Adolescente é apreendido suspeito de planejar ataque contra escola na RMC

Um adolescente foi aprendido nesta segunda-feira (25) suspeito de planejar um ataque ao Colégio Estadual Desembargador Cunha Pereira, em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. O garoto de 14 anos é aluno da instituição e foi localizado pela Guarda Municipal após denúncias feitas ao diretor da escola. As ameaças eram feitas por um grupo no WhatsApp.

A escola foi isolada para atendimento da ocorrência e o garoto confessou que pretendia fazer o ataque. Como no celular do menino foram encontradas fotos de armamentos, a Guarda foi até a residência dele e localizou armas e munições. O pai do menor foi preso pela posse dos materiais. Entre o material apreendido, estavam uma arma calibre 38 e uma de pressão.

A Guarda ainda apreendeu armas de brinquedo, touca balaclava, binóculo noturno, algema e capa para colete da PM. O adolescente foi conduzido para a Delegacia de Fazenda Rio Grande. Ele vai responder por grave ameaça.

Velório coletivo de mortos em Suzano já recebeu mais de 5 mil pessoas

Mais 5 mil pessoas, segundo a prefeitura de Suzano, já passaram pelo velório coletivo dos estudantes e funcionários mortos no atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior paulista. O velório ocorre na Arena Suzano desde as 7h de hoje (14). No entorno do ginásio, pessoas em uma longa fila aguardam para entrar no local e prestar solidariedade aos parentes das vítimas. Às 11h foi celebrada uma missa, e às 14h, haverá um ato ecumênico.

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Além das famílias, estudantes da escola, pais de alunos e vizinhos estão no local. A confeiteira Rosália Vieira de Melo, 39 anos, era amiga da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, 59 anos. “Éramos irmãs de igreja. Cheguei em Suzano em 1998 e pouco tempo depois já nos conhecemos na igreja. Ela era voluntária e trabalhava muito nos Encontros de Casais com Cristo com a gente. Era ministra da Eucaristia. Muito querida por todos nós. É uma grande perda, como profissional e também como voluntária”, relembrou.

O estudante Thales Medeiros, 20 anos, é um dos sobreviventes do atentado. Aluno do 3° ano do Ensino Médio, ele estava no refeitório quando os atiradores chegaram e se juntou ao grupo de pelo menos 50 pessoas que se esconderam na despensa da cozinha. Ele mora próximo ao estudante Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, e fez questão de abraçar a família do colega morto. “Ele sempre foi humilde, respeitador. Sempre na dele, nunca arrumou confusão”, descreveu.

Thales disse que a escola é conhecida por manter um clima tranquilo entre os estudantes. “É muito bom. É uma escola que é difícil ter confusão. Quando tem, a diretora, as tias, acalmam, apaziguam. É um clima muito bom, familiar mesmo. Eu mesmo já tive muito problema na escola, era bagunceiro, e agora estou mais tranquilo. A escola me ensinou isso”.

Sobre o retorno para a escola, Thales disse que sabe que será um momento de muita tristeza. “Mas temos que voltar. Fazer a alegria da escola como era antes. Aos poucos nós vamos retomando o nosso caminho”.

Já para a estudante Juliana Souza, 14 anos, a volta às aulas ainda não é uma certeza. Ela estuda no centro de línguas, que funciona na Escola Raul Brasil, há cerca de um mês. “Sempre foi uma escola ‘da hora’. Sempre quis mudar para lá, porque todo mundo se dá superbem. Ninguém esperava que isso fosse acontecer”, disse. Ela estava na sala de aula quando começaram os tiros. “Eu acho que ninguém vai querer mais voltar para lá. Foi um momento de desespero. Todo mundo em pânico. Isso vai ficar na cabeça. Quando saímos da sala, vimos eles [atiradores] mortos e também os outros alunos”, relembrou a jovem que foi ao velório acompanhada da mãe Cristina de Souza.

Também estiveram no velório o ministro da Educação, Ricardo Vélez, que cumprimentou as famílias e conversou com o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares da Silva, e com o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi.

