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Harvey Weinstein: produtor de cinema é condenado por estupro a 25 anos de prisão

O produtor de cinema Harvey Weinstein foi condenado a 25 anos de prisão por estupro. O júri popular contra um dos homens mais poderosos de Hollywood durou cinco dias. A série de denúncias contra ele motivou a criação do movimento MeToo, que revelou uma série de casos de assédio sexual na indústria do entretenimento dos Estados Unidos.

Apesar disso, ele foi inocentado da acusação mais grave. Conforme a Promotoria, o produtor de cinema tinha um comportamento sexual predatório. Por isso, poderia enfrentar a prisão perpétua.

O júri popular condenou Harvey Weinstein por dois fatos relacionados a estupros. O produtor de cinema foi considerado culpado por atacar sexualmente a ex-assistente Mimi Haleyi, em 2006. Além disso, o homem foi condenado por estuprar a atriz Jessica Mann, em 2013.

Ao passo que as acusações contra ele vieram à tona, mais de 80 mulheres relataram casos de assédio e estupro. Conforme os relatos, a má conduta sexual era um comportamento antigo de Harvey Weinstein. O produtor sempre negou as acusações e afirmou que todos os encontros sexuais aconteceram de forma consensual.

HARVEY WEINSTEIN: FILMES ALÇARAM PRODUTOR AO ESTRELATO

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Reprodução/Getty Images

Considerado um dos homens mais poderosos de Hollywood, o produtor se tornou conhecido por filmes de grande sucesso.

Na filmografia de Harvey Weinstein estão obras como O Paciente Inglês (1996), vencedor do Oscar de melhor filme. Além disso, foi o produtor de outro vencedor do maior prêmio do cinema: Shakeaspeare Apaixonado (1999).

CONDENADO EM NOVA YORK, ACUSADO NA CALIFÓRNIA

O tribunal do júri de Nova York foi quem condenou Harvey Weinstein a 25 anos de prisão por estupro.

No entanto, essas não eram as únicas denúncias contra o produtor. Ele também enfrenta acusações criminais na Califórnia, estado norte-americano onde está a cidade de Hollywood. Além disso, ele também enfrenta dezenas de ações civis movidas por mulheres de todo os Estados Unidos.

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Não é Não! Campanha contra o assédio no carnaval acontece no PR e mais 14 estados

Criada em 2017 por um coletivo de mulheres, a campanha Não é Não! chega, neste ano, a 15 estados brasileiros. O objetivo é alertar e evitar casos de assédio no carnaval. O Paraná terá mais uma edição da campanha. Alguns estados aderem ao projeto pela primeira vez: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Paraíba e Espírito Santo, por exemplo.

O coletivo distribui tatuagens temporárias com os dizeres Não é Não!, faz palestras e rodas de conversa para conscientização sobre o tema.

“A gente vê uma adesão super expressiva e entende que o assunto tem de ser tratado. Há uma lacuna”, explicou a estilista Aisha Jacon, uma das criadoras da campanha, em entrevista à Agência Brasil.

Conforme o grupo, em 2017 foram distribuídas 4 mil tatuagens; no ano passado, esse número evoluiu para 186 mil. Para o carnaval de 2020, a meta é produzir 200 mil tatuagens. Aisha Jacob reconheceu, entretanto, que tudo vai depender da verba que for obtida por meio do financiamento coletivo, pelo site do coletivo. De acordo com o  grupo, a meta já foi alcançada no Paraná.

“É preciso que haja mais contribuições de pessoas físicas mesmo”, contou.

MANIFESTO: NÃO É NÃO!

No manifesto contra o assédio nos espaços públicos o coletivo de mulheres salienta: “Não aceitamos nenhuma forma de assédio: seja visual, verbal ou física. Assédio é constrangimento. É violência! Defendemos nosso direito de ir e vir, de nos divertir, de trabalhar, de gozar, de se relacionar. De ser autêntica. Que todas as mulheres possam ser tudo aquilo que quiserem ser”.

