André Laloni - BNDES - Ações - Banco do Brasil - Diretor

Diretor do BNDES se afasta após polêmica sobre venda de ações do BB

O diretor de investimentos do BNDES, André Laloni, pediu licença, sem prazo determinado, nesta sexta-feira (11).

A licença foi informada pelo presidente da instituição, Gustavo Montezano, em reunião da cúpula do banco. O diretor de Privatização, Leonardo Cabral, assumirá o lugar dele interinamente.

Laloni tentou colocar à venda ações do BB em posse do BNDES, mas o trâmite parou na burocracia do banco, que questionou o rito acelerado da venda.

O diretor afastou a superintendente Luciana Tito e gerou uma revolta dentro do banco.

Segundo colegas do banco, ele deixa a instituição após não conseguir levar adiante seus planos e acabou isolado.

Oficialmente, porém, o BNDES informa apenas que o executivo saiu de licença.

Luciano Huck - Presidenciável - Eleições 2022 - Candidato

Luciano Huck fala que empréstimo de avião foi ‘transparente’ e ‘pago até o fim’

O apresentador Luciano Huck diz que o empréstimo que fez junto ao BNDES para comprar um avião foi “transparente, pago até o fim, sem atraso”.

Na segunda, o banco divulgou uma lista de centenas de empresas que fizeram operações semelhantes. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, há uma semana, que ela seria publicada.

Por meio da empresa Brisair, empresa da qual é sócio junto com Angélica Huck, o apresentador pegou R$ 17,7 milhões com o BNDES em 2013 por meio do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos).

“A empresa Brisair, da qual sou sócio, comprou um avião produzido pela Embraer. Para tanto, fizemos um empréstimo transparente, pago até o fim, sem atraso. Tudo como manda a lei”, afirma Huck em texto enviado à reportagem.

“O BNDES/Finame é um tipo de financiamento bancário concebido para favorecer a indústria nacional, abrindo-lhe condições de competir em pé de igualdade com produtores estrangeiros. Milhares de operações financeiras como esta foram realizadas, com único objetivo de estimular a produção, a aquisição e a comercialização de bens, máquinas e equipamentos produzidos no Brasil”, segue o apresentador.

“A compra e o financiamento da aeronave foi feita por meio de um contrato absolutamente legal, sem vício, vantagem ou privilégio”, finaliza ele.

Gustavo Montezano é escolhido para assumir a presidência do BNDES

Gustavo Montezano será o novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em substituição ao economista Joaquim Levy.

A escolha foi do ministro da Economia, Paulo Guedes. Montezano já atua no governo federal. Ele ocupa o cargo de secretário especial adjunto da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento, do Ministério da Economia.

Ele é graduado em engenharia pelo IME (Instituto Militar de Engenharia) e mestre em economia pelo Ibmec-RJ.

Ele atuou no mercado financeiro. Foi sócio-diretor do BTG Pactual, responsável pela divisão de crédito corporativo e estruturados, em São Paulo.

Montezano vai suceder Levy, que pediu demissão neste domingo (17) após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que ele estava “com a cabeça a prêmio”.

CPI do BNDES ouvirá Levy como testemunha no dia 26 de junho

O ex-presidente do BNDES Joaquim Levy será ouvido pela CPI que investiga supostos desvios no banco na próxima semana, no dia 26 de junho.

Levy pediu demissão neste domingo (16), depois de ser publicamente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, que disse que ele estava “com a cabeça a prêmio”.

O requerimento de convocação do então presidente havia sido aprovado na comissão em abril, mas a data da audiência foi definida apenas nesta segunda-feira (17).

A CPI do BNDES, presidida por Vanderlei Macris (PSDB-SP), investiga possíveis desvios no banco entre os anos de 2003 e 2015.

O ex-presidente do banco, que foi ministro de Dilma Rousseff, será ouvido pelos deputados na condição de testemunha.

Rodrigo Maia - Paulo Guedes - Orçamento - renúncias fiscais

Demissão de Joaquim Levy foi covardia sem precedentes de Guedes, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou nesta segunda-feira (17) a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) e do diretor de Mercado de Capitais do banco, Marcos Barbosa Pinto.

“Acho que é uma covardia sem precedentes [a demissão de Levy]. Não digo que do presidente, mas de quem nomeou, o ministro que deveria garantir equilíbrio nessas relações [entre a equipe econômica e Bolsonaro]”, afirmou em evento sobre a reforma da Previdência em São Paulo.

“Esse advogado que foi demitido do BNDES [Barbosa Pinto] é um dos caras que mais entende de política social no Brasil. Trabalhava com o Armínio [Fraga], estive com ele algumas vezes. É uma pena o Brasil ter perdido dois quadros da qualidade de Joaquim Levy e do Marcos Pinto da forma que eles foram retirados”, disse.

