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Petrobras e Bolívia negociam mudança na fórmula de preço do gás

A Petrobras e a estatal boliviana YPFB assinaram na sexta (27) acordo de transição para manter importações de gás boliviano enquanto negociam um adendo ao contrato atual, que vence nesta terça (31).

O acordo garante o envio ao Brasil de 19,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia até 10 de março, quando está prevista a assinatura de adendo ao contrato com novos cronogramas de entrega.

Nesse período, as duas partes negociarão ainda uma mudança na fórmula de indexação do gás, para alinhar os preços às cotações internacionais do combustível.

O contrato original, que levou à construção do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), previa a entrega de até 30 milhões de metros cúbicos por dia durante 20 anos.

Como consumiu menos do que o contratado em 1999, a Petrobras tem um saldo de 29,1 bilhões de metros cúbicos a importar. Deste total, 1,1 bilhão já foram pagos mas não consumidos.

Segundo a YPFB, a Petrobras pagará durante o período de transição para importar até 19,25 milhões de metros cúbicos por dia. Compras adicionais serão descontadas do volume já pago.

Até 10 de março, as partes negociarão um cronograma de entrega dos volumes restantes em até quatro anos. A YPFB espera vender à estatal brasileira uma média de 20 milhões de metros cúbicos por dia.

Em nota divulgada nesta segunda (30), a Petrobras diz que, durante o período de transição, as partes “darão continuidade ao processo de negociação com o objetivo de alterar determinadas condições comerciais, alinhadas ao processo de abertura do mercado brasileiro de gás natural e ao novo contexto do mercado boliviano”.

A companhia não deu maiores detalhes. Em entrevista há duas semanas, o ministro boliviano Victor Hugo Zamora disse que a fórmula de indexação do contrato deve mudar, deixando de seguir cotações de uma cesta de óleos para se alinhar ao preço do gás no mundo.

Na avaliação de especialistas, a mudança tem o objetivo de melhorar a competitividade do gás boliviano em um cenário de crescimento do comércio do combustível em navios e podem representar redução no valor da commodity.

Um técnico da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) faz manutenção em linhas de alta pressão de ás natural. Ele está agachado entre os canos, vestindo um capacete branco e óculos de sol.

O sócio-diretor da consultoria Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto, diz que há hoje uma convergência entre os preços do gás nos principais mercados à cotação americana conhecida como Henry Hub e que, com a mudança, o gás boliviano deve passar a ter comportamento mais próximo a essas cotações.

“Não necessariamente significa queda de preços, mas pelo menos garante uma flutuação mais parecida [com as cotações internacionais]”, afirma, frisando que o preço de partida do futuro contrato ainda não é conhecido.

Com outras fontes de importação e aumento da produção nacional, a Bolívia enviou ao Brasil uma média de 16,9 milhões de metros cúbicos por dia até outubro, 23,1% a menos do que a média de 2018.

É o menor volume pelo menos desde 2005, quando o MME (Ministério de Minas e Energia) passou a publicar boletim sobre o tema.

Por outro lado, a importação de gás natural por navios cresceu 32,2% este ano, para 9,15 milhões de metros cúbicos por dia.

A Bolívia quer negociar a capacidade adicional do Gasbol com importadores privados no Brasil. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) já tem uma chamada pública de interessados.

O processo chegou a ser suspenso a pedido do Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico), diante do risco de a estatal ocupar totalmente o gasoduto nos próximos anos, mas foi retomado na semana passada.

Na primeira chamada, 18 empresas demonstraram interesse, entre produtores de gás e grandes consumidores do combustível.

Agora, a Petrobras terá de renunciar a parte da capacidade para que o processo seja concluído. Tanto a chamada pública quanto as negociações da Petrobras foram prejudicadas pela instabilidade política na Bolívia, que culminou com a renúncia do ex-presidente Evo Morales.

A quebra do controle estatal no fornecimento de gás natural é um dos pilares do programa Novo Mercado de Gás, apresentado pelo Ministério da Economia com o objetivo de reduzir o preço do combustível.

