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Brasil e Alemanha firmam acordo de cooperação no setor agrícola

Os governos do Brasil e da Alemanha assinaram um memorando de entendimento para Diálogo Agropolítico Alemão-Brasileiro. O acordo de cooperação no setor agrícola foi firmado entre as ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Julia Klöckner (Alimentação e Agricultura da Alemanha), em Berlim.

O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações (seminários, feiras, cursos), visitas técnicas e publicação de material conjunto em diversos setores da agricultura, como bioeconomia, gestão sustentável (solo e água), cadeias agroalimentares sustentáveis, financiamento rural, política agrícola e conectividade. Um grupo, formado por representantes dos dois países e de setores do agro brasileiro e alemão, irão traçar um plano de trabalho e coordenar a execução. O acordo tem duração de três anos, podendo ser prorrogado.

“Esse acordo vai aproximar mais os dois países, trocaremos conhecimento e nós poderemos mostrar a tecnologia que desenvolvemos para criar a agricultura tropical brasileira”, disse Tereza Cristina.

A assinatura do acordo de cooperação no setor agrícola ocorreu após reunião de ministros da Agricultura que participam do Fórum Global da Alimentação e da Agricultura (GFFA), com a participação de mais de 200 ministros e secretários de todo o mundo. No encontro, Tereza Cristina reforçou que apenas 2,3% do território da Amazônia são usados para produção agrícola e 10,5% para pecuária, ou seja, mais de 85% do bioma estão preservados. Ela destacou que o Brasil irá difundir o modelo de sistema de plantio direto, que passou a ser bastante usado no país nas últimas décadas, por propiciar a produção com menor impacto no solo e maior rentabilidade ao produtor.

No final do encontro, a ministra voltou a destacar que é preciso buscar o equilíbrio entre a produtividade agrícola e a sustentabilidade, além de defender que agricultura não pode ser apontada como a vilã dos problemas ambientais ocorridos no mundo.

Os ministros assinaram uma declaração final em que se comprometeram na busca por uma agricultura sustentável para atender a demanda global por alimentos.

Com o fim dos compromissos na Alemanha, a ministra segue para a Índia onde terá uma agenda com seus colegas locais antes de integrar-se à comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Antes, Tereza Cristina faz uma parada na Itália, para um encontro bilateral no Ministério da Agricultura local.

Em Berlim, nessa sexta-feira (17), Tereza Cristina teve reuniões bilaterais com Argentina, Holanda, Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o diretor-geral da FAO, Dongyu Qu.

Eurocopa - Alemanha - França - Portugal

Eurocopa 2020 terá grupo da morte com Alemanha, França e Portugal

O sorteio da Eurocopa que foi realizado neste sábado (30) em Bucareste, na Romênia, colocou os dois últimos campeões do mundo e atual campeão do torneiro na mesma chave. Alemanha, França e Portugal realizaram o duelo pelo Grupo F.

Ainda para completar a chave, falta o vencedor dos playoffs da repescagem entre Bulgária, Hungria ou Islândia (se a Romênia for eliminada) ou vencedor do grupo D da repescagem entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo.

No aniversário do 60º aniversário do torneio, os 51 jogos serão disputados pela primeira vez na história em 12 cidades de 12 países do continente. Serão eles, Roma, Baku, São Petersburgo, Copenhague, Amsterdã, Bucareste, Bilbao, Dublim, Munique, Budapeste, Glasgow e Londres. A capital inglesa vai receber as semifinais e a final, no dia 12 de julho.

Na abertura do torneio, no dia 12 de junho, Turquia e Itália fazem o primeiro jogo em Roma, pelo Grupo A, que já tem a chave definido com País de Gales e Suíça.

Resultado do sorteio da fase final da Eurocopa-2020:

– Grupo A (Roma e Baku):
Turquia
Itália
País de Gales
Suíça

– Grupo B (Copenhague e São Petersburgo):
Dinamarca
Finlândia
Bélgica
Rússia

– Grupo C (Amsterdã e Bucareste):
Holanda
Ucrânia
Áustria
Romênia (se conseguir se classificar) ou vencedor da repescagem D entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo

– Grupo D (Londres e Glasgow):
Inglaterra
Croácia
Vencedor da repescagem C entre Noruega, Sérvia, Escócia e Israel
República Tcheca

– Grupo E (Bilbao e Dublim):
Espanha
Suécia
Polônia
Vencedor do grupo B da repescagem entre Bósnia, Irlanda do Norte, Eslováquia e Irlanda

– Grupo F (Munique e Budapeste):
Bulgária, Hungria ou Islândia (se a Romênia for eliminada) ou vencedor do grupo D da repescagem entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo
Portugal
França
Alemanha

Se classificam para as oitavas de final os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros.

