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Bicicletas e patinetes compartilhados percorrem 160 mil km por mês em Curitiba

Os usuários de bicicletas e patinetes compartilhados percorreram, em média, 160 mil quilômetros por mês em Curitiba. Os equipamentos estão em operação na capital há sete meses. Os dados foram divulgados pela Grow, empresa responsável pelo meio de transporte oferecido por aplicativos como Yellow e Grin.

As bikes são as mais usadas, com 88 mil quilômetros pedalados contra 72 mil quilômetros percorridos de patinetes elétricos. Ainda de acordo com a empresa, sábados e domingos foram os dias preferidos pelos curitibanos para andar com os micromodais. Os fins de semana apresentam número de corridas mais expressivo, com sábado liderando o ranking.

Conforme aponta o levantamento, nos fins de semana há um fluxo grande de viagens de bicicletas e patinetes compartilhados nas regiões de parques de Curitiba, como o Barigui e o Bosque do Papa.

Durante a semana, há forte circulação próximo à estação-tubo Central. É um indicativo de que o uso das bicicletas e patinetes compartilhados com o intuito de deslocamento ao trabalho, integrado ao transporte coletivo. Nos dias úteis, as sextas-feiras registram o maior volume de viagens, enquanto segundas e quartas-feiras são os dias de menor volume.

Curitiba deve proibir a circulação de patinetes nas calçadas da cidade

Regras para o uso de patinetes elétricas devem ser definidas em Curitiba nos próximos dias. Nesta segunda-feira (6), representantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), da Urbs, da Agência Curitiba e da Superintendência de Trânsito (Setran) estiveram reunidos para tratar de detalhes da regulamentação.

De acordo com a superintendente de trânsito de Curitiba, Rosangela Battistella, a expectativa é que até a próxima semana a proposta de regulamentação já esteja nas mãos do prefeito Rafael Greca.

Segundo ela, uma resolução de 2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define que os municípios devem regularizar o uso dos modais, até porque cada cidade tem características diferenciadas.

“Vitória é a única capital que regulamentou o uso de patinetes e bicicletas até agora. Mas é uma cidade litorânea, difere de Curitiba por ter muita ciclovia na orla. Aqui elas se espalharam pelo centro. Nós estamos com uma minuta pronta, onde vão ter os direitos e deveres das próprias empresas”, conta.

Segundo Battistella, as empresas de compartilhamento não se preocupam em orientar os usuários. Além disso, a regulamentação deve, entre outras coisas, limitar ou até mesmo proibir a circulação de patinetes em calçadas.

“Ela estabelece que o patinete pode andar na calçada, até 6 km/h e nas ciclovias até 20 km/h. A gente questiona porque, se calcular a velocidade média de um pedestre, está 4,5 km/h. Uma eventual colisão pode causar uma acidente sério”, relata.

Segundo Battistella, a tendência é de proibir a circulação das patinetes em calçadas. Outras capitais tomaram essa decisão, baseadas na lei da mobilidade, que define que o pedestre sempre tem que ter prioridade.

A prefeitura deve ainda criar áreas específicas para estacionamento dos meios de transporte.

“Temos muita reclamação do abandono das bicicletas e patinetes atrapalhando a acessibilidade dos pedestres, cadeirantes e enfim. Gostaríamos de regulamentar para que isso não acontecesse, que tenham docas de estacionamento, um local”, completa.

Enquanto não há uma regulamentação vigente, a recomendação da Setran aos usuários de patinetes elétricos é andar devagar, principalmente sob a calçada, dando preferência aos pedestres. Nas vias é preciso tomar cuidado, principalmente em cruzamentos.

A circulação em canaletas é proibida.

Paraná lança campanha do “Maio Amarelo” para reduzir mortes no trânsito

A campanha Maio Amarelo foi lançada pelo governo do Paraná nesta quinta-feira (2), no auditório da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Com a presença do vice-governador Darci Piana, o tema deste ano é: “Maio Amarelo – no trânsito, o sentido é a vida” e pretende diminuir o número de acidentes no trânsito e preservar a vida.

Lançado em 2014, o mês da conscientização acontece em 27 país e 423 cidades diferentes a partir da “Década de Ações para segurança no Trânsito”, ação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mortes no trânsito em todo o mundo.

O Maio Amarelo no estado envolve o Comitê Trânsito Seguro, que reúne Detran-Paraná, Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran), Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), PRF, secretarias municipais de trânsito e o Observatório Nacional de Segurança Viária.