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Número de mortos chega a oito em protestos na Bolívia

Autoridades da Bolívia confirmaram a morte de oito pessoas nos protestos ocorridos ontem (15) em Cochabamba, região central do país, após repressão da polícia e das Forças Armadas contra uma marcha de apoiadores do ex-presidente Evo Morales, que renunciou ao cargo no último domingo (10).

O representante da Defensoria do Povo da Bolívia em Cochabamba, Nelson Cox, afirmou à rede CNN que outras 125 pessoas ficaram feridas e 110 manifestantes foram detidos durante a manifestação, considerada a mais violenta até agora desde a renúncia e saída de Morales do país.

O agora ex-presidente está asilado no México desde terça-feira (12). O comando do país foi assumido pela senadora de oposição Jeanine Áñez, do partido Unidad Demócrata, que declarou-se presidente da Bolívia. Ela removeu a cúpula militar e prometeu eleições “no menor tempo possível”.

VIOLÊNCIA

Segundo a polícia, os manifestantes estavam portando armas de fogo e objetos contundentes, além de atirarem coquetéis molotov contra as forças de segurança, o que também teria resultado em vários feridos entre policiais e soldados.

A repressão da marcha começou sobre uma ponte que une o municípios de Sacaba e Cochabamba, quando um grupo de cerca de 400 agricultores tentava chegar ao centro da cidade. Militares e policiais tentaram impedir a passagem dos manifestantes, mas não houve acordo entre as partes, desatando os distúrbios.

Evo Morales chega ao México e diz que o país salvou sua vida

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou ao México por volta das 11h na hora local (14h em Brasília).

“O governo mexicano salvou minha vida”, disse Evo, em um breve pronunciamento ao chegar ao México. Ele estava ao lado do ex-vice-presidente Álvaro García Linera, que também renunciou.

Evo voltou a dizer que seu erro é ser indígena e ter implementado programas sociais. “Só haverá paz quando houver justiça social”, disse.

Ele havia decolado às 5h (hora de Brasília) de Assunção, no Paraguai. A rota teve de desviar de países como o Peru e Equador, que não autorizaram a passagem da aeronave.

O jato que o buscou pertence à Força Aérea Mexicana. Segundo o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, a tripulação trabalhou mais de 24 horas seguidas para resgatar Evo.

O ex-presidente renunciou no domingo (10), após pressão das forças armadas.

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Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Com a escalada de manifestações na Bolívia, Evo Morales renunciou neste domingo (10) à presidência da Bolívia. O anúncio foi feito por meio de um pronunciamento na televisão, em rede nacional. Morales cede à pressão dos militares, que pediam a renúncia do presidente após a série de manifestações que denunciavam fraudes nas eleições de 20 de outubro.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou novas eleições neste domingo (10), com a renovação do órgão eleitoral, e pediu que “se reduza toda a tensão” no país, após três semanas de enfrentamentos violentos que causaram três mortes e deixaram mais de 300 feridos nas principais cidades do país.

A tensão aumentou ao longo do dia, com a oposição insistindo que Evo renunciasse. O comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, fez um pronunciamento na televisão à tarde, em que “sugere que Evo Morales renuncie a seu mandato”, para pacificar as ruas.

O anúncio do novo pleito foi feito pelo mandatário na manhã do domingo, depois que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, pediu a anulação das eleições na Bolívia, após auditoria realizada na apuração dos votos. Almagro instou o governo de Morales a convocar novas eleições.

Ao aceitar a auditoria da OEA, Morales tinha se comprometido a respeitar as conclusões desta análise. O presidente, porém, não mencionou o parecer da OEA em sua fala. Disse que tomou a decisão depois de consultar a COB (Central Trabalhista da Bolívia) e os “distintos setores do campo e da cidade”.

A tensão na Bolívia vem escalando por conta de enfrentamentos entre apoiadores e críticos de Morales, que o acusam de fraude. Nos últimos dias, houve levantes de policiais e militares que se recusaram a tomar ações de repressão contra opositores, enquanto Morales acusou uma “tentativa de golpe de Estado”.

Os resultados da auditoria da OEA seriam divulgados apenas em 13 de novembro, mas foram adiantados “por conta da gravidade das denúncias”, disse Almagro em um comunicado em que pede que a eleição do último dia 20 de outubro “seja anulada e que o processo eleitoral comece novamente”.

