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Brasil fecha fronteiras com Argentina, Paraguai e outros seis países da América do Sul

O governo federal de Jair Bolsonaro decidiu nesta quinta-feira (19) o fechamento das fronteiras do Brasil com Argentina, Paraguai e outros seis países da América do Sul. A decisão, para combater a transmissão do coronavírus, determina o bloqueio com Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, República Cooperativa da Guiana, Peru e Suriname.

A portaria foi publicada em seção extra do Diário Oficial e vale para que estrangeiros não entrem no país por, inicialmente, 15 dias. Entretanto, o prazo ainda pode ser prorrogado.

Chile e Equador não fazem fronteira com o Brasil, enquanto a Venezuela já tinha tido um fechamento parcial. Por fim, o governo ainda negocia com o Uruguai para também adotar o fechamento.

Vale ressaltar que o transporte de cargas é mantido com a decisão. A medida serve apenas para pessoas estrangeiras, ou seja, brasileiros ainda podem voltar ao Brasil normalmente.

“Mais ações a caminho pensando no inevitável impacto financeiro das famílias envolvidas”, disse Bolsonaro ao informar da medida em seu Twitter.

FECHAMENTO DE FRONTEIRAS FOI PEDIDO DO PARANÁ

A decisão do governo federal atende o pedido do governo do Paraná. Ontem (18), o governador Ratinho Junior divulgou que solicitou o fechamento das fronteiras com Argentina e Paraguai.

Além disso, o Paraná também vetou ônibus interestaduais vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal, onde a situação de coronavírus é mais grave. Por fim, Ratinho também solicitou a Infraero para que os voos vindos desses estados sejam suspensos.

Atualmente o Paraná tem seis casos confirmados do COVID-19 e 240 sob suspeita, enquanto 82 já foram descartados. Já o Brasil soma 291 casos confirmados, um óbito e 8.819 casos em investigação. Os números são de acordo com o balanço do Ministério da Saúde.

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Mulheres são presas ao tentar entrar no Brasil com meio milhão de dólares

Duas mulheres paraguaias, de 19 e 40 anos, foram presas na tarde desta quarta-feira (19), tentando entrar no país com mais de meio milhão de dólares, em espécie.

O grupo de investigadores  GDE – Grupo de Diligências Especiais, da Polícia Civil de Foz do Iguaçu, chegou até as duas através de uma denúncia anônima.

As mulheres chegaram ao país pela da fronteira com a Argentina, quando foram abordadas em um bairro de Foz do Iguaçu, na região sudoeste do Paraná.

A dupla foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil e posteriormente à Delegacia da Polícia Federal.

Elas acabaram sendo autuadas pelo crime de evasão de divisas, que tem a pena prevista de 2 a 6 anos de prisão.

A polícia também estipulou uma fiança no valor de R$ 50 mil para cada presa, valor que não foi pago, portanto ambas permanecem na carceragem da Polícia Federal, em Foz do Iguaçu.

Segundo a Polícia Civil, o destino do dinheiro seria o Paraguai, país vizinho, que faz fronteira com o Paraná.

Questionadas sobre a origem e o destino do dinheiro, as mulheres confirmaram que transportavam cerca de U$ 500 mil dólares americanos em espécie, mas não deram mais nenhuma informações.

O valor apreendido com a dupla, na moeda brasileira, ultrapassa os R$ 2 milhões.

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Bar de Curitiba realiza sorteio que vai levar cliente à Argentina

O gastrobar Choripan, de Curitiba, vai sortear uma viagem completa, para duas pessoas, à Córdoba, na Argentina. O ganhador e seu acompanhante terão três dias e duas noites para ir ao Festival Mundial del Humor y el Choripan.

O evento está em sua 7ª edição e é organizado pelo próprio município durante os dias 29 de fevereiro a 1 de março, das 18h às 00h, no Parque Sermiento. No festival, o prato típico será dividido em três setores: os clássicos, as versões de Choripan pelo mundo e versões gourmets da receita. Além da gastronomia, o público poderá curtir apresentações de humor local.

