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Embaixador britânico é preso durante protesto no Irã, mas nega participação

O embaixador do Reino Unido no Irã, Rob Macaire, cuja detenção em Teerã foi denunciada por Londres, negou ter participado de qualquer manifestação contra as autoridades, como anunciou a imprensa iraniana.

“Posso confirmar que não participei de qualquer manifestação”, disse Macaire no Twitter.

“Fui a um evento anunciado como uma vigília pelas vítimas da tragédia [do voo] #PS752” da Ukraine International Airlines, abatido na quarta-feira (8) perto de Teerã, disse Macaire, acrescentando que abandonou o local cinco minutos depois, quando algumas pessoas começaram a lançar slogans contra as autoridades iranianas.

Nesse sábado (11), Teerã assumiu a responsabilidade pela tragédia, na qual 176 pessoas morreram e que provocou uma onda de indignação no Irã, depois de ter negado várias vezes a tese de que o avião teria sido atingido por um míssil.

É “normal querer prestar uma homenagem”, escreveu Macaire, levando em conta que “algumas vítimas eram britânicas”.

Ontem à noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab, anunciou que Macaire tinha sido detido, mas não deu mais detalhes.

“A detenção do nosso embaixador em Teerã, sem fundamento ou explicação, é uma violação flagrante da legislação internacional”, declarou Raab.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o embaixador foi detido por ter supostamente “incitado” manifestantes em Teerã, que demonstravam a sua raiva depois da catástrofe com elevado número de vítimas iranianas.

O embaixador foi libertado uma hora depois de ser detido, segundo a mesma fonte.

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Trump diz que acompanha de perto protestos no Irã: “o mundo está assistindo”

O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, disse neste sábado (11) que está acompanhando “de perto” as manifestações de iranianos contra o próprio governo. De acordo com a agência de notícias Fars, manifestantes em Teerã têm entoado cantos de protesto após o presidente do Irã, Hassan Rouhani, admitir ter abatido o avião ucraniano com um míssil.

O episódio selou a morte dos 176 passageiros da aeronave.

“Para o corajoso e sofrido povo do Irã: estou ao seu lado desde o início da minha presidência, e meu governo continuará ao seu lado. Estamos acompanhando seus protestos de perto e somos inspirados por sua coragem”, disse Trump.

“O governo do Irã deve permitir que grupos de direitos humanos monitorem e reportem fatos do terreno sobre os protestos em andamento do povo iraniano. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos, nem um desligamento da Internet. O mundo está assistindo”, completou.

Ontem (10), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, prometeu uma resposta caso o governo iraniano fosse o culpado pela queda da aeronave. “Estou confiante que nós e o mundo vamos tomar ações para responder“, declarou.

Vale lembrar que os iranianos negavam o fato e classificaram as alegações como ‘rumores ilógicos’. Contudo, o Canadá, ao lado do Reino Unido e dos Estados Unidos, já tinham revelado ter informações sobre o envolvimento iraniano. Inclusive o New York Times, jornal americano, publicou um vídeo do momento que o avião é atingido.

Além disso, os americanos vão aplicando sanções econômicas ao Irã para o país deixar de ter “dezenas de bilhões de dólares” que seriam usados em “atividades terroristas”.

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Teerã nega que avião ucraniano foi derrubado por acidente

O voo PS752, que caiu pouco após decolar em Teerã e matou 176 pessoas, foi derrubado pelo sistema de defesa aérea do Irã de modo acidental, avaliam funcionários dos setores de inteligência dos Estados Unidos (EUA), que falaram com a imprensa americana sob condição de anonimato.

Segundo três funcionários ouvidos pela revista Newsweek -um membro do Pentágono, outro da Inteligência dos EUA e outro da Inteligência do Iraque-, o avião foi atingido de forma acidental com o uso de um míssil antiaéreo de origem russa.

Outro funcionário, ouvido pela agência Reuters, disse que satélites dos EUA detectaram o lançamento de dois mísseis pouco antes do avião cair.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista coletiva que a queda do avião pode ter sido causada por acidente, mas não citou provas. “Eu tenho minhas suspeitas. Eu não quero falar porque outras pessoas têm suas suspeitas. Alguém pode ter cometido um erro no outro lado, não no nosso sistema. Isso não tem nada a ver conosco.”

Após a divulgação das suspeitas, o Irã negou envolvimento com o acidente. “Cientificamente, é impossível que um míssil tenha atingido o avião ucraniano, e esses rumores são ilógicos”, afirmou Ali Abedzadeh, chefe da Organização de Aviação Civil do Irã, segundo a agência Isna.