Maia disse que a reforma da Previdência deverá ser aprovada em comissão na Câmara no dia 26. No dia seguinte, afirmou que pretende instalar uma nova comissão para analisar o texto base da reforma tributária. Ele elogiou a proposta elaborada pelo tributarista Bernard Appy.

Sobre a recente fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que criticou as mudanças propostas pelo relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), Maia diz que a crise pode favorecer a tramitação do texto.

“As crises que a gente vive, como a de sexta, fortalecem o comprometimento da Câmara. Acho que ajudam os governadores do Nordeste a vir para o processo. Se a proposta não é mais do Paulo Guedes, é do Congresso, facilita os partidos de esquerda a discutir o projeto com a gente”, afirmou.

“Talvez tenha sido um bom passo, talvez ele não tenha pensado desse jeito, mas tenha sido uma boa crise. Amanhã vou a Fortaleza para me reunir com alguns governadores do Nordeste e vamos tentar um comprometimento dos governadores para reintroduzir estados e municípios na reforma.”

samuel moreira reforma

Desvio de dinheiro do BNDES para bancar Previdência é alvo de críticas

A proposta de desviar recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para cobrir despesas com aposentadorias e pensões está entre os pontos mais polêmicos do relatório apresentado nesta quinta-feira (13) pelo relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB).

Atualmente, a Constituição determina que 40% dos recursos do FAT devem ser direcionados ao BNDES. O relator acatou emenda do deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), que propõe o redirecionamento dos recursos, “que deixariam de ser destinados ao financiamento de programas de desenvolvimento econômico”.

Projetos de longo prazo no país, como os ligados, por exemplo, a ferrovias, serão diretamente prejudicados pela mudança, diz Venilton Tadini, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

“A mudança é um equívoco pavoroso, parte do pressuposto de que o BNDES é pouco utilizado, mas isso acontece hoje porque o investimento em infraestrutura está baixo.”

“Em uma eventual retomada econômica, haverá escassez de financiamento. Reduzir mais ainda o orçamento do banco é uma temeridade.”

Felipe Salto, diretor da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado, afirma que a desidratação daquilo que importa, que são as mudanças das regras previdenciárias, foi alta. Ele critica a tentativa de recompor essa economia perdida com medidas de aumento de receitas de outras fontes.

“Questões como o FAT nada têm que ver com a Previdência. É retirar o financiamento do investimento, o pouco que existe, para pagar despesa corrente”, afirm.

CAPITALIZAÇÃO

A retirada da proposta de capitalização da reforma da Previdência, umas das principais novidades em relação ao texto apresentado pelo governo anterior, é outro tema polêmico gerado pelo relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB).

Luís Eduardo Afonso, professor da USP especialista em Previdência, afirma que o Brasil perdeu a oportunidade de discutir a adoção de um regime de capitalização como um dos pilares da Previdência.

“O modelo que o governo estava colocando era radical, com custo muito alto e questões como cobertura e exclusão que não estavam bem equacionadas, mas não me parece que a retirada pura e simples seja a melhor estratégia”, afirma o especialista.

“O regime de capitalização gera poupança interna e ajuda a fomentar o investimento. Seria mais adequado aperfeiçoar a proposta e avançar na discussão de um modelo. É uma discussão importante e válida para o longo prazo.”

O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Wellington Leonardo da Silva, avalia como positiva a retirada desse ponto da proposta em discussão.

“De 30 países que fizeram a privatização do sistema de Previdência pública, 18 já revisaram total ou parcialmente as suas posições. O Chile é o exemplo emblemático”, diz.

Ele cita ainda os casos de Peru, Argentina, Colômbia, Hungria, Polônia e Rússia como exemplos.

“Seria a destruição da Previdência pública no país.”

Francisco Olivieri, mestre em administração estratégica e superintendente-geral do Instituto Mauá de Tecnologia, também tem a avaliação de que o regime de capitalização dificilmente funcionaria no Brasil.

“No Chile, não deu certo. Em um país como o nosso, seria difícil de colocar em prática, pois o brasileiro já não tem o costume de poupar. E quem não tem emprego não tem como arranjar o dinheiro para capitalizar.”

Para Olivieri, a expectativa é que o texto seja alterado ainda nas votações na comissão especial e nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, o que deve reduzir a economia prevista de cerca de R$ 1 bilhão.

“Como essa reforma não vai ser suficiente [para equilibrar o sistema], em alguns anos vamos ter de voltar a discutir isso]”, afirma.