COMO PARTICIPAR DO SORTEIO PARA A VIAGEM

Para participar, os interessados devem seguir os perfis do instagram @choripan.brasil@bastardsbrewery e  @cvc.santafelicidade. Depois, é preciso curtir a publicação oficial na rede do Choripan Brasil e marcar um amigo por comentário até o dia 9 de fevereiro. O resultado do sorteio será divulgado no dia 10 de fevereiro, nas próprias redes sociais do Choripan Brasil. Além disso, é necessário ter mais que 18 anos.

“Essa é uma oportunidade de aproximar nosso cliente de uma das coisas que ele mais gosta, o Choripan, e ainda proporcionar uma experiência incrível em um país muito especial para nós”, enfatiza João Scalzo, proprietário do bar.

As passagens já estão compradas: o ganhador – e seu acompanhante – partem de Curitiba às 7h20 do dia 29 de fevereiro e voltam dia 2 de março, com embarque marcado para às 10h35 em Córdoba, na Argentina.

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EUA apoiam candidatura do Brasil na OCDE no lugar da Argentina

Em um gesto ao governo Jair Bolsonaro, os Estados Unidos vão formalizar que consideram uma prioridade o ingresso do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo disseram interlocutores à reportagem, os americanos entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão à entidade.

Na prática, a ação americana significa que Washington defende que o Brasil ocupe a vaga que era da Argentina na fila de postulantes a um lugar no chamado clube dos países ricos.

“Os EUA querem que o Brasil se torne o próximo país a iniciar o processo de adesão à OCDE. O governo brasileiro está trabalhando para alinhar as suas políticas econômicas aos padrões da OCDE enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas”, disse a embaixada dos EUA em Brasília.

Em outubro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, enviou um documento ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, em que dizia que Washington defendia as candidaturas imediatas apenas de Argentina e Romênia.

A ausência do Brasil naquele documento gerou queixas de que o alinhamento de Bolsonaro com o presidente Donald Trump não estaria trazendo os resultados esperados. Embora a reação negativa no Brasil tenha levado Pompeo a dizer que a carta não representava “com precisão” a opinião americana, a falta de um endosso mais explícito acentuou as críticas em Brasília contra o alinhamento com os EUA.

Agora, a formalização do apoio foi costurada em Washington justamente para rebater os argumentos de que o Brasil não estaria recebendo nada em troca das concessões feitas aos americanos.

Preocuparam os americanos, por exemplo, declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contra a política de alinhamento automático do Brasil com os EUA.

“A nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil como o próximo país a iniciar o processo é uma evolução natural do compromisso reafirmado pelo secretário de Estado e pelo presidente Trump em outubro de 2019”, acrescentou a missão diplomática.

A candidatura do Brasil à OCDE vinha sendo trabalhada desde o governo do ex-presidente Michel Temer e se tornou uma prioridade da atual administração.

Na visita oficial de Bolsonaro a Washington, em março de 2019, Trump afirmou apoiar as pretensões do Brasil. Mas desde então a falta de compromissos mais claros dos americanos e a carta de Pompeo geraram frustrações no governo brasileiro.

De acordo com pessoas que acompanham o tema, os EUA querem que o Brasil “fure a fila” e ocupe o local que era da Argentina.

Até o final do ano passado a Argentina era governada pelo liberal Mauricio Macri, o que fortalecia o pleito do país pelo ingresso na OCDE.

Com a vitória do peronista Alberto Fernández, os americanos passaram a considerar que as novas autoridades em Buenos Aires deixaram de ver a entrada na organização como uma prioridade. Isso permitiu que a operação de troca fosse realizada.

Apesar do gesto de Trump representar um trunfo para Bolsonaro, o Brasil só efetivamente iniciará o trâmite de adesão à OCDE após o aval dos demais membros -atualmente são 36 países.