Alemanha - Mercosul - União Europeia - Agronegócio - Brasil

Alemanha diz que próximos 18 meses serão cruciais para acordo Mercosul-UE

Após a série de atritos diplomáticos entre o governo brasileiro a lideranças europeias, a Alemanha prega pragmatismo e diz que os próximos 18 meses serão cruciais para superar lobbies e ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, cuja primeira versão foi aprovada no fim de junho.

O acordo é resultado de vinte anos de negociações e considerado fundamental no processo de abertura comercial da economia brasileira. As comemorações, porém, acabaram ficando em segundo plano pela crise diplomática gerada após o recrudescimento dos incêndios na Amazônia.

“Estamos diante de oportunidade histórica de avançar significativamente em nosso relacionamento e os próximos dezoito meses serão decisivos”, disse à reportagem o vice-ministro de Economia e Energia da Alemanha, Thomas Bareiss.

Um exemplo dos obstáculos pôde ser visto nesta quinta (19), quando o Parlamento da Áustria aprovou moção que obriga o governo daquele país a vetar a participação no acordo, usando como justificativa a postura do governo Bolsonaro em relação à floresta.

“É claro que há muitas tendências contra o livre comércio e a favor do protecionismo e isso nos preocupa”, afirmou Bareiss, que esteve esta semana no país para encontrar empresários alemães com negócios no Brasil e participar da 16º Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana.

A visita ocorre um mês após Bolsonaro sugerir que a chanceler alemã Angela Merkel usasse dinheiro do fundo Amazônia para reflorestar a Alemanha. Ele também atacou o presidente francês, Emmanuel Macron e ofendeu sua esposa, Michele, ao comentar com risadas um post no Twitter que a chamava de feia.

“Concordo que nas últimas semanas houve troca de mensagens que realmente não contribuíram muito”, disse o vice-ministro alemão, para quem “a necessidade de marcar posições diante do eleitorado” contribuiu para inflamar os discursos.

“Mas acho que faria muito mais sentido olharmos para o que temos em comum, focarmos nos fatos e ver do ponto de vista pragmático como se pode agir para que as coisas caminhem na direção correta”, completou. Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado por todos os países envolvidos.

A Alemanha é apontada como uma das maiores beneficiadas pelo acordo, que reduzirá tarifas para a troca de bens e serviços entre os dois blocos comerciais. Já a França sofre com pressões internas de sua agroindústria, que teme perda de mercado para produtos do Mercosul.

Ele defende que o Mercosul não se beneficiará apenas com a abertura de mercados agrícolas, mas poderá aproveitar complementariedades com a indústria europeia e experimentará crescimento nos investimentos europeus.

“Sei que o Brasil tem uma indústria metal-mecânica forte e de relevância. Outro ponto importante é a eficiência energética e geração de energia renovável. O Brasil está entre os líderes na produção de etanol e biomassa”, argumentou.

Na sua opinião, o desaquecimento da economia europeia não será empecilho à aprovação do acordo nos países do continente, caso os governos sejam convencidos de que a abertura de novos mercados pode representar “um propulsor” para o reaquecimento.

Bareiss minimizou acusações de interferência estrangeira na Amazônia -uma das críticas de Bolsonaro a Macron- embora acredite que os termos do acordo, que prevê comprometimento com o combate ao desmatamento e poluição, aumentarão os controles sobre a proteção à floresta.

“Sabemos que tanto na Alemanha quanto em toda a Europa a Amazônia é considerada o pulmão verde do mundo. Olhando para essa imagem fica óbvio porque as pessoas se interessam tanto na conservação da floresta”, comentou.

“Mas eu não sou partidário de forma alguma de que sejam emitidas recomendações e orientações sobre o que deve ser feito aqui no Brasil”, afirmou. “A floresta amazônica é brasileira, faz parte do território brasileiro. Não estamos mais na época do colonialismo, essa fase ficou para trás.”

Com uma metáfora futebolística, diz que a Alemanha costuma ser criticada pelo jogo “um tanto chato, entediante e pragmático demais”, características que poderiam se aplicar também à política local. “Tanto no Brasil como na França, política é questão muito emotiva e que desperta paixões.”

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Emmanuel Macron diz que queimadas na Amazônia geraram crise internacional

O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira (22) que as queimadas na Amazônia geraram uma “crise internacional”.

Pelo Twitter, Macron afirmou que discutirá o caso no G7 (grupo que reúne Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido). “Membros do G7, vejo vocês em dois dias para falar sobre esta emergência”, escreveu.

