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Ex-militar que fez mãe de 99 anos como refém é transferido para hospital psiquiátrico

O idoso, de 74 anos, que fez mais de 60 disparos de dentro de casa, no bairro Mercês, em Curitiba, na última segunda-feira (7), foi transferido do Hospital Evangélico Mackenzie para um hospital psiquiátrico na região de Curitiba.

O homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e aguardará o andamento do processo no hospital e não em um presídio, já que o caso é tratado como insanidade mental. A prisão não tem prazo determinado. Segundo o MPPR (Ministério Público do Paraná), como o processo ainda está em tramitação, não se sabe qual vara deve ficar com o caso.

O homem, que seria militar da reserva e professor aposentado, manteve, por horas, a mãe e a cuidadora dentro de casa, enquanto atirava. A situação começou na tarde de segunda-feira (7) e só terminou por volta das onze horas da noite do mesmo dia, depois que policiais utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para conseguir entrar, além de balas de borracha para conter o idoso.

A Rua Martim Afonso ficou bloqueada por horas, por medida de segurança.

Com o homem foram apreendidas três armas: um revólver e duas espingardas. A mãe dele e a cuidadora foram levadas a uma Unidade de Pronto Atendimento e receberam alta durante a madrugada.

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Ex-militar tem surto, faz mãe de 99 anos como refém e efetua mais de 60 tiros dentro de casa

Um senhor de 74 anos, ex-militar, teve um surto psicótico na noite desta segunda-feira (7) e causou pânico aos moradores do bairro Mercês, em Curitiba. Ele efetuou mais de 60 disparos dentro do apartamento onde mora e exigiu uma operação de cinco horas da polícia. Além disso, fez sua própria mãe, de 99 anos, e a enfermeira dela, de 50 anos, como reféns.

As duas foram liberadas após três horas de negociação com o suspeito, mas o caso só foi resolvido quando o homem se jogou da janela, uma altura de três metros, após a polícia jogar duas bombas de gás lacrimogênio no apartamento do segundo andar. Além disso, o idoso ainda foi baleado – com bala de borracha – na perna, mas passa bem após ser encaminhado ao Hospital Evangélico, onde ainda está internado.

De acordo com a assessoria do hospital, ele vai passar por avaliação da psiquiatria, psicologia e ortopedia. Por enquanto, ele apresenta um quadro estável e não tem previsão de alta.

“Diante do risco de uma pessoa em surto psicótico, que estava bem armado, com muita munição disponível, o encerramento dessa situação foi a melhor possível, pois não houve feridos e o causador do evento crítico foi contido sem ferimentos graves causados pela PM”, explicou o tenente-coronel Anderson Teixeira.

No total, foram apreendidas três armas, um colete balístico e 386 munições – 274 de calibre .38 e 112 de calibre .12. Além disso, o suspeito ainda tinha 3.390 espoletas e uma máquina de recarga de munições.

O SUSPEITO

Conforme as informações da PMPR (Polícia Militar do Paraná), Luiz Carlos de Campos era ex-militar, já trabalhou como professor de francês em Curitiba e não tinha antecedentes criminais. Além disso, tinha registro de quatro armas de fogo.

“O local que ele estava confinado, fez várias barricadas. Ele não respondeu à negociação e efetuou vários disparos. Foram vistas duas armas longas, uma calibre 12 e uma espingarda winchester, e também um revólver calibre 38”, conta o coronel Hudson Teixeira.

“Nós optamos por não fazer o uso do sniper para preservar a vida dele e fazer com que ele saísse com a utilização do gás lacrimogênio. Ele pulou de uma altura de três metros e foi atingido por munição não letal. Primeiro ele jogou um machado para tentar arrebentar a parede e depois usou para arrebentar a janela. No momento que ele pulou, estava desarmado”, completa o coronel.