Solidariedade

O azulejista Alberto dos Santos, 53 anos, de Guarulhos, levou oito flores para homenagear as vítimas dos dois atiradores, ex-alunos de 17 e 25 anos, que invadiram a escola e disparam contra estudantes e funcionários, matando oito pessoas. “Faço esse gesto porque sou pai e, como pai, precisamos olhar para os nossos filhos. O nosso jardim está mais triste”, disse, emocionado.

O motorista de transporte escolar Vaninho Clemente da Silva, 44 anos, contou à Agência Brasil que estava trabalhando, levando crianças para a escola, quando soube da notícia pelo rádio. “Ali já ficamos consternados. Tristes. Nós que somos da área, transportamos as crianças todos os dias, e acontece um episódio desse bem próximo da gente, é muito difícil”.

Velório

Estão sendo velados no local os corpos dos estudantes Caio Oliveira, 15 anos; Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos; Kaio Lucas Costa Limeira, 15 anos; e Samuel Melquiades, 16 anos, além da coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezo, 59 anos, e da funcionária Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos. O estudante Douglas Murilo Celestino, por motivos religiosos, está sendo velado em uma igreja da Assembleia de Deus.

Os atiradores Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, estão sendo velados em outro local.

Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, dono da locadora de onde os atiradores roubaram o carro utilizado na ação, e tio do Guilherme, também está sendo velado em outro local.

Adolescentes envolvidos no atentado em escola de Medianeira são condenados

Os dois adolescentes envolvidos no ataque ao Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no Oeste do Paraná, foram condenados a cumprir medidas socioeducativas pela tentativa de homícidio e por resistirem à prisão. A sentença foi publicada pelo juiz da Vara de Infância e Juventude, Hugo Michelini Júnior, na última quarta-feira (31), segundo o G1.

Condenados, os adolescentes estão no Centro de Socioeducação de Foz do Iguaçu, também no oeste paranaense, e devem passar por avaliações a cada seis meses. Na sentença, o juiz determina que ambos fiquem internados por tempo indeterminado, porém, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que o prazo máximo é de três anos. As defesas devem recorrer.

O ataque

Os dois adolescentes, do 1º ano do Ensino Médio, planejaram e atacaram colegas da escola na manhã do dia 28 de setembro. Segundo a Polícia Militar, o adolescente de 15 anos estava com um revólver calibre 22 e o outro com uma faca. Eles entraram em uma sala de aula e efetuaram os disparos. Os estudantes começaram a correr e um deles foi baleado nas costas e outro com um tiro de raspão na perna. As duas vítimas atingidas se recuperaram do ataque.

 

Os dois estudantes se esconderam em outra sala. No momento em que a Polícia Militar chegou, o aluno que estava armado atirou contra os policiais, que não se feriram. Além da arma, os policiais encontraram também bombas caseiras.

Um dos adolescentes envolvidos na situação gravou vídeos antes do ataque afirmando que foi humilhado e ameaçado pelos colegas nas escola. Ele pediu desculpas aos familiares das possíveis vítimas e ao incômodo que causaria para a polícia e médicos que atenderiam os feridos. As aulas ficaram suspensas por dois dias e retornaram com medidas para garantir a segurança no local e também combater ao bullying.

 

 

“Quero matar judeus”, diz acusado por ataque em sinagoga nos EUA

O suspeito pelo ataque a tiros contra uma sinagoga em Pittsburgh, no estado americano da Pensilvânia, expressou ódio a judeus durante o ato e os acusou de cometerem genocídio contra brancos americanos, afirmam documentos judiciais divulgados neste domingo (28).

Robert Gregory Bowers, 46, matou 8 homens e 3 mulheres na sinagoga Tree of Life durante uma cerimônia religiosa até que uma equipe da polícia tática o localizou e o feriu. “Apenas quero matar judeus”, afirmou Bowers a um dos agentes, segundo um dos documentos.

Neste domingo, autoridades divulgaram os nomes das 11 vítimas, todas de meia idade ou idosas. Entre elas estão dois irmãos, Cecil, 59, e David Rosenthal, 54, e o casal Bernice, 84, e Sylvan Simon, 86. A vítima mais velha foi Rose Mallinger, de 97 anos.