A OEA também afirma no documento que o governo deve marcar o novo pleito “assim que existam novas condições que deem garantias de sua realização, entre elas uma nova composição do órgão eleitoral”.

A Bolívia vive um agravamento da tensão nas ruas por conta dos resultados contraditórios divulgados após as eleições do último dia 20 de outubro.

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Bolsonaro critica Evo Morales e diz que maiores incêndios na Amazônia ocorrem na Bolívia

Interrompendo uma relação até então marcada por elogios, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticou nesta sexta-feira (6) o presidente da Bolívia, Evo Morales, e disse que é no país vizinho onde estão ocorrendo os maiores incêndios florestais.

“Agora há pouco, na conferência de Leticia [cidade na Colômbia onde ocorre uma cúpula sobre preservação na Amazônia] vi que tinha um ali [presidente] que não estava muito a favor das propostas dos demais. Parece que não estava integrado a nós”, disse Bolsonaro, referindo-se a Morales, embora sem citá-lo nominalmente.

“Ele disse que o capitalismo está destruindo a Amazônia. Como se no país dele não tivesse ocorrido as maiores queimadas”, complementou o presidente.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante um ato de lançamento, pelo Ministério da Educação, de uma carteira de identidade estudantil gratuita.

Minutos antes, Bolsonaro fez um rápido pronunciamento por videoconferência na reunião em Leticia. Bolsonaro não viajou à Colômbia por recomendações médicas, já que deve se submeter a uma nova cirurgia neste fim de semana.

Além de Morales, participaram do encontro os presidentes de Colômbia (Iván Duque), Peru (Martín Vizcarra) e Equador (Lenín Moreno). Também estiveram presentes autoridades da Guiana e do Suriname.

A cúpula foi convocada por Duque e Vizcarra para coordenar uma respostas dos países que têm selva amazônica em seus territórios frente à onda de queimadas florestais na região.
Brasil e Bolívia são os mais afetados pelas chamas.

Foram dois os pontos da intervenção de Morales na cúpula -que antecedeu a do presidente brasileiro- que irritaram Bolsonaro.

O boliviano de fato disse que o capitalismo era responsável pela destruição do meio ambiente, num contexto de crítica ao consumismo.

Em outro momento, Morales se queixou da ausência do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Embora a Venezuela seja membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, Maduro não foi convidado à cúpula por não ser reconhecido como presidente por quase todos os países presentes, entre eles Brasil, Colômbia e Peru.

Morales disse que questões ideológicas não deveriam interferir num esforço de cooperação para preservação ambiental, o que motivou novos ataques de Bolsonaro na cerimônia de lançamento da carteira de identidade estudantil.

“Esse presidente saudando o socialismo e dizendo que faltava um presidente ali [Maduro], que eu vetei. Um presidente que estava maduro demais, por isso que eu vetei”, queixou-se Bolsonaro.
A investida de Bolsonaro contra Morales destoa do história da relação entre os dois, que até então era marcada por afagos do brasileiro ao boliviano.

Bolsonaro já elogiou Morales pela rápida devolução por parte das autoridades de La Paz do terrorista italiano Cesare Battisti. Além do mais, o brasileiro saudou o fato de o presidente do país vizinho não ter participado de uma reunião do Foro de São Paulo, grupo que reúne os principais partidos de esquerda na América Latina.

Apesar das trocas de afagos, o presidente boliviano criticou recentemente, em entrevista à Folha de S.Paulo, a política de armas do governo Bolsonaro e disse que jamais adotaria políticas semelhantes em seu país.

A fala de Bolsonaro transmitida por videoconferência na cúpula de Leticia foi rápida e fugiu do tom comedido adotado pelos demais mandatários.

O presidente se queixou no vídeo do que chamou de “indústria de demarcação de terras indígenas” no Brasil.

“No Brasil isso aconteceu há 30 anos, o que chamamos indústria de demarcações de terras indígenas, sobretudo na região amazônica. [Feita por] governos de esquerda no Brasil, socialistas, que não acreditavam no capitalismo na propriedade privada. Hoje temos sim a nossa região ameaçada”, declarou o presidente.