CASO ATRAPALHAM O TRÂNSITO

Duas quadras da Rua Martim Afonso (entre a Alameda Prudente Moraes e a Rua Visconde do Rio Branco) acabaram sendo bloqueadas em Curitiba. Além do isolamento da área, a PMPR também evacuou as residências no apartamento onde o ex-militar estava.

Com a ocorrência, que durou cinco horas, o congestionamento foi grande e o fluxo de carros ficou carregado na região.

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Trânsito ficou pesado em Curitiba após surto de ex-militar. (Colaboração)
Caixa

VEJA: Assaltantes fazem 15 reféns durante ataque à agência bancária no litoral do PR

Um grupo atacou uma agência da Caixa Econômica Federal na tarde desta quinta-feira (4) em Matinhos, no litoral do Paraná. Quatro homens, três deles armados com fuzil, invadiram, por volta das 16h, a agência localizada na Rua da Fonte.

Eles saíram de um SPIN prateado e acabaram fazendo pelo menos 15 reféns durante a tentativa de assalto. Não houve nenhuma vítima, mas os suspeitos dispararam diversos tiros e demoraram cerca de 10 minutos em toda a ação.

Segundo um comerciante da região, o motorista ficou no carro, preparado para a fuga.

“Renderam todo mundo da Caixa. Saiu todo mundo sem camisa e deixaram dois meninos no meio da rua para usá-los como reféns se desse algo errado. Não teve nenhum ferido, mas a situação foi bem caótica“, informou um comerciante que presenciou a situação.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná (PM) estão nas ruas de Matinhos para identificar os suspeitos. Além disso, a PM faz uma barreira no ferryboat, possível local de fuga dos bandidos.

CAIXA

Via assessoria de imprensa, a Caixa diz que irá contribuir com a Polícia Federal, responsável pelo caso, e passar todas as informações necessárias para verificar o que aconteceu.

Confira um vídeo gravado na hora do ataque:

golpe e-mail online vírus malwares ilustração pixabay

PF vê ataque orquestrado em invasão de hackers a celulares da Lava Jato

A Polícia Federal suspeita que os ataques de hackers em celulares de pessoas ligadas à Lava Jato tenham sido realizados de forma orquestrada, por um mesmo grupo. Embora as investigações ocorram de forma individual, a PF identificou um padrão nos casos em andamento.

Há até agora quatro inquéritos abertos para apurar as invasões, em Curitiba, Rio, Brasília e São Paulo, incluindo o que envolve o ministro de Justiça, Sergio Moro.

Os hackers tiveram acesso a um aplicativo específico de mensagens, o Telegram, e o fizeram depois da realização de telefonemas para o celular que seria alvo. Os primeiros relatos são de abril.

A suspeita é a de que os ataques tenham sido feito utilizando uma ferramenta que consegue roubar dados do usuário e, assim, acessar o aplicativo ao mesmo tempo que o próprio dono, sem precisar ter acesso físico aos aparelhos e sem precisar instalar programas espiões.

Seria, na verdade, uma espécie de clonagem, que se aproveita de brechas de segurança.

Pelo que foi apurado até agora, esse tipo de instrumento que pode ter sido usado no episódio das pessoas ligadas à Lava Jato seria de baixo custo, o que pode facilitar a comercialização e, portanto, mais ataques.

Casos desse tipo têm sido um desafio para a PF, que, muitas vezes, não consegue chegar nos autores.

Nesta terça (11), o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, apresentou um projeto de lei que aumenta a pena para quem invadir dispositivos eletrônicos, como celular, de membros do Ministério Público, Judiciário ou de policiais.

De acordo com a proposição, a pena seria aumentada de um terço à metade. Hoje, a punição agravada atinge quem cometer esse tipo de crime contra os chefes de Poderes, tanto no âmbito federal como estadual e municipal.

O texto, apresentado pelo líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO) e os deputados Caroline de Toni (PSL-SC) e Alexandre Frota (PSL-SP), diz que é preciso aumentar a pena por se tratar de crime “com especial gravidade”.