No acidente desta quarta, um Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu cinco minutos após decolar do aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerã.

A aeronave, que decolou às 6h12 na hora local (23h42 de terça em Brasília) e seguia para Kiev, pegou fogo após a queda. Todas as 176 pessoas a bordo morreram, e ainda não se conhecem as causas do acidente -que chegou a ser relacionado à crise entre Irã e Estados Unidos.

Cinco horas antes da queda da aeronave, o Irã havia disparado mísseis contra bases americanas no Iraque, em resposta a um ataque dos EUA que matou o general Qassim Suleimani, principal autoridade militar iraniana.

Entre as vítimas, havia 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos. Segundo o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, os passageiros fariam uma conexão para um voo com destino ao Canadá.

Mais cedo, nesta quinta, o governo da Ucrânia disse que investiga a possibilidade de que o avião tenha sido atingido por um míssil antiaéreo. Para investigar isso, haverá buscas por possíveis fragmentos desse tipo de artefato no local dos destroços.

Também são analisadas as possibilidades de que tenha ocorrido uma colisão com um drone ou outro objeto voador, uma explosão interna feita por um ato terrorista ou uma falha técnica que levou à explosão no motor.

Uma comissão de 45 ucranianos foi enviada a Teerã para tratar do caso. Essa equipe conta com especialistas que participaram das investigações sobre o ataque com um míssil russo que derrubou o voo MH17, da Malaysia Airlines, em 2014, no espaço aéreo da Ucrânia.

A autoridade de aviação civil iraniana divulgou um comunicado nesta quinta (9) dizendo que, segundo testemunhas, o avião pegou fogo antes de cair, e o incêndio se alastrou rapidamente enquanto ele perdia altitude.

De acordo com o relatório, a aeronave teve um problema técnico logo após a decolagem e tentou retornar ao aeroporto antes da queda. No entanto, a falha em questão não foi revelada.

Nenhuma comunicação por rádio foi realizada pelo piloto, e a aeronave desapareceu dos radares quando estava a cerca de 2.500 metros de altitude.

As duas caixas-pretas foram encontradas. No entanto, a agência de aviação do Irã disse que não irá entregá-las aos EUA nem à Boeing. É comum que o fabricante do avião participe das investigações, de modo a buscar formas de prevenir desastres futuros.

O ATAQUE AMERICANO QUE DERRUBOU UM AVIÃO COMERCIAL IRANIANO

No dia 3 de julho de 1988, um avião de passageiros da companhia Iran Air voava de Teerã para Dubai quando, ao sobrevoar o estreito de Hormuz, foi derrubado por um míssil disparado de um navio da Marinha americana.

Segundo a versão dos EUA, o capitão da embarcação Vincennes teria confundido a aeronave, que estava em espaço aéreo iraniano, com um caça militar em procedimento de ataque. O engano matou as 290 pessoas a bordo -destas, 254 eram cidadãos iranianos.

Naquele período, o Golfo Pérsico passava pela “Guerra dos Navios-Tanque”, em que navios americanos escoltavam petroleiros que circulavam pelo estreito de Hormuz após minas iranianas terem atingido embarcações na região. Os Estados Unidos estimam em 160 os navios atacados pelo regime. Pelo estreito de Hormuz passa cerca de 1/4 do petróleo do mundo.

As tensões geraram um conflito naval que durou um dia entre Washington e Teerã -além da derrubada do avião de passageiros, que entrou para a lista das dez piores tragédias da história da aviação.

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Lula processa dono da Havan por calúnia após ser chamado de “cachaceiro”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um processo contra o dono da Havan por calúnia e difamação. O empresário Luciano Hang sugeriu que o político é “cachaceiro“. Por isso, os advogados do petista pedem uma indenização de R$ 100 mil por danos morais.

Engajado nas redes sociais, o dono da Havan ficou conhecido pelas críticas ao PT e apoio a Jair Bolsonaro.

No sábado (28), o empresário publicou nas redes sociais um vídeo em que um avião carrega uma faixa com a frase: “Lula cachaceiro devolve meu dinheiro”. Luciano Hang já havia afirmado que patrocinaria o voo de aeronaves que carregassem “mensagens patriotas pelo litoral de Santa Catarina”.

A defesa de Lula argumentou que as mensagens ofendem a imagem e a honra do ex-presidente. Além disso, os advogados apontam que a conduta de Luciano Hang “desbordou injustamente do direito ao antagonismo político e livre opinião, ofendendo até mesmo qualquer senso de civilidade no debate político em plena ebulição no País”.

A petição de Lula pede a abertura de um processo por calúnia e difamação contra Luciano Hang. O processo foi encaminhada à 2.ª Vara Cível de Navegantes, em Santa Catarina.