Embora a entrada do Brasil conte com amplo apoio, novos integrantes não devem ser aceitos até que a OCDE conclua uma negociação sobre o seu ritmo de expansão. Os europeus, por exemplo, querem que mais países sejam aceitos, enquanto que os americanos advogam por uma ampliação mais moderada.

Mesmo com a solução dessa disputa, o trâmite de entrada na OCDE é longo. Interlocutores no governo disseram à reportagem que o processo brasileiro, depois de iniciado, não deve se concluir em menos de três anos.

Brasil - Argentina - Messi

Messi marca, Brasil perde da Argentina e aumenta série sem vitórias

Com gol em rebote de pênalti de Lionel Messi, o Brasil perdeu da Argentina por 1 a 0, na tarde desta sexta-feira (15), e aumentou para cinco jogos sua série sem vitórias.

O jogo foi realizado no King Saud University Stadium em Riad, na Arábia Saudita.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (19), quando encara a Coreia do Sul. O duelo será realizado no Mohammed bin Zayed Stadium em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, à 10h30

DESTAQUE

Após cumprir suspensão de três meses por criticar a lisura da última Copa Amética, Lionel Messi voltou com disposição para servir a seleção argentina.

Primeiro o atacante sofreu pênalti de Alex Sandro e pediu a bola para a cobrança. Messi bateu rasteiro no canto direito e Alisson fez a defesa, mas no no rebote o argentino mandou para o fundo das redes.

Messi ainda protagonizou bom duelo com Alisson nas bolas paradas. O argentino por duas vezes cobrou faltas com perigo e o goleiro conseguiu defender.

O JOGO

Brasil - Argentina - Messi
Martínez teve partida discreta e perdeu chance incrível para matar o jogo no segundo tempo. Reprodução/Twitter Seleção Argentina

O Brasil teve uma grande chance para abrir o placar aos oito minutos. Firmino roubou a bola de Foyth na área e rolou para Gabriel Jesus. O atacante ia em direção ao gol, mas foi calçado por Pezzela e o árbitro marcou pênalti.

O próprio Gabriel Jesus foi para a cobrança, mas bateu rente ao poste esquerdo e perdeu a chance de abrir o placar.

A resposta da Argentina veio na mesma moeda aos 11 minutos. Messi arrancou pela esquerda e foi calçado por Alex Sandro no canto da área e o árbitro marcou pênalti,

Messi bateu no canto direito baixo e Alisson fez boa defesa. Mas ninguém da defesa chegou a tempo no rebote e o atacante finalizou para o gol vazio.

A Argentina seguia contando com Messi para criar suas principais chances. Aos 30 minutos, o atacante recebeu na entrada da área e finalizou firme em busca do ângulo esquerdo, mas Éder Militão se jogou na bola e mandou para escanteio.

O Brasil buscou o ataque aos 34 minutos. Arthur abriu para Paquetá que encontrou Danilo na direita. O lateral tentou a finalização direita e a bola passou perto do travessão.

Nova chance de Messi aos 45 minutos O atacante avançou pelo centro, ganhou de Thiago Silva e finalizou cruzado. Alisson bem colocado fez a defesa em dois tempos.

A primeira chance do segundo tempo foi da Argentina aos 11 minutos. Ocampos recebeu no canto direito da área e finalizou firme perto do travessão de Alisson.

Alisson apareceu novamente aos 20 minutos. Messi bateu falta da intermediária com efeito e o goleiro brasileiro conseguiu fazer a defesa em dois tempos.

Novamente Alisson salvou o Brasil aos 30 minutos. Após rebote na entrada da área, Paredes bateu firme e o goleiro espalmou para a linha de fundo.

A Argentina seguiu na pressão e perdeu chance incrível aos 34 minutos. Após cobrança de escanteio da esquerda, Lautaro Martínez recebeu sozinho na área, ajeitou a bola, mas finalizou muito alto.

Aos 38 minutos, Coutinho errou na saída de bola e Guido Rodríguez arriscou da entrada da área. A bola desviou em Militão e quase enganou Alisson, saindo perto do poste direito.