“Dentro de um Estado democrático de direito, o processo judicial e as investigações policiais desempenham um papel institucional de importância singular, porquanto destinados à concreta realização do ordenamento jurídico e ao cumprimento da lei, resultados que somente podem ser satisfatoriamente alcançados mediante o inegociável respeito às garantias de independência e de autonomia das autoridades que participam do procedimento”, afirma o texto de justificativa do projeto.

Mensagens divulgadas no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil mostram que o ex-juiz Sérgio Moro e procurador Deltan Dallagnol trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Lava Jato.

Os dois discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal.

Após a publicação das reportagens, a equipe de procuradores da operação divulgou nota chamando a revelação de mensagens de “ataque criminoso à Lava Jato”. Também em nota, Moro negou que haja no material revelado “qualquer anormalidade ou direcionamento” da sua atuação como juiz.

O si­te The In­ter­cept Brasil disse ter acesso, por meio de uma fonte anônima, a mensagens trocadas por Moro, quando ainda era juiz federal, e procuradores do Ministério Público Federal, entre eles Deltan Dallagnol, um dos personagens mais conhecidos da Lava Jato.

O pacote de diálogos que veio à tona inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018. Parte do conteúdo já foi divulgado.

Segundo as mensagens, Moro sugeriu ao Ministério Público Federal trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão judicial.

Pelo Twitter, nesta terça (10), o Telegram disse que não há evidências de que seu sistema tenha sido hackeado.

Em resposta a uma pergunta feita por um brasileiro, a conta do aplicativo respondeu em inglês que “não há evidência de nenhuma invasão”. “É mais provável que tenha sido malware [um tipo de vírus] ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas”.

O governo Jair Bolsonaro adotou cautela em relação ao vazamento das conversas. A equipe do presidente quer evitar movimentos prematuros, antes que fique clara a dimensão completa do caso.

Embora aliados do presidente tenham defendido o ministro da Justiça e afirmado que Bolsonaro confia em Moro, seus auxiliares recomendaram que o presidente aguarde a revelação de outros trechos dos diálogos entre o ex-juiz da Lava Jato e integrantes da força-tarefa da operação.

A equipe do governo, no entanto, prevê agitação no Congresso com a divulgação das conversas entre o ex-juiz e Deltan. Um assessor diz que os parlamentares certamente farão “um carnaval”.

Nas conversas privadas, membros da força-tarefa fazem referências a casos como o processo que culminou com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do tríplex de Guarujá (SP), no qual o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

O valor, apontou a acusação, se referia à cessão pela OAS do apartamento tríplex ao ex-presidente, a reformas feitas pela construtora nesse imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial. Ele foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Preso em decorrência da sentença de Moro, Lula foi impedido de concorrer à Presidência na eleição do ano passado. A sentença de Moro foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e depois chancelada também pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

RESUMO DOS DIÁLOGOS EM 3 PONTOS

  • Troca de colaborações entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato
  • Dúvidas de Deltan a respeito da solidez das provas que sustentaram a primeira denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula
  • Conversas em um grupo em que procuradores comentam a solicitação feita pela Folha de S.Paulo para entrevistar Lula na cadeia

Policiais prendem suspeito de tiroteio em bonde elétrico na Holanda

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, informou hoje (18) que prendeu um homem suspeito de envolvimento no tiroteio em um bonde elétrico, que deixou três mortos e nove feridos. O nome do suspeito preso não foi divulgado.

De manhã, os policiais divulgaram o nome e imagens do turco Gökman Tanis, de 37 anos, apontado como principal autor dos disparos.

O ataque ocorreu por volta das 10h45 (horário local). Policiais trabalham com a hipótese de motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, na Praça 24 de Outubro.

Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu. O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido.

O prefeito de Utrecht, Van Zanen, lamentou a tragédia e disse que todos estão solidários com os parentes e amigos das vítimas. “Nós abraçamos e apoiamos os que choram.”