Procurada pelo Paraná Portal, a assessoria de imprensa da Havan informou que o departamento jurídico não foi notificado. Por isso, preferiu não se manifestar.

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Reprodução/Twitter

Morre quarta vítima da queda de avião no Paraná

Morreu, no início da noite desta segunda-feira (18), a quarta vítima do acidente com o avião de pequeno porte, que caiu na região de Cascavel, no oeste do Paraná. As informações foram confirmadas pelo Hospital Universitário do Oeste do Paraná. Graziela de Souza Philippi, de 53 anos, foi a única resgatada com vida. Além dela, outras três pessoas morreram.

Graziela teve politraumatismo e passou por procedimentos cirúrgicos, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Reprodução / Facebook

Ela e a família voltavam do feriado prolongado no litoral de Santa Catarina, quando o avião em que estavam caiu em uma área de mata, nas proximidades de Espigão Azul, na região de Cascavel.

No acidente, também morreram o piloto Magnus Boeno Padilha, o marido de Graziela, o médico cardiologista Eduardo Frederico Borsarini Philippi e a filha do casal Fernanda, de apenas 12 anos.

O ACIDENTE

O avião de pequeno porte, prefixo PT JQZ, caiu no fim da tarde deste domingo, na cabeceira da pista de um aeroporto particular, próximo ao distrito de Espigão Azul, em Cascavel. A aeronave retornava de Florianópolis, em Santa Catarina.

O médico Eduardo Frederico Borsarini Philippi tinha alugado o avião do amigo, Nilo Laerse de Rezende, um dos proprietários da Saraiva de Rezende Construtora.

Várias ambulâncias foram deslocadas para prestar atendimento no local. Duas vítimas morreram presas às ferragens e outra ficou em meio à mata.

PILOTO EXPERIENTE

O piloto Magnus Boeno Padilha, de 32 anos, conduzia a aeronave. O rapaz tinha mais de 1.600 horas de voo. O corpo dele foi velado na segunda-feira, em Cascavel.

Ele era instrutor de voo em Cascavel. A West Wings Escola de Aviação Ltda emitiu uma nota lamentando a morte do profissional. “Agradecemos imensamente o tempo que pudemos conviver com ele, que será sempre lembrado pelo profissionalismo, honestidade, lealdade, inteligência, competência e sensibilidade para lidar com as adversidades e conflitos humanos”, diz um trecho do comunicado.

APICULTOR RELATA ACIDENTE

Em entrevista a TV Tarobá de Cascavel, um apicultor que mora na região relatou que ouviu o avião simplesmente parar o motor. Quando olhou para o céu, a aeronave começou a cair.

“Eu vi a aeronave sobrevoando e de repente o motor parou e ela caiu direto no chão”, disse.

Na sequência, ele e a esposa correram para o local em meio a mata. Ao chegar até o avião eles viram os corpos e ouviram a mulher pedindo socorro. Eles então a retiraram da aeronave, bastante ferida. Ele disse que ela ainda falava. A preocupação era em retirá-la do local caso ocorresse alguma explosão.

Depois disso, eles chamaram o socorro.

*Com informações da Tarobá Cascavel*

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FAB inicia perícia para determinar as causas do acidente com avião no oeste do Paraná

Peritos do  Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) chegaram na tarde desta segunda-feira (18) em Cascavel, na região oeste do Paraná, para investigar a queda de um avião de pequeno porte que deixou três pessoas mortas e uma gravemente ferida. De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), a perícia visa construir o laudo que poderá determinar as causas do acidente.

O laudo será produzido por técnicos do SERIPA V, (5º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), uma das divisões do Cenipa.

A chegada da equipe de perícia em Cascavel foi confirmada pela FAB. Conforme o Centro de Investigações, os técnicos realizam um levantamento no local, que está isolado desde ontem (17). Os peritos colhem objetos e materiais que possam ajudar a identificar o motivo da queda. Além disso, devem ouvir testemunhas do acidente.

O avião de pequeno porte caiu no início da noite de ontem (17), em uma área de mata no oeste do Paraná. No acidente, morreram o piloto Magnus Boeno Padilha, o cardiologista Eduardo Frederico Borsarini Philippi e uma das filhas do médico, Fernanda Philippi, de 12 anos.

Graziela de Souza Philippi foi encaminhada em estado grave ao Hospital Universitário de Cascavel. Ela era esposa de Eduardo e mãe de Fernanda. De acordo com o HU, a sobrevivente passou por uma cirurgia e permanece internada.