Entre mortos também estão Joyce Fienberg (75), Richard Gottfried (65), Jerry Rabinowitz (66), Daniel Stein (71), Melvin Wax (88) e Irving Younger (69).

Foi “o dia mais sombrio na história de Pittburgh”, afirmou o prefeito Bill Peduto.

Bowers disparou diversas vezes contra dois dos primeiros agentes a responderem o chamado de emergência. Outro agente foi ferido por estilhaços de balas e de vidro, ainda de acordo com os documentos.

Segundo autoridades, o atirador levava um fuzil AR-15 e três revólveres. Enquanto era tratado por ferimentos, ele disse que “queria que todos os judeus morressem e que eles [judeus] estavam cometendo genocídio contra ‘sua gente'”.

Bowers foi indiciado por 11 homicídios, seis agressões qualificadas e 13 intimidações étnicas, além de 29 acusações de obstrução ao livre exercício da crença religiosa resultante em mortes -crime de ódio pela lei federal- e uso de arma de fogo para cometer assassinato.

O secretário da Justiça, Jeff Sessions, afirmou que as acusações “poderiam levar à pena de morte”.

O promotor Scott Brady disse que “o fato de que este ataque ocorreu durante um culto de adoração o torna ainda mais hediondo”. Bowers passou por uma cirurgia e continua internado no hospital Mercy, em Pittsburgh. Ele se apresenta para audiência judicial nesta segunda (29).

Seu vizinho, Chris Hall, disse que nunca ouviu nada que indicasse que Bowers era antissemita ou representasse algum perigo. “Ele ficava na dele”, disse Hall.

“O mais aterrorizante de tudo é o quão normal ele parecia. Quem dera eu soubesse o que se passava na sua cabeça. Talvez algo pudesse ter sido feito”, disse.

Na noite de sábado, milhares de pessoas se reuniram em Pittsburgh para uma vigília em homenagem às vítimas. Alguns responsabilizam o clima político no país pelo massacre.

“Quando você vomita discurso de ódio, as pessoas agem em cima disso. Muito simples. E esse é o resultado: muitas pessoas mortas”, afirmou Stephen Cohen, co-presidente da New Light, uma das três congregações que usa o espaço da Tree of Life. “Nossa perda é incalculável”, afirmou.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o massacre poderia ter sido evitado se a sinagoga mantivesse seguranças armados e que o crime não tem “nada a ver” com a questão de controle de armas no país.

Para Peduto, manter armas longe do alcance de “pessoas irracionais” era a melhor maneira de evitar violência.

“Deveríamos trabalhar para eliminar o comportamento irracional e o empoderamento de pessoas que busquem esse tipo de carnificina”, afirmou.

Autoridades disseram neste domingo que Bowers tinha licença para carregar armas de fogo e fez ao menos seis compras registradas de armas desde 1996. Ele não tem passagens pela polícia. Acredita-se que ele tenha agido sozinho.

Bowers postava conteúdo antissemita nas redes sociais, com insultos e teorias da conspiração.

Duas horas antes do ataqu, ele postou na comunidade Gab sobre a HIAS, uma organização que ajuda refugiados judeus a se estabelecerem nos EUA.

“HIAS gosta de trazer invasores que matam nossa gente. Eu não posso ficar sentado e ver minha gente sendo abatida. Que se dane o que vocês pensam, estou indo”, escreveu.

As postagens de Bowers no Gab desde que entrou na rede, em janeiro, mostram um homem que compartilhava mensagens como: “Lembrete do dia: diversidade significa o fim do último branco”.

O supremacista Frazier Glenn Miller Jr., condenado em 2015 por matar três judeus no Kansas em abril de 2014, disse em seu julgamento: “Diversidade é uma senha para genocídio dos brancos”.

Por meio de nota, o governo brasileiro expressou “suas profundas condolências às famílias das vítimas, bem como sua solidariedade para com o povo e governo norte-americanos”.

“O governo brasileiro reitera sua mais veemente condenação a qualquer ato de extremismo violento ou terrorismo”, diz a nota.