Brasil e Emirados Árabes lamentam ataques a mesquitas na Nova Zelândia

Os chanceleres do Brasil, Ernesto Araújo, e dos Emirados Árabes, xeique Abdullah bin Zayed Al Nahyan, lamentaram hoje (15) os ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch, no sul da Nova Zelândia, que deixaram pelo menos 49 mortos e 48 feridos.

“Quero expressar nosso profundo pesar e indignação diante do horrível atentado ocorrido na Nova Zelândia. O governo brasileiro expressa o seu pesar e solidariedade às famílias que sofreram essa horrível e inominável perda”, disse Araújo, destacando que as relações internacionais devem ser pautadas pela paz.

A polícia pediu o fechamento de mesquitas na Nova Zelândia, e quatro suspeitos estão sob custódia – um deles foi acusado de assassinato. Pelo menos 48 pessoas, incluindo crianças, estão em hospitais em decorrência de ferimentos a bala.

Para o xeique Abdullah, o governo neozelandês tomará as medidas necessárias para prender os autores dos ataques terroristas. “Temos que trabalhar em conjunto contra o terrorismo e contra o incitamento ao ódio. Independentemente de religião e etnia, penso que, como nações, temos que respeitar o direito internacional e a soberania”, afirmou, em declaração à imprensa no Palácio Itamaraty. Ele também expressou condolências aos familiares e amigos das vítimas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional dos Emirados Árabes está em visita oficial ao Brasil. Ele se reuniu com o ministro Araújo e terá um encontro com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Por Ana Cristina Campos

Macaco bugio que atacou bebê em Araucária é capturado

O macaco bugio, que há quase um mês atacou uma criança em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi capturado na manhã desta sexta-feira (7). Veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) intensificaram os trabalhos de captura após o animal perseguir outras crianças nesta quinta-feira (6) no parquinho do condomínio.

Imagens de câmeras de segurança mostram o animal se aproximando de quatro crianças que brincavam no parquinho. Ele as persegue, mas elas fogem rapidamente do local.

“É difícil avaliar que ele estava atacando ou qual era a interação que ele estava tendo. O que acontece é que o animal, naquele local e situação já estava sob um estresse muito grande. Qualquer interação passou a ser perigosa”, explica o superintendente do Ibama no Paraná, Julio Gonchoroski.

O animal foi capturado com o auxílio de um dardo tranquilizante. Segundo o superintendente, o medicamento não representa perigo para a saúde do bugio.

O macaco foi levado para um criadouro registrado onde será avaliado pelos veterinários durante um período de 40 a 60 dias para definir se ele tem condições de ser reinserido na natureza.

“Ele deve ficar em uma quarentena para ser avaliado duas situações. Primeiro, a saúde do animal que aparentemente não tem problema e se ele tem capacidade para ser translocado para outra região, menos habitada e que ele possa conviver apenas com a floresta”, diz Gonchoroski.

O superintendente explica que o Ibama não descarta a possibilidade de existir outros bugios na região. “Cada vez mais, as cidades vão conviver com animais silvestres, seja o bugio ou pequenos macacos e esquilos… o importante é que as pessoas tenham consciência de que não devem alimentar animais silvestres”.

A bebê atacada pelo bugio passou por cirurgia de reconstrução do couro cabeludo. Já as meninas perseguidas nesta quinta-feira não ficaram feridas.

Criança de dois anos passa por cirurgia após ser atacada por macaco dentro de casa

Uma criança de um ano e nove meses foi atacado por um macaco bugio dentro de um apartamento, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

O animal entrou pela sacada do prédio. No momento do ataque, a menina assistia televisão na sala.

A criança foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba, onde passou por uma cirurgia para a reconstrução da face.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o quadro da menina é estável.