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Reprodução/Tarobá/TV Band

DESTROÇOS SERÃO RETIRADOS APÓS PERÍCIA

Os destroços da aeronave que caiu ontem (17) no Paraná serão retirados do local nesta terça-feira (19). De acordo com o o presidente do Aeroclube de Cascavel, Rafael Salvatti, o trabalho com o trator de esteira para limpar a área começará por volta de 8h30.

A retirada dos destroços do avião será realizada com um guincho. A princípio, as partes da aeronave serão levadas para a pista do Aeroleve, no Parque Verde.

RELATO DA TESTEMUNHA DA QUEDA DO AVIÃO NO PARANÁ

A tragédia aconteceu na noite de ontem (17), no distrito de Espigão Azul, em Cascavel, no oeste do Paraná. A perícia do Cenipa também deve ouvir as testemunhas.

O primeiro a chegar ao local foi o apicultor Cleonir da Silva. Em entrevista à TV Band, ele contou que ouviu o que parecia ser o motor do avião em pane. Além disso, Cleonir também encontrou a única sobrevivente, ainda desorientada devido à pancada.

“Na verdade, estava mexendo com as abelhas a uns 500 metros. Então, eu ouvi o barulho que apagou o motor da aeronave e corri até a propriedade para chamar um amigo e prestar os primeiros socorros”, contou.

“Deparei com a aeronave destruída e uma senhora, que ainda estava consciente. Eu conversei com ela, pedi quantas pessoas estavam para lá passar para o socorro. Ela conseguiu me dar informações, mas não muito certas, acho que devido à pancada. Ela me falou que estava só com a filha, mas estavam em quatro pessoas na aeronave”, completou.

Por isso, o apicultor deve ser uma das testemunhas que serão ouvidas pelo Cenipa, que produz o laudo da perícia.

* Com informações de Ellen Santos, do Tarobanews

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Queda de avião no Paraná: Cenipa assume investigação e tem 45 dias para fazer o laudo

A queda do avião de pequeno porte na região oeste do Paraná, que vitimou outras três pessoas, será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Força Aérea Brasileira.

Graziela de Souza Philippi foi a única sobrevivente do episódio. Entretanto, a mulher de 53 anos perdeu sua filha e seu marido. Fernanda Philippi, de 12 anos, e Eduardo Frederico Borsarini Philippi, de 48 anos, não resistiram ao acidente, assim como o piloto da aeronave, Magnus Boeno Padilha, de 32 anos.

Uma perícia técnica na tarde desta segunda-feira (18) deve iniciar os esclarecimentos das causas da queda do avião. O órgão terá 45 dias para concluir o laudo técnico.

Por enquanto, a informação é que o avião havia sido alugado por uma família cascavelense que passou o feriado no litoral da Santa Catarina. O monomotor caiu em uma região bem próxima à cabeceira de uma pista de pouso particular.

O Cenipa, por meio de nota, informou que investigadores do do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V) serão responsáveis pela Ação Inicial da ocorrência. O processo consiste no início da investigação e tem o objetivo de coletar dados: “fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”.

O conteúdo deve embasar o laudo pericial, que poderá sustentar a determinação das causas do acidente, além de ajudar a prevenir futuros desastres. A conclusão, conforme o Cenipa, será entregue dentro do “menor prazo possível, dependendo da complexidade do acidente”.

RELATO DA TESTEMUNHA DA QUEDA DO AVIÃO NO PARANÁ

A tragédia aconteceu na noite de ontem (17), no distrito de Espigão Azul, em Cascavel, no oeste do Paraná. O primeiro a chegar ao local foi o apicultor Cleonir da Silva.

Em entrevista à TV Band, ele contou que ouviu o que parecia ser o motor do avião em pane e que Graziela não conseguiu passar informações corretas sobre os passageiros.

“Na verdade, estava mexendo com as abelhas a um 500 metros. Ouvi o barulho que apagou o motor da aeronave e corri até a propriedade para chamar um amigo e prestar os primeiros socorros”, conta.

“Deparei com a aeronave destruída e uma senhora, que ainda estava consciente. Eu conversei com ela, pedi quantas pessoas estavam para lá passar para o socorro. Ela conseguiu me dar informações não muito certas, acho que devido à pancada. Ela me falou que estava só com a filha, mas estavam em quatro pessoas na aeronave”, completou.

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Justiça condena Gol a pagar R$ 20 mil por deixar criança dormir sozinha em aeroporto

A Gol foi condenada a pagar R$ 20 mil à família de uma criança que a empresa deixou dormir sozinha no aeroporto de Guarulhos. Além disso, o menino, de oito anos de idade, chegou ao destino com 24 horas de atraso porque o voo da companhia aérea foi cancelado.