Vão ocorrer palestras, blitzes educativas e fiscalização em todos os municípios paranaenses, com atividades por áreas específicas – pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas. As ações se encerrarão com o 7.º Fórum de Mobilidade Urbana, nos dias 30 e 31, no Parque Barigui, em Curitiba.

DADOS

No Paraná, o número de acidentes de trânsito com morte caiu 8% em 2018 em relação ao mesmo período de 2017, passando de 2.547 para 2.338.

A preocupação maior é com os motos e bicicletas. Foram 680 mortes de motoqueiros em 2018, um número 3% maior que em 2017 (659). Já no caso os ciclistas, o número de óbitos cresceu de 98 para 144 entre os últimos anos, registrando um aumento de 47%.

Segundo os últimos dados levantados pelo Ministério da Saúde, em 2016, foram registradas 37.345 mortes por acidentes de trânsito. Já um estudo do Sistema Único de Saúde (SUS) aponta que cerca de 60% dos leitos hospitalares são ocupados por vítimas do trânsito.

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Serviço de compartilhamento de bikes e patinetes completa um mês em Curitiba

O sistema de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos da Yellow completou um mês em Curitiba nesta quinta-feira (21). Funcionando por aplicativo, o serviço já atua em 12 bairros da cidade: Centro, Centro Cívico, Ahu, Cabral, Juvevê, Alto da Glória, Hugo Lange, Alto da Rua XV, Batel, Seminário, Rebouças e Campina do Siqueira.

As alternativas de transporte foram lançadas no dia 22 de janeiro e foram como novidade para os curitibanos. Apesar da Yellow ter interesse de expandir para outras cidades do Paraná, o foco ainda vai sendo na capital paranaense.

Segundo o gerente de relações públicas da Yellow, Marcel Bely, a empresa vai tendo um balanço positivo até aqui e vai ganhando cada vez mais usuários, além da pretensão de ampliar sua área de atuação do patinete. No lançamento, a região do Centro Cívico era a única que abrangia o meio, mas hoje é possível ir até o bairro Batel. Já a bicicleta pode ser utilizada entre os bairros Ahú e Campina do Siqueira.

“Tivemos as duas primeiras semanas que surpreenderam positivamente. Estamos com uma operação saudável e estável na cidade. Também estamos felizes porque conseguimos aumentar a área do patinete elétrico. Já existe a expectativa de, nas próximas semanas, a área aumentar, fazendo a ligação do bairro Juvevê até o Parque Barigui”, declarou.

Os primeiros dias de atuação do serviço no Paraná foram marcados por episódios de bicicletas sendo furtadas e vandalizadas. De acordo com Bely, esse tipo de ocorrência já era previsto pela empresa e tem sido combatido com apoio das autoridades.

“Temos um time de segurança que trabalha 24 horas por dia, além de todos os equipamentos contarem com GPS, travas e alarmes. Temos tido uma parceria muito boa com a Guarda Municipal, que tem nos ajudado muito”, completou.

Concorrência

Apesar de estar em alta, a Yellow pode estar com os dias de tranquilidade contados. A superintendente de trânsito Rosangela Battistella admite que o serviço de compartilhamento de bikes e patinetes deve ter a chegada de novas empresas.

“Nós sabemos que outras empresas devem entrar a partir de fevereiro. E vamos fazer essa regulamentação da mesma forma como foram dos veículos de aplicativo, que tinha uma resistência no início e que hoje já está incorporado no dia a dia da cidade”, projetou.

Curitiba deve ganhar 200 km de estrutura cicloviária até 2025

Curitiba deve chegar a 408 km de estrutura cicloviária implantados até 2025. A ampliação em 200 km faz parte do Plano de Estrutura Cicloviária desenvolvido pela prefeitura e anunciado pelo prefeito Rafael Greca na reabertura dos trabalhos na Câmara Municipal, na segunda-feira (4).

“As novas estruturas cicloviárias têm como prioridade a intermodalidade, de forma a favorecer a integração da bicicleta à rede de transporte público e aos demais modais”, observa o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

A proposta da prefeitura para a primeira etapa do plano, com início neste ano, é ampliar em quase 14% a estrutura cicloviária da cidade. Serão mais 28,8 km integrados aos eixos de transporte da Avenida República Argentina e Rua Padre Anchieta a universidades e locais de grande fluxo de pessoas.

Com a realização da primeira etapa do plano, Curitiba chegará a um porcentual de 4,93% de vias urbanas destinadas à ciclomobilidade.

