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Justiça nega pedido de prisão domiciliar a Edison Brittes por risco de coronavírus

Edison Brittes, réu confesso na morte do ex-jogador Daniel Correa de Freitas, teve seu pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça. O empresário solicitou o monitoramento por tornozeleira eletrônica por causa da pandemia de coronavírus. A decisão da juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, foi emitida nesta quarta-feira (25).

Entre as medidas na solicitação da defesa de Brittes estava o monitoramento por tornozeleira eletrônica. A magistrada reconheceu que situação atual causada pela Covid-19 preocupa, mas constatou que as autoridades já estão “tomando as precauções devidas” para evitar a transmissão do vírus nas unidades prisionais. No Paraná, são mais de 100 pessoas infectadas pela doença.

Dentre as decisões do sistema de segurança pública, está a prisão domiciliar para os detentos que estão em regime fechado e que pertencem aos grupos de riscos e vulnerabilidade, como idosos e pessoas com diabetes e hipertensas, por exemplo. Além disso, ela ressalta que o benefício pode se estender aos demais presos por crimes cometidos sem violência ou grave ameaça.

Com isso, o entendimento da juíza foi que Edison está preso preventivamente pela prática de crime violento e que ele não “pertence aos grupos de risco” do coronavírus. Ou seja, no caso dele não existe a recomendação no sentido de substituição da custódia cautelar por prisão domiciliar.

DEFESA “RESPEITA” DECISÃO DA JUSTIÇA

A defesa de Edison Brittes emitiu uma nota dizendo que recebe a decisão com “naturalidade” e “respeito”, mas reforça o registro da importância das medidas preventivas a propagação do coronavírus nas unidades prisionais de todo o país.

Vale lembrar que no pedido feito à Justiça, os advogados sustentaram que a juíza deveria considerar o caráter humanitário do pedido.

OS RÉUS E AS ACUSAÇÕES NO CASO DANIEL

Edison Brittes e os outros seis réus da ação que apura o assassinato do jogador Daniel responderão ao júri popular. No entanto, o julgamento ainda não tem data definida.

Veja por quais crimes cada um dos réus responde:

  • Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor.
  • David William Vollero Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Ygor King: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Cristiana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Allana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Evelyn Perusso: fraude processual.
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Em alegações finais, família de Daniel pede que acusados sejam levados a júri popular

O advogado que representa a família do jogador Daniel Corrêa Freitas, morto em outubro do ano passado, pediu em alegações finais que os sete acusados pelo assassinato sejam levados a júri popular. Entre os denunciados está o empresário Edison Brittes, que é réu confesso.

De acordo com o criminalista, Nilton Ribeiro, cinco dos sete réus devem ser pronunciados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e dificuldade de defesa da vítima. Edison Brittes é o único dos sete envolvidos que segue preso.

Decisões recentes da 1ª Vara de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, garantiram a liberdade condicional de Cristiana Brittes e Allana Brittes, além de outros três acusados pelo crime.

No dia 08 de outubro, o MPPR (Ministério Público do Paraná) já havia se manifestado e apresentado as alegações finais do caso, também pedindo o júri popular a todos que participaram da morte do jogador.

CASO DANIEL

Divulgação/São Paulo

Daniel Corrêa foi encontrado morto em 27 de outubro de 2018, perto de uma estrada rural da Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O corpo apresentava sinais de agressões e mutilações. Antes de ser morto, o jogador estava na festa de aniversário da filha de Edison, Allana, em um bar e depois seguiu com amigos para a casa da família Brittes, onde a comemoração continuou.

O assassino confesso diz que cometeu o crime para defender a esposa de uma tentativa de estupro. Isso teria ocorrido em um quarto da casa da família. A tentativa de estupro não foi confirmada nas investigações.

O processo judicial que apura o caso está chegando a uma fase decisiva. As alegações finais já foram apresentadas pelo Ministério Público Estadual e pelas defesas dos sete réus. Esta é a última etapa antes de a juíza definir se os acusados vão a júri popular.