O grupo considera que a campanha funciona como um escudo de proteção para as mulheres. “Criamos juntas um escudo, uma barreira de proteção e conexão. Formamos uma rede de apoio entre mulheres. Mais do que um recado para os homens, uma afirmação feminina do nosso desejo: podemos dizer NÃO!

“Por todas as mulheres que tiveram seus corpos violados, que sentiram medo de andar na rua, que tiveram vergonha, que sendo vítimas, se sentiram culpadas. Por todas as meninas que já nasceram ou irão nascer. Para que todas possam viver em um mundo com mais equidade de direitos e oportunidades. Por todas essas mulheres repetimos: Não é Não!“.

* Com informações da Agência Brasil.

ônibus Curitiba

Homem é preso por importunação sexual dentro de ônibus em Curitiba

Um homem de 46 anos foi preso por importunação sexual, dentro de um ônibus, em Curitiba.

Uma adolescente de 17 anos estava sentada ao lado do homem quando sentiu que ele teria passado a mão em sua perna. Mesmo demostrando desconforto pela situação, a adolescente disse que ele teria passado a mão pela segunda vez.

Assustada, a vítima se levantou foi para o fundo do ônibus, onde fez contato  com um amigo que a esperava no ponto final da linha Vila Sandra. O amigo ligou para a Guarda Municipal que prendeu o suspeito em flagrante.

A vitima foi encaminhada ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA). Ela, o amigo e a mãe prestaram depoimento e foram liberados. Segundo a delegada Ellen Victer, que atendeu o caso, o suspeito afirma que o fato ocorreu, porém que não teria sido intencional. Ele alega que ao segurar a alça da sua mochila esbarrou na perna da adolescente.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito é servidor público e continua preso. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (01).

Professor do Paraná é afastado por assédio contra alunas e colegas

Um professor do Paraná foi afastado das suas funções nesta semana por ser acusado de assédio contra suas próprias alunas e professoras. O caso, denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) aconteceu em Campina da Lagoa, na região central do estado.

Detalhe: o município teve outra situação desse tipo em junho, quando outro docente foi denunciado por assédio. Nesse caso, 20 pessoas relataram casos de assédio.

Com a ação de improbidade, a Promotoria busca a responsabilização cível do professor, da rede pública estadual, ainda deve apresentar denúncia criminal.

A apuração do MPPR desses episódios inclui um trabalho de conscientização a respeito de assédio, com a realização de palestras nas escolas por agentes do Ministério Público. Além disso, o primeiro caso ainda serviu de exemplo para que diversas vítimas fossem atrás do órgão para denunciar situações de violência.

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Homem é preso suspeito de importunação sexual contra freira em ônibus

Um homem foi preso em Londrina suspeito de importunação sexual contra uma freira durante uma viagem de ônibus, na noite desta quarta-feira (10). Segundo a vítima de 42 anos, o homem, de 47 anos, tocou várias vezes nela ao longo da viagem de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, até Londrina, no Norte do Paraná.

Em depoimento para a polícia, a freira contou que estava em um assento exclusivo para mulheres, mas mesmo assim o suspeito trocou de lugar dentro do ônibus para sentar ao lado dela. Ainda de acordo com a vítima, o homem queria que ela fosse para trás do ônibus, para fazer uma oração para ele.

Ela afirmou que outras mulheres reclamaram do suspeito ao longo da viagem. Outros passageiros notaram a importunação, ligaram para a polícia, que prendeu o homem em flagrante assim que o ônibus chegou à rodoviária de Londrina.

O suspeito afirmou que não assediou a mulher. O homem alegou que encostou na coxa dela para chamar a atenção da freira e pedir uma oração.

97% das mulheres já passaram por situação de assédio no transporte, diz pesquisa

Segundo pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, 97% das mulheres afirmam que já foram vítimas de situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou ainda em táxis. Além disso, 71% das entrevistadas afirmaram conhecer alguma mulher que passou por alguma situação do tipo. Ao todo, foram ouvidas 1.081 mulheres, em todo o Brasil, no mês de fevereiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, 41% das entrevistadas afirmaram que foram vítimas de “olhares insinuantes” no transporte público (ônibus, metrô e trem), 10% em veículos de aplicativos e 11% em táxis. Este foi o tipo de situação de assédio mais relatado nas três formas de locomoção.