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas”, completou o presidente francês na publicação que traz ainda uma foto com o fogo consumindo a floresta.

Além de chamar a atenção para um incêndio sem precedentes que devasta diferentes pontos da Amazônia há vários dias, o governo francês também anunciou que vai desembolsar 9 milhões de euros em um programa de preservação ambiental específico para a Amazônia.

O programa foi divulgado pelo chanceler francês Jean-Yves Le Drian, considerado um dos braços direitos de Macron. “A França está muito preocupada com os numerosos incêndios, de magnitude sem precedentes, que afetaram a floresta amazônica há várias semanas”, disse Le Drian.

Em julho, Le Drian esteve no Brasil, mas não conseguiu se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O motivo: o presidente preferiu cortar os cabelos em vez de cumprir a agenda oficial.
O anúncio de ajuda financeira da França é mais uma tentativa de apoio oferecido por um país europeu em prol da maior floresta tropical do planeta.

Na semana passada, Alemanha e Dinamarca suspenderam os repasses que faziam ao Fundo Amazônia (que financiava ações de preservação) por causa do aumento do desmatamento na floresta.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) reagiu. “Eu queria até mandar um recado para a senhora querida Angela Merkel, que suspendeu 80 milhões de dólares para a Amazônia. Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, ok”, disse Bolsonaro em entrevista.

“Na Amazônia, a França também é confrontada com esse risco na Guiana, e está conduzindo uma cooperação de longo prazo com os países da América do Sul para enfrentá-lo, particularmente por intermédio da Agência Francesa de Desenvolvimento”, disse o chanceler em comunicado.

O projeto, segundo Le Drian, será lançado em 2020.

“Estamos determinados a dar continuidade a esses esforços e a trabalhar com todos os atores da região (Estados, autoridades locais, ONGs, setor privado) comprometidos com a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável, com o Acordo de Paris, e com a adoção em 2020 das próximas metas globais para a proteção da biodiversidade”, afirmou Le Drian.

brasil alemanha 7 a 1 copa do mundo

Cinco anos depois, Brasil dá ‘troco’ e goleia a Alemanha por 7 a 1

O Brasil meteu 7 a 1 na Alemanha em uma Copa do Mundo de Futebol de 7, competição organizada pela Federação Internacional de Futebol para Pessoas com Paralisia Cerebral. A única diferença é que a modalidade é paralímpica, ou seja, para jogadores com paralisia cerebral e distúrbios neurológicos.

O resultado pode ser visto como um troco ao 7 a 1 de 2014, que completou 5 anos na última segunda-feira (8). A tragédia naquela semifinal de Copa do Mundo foi o pior resultado da história da seleção brasileira.

O jogo, realizado em Sevilha, na Espanha, aconteceu nesta quarta-feira (10). Cesar Augusto foi o principal destaque brasileiro, anotando quatro gols só no primeiro tempo. Na etapa final, Jan da Costa, Hebert Tenorio e João Batista completaram os gols brasileiros, enquanto Pascal Odrich descontou pelos alemães.

SITUAÇÃO DO GRUPO

A amarelinha é líder do Grupo A com seis pontos e segue 100% no torneio. Na estreia, os brasileiros golearam o Japão por 5 a 0.

Com o resultado sobre os alemães, a seleção canarinho também garantiu vaga nas quartas de final do Mundial.

A última rodada acontece nesta sexta-feira (12), quando o Brasil encara a Inglaterra. Os ingleses também somam seis pontos, mas tem um saldo de gols menor (9 contra 11 do Brasil). Ou seja, o empate garante a seleção brasileira na primeira posição da chave.

Bolsonaro

Bolsonaro diz que Macron e Merkel não têm autoridade para discutir questão ambiental

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que nem o presidente francês, Emmanuel Macron, nem a chanceler alemã, Angela Merkel, têm autoridade para discutir políticas de meio ambiente para o Brasil.

Em café da manhã com a bancada ruralista, disse que os presidentes brasileiros anteriores a ele criaram uma imagem negativa do país no exterior e que tem tentado alterar a maneira como o Brasil se posiciona diante do mundo.

“Eles não têm autoridade para vir discutir essa questão conosco. Mudou a maneira do Brasil se portar perante o mundo”, disse. “Com a conivência de chefes de Estado, foi feito com que o Brasil tivesse um péssimo conceito de meio ambiente lá fora.”

O desmatamento na Amazônia no mês de junho foi cerca de 57% maior do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Deter, sistema de alertas de desmatamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Os dados do mês passado, por enquanto, só vão até o dia 28 -o que ainda pode causar alterações no crescimento da taxa de desmate. No mês de junho, foram desmatados cerca de 769 km², segundo o Deter. Em 2018, o valor era de aproximadamente 488 km².