O caso ocorreu em dezembro de 2018. A mãe da criança pagou R$ 150 pelo serviço de acompanhamento de menores de idade da empresa para o filho, que viajaria de Goiânia para Boa Vista, com escalas em Guarulhos e Brasília, para passar férias com familiares.

Em Guarulhos, o voo do menor de idade, previsto para as 20h30, foi cancelado. A empresa, então, informou que só poderia realocá-lo em um avião que partiria no dia seguinte às 18h45.

No processo em que moveu contra a Gol, a defesa da mãe da criança, Izaura Mourão, afirma que ela chegou a ser contatada pela companhia, que teria prometido realocar seu filho em um hotel e que um funcionário da empresa permaneceria com ele.

Segundo o advogado de Izaura, Léo Rosenbaum, porém, não foi o que aconteceu. Após esperar por orientações da Gol, o menino e a funcionária que o acompanhava teriam tido negados seus pedidos de acomodação, traslado e alimentação.

Na madrugada, “a funcionária que acompanhava o autor [a criança] lhe informou que não poderia permanecer todo o tempo com ele, pois havia cumprido seu horário de trabalho, solicitando para que permanecesse sentado em uma poltrona [no aeroporto] aguardando por outra funcionária (…). Entretanto, nenhuma funcionária apareceu”, diz em sua decisão o desembargador Marino Neto.

Em seu acórdão, o magistrado cita que a mãe do menor ligou para a acompanhante e para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) na tentativa de conversar com o filho, sem sucesso.

Ela só conseguiu o contato pela manhã, segundo o processo. O menor, que dormiu no aeroporto sozinho, foi encaminhado a um hotel apenas ao meio-dia após exigência da mãe. Dali, retornou ao aeroporto às 14h45.

No processo, a Gol diz que o atraso do voo se deu “em razão da intensidade do tráfego”, e que ofereceu “todo o suporte necessário” ao menor de idade.

Os advogados da empresa disseram nos autos que são “descabidas as alegações de falha na prestação do serviço” e que a mãe da criança teria “única intenção de se enriquecer às custas da Gol”, mas a Justiça considerou que a companhia não apresentou provas de que deu a assistência necessária.

Na primeira instância, a aérea foi condenada a pagar R$ 12 mil por danos morais causados à criança. A família, no entanto, recorreu e o desembargador que apreciou o caso aumentou a pena para R$ 20 mil.

Procurada pela reportagem, a Gol se recusou a comentar o caso.

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Avião com 32 kg de cocaína faz pouso forçado na grande Curitiba

Um avião fez um pouso forçado, na tarde desta segunda-feira (2), em Campo do Tenente, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a Polícia Civil, a aeronave de pequeno porte levava 32 kg de cocaína. Seis pessoas foram presas.

Entre os detidos, três foram abordados em flagrante quando tentavam tirar a droga do avião para colocar em um carro.

Também foram presas duas pessoas que estavam em uma casa indicada pelos suspeitos e o piloto do avião.

O caso está sob investigação. Os presos devem responder por tráfico de drogas.

Luciano Huck - Presidenciável - Eleições 2022 - Candidato - Datafolha - Moro - Bolsonaro - Lula

Luciano Huck fala que empréstimo de avião foi ‘transparente’ e ‘pago até o fim’

O apresentador Luciano Huck diz que o empréstimo que fez junto ao BNDES para comprar um avião foi “transparente, pago até o fim, sem atraso”.

Na segunda, o banco divulgou uma lista de centenas de empresas que fizeram operações semelhantes. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, há uma semana, que ela seria publicada.

Por meio da empresa Brisair, empresa da qual é sócio junto com Angélica Huck, o apresentador pegou R$ 17,7 milhões com o BNDES em 2013 por meio do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos).

“A empresa Brisair, da qual sou sócio, comprou um avião produzido pela Embraer. Para tanto, fizemos um empréstimo transparente, pago até o fim, sem atraso. Tudo como manda a lei”, afirma Huck em texto enviado à reportagem.

“O BNDES/Finame é um tipo de financiamento bancário concebido para favorecer a indústria nacional, abrindo-lhe condições de competir em pé de igualdade com produtores estrangeiros. Milhares de operações financeiras como esta foram realizadas, com único objetivo de estimular a produção, a aquisição e a comercialização de bens, máquinas e equipamentos produzidos no Brasil”, segue o apresentador.

“A compra e o financiamento da aeronave foi feita por meio de um contrato absolutamente legal, sem vício, vantagem ou privilégio”, finaliza ele.