A última chance do Brasil saiu aos 48 minutos. Renan Lodi fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a marca do pênalti. Wesley estava sozinho para finalizar, mas acabou furando e perdeu ótima oportunidade.

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Sem Neymar, Brasil encara Argentina após polêmica na Copa América

Brasil e Argentina se encontram pela primeira vez desde o polêmico duelo das semifinais da Copa América deste ano. O amistoso será realizado nesta sexta-feira (15), em Riad, na Arábia Saudita, com a presença de Lionel Messi, mas sem Neymar.

A partida será exibida pela Rede Globo para todo Brasil e também terá a transmissão do SporTV na TV por assinatura.

Confira abaixo as escalações para o duelo!

BRASIL

A seleção brasileira tenta quebrar uma série de quatro jogos sem vitória e também manter a sequência positiva frente aos argentinos. Nos últimos seis jogos, quatro vitórias do Brasil, um empate e um triunfo da Argentina.

Sem Neymar com uma lesão na coxa, Willian deve assumir a ponta esquerda da equipe. O técnico Tite também deve dar chances para Éder Militão e Lucas Paquetá na equipe titular. Com isso, Marquinhos e Philippe Coutinho começam na reserva.

Brasil Argentina Neymar Roberto Firmino
Firmino marcou o segundo da vitória brasileira sobre a Argentina na última Copa América. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Ainda contestados por parte da torcida, Gabriel Jesus e Roberto Firmino tiveram uma de suas melhores partidas com a seleção brasileira frente aos argentinos na Copa América. Na ocasião, Jesus marcou um gol e deu assistência para Firmino balançar as redes.

Os 11 titulares de Tite devem ser: Alisson, Danilo, Éder Militão, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro, Arthur, Lucas Paquetá, Gabriel Jesus,Willian; Roberto Firmino.

ARGENTINA

Ao contrário do rival, a seleção argentina vem de dois bons resultados em seus últimos amistosos. Goleada por 6 a 1 sobre o Equador e empate em 2 a 2 contra a Alemanha, em Dortmund.

Para o confronto contra o Brasil, Lionel Messi e Sergio Agüero estão confirmados no ataque da equipe. Messi foi suspenso pela FIFA após os comentários contra a arbitragem no jogo entre as seleções na Copa América e retorna justamente contra os brasileiros.

Brasil Argentina Neymar
Argentina conta com o retorno de Lionel Messi após suspensão pela FIFA. Reprodução/Twitter Seleção Argentina

O técnico Lionel Scaloni tem apenas duas dúvidas para o jogo. O atleta do Grêmio Walter Kannemann disputa vaga na zaga com Germán Pezzela. Já no meio campo, Lo Celso e Marcos Acunã disputam posição no setor.

Assim, os 11 titulares de Scaloni devem ser: Andrada, Foyth, Otamendi, Pezzela e Tagliafico; Paredes, De Paul e Lo Celso; Lautaro Martínez, Messi e Agüero.

BRASIL x ARGENTINA

Amistoso internacional

Data, hora e local: 15 de novembro de 2019, às 14h, no King Saud University Stadium.

Onde assistir: TV Globo (Galvão Bueno na narração, Júnior e Casagrande nos comentários e Paulo Cesar de Oliveira na análise da arbitragem) e no SporTV (Luiz Carlos Jr na narração com Lédio Carmona e Muricy Ramalho nos comentários).

Brasil: Alisson, Danilo, Éder Militão, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro, Arthur, Lucas Paquetá, Gabriel Jesus,Willian; Roberto Firmino

Argentina: Andrada, Foyth, Otamendi, Pezella e Tagliafico; Paredes, De Paul e Lo Celso; Lautaro Martínez, Messi e Agüero

Trio de arbitragem: Matthew Conger (FIFA-Nova Zelândia) será o responsável pelo apito, auxiliado por James Rule (FIFA-Nova Zelândia) e Tevita Makasini (FIFA-Tonga).