As encoxadas correspondem a 35% dos casos denunciados por vítimas, no transporte público, seguidas de cantadas indesejadas (33%), passadas de mão pelo corpo (22%) e contato de cunho sexual (19%).

As cantadas indesejadas foram o segundo tipo de crime mais relatado pelas vítimas em transportes por aplicativos e táxis, ambos representando 9% dos casos.  Este foi o tipo de importunação vivenciado por uma publicitária, 25 anos, que seguia para o cinema em um carro de aplicativo, na República (região central da capital paulista). “O motorista começou a me perguntar onde eu estava indo, assim poderia encontrar mais facilmente um local para estacionar”.

Como a jovem não conhecia a região, ela sugeriu para que o condutor seguisse as orientações do GPS do veículo. “Nisso, o motorista começou a me perguntar se eu estava indo para um cinema pornográfico”, relembra a publicitária.

A vítima acrescentou que, após a abordagem do motorista, ficou em um dilema. Como estava de noite, ela ficou com receio de desembarcar na região central, mas por conta da atitude do condutor, desceu do carro e prosseguiu a pé.

Justiça afasta professor investigado por assediar alunas e colegas

A Justiça determinou liminarmente o afastamento de um professor de dois colégios públicos de Campina da Lagoa, no Centro-Ocidental do Paraná, investigado por assediar alunas e professoras.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o professor teria o hábito de enviar mensagens de assédio a alunas e professoras por meio das redes sociais, entre outras atitudes que vinham causando constrangimento às vítimas. Cerca de 20 testemunhas relataram casos relacionados ao professor.

O pedido foi atendido após ação civil pública movida pela Promotoria de Justiça da comarca.

 

Mais da metade das jovens brasileiras têm medo de assédio

Mais da metade (53%) das brasileiras com idade entre 14 e 21 anos convivem diariamente com o medo de ser assediadas. A informação faz parte de um estudo divulgado hoje (30) pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid. De acordo com a entidade, na comparação com o Quênia, a Índia e o Reino Unido, países que também foram pesquisados, as adolescentes brasileiras são as que mais se sentem ameaçadas – no Quênia são 24%, na Índia, 16%, e no Reino Unido, 14%.

Conforme o estudo, o medo diário do assédio afeta 41% das adolescentes entre 14 e 16 anos. O percentual sobe para 56% na faixa que vai dos 17 aos 19 anos e alcança 61% entre 20 e 21 anos. Para a ActionAid, esses dados sugerem que a consciência sobre os riscos aos quais as mulheres ficam expostas aumenta com o passar do tempo.

“O Brasil com 53%, se comparado com o segundo lugar, o Quênia, com 24%, é um destaque muito grande que a pesquisa aponta. Não é só o medo, mas também como o medo está referendado por uma prática comum”, disse a gestora de Engajamento Público da ActionAid, Glauce Arzua.

A pesquisa ouviu 2.560 jovens homens e mulheres dos quatro países com idade entre 14 e 21 anos, com o objetivo de descobrir quando e onde começa a exposição ao ódio contra as mulheres, chamado de misoginia, e como as experiências generalizadas de assédio sexual ocorrem durante a adolescência.

No Brasil, as pesquisas foram feitas com 500 jovens, sendo 250 mulheres e 250 homens, em dezembro do ano passado. Os jovens ouvidos, de todos os níveis de escolaridade, eram de todas as regiões do país.

Formas

O estudo revelou que, no grupo das brasileiras, 78% tinham sido assediadas nos últimos seis meses. O assédio verbal veio em maior quantidade (41%), seguido por assovios (39%), comentários negativos sobre a aparência da pessoa em público (22%) e nas redes sociais (15%), pedidos de envio de mensagens de texto com teor sexual (15%), piadas feitas em público com teor sexual que as envolviam (12%), piadas por meio de redes sociais com teor sexual que as envolviam (8%), beijos forçados (8%), apalpadas (5%), fotos tiradas por baixo da saia (4%) e fotos íntimas vazadas nas redes sociais (2%).