O número é bem próximo aos 5% preconizados pela legislação que determina a construção de ciclofaixas e ciclovias de maneira integrada ao transporte coletivo.

Hoje, a extensão da estrutura cicloviária implantada na cidade equivale a 4,34% da malha viária.

“Com o plano finalizado, nossa cidade passará a ter uma estrutura de vias para bicicletas correspondente a 8,5% do total dos 4,8 mil km da malha viária. Vamos superar o índice previsto na legislação promovendo a integração intermodal definida no plano de mobilidade da cidade”, observou Jamur.

Ilustração: IPPUC

Estarão neste traçado 9,5 km de ciclofaixas junto ao eixo Centro-Oeste de transporte, ligando a região central à Universidade Positivo e à UTFPR; 6 km de ciclofaixas da Praça do Japão à Fazendinha, pelo eixo da República Argentina; 1,4 km integrando a Praça do Japão ao Santa Quitéria, permitindo a ligação via 7 de setembro e Arthur Bernardes; 5,8 km de ciclovias na extensão da Linha Verde Norte, desde as proximidades da Avenida Victor Ferreira do Amaral até a estação Atuba; 3,5 km no trecho intercampi da UFPR, integrando as unidades de Agrárias e Comunicação, na região do Cabral, Juvevê e Hugo Lange; e 2,6 km na ligação Tarumã/Linha Verde, no entorno do empreendimento do Park Jóquei Shopping, completando os 28,8 quilômetros de estruturas cicloviárias previstas para 2019.

Intermodalidade

O novo terminal de transporte do Tatuquara, com obras já encaminhadas, terá bicicletário com 108 vagas e estrutura de vestiário para atender aos ciclistas. Nos terminais do Hauer e Campina do Siqueira, que serão reconstruídos, haverá mais 108 vagas em cada e estruturas de vestiários.

“A meta é estabelecer uma estrutura cicloviária lógica em função dos deslocamentos e da disponibilidade da rede integrada de transporte (RIT) promovendo o máximo de conexões possíveis, buscando qualidade e segurança, incluindo estruturas de apoio ao ciclista”, reforça Jamur.

O plano prevê um sistema integrado por laços de conexão (que ligam por meio de sinalização ou infraestrutura os setores não contemplados com estrutura cicloviária à estrutura existente mais próxima) favorecendo à intermodalidade ou multimodalidade de transporte.

Tipos de estrutura

Nas implantações estão previstos tipos diversos de estruturas cicloviárias, entre ciclovias, ciclofaixas, ciclofaixas sobre a calçada, vias compartilhadas, ciclorrotas e passeios compartilhados.

A classificação definida no plano está fundamentada conforme os parâmetros estabelecidos no Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503/97) e devidamente adaptadas às tipologias existentes no âmbito local.

Ciclovias são estruturas destinadas ao tráfego exclusivo de bicicletas, separadas fisicamente da faixa de rolamento dos automóveis e pedestres, através de desnível ou elemento de proteção, podendo ser unidirecional ou bidirecional.

Ciclofaixas são faixas de tráfego de bicicleta, implantadas no mesmo sentido da via, separadas da faixa de rolamento dos automóveis por pintura asfáltica e/ou tachões refletivos.

Ciclofaixas sobre as calçadas são faixas preferenciais de tráfego de bicicleta, implantadas no mesmo nível das calçadas, balizadas com sinalização horizontal localizada ao lado da faixa de passeio destinada aos pedestres.

Vias compartilhadas são faixas preferenciais para bicicletas, definidas por sinalização horizontal tracejada, localizada na borda direita das vias lentas do eixo estrutural, no mesmo sentido da via.

Ciclorrotas são percursos recomendados em vias de menor fluxo, indicados na via pública por sinalização horizontal, por onde os ciclistas dividem o espaço da via com o automóveis.

Passeios compartilhados são estruturas cicloviárias implantadas nas calçadas (passeio) junto ao espaço destinado aos pedestres.

Concitiba

Em desenvolvimento pelo Ippuc, o plano será apresentado ao Conselho da Cidade (Concitiba), na primeira reunião ordinária, prevista para a segunda semana de março.

O Plano de Estrutura Cicloviária faz parte do Plano Setorial de Mobilidade, que está em revisão e atualização pelo Ippuc. O Plano de Mobilidade vigente em Curitiba é de 2008. Previstos no Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001), os Planos Setoriais devem ser atualizados em consonância com o Plano Diretor.