Bolsonaro publica o fechamento de fábricas na Argentina é desmentido e apaga postagem

Os principais jornais argentinos estamparam como manchete na manhã desta quarta-feira (6), em suas páginas web, a postagem em uma rede social do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

A publicação feita no Twitter dizia: “MWM, fábrica de motores americanos; Honda, gigante dos automóveis; e L’Oréal anunciaram fechamento de suas fábricas na Argentina e sua instalação no Brasil“, insinuando que a vitória do kirchnerismo seria a razão.

A notícia causou alarde na Argentina, sendo o destaque dos noticiários matutinos.

No Clarín, o título principal, às 8 horas era: “Bolsonaro anunciou que três empresas fecham fábricas na Argentina para irem ao Brasil”.

No La Nación: “Bolsonaro diz que três multinacionais fecham na Argentina”.

Em pouco mais de uma hora, porém, a postagem sumiu.

Ouvidas, as empresas negaram a informação. “A Honda não está fechando sua fábrica na Argentina, mas sim manterá suas operações no país como estava previsto. A partir de 2020, concentrará sua produção na linha de motocicletas. A divisão de automóveis também continuará no país com os modelos provenientes do exterior.”

Já a fábrica de motores MWM Argentina, sim, fechou sua fábrica em Córdoba no mês passado, mas afirma que isso não tinha relação com a vitória do kirchnerismo nas eleições e que seriam mantidas, na Argentina, a assistência técnica e a distribuição de peças de reposição.

A L’Oreál afirmou não ter previsto o fechamento de nenhuma fábrica na Argentina.

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Bolsonaro lamenta eleição de Fernández e diz que não vai cumprimentar argentino

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta segunda-feira (28) que não vai cumprimentar o peronista Alberto Fernández, eleito presidente da Argentina em 1º turno no domingo.
Com 96,22% das urnas apuradas na noite de domingo, o opositor havia conquistado 48,03% dos votos contra 40,44% do atual presidente, Maurício Macri. Fernandéz encabeçou a chapa que tem como candidata a vice a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner.

“Não pretendo parabenizá-lo. Agora não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual a posição real dele na política. Porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo, e vamos ver qual linha que ele vai adotar.” A declaração foi feita na partida dos Emirados Árabes Unidos, onde o presidente esteve desde sábado (26).

Bolsonaro disse lamentar o resultado das eleições. “Lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que a Argentina escolheu mal. O primeiro ato do Fernández foi já Lula livre, dizendo que ele está preso injustamente. Já disse a que veio.” Também não há, no momento, expectativa de manifestação do Itamaraty, segundo Bolsonaro.

Ele disse que vai esperar os resultados finais das eleições e conversar com o ministro das Relações Exeriores, Ernesto Araújo, e o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para decidir o que fazer. Sobre o Mercosul, disse que “por enquanto continua tudo bem”.

Em julho, Fernández havia dito que reveria o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, caso o pacto representasse desindustrialização para o país. “Vamos esperar agora que banho de realidade ele vai ter”, afirmou Bolsonaro, dizendo que empresas já estão retirando investimentos do país vizinho.

O presidente brasileiro descartou, porém, a possibilidade de o Brasil deixar o Mercosul, como havia cogitado anteriormente. Em vez disso, falou em “afastar a Argentina” se a eleição do peronista afetar o acordo entre os blocos. “Não digo que sairemos do Mercosul, mas podemos juntar ali com o Paraguai, não sei o que vai acontecer nas eleições do Uruguai, e decidirmos se a Argentina fere alguma cláusula do acordo ou não. Se ferir, podemos afastar a Argentina. Mas a gente espera que nada disso seja necessário. Que a Argentina não queira, na questão comercial, mudar seu rumo.”

Segundo ele, a vitória do opositor se deve ao fato de que reformas feitas por Macri não terem dado os resultados esperados. “Agora, a Argentina colocou no poder quem colocou a Argentina no buraco lá atrás”, disse.