Para 76% das mulheres, é confortável a ideia de contar a alguém o que ocorreu. Entre as meninas de 14 a 16 anos, 77% afirmaram que relataram o caso. “Não se pode deixar passar uma atitude como essa, e o mais bacana ainda é o fato de querer falar sobre isso”, afirmou Glauce.

Ela chamou a atenção para o fato de que frequentemente busca-se o caminho punitivo para enfrentar o problema, mas ressalta que esta não é a única maneira. “É importante, mas nem tudo passa somente pela penalização, passa muitíssimo pela educação e pelo acolhimento dessa denúncia”, disse.

Misoginia

O estudo da ActionAid no Brasil indica que as ações que significam desprezo ou desrespeito pelas mulheres não são uma exclusividade do país. Três quartos dos jovens dos demais países incluídos na pesquisa revelaram casos de exposição a atitudes negativas ou ofensivas em relação a meninas jovens nos últimos seis meses. No mesmo período, 65% das mulheres ouvidas enfrentaram alguma forma de assédio sexual.

Pessoas da família (39%) e amigos (34%) dos jovens entrevistados estão entre os principais praticantes dessas ações para os brasileiros que afirmaram ter testemunhado algum tipo de atitude depreciativa contra meninas nos últimos seis meses.

“Pelo fato de acontecer na família e também com amigos, além de personalidades e autoridades, a gente vê que são círculos de influência muito diretos. São dados que chamaram muito a atenção do ponto de vista negativo”, afirmou a gestora de Engajamento Público da ActionAid.

Pontos positivos

Apesar dos aspectos negativos, o estudo indicou fatos positivos após entrevistar jovens nos quatro países. Um dos aspectos positivos é que a conscientização sobre o assunto parece estar em crescimento nesta geração.

No Brasil, diante da pergunta sobre o nível de tolerância a determinadas agressões, 88% dos meninos e meninas consideraram inaceitáveis comentários negativos sobre a aparência das jovens. O percentual atingiu 85% para intolerância a piadas sexuais envolvendo garotas. Nesse quesito, o Brasil teve os melhores resultados entre os quatro países. “Em todos eles, ambos os sexos responderam que são inaceitáveis. Este é um dado positivo na percepção de que não é uma prática correta”, observou Glauce.

Educação

Outra fato positivo foi os jovens (80%) acreditarem que a educação é a maneira de resposta para combater o assédio a meninas e mulheres. No Brasil, 59% apontaram a necessidade de ensinar os meninos na escola como tratar as meninas. Ainda para as salas de aula, 54% disseram que a educação de meninas é medida importante para denunciar casos de assédio. Para 41% dos entrevistados, é preciso conscientizar os professores para que levem as denúncias a sério, como também é necessária a educação dos pais.

“É um dado interessantíssimo porque também se relaciona com a percepção de que, na família, também aparecem os comentários misóginos e haveria uma possibilidade interessante de que a escola seria o espaço de reflexão e de acolhimento desses problemas e, principalmente, dos principais influenciadores desses jovens que são os pais”, disse Glauce Arzua.

Campanha ‘Não é Não!’ recebe adesão de Curitiba

A campanha Não é Não!, de combate ao assédio, lançada há três anos pela estilista Aisha Jacob e um grupo de amigas, terá reforço este ano no país. O carnaval 2019 marca a adesão à campanha, pela primeira vez, de Curitiba e Goiânia. Como nos anos anteriores, ela se repetirá no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Belém, Salvador, Recife e Olinda.

Graças a uma operação de crowdfunding, ou “vaquinha online”, encerrada na última segunda-feira (21), serão produzidas 25 mil tatuagens não permanentes Não é Não! para distribuição gratuita a mulheres nos eventos pré-carnaval e durante a folia de Momo no Rio de Janeiro. A campanha arrecadou no Rio R$ 15 mil. Ao todo, no país, serão produzidas 100 mil tatuagens não permanentes.