Bolsonaro disse ainda que, ao procurá-lo durante o encontro do G20, Macron e Merkel acreditavam estar tratando com governos anteriores e que políticas de demarcação de terras indígenas e ampliação de áreas ambientais dificultavam o progresso da economia brasileira.

“Esses dois em especial [Macron e Merkel] achavam que estavam tratando com governos anteriores, que, após reuniões como essa, vinham para cá, demarcavam dezenas de áreas indígenas e quilombolas, ampliavam área de proteção. Ou seja, dificultavam cada vez mais nosso progresso aqui no Brasil”, disse.

O presidente também afirmou que deu um “rotundo não” ao presidente francês, que o teria procurado, junto ao líder indígena brasileiro Raoni Metuktire, para que o Brasil anunciasse medidas ambientais durante a reunião no Japão.

“Não reconheço o Raoni como autoridade, uma autoridade aqui no Brasil. Ele é um cidadão, como outro qualquer que nós devemos respeito e consideração. Mas ele não é autoridade”, disse.

Antes do início da cúpula do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, Bolsonaro foi criticado por Macron e Merkel, que expressaram preocupação sobre o desmatamento na Amazônia e o risco de o Brasil deixar o Acordo de Paris.

O presidente francês chegou a dizer que não assinaria nenhum pacto com o Brasil caso o país deixasse o acordo que trata do combate a mudanças climáticas.

Depois de vaivéns na agenda dos mandatários, Bolsonaro se encontrou tanto com o líder francês quanto com a chanceler alemã, a quem o presidente brasileiro teria falado sobre a existência de uma “psicose ambientalista” contra o país.

O presidente se queixou de que os europeus sempre trataram o Brasil de “forma colonialista” em gestões anteriores, querendo ditar regras.

No encontro no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ainda que o governo brasileiro é da bancada ruralista. Ele ressaltou que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi escolhida pela frente parlamentar e que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é “casado” com ela.

 

Embaixada brasileira em Berlim amanhece com pichação contra o ‘fascismo no Brasil’

A embaixada do Brasil em Berlim, capital da Alemanha, amanheceu pichada neste sábado (5) com a frase “Lutaremos contra o fascismo no Brasil”.

A fachada da embaixada, em vidro, foi pichada em letras garrafais, em branco, e também com listras vermelhas. O prédio fica no bairro de Mitte, na região central da cidade. Fotos do local vandalizado circularam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp.

A reportagem entrou em contato com a embaixada por meio do telefone de plantão, mas o funcionário que atendeu não quis confirmar o ocorrido. Ainda não há informações sobre quem seria o responsável pela pichação.

Não foi o primeiro caso de vandalismo no local. Em maio de 2014, um grupo de encapuzados tentou apedrejar o prédio.

Segundo testemunhas, quatro pessoas participaram da ação e jogaram cerca de 80 pedras, quebrando parte do vidro da fachada.

Na ocasião, um grupo de esquerda assumiu a autoria do ataque e disse que ele era um protesto contra a Fifa e contra os gastos do governo para a realização da Copa do Mundo de 2014.

Internet

Ataque cibernético atinge centenas de políticos alemães

Com Deutsche Welle

Documentos internos de partidos e detalhes pessoais de centenas de políticos alemães foram publicados no Twitter, informou hoje (4) a emissora pública RBB. O ataque cibernético atingiu todas as legendas representadas no Parlamento, exceto a populista Alternativa para a Alemanha (AfD).

Foram vazados dados confidenciais de celulares, conversas privadas, endereços de políticos e outros dados particulares, assim como documentos internos de partidos. As legendas atingidas são a União Democrata Cristã (CDU), o Partido Social-Democrata (SPD), a União Social Cristã (CSU), o Partido Verde, a Esquerda e o Partido Liberal Democrático (FDP).

O vazamento de documentos foi descoberto nessa quinta-feira (3), segundo a emissora alemã. No entanto, aparentemente, os documentos foram publicados em dezembro por meio de uma conta no Twitter baseada em Hamburgo – os dados foram vazados como num calendário, com informações novas a cada dia.

A maioria das informações vazadas consistia de detalhes de contatos, como endereços e números de telefone celular. No entanto, em certos casos, também foram vazados documentos pessoais, incluindo detalhes bancários e financeiros, cartões de identificação e conversas privadas.

Nenhum dos documentos partidários continha informações altamente secretas. Os dados incluíam pedidos de emprego, memorandos partidários e listas de membros do partido. Alguns documentos tinham mais de um ano.