O papa Francisco condenou o ataque contra a sinagoga e pediu a extinção de “focos de ódio” e por valores morais e civis mais fortes. “Todos nós estamos feridos por esse ato desumano de violência”, disse.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse nas redes sociais que “os canadenses estão incondicionalmente com a comunidade judaica de Pittsburgh, que sofreu um ataque antissemita horrível quando orava. Que as famílias dos assassinados sejam consoladas e que os feridos possam se recuperar rápida e plenamente”.

“Meus pensamentos estão com as vítimas e meu apoio, com seus parentes”, disse o presidente da França, Emmanuel Macron.

Aulas em colégio de Medianeira são retomadas com reforço ao combate ao bullying

As aulas no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, na região oeste do Paraná, foram retomadas nesta terça-feira (02).

A principal preocupação da escola neste momento é adotar medidas para garantir a segurança no local e também combater ao bullying. As ofensas entre estudantes foram apontadas como causas do atentado que deixou dois alunos feridos, na última sexta-feira (28).

A direção da escola afirma que alunos e professores vão receber apoio psicológico.

De acordo com o delegado Dênis Merino, os envolvidos vão ser punidos com medidas socioeducativas. “ Vou me reunir com o Ministério Público, o Conselho Municipal da Criança e Adolescente e a direção da escola para tirar disso daí uma lição positiva do que aconteceu”, afirma.

O estudante estava armado e teve a cobertura de um outro adolescente, que estava com uma faca. Eles estão apreendidos no Centro de Socioeducação de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná.

O pai do atirador foi solto depois de pagar uma fiança de quase R$ 3 mil, mas mesmo assim vai responder pelos crimes de porte ilegal de armas e omissão de cautela – que é quando um responsável não toma os cuidados necessários para que o menor de idade se apodere de arma de fogo que está sob sua responsabilidade. O homem, que trabalha como agricultor, foi detido ainda na sexta-feira (28) e liberado na tarde do sábado (29).

O jovem, de 15 anos, que levou um tiro nas costas segue internado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Ele está estável e sem previsão de alta.

A possibilidade de um terceiro envolvido no crime foi descartada pelo delegado responsável pelas investigações.

 

Testemunhas de atentado em escola de Medianeira prestam depoimento

As testemunhas e familiares de alunos da escola pública de Medianeira, na região oeste do Paraná, que foi alvo de um atentado, serão ouvidos nesta segunda-feira (1), pela Polícia.

Ontem (30), o pai do adolescente que atirou contra os estudantes do Colégio José Manoel Mondrone foi solto depois de pagar fiança de quase R$3 mil, decretada pela Justiça. Ele vai responder por porte ilegal de arma e omissão de cautela, quando deixa um menor de idade utilizar a arma. O pai, que é agricultor, tinha sido detido na sexta-feira passada.

O filho do agricultor e outro adolescente suspeito de dar suporte ao ataque foram transferidos da cadeia pública para o Centro de Socioeducação de Foz do Iguaçu. Um adolescente de 15 anos foi ferido com os tiros e está internado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.

De acordo com o último boletim médico, o paciente “encontra-se estável clinicamente, está acordado e lúcido, conversando. Respira confortavelmente em ar ambiente e não requer suporte intensivo no momento. Apresenta alterações motoras com melhora em relação ao exame da admissão no hospital e, no momento, não tem indicação de tratamento cirúrgico segundo avaliação da equipe da Ortopedia”. Ele ainda não tem previsão de alta.

O atirador de 15 anos usou uma garrucha calibre 22 e disparou pelo menos seis tiros em sala de aula. Os pais dele disseram na delegacia que sabiam que o filho sofria bullying por estar acima do peso e por ser do interior. A mãe afirmou ainda tentava orientá-lo a respeito, mas que não esperava que o garoto pudesse reagir com violência.

As aulas na escola estadual José Manoel Mondrone, em Medianeira, na região oeste do Paraná, serão retomadas somente nesta terça-feira (2). O colégio tem 1500 alunos.

 

A série de ataques de 11 de Setembro completa 17 anos

A série de atentados de 11 de Setembro de 2001 completa 17 anos nesta terça-feira (11). Na ocasião morreram cerca de 3 mil pessoas, incluindo 227 civis e 19 sequestradores dos aviões. A data será lembrada hoje (11) com cerimônias nos Estados Unidos.