Bolsonaro não gosta da volta da esquerda na Argentina

O presidente Jair Bolsonaro não gostou da vitória de Alberto Fernandez na Argentina. Segundo o G1, o presidente disse que ‘lamenta’ a eleição e que não parabenizará o novo presidente do país. “Lamento. Eu não tenho bola de cristal, mas eu acho que a Argentina escolheu mal”, disse o presidente ao deixar os Emirados Árabes, onde estava desde sábado (26).

Não pretendo parabenizá-lo. Agora, não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual é a posição real dele na política, porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver qual linha que ele vai adotar”, disse Bolsonaro.

REFORMAS DE MACRI

Com a ex-presidente Cristina Kirschner como vice na chapa, Alberto Fernández derrotou o atual presidente, Mauricio Macri – resultado já previsto nas prévias eleitorais de agosto.Com 97,4% das urnas apuradas, Fernández tinha 48,02% dos votos. Macri, 40,46%.

Segundo Bolsonaro, Fernández e Kirchner venceram as eleições porque as reformas propostas por Macri não deram resultado. “Agora, o povo botou no poder quem colocou a Argentina no buraco lá atrás”, disse o presidente brasileiro. (G1)

Eleição presidencial ocorre neste domingo na Argentina

Hoje (27) é dia de eleição na Argentina. Cerca de 34 milhões de argentinos estão habilitados para votar. Eles decidirão os cargos de presidente e vice-presidente, senadores e deputados. Os colégios eleitorais abrem às 08h e as votações serão encerradas às 18h.

As eleições primárias, realizadas em agosto no país, apontaram para uma vitória em primeiro turno da chapa de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner. Na disputa, eles receberam 47% dos votos. Mauricio Macri, o atual presidente do país, recebeu 32%. Ele tem como vice Miguel Ángelo Pichetto.

Caso essa diferença se mantenha, Alberto Fernandez vence em primeiro turno. Na Argentina, é necessário 45% dos votos ou 40% e dez pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.

Mauricio Macri é candidato pela coalizão Juntos por el Cambio. Alberto Fernández é da coalizão Frente de Todos.

Em terceiro lugar nas pesquisas, aparece Roberto Lavagna, que tem cerca de 8% das intenções de voto e é candidato pela coalizão Consenso Federal. São candidatos à presidência também Nicolás del Caño, da coalizão Frente de Esquerda; José Luis Espert, da Unite; e Juan Centurión, da Frente Nós. Os 3 últimos têm entre 1% e 3% das intenções de voto.

Além de eleger o presidente e o vice-presidente, a votação definirá os nomes de 130 deputados nacionais, 24 senadores nacionais e 43 deputados do Parlamento do Mercosul. Em algumas províncias também serão eleitas autoridades executivas e legislativas.

Um eventual segundo turno será dia 24 de novembro e o novo governo assumirá dia 10 de dezembro. O mandato presidencial é de 4 anos e é permitida apenas uma reeleição.

Primárias

As primárias, conhecidas como PASO (Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias) funcionam como uma sondagem e serviram para definir os partidos e candidatos habilitados a participar das eleições gerais de hoje.

Após o resultado das eleições primárias, o dólar disparou e Macri se viu obrigado a lançar uma série de medidas para tentar conter a inflação e aliviar um pouco o bolso dos argentinos.

Entre as medidas anunciadas por Macri estavam: a liberação de bônus salariais para os trabalhadores (servidores públicos e privados, informais e desempregados); o congelamento o preço da gasolina por 90 dias; o aumento do salário mínimo; e a permissão para que as pequenas e médias empresas pudessem renegociar suas dívidas tributárias em 10 anos. Ele anunciou ainda a redução no imposto de renda dos aposentados, bônus para famílias de baixa renda com filhos e um aumento de 40% no valor das bolsas dos estudantes.

O país enfrenta uma grave crise econômica e social; a inflação este ano deve chegar a 55%; 30% das pessoas vive na pobreza e os sem-teto chegam a quase 10% da população.