PF abre novo inquérito para investigar autor de ataque a Bolsonaro

Aécio Amado 

Um novo inquérito foi aberto nesta terça-feira (25) para investigar o autor confesso do ataque a faca contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. De acordo com nota da Polícia Federal (PF), o inquérito tem por objetivo “apurar fatos decorrentes das investigações” realizadas até agora.

A PF não forneceu mais detalhes do novo procedimento investigativo sob a alegação que “as informações do inquérito são sigilosas”.

O autor do ataque, Adélio Bispo de Oliveira está preso em um presídio federal em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para onde foi levado dia 8 deste mês, sob escolta da PF. A transferência de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para Campo Grande foi determinada pela Justiça Federal.

O ataque contra Bolsonaro ocorreu no dia 6 deste mês, quando o candidato à Presidência fazia campanha na região central de Juiz de Fora. Ele recebeu uma facada no abdômen em meio ao tumulto que se formou em volta dele no ato político.

O autor do ataque foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia da PF na cidade mineira. Bolsonaro foi conduzido para o hospital da Santa Casa de Misericórdia, onde passou por uma cirurgia e, dias depois, transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde permanece internado.

PF ainda não descarta coautoria em ataque a Bolsonaro, diz Jungmann

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reafirmou hoje (18) que a Polícia Federal (PF) deve concluir ainda nesta semana um primeiro inquérito sobre a agressão ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Ele disse que, até o momento, nenhuma hipótese foi descartada sobre uma eventual coautoria do crime, por isso uma nova investigação poderá ser aberta.

Bolsonaro foi esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha na rua em Juiz de Fora (MG). O agressor, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, foi preso e encontra-se numa penitenciária de Campo Grande (MS). Em depoimentos, ele diz ter agido sozinho.

“Não se descarta qualquer tipo, qualquer hipótese”, afirmou Jungmann ao ser questionado sobre a possibilidade de coautoria no crime. “Nós, se necessário, abriremos uma segunda investigação, um segundo inquérito, para apurar todo e qualquer indício. Se qualquer possiblidade de coautoria existir, evidentemente que vamos trazer a conhecimento de toda a sociedade”, disse em seguida.

O ministro, no entanto, não entrou em detalhes das investigações, afirmando apenas que “tudo isso tem que ser investigado, recursos, dinheiro na conta”. “Temos que dar uma resposta à opinião pública para que não paire nenhuma suspeita”, acrescentou.

Jungmann deu as declarações após reunião, nesta terça-feira, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, da qual também participou o diretor-geral da PF, Rogério Galloro.

No encontro, foi discutido o incremento na segurança dos candidatos à Presidência. No momento, mais de 20 policiais federais integram o aparato que acompanha cada presidenciável.

Foi montado também um centro de inteligência para acompanhar todos os presidenciáveis em tempo real, que deverá ser inaugurando em breve em Brasília e passará a funcionar 24 horas durante sete dias antes do primeiro turno das eleições, que ocorre em 7 de outubro.

“Bancada do crime”

Além do incremento na segurança dos candidatos à Presidência, foi discutido no encontro o combate a candidaturas que estejam ligadas ao crime organizado, num esforço para impedir que ser forme, nas palavras de Jungmann, uma “bancada do crime” no Poder Legislativo federal e estadual.

Segundo o ministro, a PF realiza um pente-fino na vida pregressa de todos os candidatos, para todos os cargos, nas eleições deste ano. O objetivo é entregar ao TSE um dossiê com qualquer indício do envolvimento do crime organizado com a eleição.

“Estamos fazendo uma triagem e levantamento prévio de todos os candidatos e estamos cruzando todos os dados, fazendo um banco de dados”, disse Jungmann. “Não podemos permitir a formação de uma bancada do crime, e se por acaso eles vierem a se eleger nós precisamos cassá-los e puni-los”, acrescentou o ministro. Ele frisou, no entanto, que a PF somente fornecerá dados de inteligência ao TSE, a quem caberá dar qualquer tipo de consequência às informações.