O ataque parece ter sido feito de forma arbitrária, pois nenhum padrão pôde ser detectado, embora nenhum partidário da AfD tenha sido vítima. Políticos estaduais e alguns artistas também foram afetados. Não está claro ainda quem foi o responsável pelo ataque cibernético e com qual a intenção os dados foram colocados na internet.

A conta no Twitter usada para os vazamentos tem em sua descrição os termos “pesquisa de segurança”, “artistas”, “sátira” e “ironia”. Desde meados de 2017, dados privados de pessoas com algum destaque são publicados na conta – supostamente com mais de 16 mil seguidores. A conta pertence a uma plataforma de internet, e o operador está sediado em Hamburgo.

Alemanha confirma permanência de Joachim Löw como técnico

A DFB (Federação Alemã de Futebol, na sigla em alemão) confirmou, nesta terça-feira (3), que o treinador Joachim Löw continua no comando da equipe de futebol do país, mesmo após a eliminação ainda na fase de grupos da Copa do Mundo. A entidade fez o anúncio oficial nos seus perfis nas redes sociais.

A permanência do técnico, campeão do Mundial do Brasil-2014, no cargo se tornou duvida depois que a seleção alemã deixou a Rússia sem obter a vaga para as oitavas de final.

O time terminou na última colocação do Grupo F, com apenas uma vitória -2 a 1 contra a Suécia- e duas derrotas -1 a 0 contra o México, na estreia, e 2 a 0 contra a Coreia do Sul, na última rodada.

Os alemães se tornaram a terceira seleção seguida a ser eliminada ainda na fase de grupos da Copa do Mundo, após vencer a edição anterior do torneio. Antes dela, a Espanha, em 2014, e a Itália, em 2010, caíram sem ir ao mata-mata.

O técnico assumiu o posto na seleção alemã em 2006, depois de ser o assistente de Jürgen Klinsmann, que comandou a campanha na Copa do Mundo daquele ano.

O trabalho de Löw foi melhor do que o seu ex-chefe e antecessor. Ele conduziu a equipe do país ao quarto título de Mundial e promoveu uma renovação no elenco e maneira estilo de jogo.

Alemanha termina a Copa em 21º. Veja a classificação final dos eliminados

Com o encerramento da primeira fase da Copa do Mundo, metade das seleções participantes já se despedem do torneio. Entre elas, duas cabeças de chave: a Polônia, que terminou em último lugar do Grupo H e a atual campeã Alemanha, a lanterninha do Grupo F. Com três pontos somados (uma vitória e duas derrotas) e saldo negativo de dois gols, os alemães deixam a Rússia na melancólica 21ª posição. Com a mesma pontuação, mas saldo ainda pior (-3) a Polônia foi a 25ª.

Tetracampeã e quatro vezes finalista da Copa e quatro vezes terceiro lugar, a Alemanha teve, na Rússia seu pior desempenho na história das Copas. Antes desta edição a pior posição dos alemães era o 10º lugar em 1938.

Melhores entre os eliminados, Senegal e Irã despedem-se da Copa com 4 pontos e saldo zero, campanha melhor do que a classificada Argentina, que foi segunda colocada do Grupo D com os mesmos quatro pontos, mas saldo negativo de dois gols.

Confira a classificação final dos eliminados da Copa

17º Senegal – 4 pontos, saldo 0, 4 gols marcados

18º Irã – 4 pontos, saldo 0, 2 gols marcados

19º Coreia do Sul – 3 pontos, saldo 0, 3 gols marcados

20º Peru – 3 pontos, saldo 0, 2 gols marcados

21º Alemanha 3 pontos, saldo -2, 2 gols marcados, 6 pontos negativos por cartões

22º Sérvia – 3 pontos, saldo -2, 2 marcados, 7 pontos negativos por cartões

23º Tunísia – 3 pontos, saldo -3, 5 gols marcados

24º Nigéria – 3 pontos, saldo – 3, 3 gols marcados

25º Polônia – 3 pontos, saldo -3, 2 gols marcados

26º Arábia Saudita – 3 pontos, saldo -5

27º Marrocos – 1 ponto, saldo -2

28º Islândia – 1 ponto, saldo -3, 2 gols marcados, 3 pontos negativos por cartões

29º Costa Rica – 1 ponto, saldo -3, 2 gols marcados, 6 pontos negativos por cartões

30º Austrália – 1 ponto, saldo -3, 2 gols marcados, 7 pontos negativos por cartões

31º Egito – 0 ponto, saldo -4

32º Panamá – 0 ponto, saldo -9