Além de Edison Brittes, respondem ao processo por envolvimento no crime a esposa e a filha dele, Cristiana e Allana Brittes, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, David Willian Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

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Caso Daniel: MP pede que todos os réus sejam levados a júri popular

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) pediu para que os sete réus do caso Daniel sejam levados a júri popular. A recomendação foi feita nesta terça-feira (8), quando as alegações finais do processo foram apresentadas. O ex-jogador foi encontrado morto, com o órgão genital mutilado, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 27 de outubro de 2018.

O promotor Marco Aurélio Oliveira São Leão, responsável por assinar o documento, também pediu que apenas Edison Brittes fique preso até o final do julgamento. Por meio de nota, a defesa do empresário, conhecido também por ‘Juninho Riqueza’, diz que recebeu a opinião do MP “com naturalidade”. Enquanto espera a decisão, Edison está detido na Casa da Custódia de São José dos Pinhais após ter confessado o crime.

Com a recomendação exclusiva para Edison,os réus David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King devem conseguir liberdade provisória.

Até agora, Evelyn Brisola Perusso, Allana Brittes e sua mãe Cristiana tiveram liberdade concedidas pela Justiça.

Agora, a juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, espera as alegações finais das defesas dos investigados. Somente depois disso ela decidirá quais pessoas vão ao júri popular.

ALEGAÇÕES FINAIS

As alegações finais do MP imputam os seguintes crimes para cada um dos réus:

Edison Brittes Junior: homicídio qualificado pelo motivo torpe,meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

Cristiana Brittes: homicídio qualificado, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

Allana Brittes: fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

David William Vollero Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa e fraude processual.

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente.

Ygor King: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver e fraude processual.

Evellyn Brisola Perusso: Fraude processual.

FAMÍLIA BRITTES

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Edison, Allana e Cristiane. (Reprodução / Facebook)

Edison, Cristiana e Allana Brittes, filha do casal, são os principais réus na investigação.

Allana teve sua liberdade concedida no início de agosto. O pedido do habeas corpus feito pela defesa foi aceito com unanimidade pela 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas os ministros exigiram com que ela cumprisse as medidas cautelas.

Já em setembro, Justiça revogou a prisão de Cristiana Brittes. Ela segue sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.

Vale lembrar que as duas foram presas quatro dias após a morte de Daniel. Além disso, em maio deste ano, Critiana e Allana foram transferidas para este presídio depois de receberem ameaças de outras detentas.

RELEMBRE O CASO DANIEL

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Divulgação / São Bento

O corpo do Daniel Corrêa foi encontrado por moradores em uma área de mata na cidade de São José dos Pinhais no dia 27 de outubro de 2018. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

O jogador foi revelado pelo Cruzeiro, mas teve passagens pelo Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento.

Ele viajou para Curitiba comemorar o aniversário de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018. A menina comemorou seus 18 anos em uma casa noturna, no bairro Batel, mas a comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison. Foi na residência da família Brittes que o jogador teve seu último contato com seus amigos.

Edison acusou Daniel de estuprar sua mulher e o atleta acabou sendo espancado. Depois ele conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

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Caso Daniel: Edison Brittes fica em silêncio durante interrogatório à Justiça

Um dos interrogatórios mais aguardados no processo que apura a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, não aconteceu. Edison Brittes Júnior preferiu ficar em silêncio nesta quarta-feira (4) e não respondeu a nenhum dos questionamentos dos advogados de defesa, do Ministério Público do Paraná e da assistência de acusação.

Além dele, Ygor King e David Vollero Silva também preferiram ficar em silêncio e ficaram poucos minutos na sala de interrogatório.

O advogado de David e Ygor, Rodrigo Faucz afirmou que foi uma determinação dele para que os clientes ficassem em silêncio, já que Edison Brittes não falou.

