Começam as novas regras para trânsito de bovinos e búfalos no Paraná

Começam, nesta segunda-feira (6), as novas regras para o trânsito de animais vacinados contra febre aftosa provenientes de zona livre da doença com vacinação no Paraná. Elas obedecem à uma instrução normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publicada em 30 de dezembro, como mais um passo para a declaração internacional do Paraná como livre da febre aftosa sem vacinação.

Como parte do protocolo de conquista do status internacional, o Estado já foi dispensado da vacinação, que normalmente ocorria em novembro. Também por determinação do Ministério da Agricultura foi proibida a manutenção e uso de vacina no território paranaense.

NOVAS REGRAS

A Instrução Normativa determina a proibição de ingresso e incorporação de animais vacinados contra a febre aftosa no Estado do Paraná. A exceção é para a entrada de animais (bois e búfalos) destinados a abate. Eles devem estar necessariamente em veículo lacrado e ter como destino abatedouro com inspeção oficial. 

Caso se destinem à exportação, os animais deverão ser encaminhados diretamente para estabelecimento de pré-embarque autorizado pelo Serviço Veterinário Oficial. Se o animal é vacinado e tem como destino outra unidade da Federação, ele poderá transitar pelo Paraná desde que sejam obedecidas as rotas previamente estabelecidas pelo Serviço Veterinário Oficial.  

Pelas regras, ficam autorizados a entrar no Estado cargas compostas por: carne fresca, miúdos in natura, vísceras e produtos cárneos de suínos e ruminantes, exceto os obtidos da região da cabeça, incluindo faringe, língua e os linfonodos.

Também há permissão para leite cru destinado ao beneficiamento em indústria integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), couro salgado, couro piquelado ou curtido, cascos, chifres e pelos, além de material genético.

*Com informações da AEN*

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Equador abre mercado para importação de bovinos vivos do Brasil

O Equador autorizou, na última quarta-feira (11), a importação de bovinos vivos do Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), as autoridades equatorianas aceitaram o Certificado Zoosanitário Internacional proposto pelos brasileiros. A negociação começou em 2014, segundo a pasta.

Em 2018, o Brasil exportou US$ 535 milhões em bovinos vivos, para todos os continentes, além de US$ 6,5 bilhões em carne bovina.

Conforme o Mapa, a exportação de animais vivos diversifica a pauta exportadora brasileira e oferece uma alternativa para os produtores rurais de todo o país.

“O avanço do Brasil no mercado de bovinos vivos é um testemunho do alto padrão genético e da qualidade dos animais brasileiros e um reconhecimento da confiança internacional na defesa agropecuária brasileira”, afirmou o Ministério em nota.

Paraná avança para obter status livre de aftosa sem vacinação

O Paraná caminha para conquistar o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino foi em maio, em animais de 0 a 24 meses. O índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos.

A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chancele o novo status paranaense em maio de 2021.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, essa medida representará possibilidades de ganho para os pecuaristas e para o Estado. “Não há mais motivo para os produtores continuarem a gastar dinheiro com a compra de vacinas se não há mais a doença”, afirmou. Estima-se que os produtores paranaenses deixem de gastar cerca de R$ 30 milhões nesse serviço.

O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal.

Ortigara reforçou também que o status a ser concedido pela OIE possibilitará que o Estado amplie o comércio mundial de carnes, acessando mercados que têm restrições ao rebanho vacinado. “Muitas cooperativas e indústrias estão prontas para destravar investimentos de expansão em suas plantas, caso tenham condições de acessar mercados mais disputados e que pagam mais pelas carnes bovina e suína”, disse o secretário.

Outro benefício, diz o secretário, é a segregação do Paraná em relação ao grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação. Com esse isolamento, o Estado não será prejudicado se, eventualmente, aparecer doença em uma localidade distante milhares de quilômetros do Paraná.