STF diz que executivo da J&F pode ficar calado em CPI do BNDES

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu assegurar ao advogado Francisco de Assis e Silva, executivo da holding J&F, o direito de permanecer em silêncio na CPI que apura eventuais desvios ocorridos no BNDES.

Afirmou também em seu despacho que Assis não pode ser preso nem sofrer qualquer restrição caso opte por ficar calado durante a sessão da comissão.

O advogado deve depor na terça-feira (28).

O ministro estendeu a ele o benefício que já havia concedido a Lytha Spíndola, ex-secretária da Câmara de Comércio Exterior, que também foi convocada para depor.

De acordo com Celso de Mello, a jurisprudência do STF garante o exercício do direito de silêncio “em favor de quem é convocado a comparecer perante Comissões Parlamentares de Inquérito, seja na condição de investigado [como é o caso de Assis], seja na de testemunha”.

Citando decisões anteriores no mesmo sentido, ele reafirma que “o privilégio contra a auto-incriminação traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que, na condição de testemunha, de indiciado ou de réu, deva prestar depoimento perante órgãos do poder Legislativo, do poder Executivo ou do poder Judiciário”.

O direito ao silêncio, reafirma ainda o magistrado, é um “poder jurídico reconhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas respostas possam incriminá-la” e impede “que aquele que o invocou venha a ser preso, ou ameaçado de prisão, pelos agentes ou pelas autoridades do Estado”.

Empréstimo prometido por Bolsonaro a caminhoneiros sai semana que vem, diz BNDES

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) prevê a abertura na próxima semana do programa de empréstimos a caminhoneiros prometido pelo governo Jair Bolsonaro há um mês, como esforço para evitar nova paralisação da categoria.

O banco separou R$ 500 milhões para o programa, mas o valor pode dobrar se houver demanda, disse nesta terça (14) o presidente da instituição, Joaquim Levy. “Pode chegar a R$ 1 bilhão sem a menor dificuldade”, afirmou o executivo.

O programa prevê empréstimos de R$ 30 mil para manutenção de caminhões e foca em motoristas autônomos que têm, no máximo, dois veículos e em cooperativas. Os empréstimos serão concedidos por bancos privados parceiros do BNDES.

Levy disse que já recebeu autorização do Ministério da Fazenda para dar início ao programa e se reunirá esta semana com os bancos parceiros para discutir detalhes sobre a operação. O modelo já havia sido pré-aprovado em reuniões prévias da diretoria do BNDES.

“A ideia é dar condições, em um momento de desafio do setor, de que o caminhoneiro tenha recurso para preservar o capital dele”, disse o presidente do BNDES. “Como todo banqueiro, quero que o ativo que eu emprestei tenha o máximo rendimento e mantenha o seu valor.”

A concessão de financiamentos para a compra de caminhões durante governos petistas é apontada por especialistas como uma das causas da crise atual, ao ampliar a oferta de transporte em um período de demanda em baixa.

O financiamento para a manutenção de caminhões foi anunciado no dia 16 de abril, logo após recuo da Petrobras em reajuste de 5,7% no preço do diesel depois de um telefonema do presidente Jair Bolsonaro ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Levy disse que bancos parceiros do BNDES já concederam R$ 509 milhões em empréstimos para a compra de tratores e máquinas agrícolas, prometidos pela ministra do Meio Ambiente Tereza Cristina Dias também no mês passado.

“Os recursos foram embora rápido como pãezinhos quentes”, brincou Levy. O banco John Deere, ligado a fabricante de mesmo nome, foi o que mais emprestou recursos: R$ 151 milhões, ou 28,5% do total.

Desembolsos do BNDES crescem 30% entre janeiro e março e somam R$ 14,5 bilhões

 

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cresceram 30% nos três primeiros meses de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. No trimestre, as liberações do Banco atingiram R$ 14,48 bilhões. 