“Eles optarem ficar com silêncio, por orientação minha, tendo em vista a necessidade de se ouvir primeiro o que Edison vai falar. Ficou bem provado, por todos que falaram até agora, que a participação deles é em relação as agressões. Por isso, a gente preferiu que eles ficassem em silêncio”, disse.

Antes deles, foram interrogadas Allana Brittes, filha de Edison, e Evellyn Perusso. Ambas responderam a alguns questionamentos sobre a morte de Daniel. Elas são as únicas, por enquanto, que respondem ao processo em liberdade.

Três dias foram reservados para o interrogatório dos réus, mas a previsão é de que essa fase do processo seja encerrada nesta quinta-feira (5).

Depois disso, abre-se o prazo para as alegações finais dos advogados de defesa, da assistência de acusação e do Ministério Público do Paraná para então a juíza Luciane Regina Martins de Paula decidir se os réus vão ou não a júri popular.

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Testemunha, mãe de Daniel comparece em audiência e dispara contra família Brittes: “monstros”

Eliana Corrêa, mãe do ex-jogador Daniel, brutalmente assassinado em outubro do ano passado, compareceu ao primeiro dia de audiência de instrução do processo que investiga a morte do seu filho nesta segunda-feira (18), no Fórum de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Ela é uma das testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público (MP), mas ainda não se sabe qual horário ela será ouvida. Entretanto, ela disparou contra a família Brittes, acusada pelo crime.

Não é fácil reviver tudo isso outra vez e ter que estar de frente com esses monstros. Vou tentar ser o mais forte possível pela honra do meu filho para conseguir que a memória dele não fique como eles pintaram. Têm sido meses de tristeza. Eu recebo muitas mensagens de conforto de todo o Brasil, é um grande apoio. Mas meu filho não volta mais. Essas pessoas tem que pagar pelo que fizeram”, disse ela antes de entrar no Fórum.

RELEMBRE: Caso Daniel – o homicídio que chocou o país

Edison, Cristiana e Allana Brittes são os principais suspeitos do crime. O empresário está preso na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, enquanto sua mulher e sua filha estão na Penitenciária Feminina de Piraquara. A mãe do atleta revelou que precisou de uma preparação com ajuda médica para o encontro com os réus.

“O pai dela me ligou falando que ele era um querido e depois falou que não conhecia o Daniel. Quero ver a cara deles para ver como mentiram tanto.  Tentaram me enganar, me oferecer ajuda, mandar mensagem chorando. Eles são dissimulados, então quero ver se tem coragem de olhar na minha cara”, completou.

Audiência 

A sessão começou com atraso, depois das 14h, e teve Lucas Mineiro como a primeira testemunha ouvida. Morando em outro estado por ter sido jurado de morte em novembro do ano passado, ele  relatou como foram as agressões ao ex-jogador, sem incluir Cristiana e Allana Brites entre os agressores. “O depoimento superou positivamente as expectativas da defesa”, resumiu o advogado de defesa da família, Cláudio Dalledone Júnior.

No total, são 14 testemunhas de acusação. Depois, serão ouvidas 48 testemunhas da defesa da família Brittes. Em seguida, os réus serão interrogados, o que deve acontecer na quarta-feira (20). Com o fim das oitivas, as partes de acusação e defesa terão que fazer suas alegações finais. Somente após isso, a juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais vai decidir se os sete réus envolvidos no crime vão para Júri Popular. 

Acusados

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Confira a lista dos suspeitos e dos crimes que respondem:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

O assassinato de Daniel

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata próxima à uma estrada rural, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

Justiça marca primeira audiência com réus do caso Daniel

A audiência de instrução do julgamento de Edison, Cristiana e Allana Brittes, além dos outros suspeitos de terem participado do assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, em outubro do ano passado, já tem uma data definida. As audiências vão ocorrer nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. 
A juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, agendou as oitivas, inicialmente, para o dia 27 de fevereiro, podendo se estender até 1º de março. Devido a um pedido feito pela defesa e acato pela Justiça, as oitivas foram reagendadas.