Em sua fala, Bolsonaro disse que “ainda está em jogo” um plano para “tornar a Amazônia um patrimônio mundial”. O brasileiro se referiu às declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que na cúpula do G7 defendeu que se discutisse um estatuto internacional para a floresta.

“A questão das queimadas é quase que uma cultura em muitas regiões do Brasil e também nos países de vocês”, disse o presidente brasileiro na transmissão.

“As queimadas estão abaixo da médias dos últimos anos. Logicamente devemos evitá-las, mas esse furor internacional nada mais serve, a não ser para que Macron atacasse o Brasil e colocasse em risco a nossa soberania. Por mais uma vez ele disse que a soberania [da Amazônia] estava em aberta. Entendo que recado semelhante foi dado aos países de vocês”, acrescentou o mandatário.

Com pouco público, Venezuela vence a Bolívia e garante vaga nas quartas

A Venezuela venceu a Bolívia, por 3 a 1, na tarde deste sábado (22), no Mineirão, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa América. Os gols foram anotados por Machís (duas vezes) e Josef Martínez, enquanto os bolivianos fizeram com Justiniano.

Inspirados, mesmo diante do pouco público (apenas 11.746 pessoas estavam no estádio) os venezuelanos passearam em campo e não deixaram a Bolívia crescer.

Com cinco pontos, a Venezuela está classificada em segundo lugar no Grupo A. A equipe enfrenta o segundo colocado do grupo B, na próxima sexta-feira (28), às 16h, no Maracanã. Os venezuelanos podem enfrentar Paraguai, Argentina ou Catar. Já a Bolívia, sem nenhum ponto somado, se despede da Copa América.

O JOGO

O jogo foi bastante agitado, com chance para ambos os lados. A Venezuela foi mais fulminante e não demorou muito para movimentar o placar. Logo a um minuto de partida, Machís recebeu o cruzamento e mandou para o fundo das redes.

A Bolívia não se abateu e teve duas grandes oportunidades na primeira etapa. Aos sete, com Arano e, aos 38, com Raúl Castro. Ambos acertaram a trave para os bolivianos.

Mas a Venezuela buscava mais e, aos 44, reagiu com Savarino, que teve o chute defendido por Lampe.

Na volta do intervalo, a Bolívia retornou firme e arriscou com Arano logo aos dois minutos. Mas Fariñez defendeu.

Só que aos nove, a Venezuela tirou um pouco da pressão boliviana ao ampliar o placar. Machís recebeu a bola na esquerda, invadiu a grande área, cortou e mandou um golaço no cantinho superior.

O jogo seguiu lá e cá. Com a vantagem no placar, a Venezuela ia mantendo a posse de bola. Já a Bolívia não se deixava desanimar e diminuiu a diferença aos 36. Após uma bonita troca de passes, Justiniano ficou com a bola e mandou de primeira no cantinho de Fariñez.

Mas a tarde era mesmo venezuelana. Aos 41, Soteldo recebeu a bola na linha de fundo, passou pela marcação e cruzou. Josef Martínez, atento ao lance, cabeceou e correu para comemorar o 3 a 1.

Guerrero marca e Peru vence Bolívia na abertura da 2.ª rodada da Copa América

De virada, o Peru venceu a Bolívia por 3 a 1 nesta terça-feira (18) e conquistou seu primeiro triunfo na Copa América 2019. De quebra, os peruanos conquistam a liderança provisória do Grupo A, enquanto os bolivianos ficam em situação complicada para se classificar às oitavas de final do torneio.

17.550 pagantes acompanharam o duelo no Maracanã.

OS GOLS

Peru
Farfán cabeceou com estilo para superar o goleiro Lampe. Foto: Divulgação Twitter / Seleção Peruana

Os bolivianos saíram na frente do marcador com o gol do atacante Marcelo Moreno, em cobrança de pênalti marcado com a assistência do árbitro de vídeo (VAR).

Entretanto, Paolo Guerrero acabou sendo o nome do jogo: anotou um golaço no final do primeiro tempo. O capitão da equipe deu uma meia-lua no goleiro Lampe antes de igualar. Já são 12 gols de Guerrero em Copas Américas.

Na etapa final, ele cruzou para o meia Farfán marcar, de cabeça, o segundo gol peruano e virar o placar.