Na manhã do dia 11 de Setembro de 2001, 19 homens sequestraram quatro aviões comerciais com passageiros. A bordo das aeronaves, os sequestradores colidiram contra as Torres Gêmeas, um complexo do World Trade Center, em Nova York.

Todos a bordo morreram e muitos dos que estavam nos prédios também. Os dois edifícios desmoronaram, depois dos impactos, atingindo os prédios ao lado. Um terceiro avião de passageiros atingiu o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na Virgínia, nos arredores da capital, Washington.

A quarta aeronave caiu em um campo aberto próximo, na Pensilvânia. Segundo investigações, a partir de registros na caixa-preta e de depoimentos de parentes, passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, provocando a queda. Não houve sobreviventes.

Impactos

A partir de então houve uma ofensiva dos Estados Unidos e países aliados lançando a chamada Guerra ao Terror, promovendo invasões ao Afeganistão para atingir o Taliban, que reuniu integrantes da Al-Qaeda.

O então presidente norte-americano George W. Bush lançou uma guerra contra os países que considerava inimigos dos Estados Unidos. Segundo ele, essas nações apoiavam o terrorismo e mantinham armas de destruição em massa, tendo como referências do chamado “eixo do mal”: Coreia do Norte, Irã e Iraque.

Na ocasião, os norte-americanos aprovaram leis para aumentar o rigor antiterrorismo e vários países fizeram o mesmo. Houve efeito também na economia com o fechamento das bolsas de valores e prejuízos nas indústrias.

O prédio do Pentágono, também atingido por um dos aviões, foi reconstruído e virou uma espécie de símbolo. Em 2006, o processo de reconstrução foi iniciado no local do Word Trade Center, em Nova York, para que no local fossem levantados edifícios de escritórios.

Em homenagem ao voo 93, desviado na Pensilvânia, e que estava programado, segundo investigações, para atingir a sede do governo dos Estados Unidos, foi construído um memorial.

Bolsonaro poderá sair da maca pela primeira vez, diz hospital

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro mantém-se consciente, em boas condições clínicas e hoje será movimentado do leito para a poltrona (poderá se sentar pela primeira vez depois de ataque), de acordo com boletim médico divulgado nesta manhã pelo Hospital Albert Einstein, no bairro Morumbi, no qual ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde ontem. Bolsonaro foi esfaqueado na tarde de quinta-feira (6) durante uma atividade de campanha, em Juiz de Fora (MG).

Segundo boletim, não houve intercorrência nas últimas 24 horas e os exames de imagem e laboratoriais realizados ontem durante avaliação médica mostraram resultados estáveis. “Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem febre ou outros sinais de infecção. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via venosa”, diz a nota.

O hospital continuará o tratamento clínico, considerado em boa evolução. Segundo o Albert Einstein, não há necessidade de novos procedimentos.

As visitas ao candidato permanecem restritas por ordem médica. Desde ontem, somente esposa e filhos podem entrar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde ele está internado. De acordo com o hospital, a UTI é um local de acesso controlado e o descanso é fundamental para Bolsonaro nesta fase de recuperação.

Redes sociais
Ainda internado e simulando uma arma na mão, o candidato Jair Bolsonaro sai da cama pela primeira vez depois de ataque em Juiz de Fora – Redes Sociais/Flávio Bolsonro
Pelo Twitter, o deputado estadual Flávio Bolsonaro informou que o pai começou hoje a fazer fisioterapia. “Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!”, escreveu por volta de meio-dia.

Ele também divulgou uma foto do pai ao lado da maca e já sentado em uma poltrona. Na imagem, o candidato simula ter uma arma nas mãos.

Questionado na porta do hospital sobre o gesto, outro filho de Bolsonaro, Eduardo, disse que essa é uma marca registrada do seu pai, que tem uma conhecido posicionamento contrário ao desarmamento. “Não vejo nada de prejudicial ou alguma coisa que possa gerar violência, nem nada disso”, afirmou.