As aprovações de novos financiamentos pelo BNDES entre janeiro e março desse ano, por sua vez, totalizaram R$ 9,9 bilhões (redução de 38% em comparação com o mesmo período de 2018), e as consultas, R$ 8,34 bilhões (redução de 41% frente aos três primeiros meses do ano passado).
O setor de infraestrutura foi o destaque entre os desembolsos, tendo recebido R$ 6,96 bilhões, ou 48,1% dos recursos totais. A seguir, ficaram os setores de agropecuária, com R$ 3,54 bilhões (24,4% do total); indústria, com R$ 2,59 bilhões (17,9%); e comércio e serviços, com R$ 1,39 bilhão (9,6%). 
Frente ao primeiro trimestre do ano passado, as liberações para esses segmentos variaram 71%, 30%, 51% e -48%, respectivamente. O crescimento no crédito para infraestrutura foi puxado pelos setores de energia elétrica e transportes.
MPMEs 
Entre janeiro e março, as micro, pequenas e médias empresas (MPME) receberam R$ 6,25 bilhões em desembolsos do BNDES, montante que equivale a 43,2% das liberações do Banco e corresponde a um crescimento de 3% frente ao mesmo período de 2018.     No segmento, merecem destaque as pequenas e médias empresas, que receberam R$ 2,05 bilhões (14,1% dos desembolsos) e R$ 3,1 bilhões (21,4%), respectivamente. Para as pequenas empresas, as liberações cresceram 20% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
Já as grandes empresas foram destino de R$ 8,23 bilhões, o que corresponde a 56,8% das liberações totais. No período, os desembolsos para o segmento cresceram 61%.
Regiões
No trimestre, a região Sudeste recebeu R$ 4,39 bilhões em desembolsos (30,3% do total liberado), com uma variação de 2% em comparação com os três primeiros meses de 2018. A região Sul ficou com R$ 4,13 bilhões em liberações (28,5% do total), com um crescimento de 45% frente ao ano passado.
Na sequência, está o Nordeste, com R$ 3,29 bilhões (22,7% do total desembolsado) e um crescimento de 63%, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,6 bilhão (11,2% do total) e uma variação negativa de 3%, e pelo Norte, com R$ 1,05 bilhão em liberações (7,2% do total) e um crescimento de 225% em comparação com o mesmo período de 2018.
Mercado de capitais
No primeiro trimestre de 2019, o BNDES integralizou um total de R$ 62 milhões em 15 operações para Fundos de Investimento em Participação e Projetos (FIP) e R$ 22 milhões para um fundo de crédito, o Vinci Energia Sustentável FIDC.
O Boletim de Desempenho do BNDES está disponível no site do Banco, em www.bndes.gov.br/desempenho 

BNDES registrou lucro líquido de R$ 6,7 bilhões em 2018

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 6,711 bilhões em 2018, um resultado 8,5% maior que o de 2017. O presidente do banco, Joaquim Levy, destacou o papel do resultado com participações societárias do BNDES, que subiu de R$ 5,1 bilhões em 2017 para R$ 9,9 bilhões em 2018.

“Os resultados de 2018 apontam para duas tendências: de um lado, tem o decorrente da carteira de empréstimo, com uma dinâmica menos intensa, e do outro, é a parte da carteira de participações acionárias e societárias, que tem sido mais intensa tanto pela realização de valores quanto pelo próprio dinamismo da carteira, especialmente na segunda metade do ano”.

O resultado positivo dessas participações se deve em parte ao lucro com vendas de ações, que aumentou de R$ 3,6 bilhões para R$ 6,1 bilhões. Nesse valor, destacam-se os lucros nas vendas de participações na Petrobras, com R$ 2,2 bilhões, e na Vale, com R$ 2,6 bilhões. Ainda que tenha reduzido sua participação, o BNDES também ganhou com a valorização de sua fatia remanescente nessas duas companhias, sendo R$ R$ 1,3 bilhão com a Petrobras e R$ 790 milhões com a Vale.

Apesar desse resultado, Joaquim Levy afirmou que as variações das participações societárias dão maior volatilidade ao capital do banco. “Elas nos dão grandes alegrias, mas são uma fonte de volatilidade. Estamos tentando encontrar ativos para o BNDESpar que diminuam a volatilidade e que tenham maior valor adicionado”, disse ele, que afirmou que o banco vai buscar maior atuação na área de infraestrutura.

Em 2018, a carteira de empréstimos do BNDES passou de R$ 560 bilhões em dezembro de 2017 para R$ 520 bilhões em dezembro de 2018, refletindo a redução de investimentos na economia e o amadurecimento da carteira de crédito, segundo avaliação do banco.

As despesas do BNDES com provisões para risco de crédito somaram R$ 5,9 bilhões, sendo R$ 2,236 bilhões para empréstimos com o Governo da Venezuela e R$ 2,183 bilhões para empréstimos com  o Governo de Cuba. Já as demais provisões somam R$ 1,479 bilhão.

O balanço também informa que as despesas administrativas e de pessoal se mantiveram em torno de R$ 2,2 bilhões. Houve queda na participação dos lucros dos servidores do banco, de cerca de 74%. A razão dessa redução foi o aumento da parcela de lucro do banco que veio de lucros não recorrentes, como as participações societárias.

Em 2018, houve aumento de 62% no volume de tributos pagos pelo BNDES sobre o lucro líquido. No ano passado, o banco pagou R$ 5,2 bilhões em impostos.