“[…] Designo para o dia 27 de fevereiro de 2019, às 13h, bem como os dias subsequentes (28 de fevereiro e 01 de março de 2019), se necessário, para a realização da audiência de instrução, oportunidade em que serão inquiridas as testemunhas arroladas na denúncia, as testemunhas arroladas pelas Defesas e, ainda, realizados os interrogatórios dos réus”, diz o despacho publicado na tarde desta quarta-feira.

A data definida pela juíza coincidia com datas de outros casos de tramitação prioritária do advogado da família.

“A defesa técnica de Edson Brites Junior, Allana Brites e Cristiana Rodrigues Brites, informa que encaminhou à justiça de São José dos Pinhais um pedido de resignação das datas de audiência de instrução e julgamento do processo que investiga a morte do jogador Daniel. A justiça acatou o pdido e as audiências tem nova data […]”, diz a nota divulgada pelo advogado Claudio Dalledone Junior.

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No despacho, a magistrada também indeferiu os pedidos da defesa sobre a renovação de prazo para apresentação de Resposta à Acusação, por entender que os advogados tiveram acesso a todos os documentos necessários para exercer o contraditório.

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Cristiana e Edison Brittes │ Foto: Reprodução / Facebook

Os réus foram denunciados por crimes como homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, coação no curso do processo e corrupção de adolescente. Veja:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

O caso

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel, em Curitiba. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata próxima à uma estrada rural, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Antes da confissão, Edison se reuniu com testemunhas em um shopping da cidade para supostamente combinar uma versão dos fatos. Ele se entregou após o depoimento de uma testemunha que o apontava como autor do crime.

Edison também foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

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MP apresenta denúncia contra sete pessoas envolvidas na morte de Daniel

O promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Milton Salles, apresentou denúncia contra sete pessoas envolvidas na morte do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas, nesta terça-feira (27). Os nomes mudam em relação ao inquérito entregue pelo delegado Amadeu Trevisan, na última semana.

O promotor denunciou Edison Brittes e os outros três homens que estavam com ele no veículo (Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian da Silva) por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual e denunciação caluniosa.

“O Veloster é um carro de três portas e todas as portas tinham marcas de sangue, como aponta a perícia. Então todos que abriram portas estavam com as mãos sujas de sangue. Além disso, a perícia comprova que Daniel foi carregado, logo Edison não atuou sozinho”, afirmou Salles.

Ele também incluiu o nome de Evellyn Brisola, que estava na festa de Allana Brittes e teria ficado com o ex-jogador. Ela é acusada de denunciação caluniosa, fraude processual e falso testemunho por ter afirmado que Eduardo Purkote também estava na cena do crime.”Quando você provoca que o Estado inicie uma investigação contra alguém que não estava na cena do crime isso é denunciação caluniosa”, afirmou o promotor. Evelyn não terá pedido de prisão já que a pena pelos crimes que responde é branda.

Cristiana Brittes foi denunciada por homicídio qualificado por motivo torpe, coação de testemunha e fraude processual. “O fato concreto que eu tenho é: um rapaz sendo agredido violentamente dentro de casa, que nada impedia ele de ser morto naquela casa. Então a dona da casa pede para fazerem isso em outro lugar. Se a motivação foi de desespero, se foi para não sujarem a casa dela de sangue, não cabe a conclusão”, disse.

Já Allana vai responder por coação de testemunhas e fraude processual.

Além disso, todos vão responder por corrupção de adolescente. Esse crime é uma novidade no processo e foi incluído porque havia uma pessoa menor de idade durante a festa na casa dos Brittes. “Ele foi angariado para limpar o local”, disse o promotor.