Nos acréscimos do segundo tempo, Flores aproveitou o passe de Farfán e definiu o marcador.

CLASSIFICAÇÃO

O resultado faz o Peru chegar aos quatro pontos e ficar na liderança do Grupo A ao lado do Brasil, enquanto a Bolívia acumula o segundo revés seguido e fica na lanterna da chave.

Guerrero_Peru
Foto: Divulgação Twitter / Seleção Peruana

Na última rodada, o Peru vai encarar o Brasil para tentar garantir uma vaga nas quartas de final. O duelo está marcado para o próximo sábado (22), às 16h, no Itaquerão, em São Paulo.

No mesmo dia e horário, a Bolívia enfrenta a Venezuela no Mineirão, em Belo Horizonte.

Coutinho Brasil

Coutinho, duas vezes, e Everton garantem triunfo do Brasil sobre a Bolívia

O Brasil bateu a Bolívia por 3 a 0 nesta sexta-feira (14) e largou a Copa América 2019 com o pé direito. O meia Philippe Coutinho, duas vezes, e um golaço de Everton garantiram o triunfo brasileiro no Morumbi, em São Paulo.

Apesar do triunfo, a seleção brasileira não jogou tão bem. O primeiro tempo foi complicado para a equipe treinada por Tite: não conseguiu criar boas oportunidades e acabou saindo de campo vaiada por boa parte dos 47.260 torcedores presentes no estádio são-paulino. No final do segundo tempo, o cenário foi completamente diferente: gritos de “olé” e aplausos.

OS GOLS

Aos quatro minutos da etapa final, um pênalti assinalado com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR), tranquilizou a partida. No lance, o árbitro Nestor Pitana viu irregularidade ao ver que Jusino impediu um passe brasileiro com o braço. Coutinho foi bem na cobrança: apesar de Lampe ter acertado o canto, não conseguiu alcançar o chute.

O camisa 11 assumiu o papel de protagonista e apareceu bem para fazer o segundo gol. Roberto Firmino recebeu pelo lado e cruzou ótima bola para Coutinho cabecear firme.

Aos 39, Everton tirou uma pintura da cartola. Puxou para o meio e arrematou firme para a bola ir no ângulo e estufar as redes bolivianas.

CLASSIFICAÇÃO

Com o resultado, o Brasil sai liderando o Grupo A da competição. Entretanto, o time canarinho ainda pode ser ultrapassado caso haja um vencedor, com mais de três gols de diferença, entre Venezuela e Peru. As equipes se enfrentam nesse sábado (15), às 16h, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

Na próxima rodada, o Brasil encara a Venezuela. A partida está marcada para a próxima terça-feira (18), às 21h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

AVALIAÇÃO

Além de Coutinho, os maiores destaques brasileiros foram David Neres e Gabriel Jesus.

O primeiro vai conquistado seu espaço na seleção. Uma das joias dessa nova geração, o atacante do Ajax, da Holanda, parte para cima dos adversários sem temor.

Já Jesus vai tendo sua redenção. Após ter sido um dos principais alvos na Copa do Mundo da Rússia, o atacante do Manchester City vai recuperando a confiança. Foi aplaudido pela torcida quando entrou e criou uma ótima jogada, dando um drible desconcertante na marcação.

Tite_Brasil

É hoje! Brasil encara a Bolívia na abertura da Copa América

O Brasil encara a Bolívia nesta sexta-feira (14), às 21h30, e dá largada na Copa América 2019. Com jejum de quase seis anos sem títulos – a última conquista foi a Copa das Confederações em 2013, a seleção brasileira inicia o torneio que não vence desde 2007, quando Dunga era o treinador da amarelinha.

O duelo também reedita a final de 1997, quando o Brasil bateu os bolivianos por 3 a 1. Naquela ocasião, Ronaldo, Edmundo e Zé Roberto marcaram os gols brasileiros.

ONDE ASSISTIR

Na TV aberta, o jogo será transmitido pela Rede Globo, com narração de Galvão Bueno e comentários de Júnior e Walter Casagrande. Já entre os canais fechados, o SporTV exibirá a partida com narração de Milton Leite e comentários de Maurício Noriega e Muricy Ramalho.