Em cada cidade, há uma quantidade de tatuagens produzidas, de acordo com as doações recebidas. Aisha Jacob informou hoje (23 ) à Agência Brasil que apesar dos diversos valores obtidos, o total mínimo que cada capital participante da campanha receberá são quatro mil tatuagens.

A distribuição oficial no Rio começará no primeiro final de semana de fevereiro. Foi criada uma rede de embaixadoras que fazem a administração da campanha em cada região, informou Aisha Jacob. Se o azul e roxo foram as cores que predominaram nas tattoos do carnaval de 2018, este ano, a preferência será pelo rosa e vermelho, além de branco e preto. Um único fornecedor, de São Paulo, responde pela produção de todas as tatuagens do coletivo.

SÓ MULHERES
As tatuagens são distribuídas somente para mulheres, embora alguns homens peçam também as peças. “Eles pedem, mas não recebem. Mas é um bom exercício, porque eles (os homens) precisam aprender a não ser protagonistas em todas as histórias e batalhas”, disse a estilista e designer.

Aisha disse que a campanha atendeu o seu objetivo no carnaval passado. “A gente ouviu até que foi o carnaval do Não é Não! Foi muito positivo ouvir isso“. Segundo ela, trata-se de um projeto de reeducação tanto feminina quanto masculina. “Acho que a gente ainda tem muito que alcançar e melhorar. É um projeto de reeducação mesmo, que deveria começar pela escola”.

Para os homens que ainda teimam em não ficar inibidos diante das tatuagens contra o assédio, Aisha Jacob lembrou que a rede de mulheres criada pela campanha virou quase um escudo de proteção. “As mulheres se olham, sabem que podem se ajudar e recorrer umas às outras. Se você olha uma mulher tatuada com o Não é Não!, você sabe que ela fala a mesma língua. É um apoio entre as mulheres”.

A campanha conta com parceria de 14 marcas e 37 blocos de rua no Rio de Janeiro, entre os quais Mulheres Rodadas, Agytoe, Guaraná, Mulheres de Chico, Bloco 442, Charanga Talismã, Fogo e Paixão; em Belo Horizonte, são 37 blocos parceiros; 26 em São Paulo; dois blocos em Belém; um bloco em Salvador; dois blocos e seis casas em Pernambuco; e dez blocos parceiros em Curitiba. Aisha destacou que a capital paranaense é a única em que a campanha foi abraçada também por três escolas de samba.

Guarda Municipal já atendeu 18 casos relacionados a assédio sexual nos ônibus de Curitiba

Dezoito casos de abuso no transporte público foram atendidos pela Guarda Municipal somente este ano. De acordo com a Secretaria de Defesa Social e Trânsito, até o início deste mês, foram 12 ocorrências de assédio sexual, três atos libidinosos/obscenos e três por importunação ofensiva ao pudor.

Na última quarta-feira (29), uma jovem, de 20 anos, foi assediada sexualmente, por um homem, de 39 anos, na linha de ônibus Centenário-Campo Comprido, conforme informações da Guarda Municipal de Curitiba.

De acordo com relatos, dois homens ajudaram a conter o suspeito e, ao chegar ao terminal do Campina do Siqueira, os vigilantes deram suporte até a chegada da viatura, que foi acionada após uma denúncia feita por meio do telefone 153.

O homem, que tinha antecedentes criminais por furto, foi preso e encaminhado a Delegacia da Mulher.

Na terça-feira (28), a Guarda Municipal registrou outro caso semelhante. Uma adolescente, de 15 anos, foi assediada sexualmente por um homem, de 28 anos, no transporte público.
A denúncia também foi feita pelo telefone 153 e o suspeito foi encaminhado para a delegacia.

Por isso, a Guarda orienta que a pessoa que testemunhe o crime acione o telefone de emergência, pois a viatura mais próxima do local será deslocada para atender a ocorrência no ônibus ou terminal.