Para o promotor, a ação foi motivada por ‘justiça pelas próprias mãos’. “O que aconteceu ali não foi uma reação de impulso ou emoção. Foi uma reação de justiçamento. Tem que haver todos os limites antes de imputar a esse rapaz o título de estuprador. A família e amigos dele serão ouvidos no processo. É preciso respeitar a memória do morto”, explicou. “O ‘gatilho’ foi Daniel estar na cama com Cristiana. A motivação foi uma sensação de justiçamento”.

CONFIRA OS DENUNCIADOS E OS CRIMES:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

OUTRO LADO

A defesa da família Brittes afirmou que só vai se pronunciar após tomar conhecimento da denúncia. O advogado Robson Domakoski, que defende Ygor e David, também afirmou que vai falar com a imprensa após conhecimento da denúncia.

A defesa de Eduardo, Edson Stadler, afirmou que o inquérito policial não apresentou provas suficientes e que com o oferecimento da denúncia abre-se a possibilidade do contraditório. “O inquérito não enfrentou todas as obscuridades onde poderia ter esgotado todos os meios para esclarecer as condições reais do caso. Nós temos informações divergentes. O próprio inquérito busca duas coisas essenciais, a autoria e materialidade, tem que buscar esclarecer o nexo causal, como é que os fatos se deram e o grau de participação de cada um”, alegou.

“Nós não tivemos reconstituição semelhante aos demais participes. O meu cliente não foi incitado. É uma falha no meu entendimento de onde poderia se buscar esclarecimento. É fácil você listar esse ou aquele quando você tinha instrumentos para afirmar que esse ou aquele participaram ou não”, disse Stadler.

A defesa de Evellyn informou, por meio de nota, que ainda não teve acesso a denúncia ofertada pelo Ministério
Público do Estado do Paraná. Entretanto, “a defesa manifesta neste ato sua extrema surpresa quanto à denúncia ofertada, uma vez que a Evellyn buscou a todo momento auxiliar as autoridades na busca da verdade, o que restará comprovado em futura instrução processual”.

RELEMBRE O CASO

Daniel foi encontrado mutilado, Estrada do Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro. O ex-jogador foi mutilado e teve o pênis cortado e pendurado em uma árvore.

O crime ocorreu após o aniversário de 18 anos da filha do casal, Cristiana e Edison, Allana Brittes. A festa começou em uma balada de Curitiba, no dia 26 de outubro, e seguiu para casa de Allana, onde começaram as agressões ao ex-jogador.

Edison afirma que ele estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

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Promotor do caso Daniel afirma que perícia deve revelar detalhes do crime, sem mudanças no caso

O promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR), João Nilton Salles que recebeu o inquérito referente ao caso do ex-jogador Daniel, nesta quarta-feira (21), afirmou que não espera surpresa com os resultados de laudos periciais do Instituto Médico Legal, que devem chegar na quinta-feira (22).

“Os fatos ficaram muito claros, o que a perícia pode demonstrar de forma correta é qual o momento que aconteceu a morte, qual a lesão entre as várias que ele sofreu foi a que efetivamente causou a morte. Pode demonstrar o que ocorreu no segundo local do crime, o que fizeram com o corpo, já que ele foi morto em um lugar e encontrado em outro. A perícia tira uma série de conclusões técnicas que vão apresentar a dinâmica que aconteceu ali”, afirmou.

O promotor espera que ate sexta-feira o inquérito seja transformado em ação penal.

Suspeitos indiciados

Os sete suspeitos foram indiciados por diferentes crimes, sendo homicídio qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, lesões graves e coação de testemunhas. As penas somadas ultrapassam 40 anos de reclusão.

  • Edison Brittes, que confessou ter matado Daniel. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Eduardo da Silva, que estava no carro em que Daniel foi levado até SJP. É indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Ygor King, também estava no carro em que Daniel foi levado. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • David Willian da Silva, namorado de Allana que também estava no carro. É suspeito de homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Cristiana Brittes, esposa de Edison. É indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
  • Allana Brittes, filha de Edison, vai responder por coação de testemunha e fraude processual;
  • Eduardo Purkote, que teria participado das agressões na casa da família, vai responder por lesões graves.

