros socorros, ele foi levado em estado crítico, com politraumatismo, para o Hospital do Trabalhador (HT), na capital paranaense.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), responsável pela gestão do hospital, confirmou a morte às 15h30 deste sábado (29). De acordo com a secretaria, o menino passava por duas cirurgias de alto risco e não resistiu aos procedimentos.

Outras três pessoas ficaram gravemente feridas e estão internadas no Hospital Evangélico, referência no tratamento a queimados.

Os casos mais graves são o de uma jovem de 23 anos que teve 80% do corpo atingido pelo fogo. Um homem de 30 anos, com 35% do corpo queimado, também está sob cuidados intensivos. Eles foram transferidos para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no início da tarde.

Outro homem ferido, de 27 anos, tem o estado de saúde considerado estável. De acordo com a assessoria do hospital, ele permanece internado, embora não tenha sido encaminhado à UTI.

Causas da explosão são investigadas

As informações preliminares davam conta de que a explosão havia sido causada pelo vazamento de um botijão de gás, mas a hipótese foi descartada. Segundo o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Gomes Pinheiro, a explosão aconteceu durante a impermeabilização de um sofá. O serviço era realizado por uma empresa especializada no ramo.

“A Polícia Científica foi acionada e o trabalho de perícia vai determinar o que aconteceu. As causas do acidente ainda precisam ser investigadas”, completou o tenente Thiago Vieira, que participou dos trabalhos de regate e rescaldo.

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A explosão aconteceu às 9h40 deste sábado (29), em um prédio da Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30. Segundo os bombeiros, não há risco de novas explosões.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.

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Criança cai do sexto andar após explosão em apartamento de Curitiba

* Reportagem atualizada às 13h

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas após uma forte explosão acontecer dentro de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, na manhã deste sábado (29). Uma criança de 11 anos morreu. Com a força da explosão, o menino foi arremessada do sexto andar do prédio. A vítima foi encaminhada a um hospital da região, mas não resistiu aos procedimentos cirúrgiso:

+ ATUALIZAÇÃO:

As informações preliminares davam conta de que a explosão havia sido causada pelo vazamento de um botijão de gás, mas a hipótese foi descartada. Segundo o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Gomes Pinheiro, a explosão aconteceu durante a impermeabilização de um sofá. O serviço era realizado por uma empresa especializada no ramo.

“A Polícia Científica foi acionada e o trabalho de perícia vai determinar o que aconteceu. As causas do acidente ainda precisam ser investigadas”, completou o tenente Thiago Vieira, que participou dos trabalhos de regate e rescaldo.

Com a explosão, as paredes cederam e estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Em relação aos outros feridos, todos foram atendidos no local e depois encaminhados ao Hospital Evangélico, referência no tratamento a queimados. Foram encaminhados dois homens, de 30 e 27 anos, e uma mulher de 23 anos.  As três vítimas estão em estado grave, com até 80% dos corpos queimados.

Explosão, fogo controlado e perícia

A explosão aconteceu às 9h40 deste sábado (29), na Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30. Segundo os bombeiros, não há risco de novas explosões.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.

* Com informações de Iara Maggioni