ESCALAÇÕES

Com uniforme especial para a decisão, o Brasil tem uma principal dúvida no time titular: quem será o substituto de Arthur. O meio campista do Barcelona sofreu uma pancada na goleada por 7 a 0 sobre Honduras no último amistoso de preparação e, no máximo, ficará como opção no banco de reservas.

Fernandinho e Allan disputam a vaga em aberto.

Paranaense, nascido em Londrina, Fernandinho tem sua experiência a seu favor. Aos 34 anos, o jogador é um dos grandes destaques e um dos líderes do Manchester City, atual bicampeão inglês.

Ele ganha vida nova na seleção brasileira após ser apontado como um dos vilões na eliminação para Bélgica na Copa do Mundo da Rússia. Chegou a sofrer ataques nas redes sociais, mas agora pode ter a chance de comprovar seu valor e conquistar a redenção com a torcida.

Já o segundo é uma das novidades de Tite nessa primeira fase de reformulação. Com 28 anos, Allan é uma peça fundamental do Napoli, da Itália. Revelado pelo Vasco e com passagem pela Udinese, ele já foi procurado pela Federação Italiana de Futebol para se naturalizar italiano e defender a Azzurra. Com muita qualidade técnica, é um jogador com capacidade de ajudar na marcação e pisar na área rival.

OUTRO LADO

A aposta da Bolívia para essa Copa América segue sendo em Marcelo Moreno, que chegou defender as categorias de base da seleção brasileira. O atacante de 31 anos tem currículo extenso, com passagens por Cruzeiro, Flamengo, Grêmio e Vitória.

Atualmente na China, ele soma, nesta temporada, sete gols em nove jogos pelo Shijiazhuang Yongchang. Com a camisa da seleção, são 17 gols e seis assistências em 73 partidas.

Essa será a 27.ª participação dos bolivianos na Copa América. A melhor campanha foi em 1963, quando eles acabaram levantando o caneco.

FICHA TÉCNICA

BRASIL x BOLÍVIA

Data, hora e local: sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Morumbi, em São Paulo.

Brasil: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Fernandinho (Allan) e Phillipe Coutinho; David Neres, Richarlison e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

Bolívia: Lampe, Diego Bejarano, Haquin, Jusino e Marvin Bejarano; Justiniano, Saucedo, Castro e Fernández; Vaca e Marcelo Moreno. Técnico: Eduardo Villegas

Arbitragem: Nestor Pitana será auxiliado por Hernán Maidana e Juan Belatti. Patricio Loustau será o responsável pelo árbitro de vídeo (VAR). Todos são da Argentina.

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Brasil vai usar uniforme especial na estreia da Copa América

O Brasil terá uma grande novidade na estreia da Copa América 2019. Ao invés de usar a famosa camisa amarelinha, a seleção brasileira vai usar um uniforme especial no duelo contra a Bolívia, marcado para às 21h30 desta sexta-feira (13), no Morumbi, em São Paulo.

A camiseta branca é inspirada e homenageia os 100 anos do primeiro título do Brasil: o Campeonato Sul-Americano de Seleções, em 1919. O torneio viria a mudar de nome em 1967, quando passou a se chamar de Copa América. Antes da equipe brasileira, o Uruguai conquistou as duas taças disputadas anteriormente.

Agora, o time comandado por Tite vai ostentar o uniforme, que conta com um aspecto retrô, para conquistar o primeiro triunfo na competição.

ESCALAÇÃO

A tendência é que os 11 iniciais tenha duas mudanças em relação ao time que goleou Honduras por 7 a 0 no último domingo (9). No meio campo, Arthur deve ficar de fora por ainda sentir uma pancada sofrida contra os hondurenhos e a vaga é concorrida por Allan ou Fernandinho. Já no ataque, Gabriel Jesus deve perder espaço para Roberto Firmino mesmo tendo marcado gol nos últimos amistosos.

A expectativa é que o Brasil entre em campo com: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Allan (Fernandinho) e Phillipe Coutinho; David Neres, Richarlison e Roberto Firmino (Gabriel Jesus).

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Titular sob comando de Tite, Coutinho também tirou fotos com o uniforme. Foto: Lucas Figueiredo / CBF