Estrutura atual

Curitiba tem hoje 208,5 km de estrutura cicloviária, sendo: 100,8 km de calçadas compartilhadas (48,3% da rede total); 31,1km de ciclovias (14,9% em relação à rede total); 25,1 km de ciclofaixa sobre a calçada (12% do total); 19,6 km de ciclofaixa na via lenta (9,4% do total); 18,7 km de ciclofaixas (9% do

Projeto incentiva cadastro de bikes para aumentar a segurança de ciclistas

Paranaenses agora podem cadastrar suas bicicletas em uma plataforma digital que tem o objetivo de coibir furtos e roubos e ajudar na resolução desses casos.

No Governo Digital, plataforma que reúne serviços públicos disponíveis no estado, é possível cadastrar número de série, marca e cor, fotos da bike, entre outros dados.

A iniciativa faz parte do projeto Minha Bike Segura, lançado neste domingo (11), em Curitiba.

“Essa nova funcionalidade vai facilitar a localização e a resolução de casos de furtos de bicicleta em todo o Estado do Paraná”, disse a governadora Cida Borghetti na cerimônia de lançamento.

Nesse primeiro momento, a funcionalidade tem como objetivo formar um banco de dados com informações sobre as bicicletas. Em uma próxima etapa, a polícia terá acesso a essas informações, o que dará mais condições de encontrar uma bike roubada.

“A ideia do projeto é trazer mais segurança para quem pedala. Com o cadastro da bicicleta, a Delegacia de Furtos e Roubos pode consultar o banco de dados do Governo Digital e localizar o proprietário”, explicou o coordenador do programa, Marco Aurélio Barbosa.

A Delegacia de Furtos e Roubos, em Curitiba, atende diariamente ciclistas que tiveram seu veículo furtado ou roubado, afirmou o delegado-adjunto Emmanoel David.

“É muito difícil em uma investigação saber o destino dessa bicicleta. Com esse sistema, os policiais podem fazer essa verificação. Na abordagem dos receptadores, será possível confirmar pelo número de série se a bicicleta é ou não roubada”, explicou.

O objetivo é ampliar o programa, futuramente, para outros itens, como celulares.

Para fazer o cadastro, basta acessar o Governo Digital.

Para ter acesso aos serviços é necessário ter a Identidade Digital, disponível para quem fez recentemente uma coleta biométrica por meio da emissão de documentos como a Carteira Nacional de Habilitação ou a Carteira de Identidade.

Quem ainda não fez, pode procurar os postos e totens do Detran ou do Instituto de Identificação do Paraná para fazer o cadastro. Ainda assim, mesmo quem não cadastrou a biometria pode se conectar ao site para acessar as informações sobre os diversos serviços do governo estadual.

Notal fiscal de bicicleta com número de série vai a plenário

Da CMC

A Câmara Municipal vota, na sessão desta segunda-feira (4), projeto de lei que pretende comprovar a propriedade das bicicletas para, em caso de furtos e roubos, facilitar sua devolução aos donos, quando elas forem recuperadas pelos órgãos de segurança pública. De iniciativa dos vereadores Bruno Pessuti (PSD) e Goura (PDT), a proposição (005.00176.2017) poderá obrigar os estabelecimentos responsáveis pela comercialização de bicicletas a registrar o número de série do produto na via da nota fiscal entregue ao consumidor.

A ideia é que o documento sirva, “para todos os fins de direito”, como o comprovante formal de propriedade do produto. A justificativa é os roubos e furtos terem aumentado proporcionalmente ao crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte. “A polícia, ao efetuar buscas e apreensões, tem encontrado dificuldades em restituir as bicicletas a seus proprietários, pois não existe documento que comprove a aquisição e seu respectivo número de série. Essa restituição passa a ser feita com outras provas e dados que comprovem a propriedade, como fotos e características especiais, porém essa identificação nem sempre é possível”, argumentam os autores.

A justificativa completa que “é direito do consumidor ter acesso a informações claras e detalhadas dos produtos adquiridos”. Para os vereadores, “o número de série da bicicleta é único e funciona como uma forma de individualizar o bem”. “Este número consta no quadro, como se fosse um número de chassi. Os proprietários de bicicleta, através da nota fiscal com o número de série, poderão fazer constar tal informação no boletim de ocorrência”, acrescentam.

O estabelecimento infrator poderá ser multado em R$ 500 ou em R$ 1 mil, em caso de reincidência. Se o projeto for aprovado em plenário, em dois turnos de votação, e sancionado pelo prefeito, a norma entrará em vigor 30 dias após a publicação no Diário Oficial do Município.