Internação
Bolsonaro saiu da Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde estava internado, na manhã de ontem, em um avião que pousou no aeroporto de Congonhas. De helicóptero da Polícia Militar, ele seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De lá, o candidato foi colocado em uma ambulância com destino ao Hospital Albert Einstein, no Morumbi. Bolsonaro foi transferido para São Paulo a pedido da família.

O candidato deu entrada no hospital da capital paulista por volta das 10h45, quando iniciou uma série de exames que durou cerca de 3 horas, segundo a assessoria do hospital. Na ocasião, seu estado de saúde era considerado grave, mas estável.

Ontem (7), pelo Twitter, o candidato se manifestou pela primeira vez dizendo que se recuperava bem.

Boletim diz que Bolsonaro está consciente e com boa condição clínica

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi submetido hoje (7) a uma série de exames no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde chegou no meio da manhã, procedente de Juiz de Fora (MG). Segundo boletim médico divulgado há pouco, ele encontra-se consciente e “em boas condições clínicas”.

A equipe médica do hospital em São Paulo informou que está dando continuidade ao tratamento iniciado na cidade mineira, onde Bolsonaro foi atingido por uma facada durante ato de campanha, na última quinta-feira. Após passar por avaliações e ser submetido a uma cirurgia para estancar hemorragia interna, o candidato foi levado para a capital paulista.

“O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional”, diz o boletim. O cirurgião Antônio Luiz Macedo e o clínico e cardiologista Leandro Santini Echenique fazem parte da equipe médica responsável pelo paciente.

Ataque

Na tarde de ontem (6), o candidato recebeu uma facada no abdômen em meio ao tumulto que se formou em volta dele no ato político. Durante a operação, Bolsonaro teve o intestino delgado costurado e parte do intestino grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia e, em até dois meses, terá de ser operado novamente.

O autor do ataque a Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso pela Polícia Militar, em Juiz de Fora. A Polícia Federal, responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso.

Polícia investiga ataque em rádio de Curitiba

A polícia investiga um suposto ataque a uma equipe de jornalismo do programa 91 notícias, produzido por uma produtora terceirizada e que estreou esta semana na rádio 91,3FM. Os jornalistas Ricardo Vieira e Silvia Valim, além do filho do proprietário da emissora, Moisés Pires, foram recebidos a tiros na manhã desta quarta-feira (08).

Os apresentadores do noticiário matinal aguardavam abertura da rádio do lado de fora, por volta das 4h30 da manhã. Quando o proprietário chegou ao local e abriu o portão principal, um homem começou a atirar em direção à equipe, atingindo um dos carros.

“Os tiros foram em sequência. A impressão é que toda a munição foi utilizada para nos atingir. Ouvi, pelo menos, dez tiros. Meu carro estava em grande parte encoberto pelo veículo do Ricardo e só por isso não foi atingido. Aceleramos e tentamos nos distanciar o máximo da rádio”, conta Silvia Valim, que também é diretora do SindijorPR.

O suspeito fugiu do local. “Só tive noção do risco quando paramos e vimos que uma das balas atingiu meu carro. Até o momento eu achava que os tiros tinham sido para cima, só para assustar. Mas o risco foi real”, explica Vieira.

Foram encontrados no local 11 projéteis de calibre .40, proibidos para uso tanto de seguranças particulares como guardas municipais. Os jornalistas fizeram boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial e aguardam o resultado das perícias do setor de criminalística. A polícia também informou durante o boletim de ocorrência que atirar, mesmo que para cima, é ilegal e, portanto, as investigações são por disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio.

Em virtude do clima de insegurança instaurado no local a equipe decidiu por não retornar à rádio e ficou sem edição nesta quarta-feira.

O SindijorPR repudia qualquer tipo de agressão ao jornalista e já solicitou imediata medida de segurança no local, além de apurar junto à polícia um parecer sobre a investigação do caso. A direção da Rádio informou que já possui uma equipe de vigilância para a rádio e que os profissionais desta irão acompanhar a entrada dos jornalistas nos próximos dias. Também foi relatado o início de um projeto para construção de uma entrada exclusiva da emissora – hoje ela é compartilhada com o mercado ao lado.