Relembre o caso

Daniel foi encontrado mutilado, Estrada do Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro. O ex-jogador foi mutilado e teve o pênis cortado e pendurado em uma árvore.

O crime ocorreu após o aniversário de 18 anos da filha do casal, Cristiana e Edison, Allana Brittes. A festa começou em uma balada de Curitiba, no dia 26 de outubro, e seguiu para casa de Allana, onde começaram as agressões ao ex-jogador.

Edison afirma que ele estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

 

 

 

Polícia conclui e entrega inquérito sobre morte de Daniel ao MP. Sete são indiciados

O delegado Amadeu Trevisan, da delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu e entregou ao Ministério Público, na tarde desta quarta-feira (21), o inquérito sobre a morte do ex-jogador Daniel Correia de Freitas, de 25 anos. Ele foi encontrado morto em uma estrada rural do município, no dia 27 de outubro.

Durante as investigações, 21 pessoas foram ouvidas na delegacia, entre elas sete são suspeitas de envolvimento na morte do jogador e cumprem prisão preventiva. “Daniel ouviu sua sentença de morte dentro do porta-malas do carro”, afirmou o delegado.

Edison Brittes foi considerado o principal suspeito no crime. Ele confessou o assassinato e alegou que Daniel tentava estuprar a esposa dele, Cristina Brittes. De acordo com o delegado, a afirmação é falsa. “Ninguém na casa ouviu os gritos de uma mulher sendo estuprada, o que seria normal, natural de uma reação feminina diante de uma agressão dessa natureza”.

“Foram realizados cerca de sete exames complementares pelo Instituto de Criminalística e Instituto Medico Legal (IML) até chegar na conclusão dos trabalhos de polícia judiciária”, afirmou Trevisan. “Daniel morreu aos poucos. Ele começou apanhando no quarto, ele apanha na calçada e, quando falo  isso é bastante tortura, tanto que ele se afoga no sangue quando é levado para o carro. Depois foi pelo menos mais uma hora até chegar ao local onde ele foi esquartejado e decepado”, disse.

Segundo Trevisan, pelo menos quatro pessoas são indiciadas pela morte, já que saíram da casa sabendo que Edison tinha, pelo menos, a intenção de cortar o pênis da vítima.”Foram pelo menos quatro pessoas espancando uma pessoa pequena, um atleta, e embriagado”, destacou o delegado.

O Ministério Público pediu sigilo ao relatório final.

O Inquérito já ultrapassa 370 páginas, constando os depoimentos de todos os envolvidos, fotos, vídeos, áudios, além das diligências, relatórios policiais e laudos periciais solicitados durante o período de investigação – 25 dias, 600 horas de trabalhos.

Laudos do IML que estão previstos para ficar prontos na próxima quinta-feira (22), devem ser anexados ao processo. “O inquérito já foi entregue porque temos autoria e materialidade, o laudo vem para fortalecer aquilo já que tempos”, disse.

Suspeitos indiciados

Os sete suspeitos foram indiciados por diferentes crimes, sendo homicídio qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, lesões graves e coação de testemunhas. As penas somadas ultrapassam 40 anos de reclusão.

  • Edison Brittes, que confessou ter matado Daniel. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Eduardo da Silva, que estava no carro em que Daniel foi levado até SJP. É indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Ygor King, também estava no carro em que Daniel foi levado. Vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • David Willian da Silva, namorado de Allana que também estava no carro. É suspeito de homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
  • Cristiana Brittes, esposa de Edison. É indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
  • Allana Brittes, filha de Edison, vai responder por coação de testemunha e fraude processual;
  • Eduardo Purkote, que teria participado das agressões na casa da família, vai responder por lesões graves.

Outro lado

Por meio de nota, o advogado da família Brittes, Cládio Dalledone Junior, afirmou que Allana e Cristina, filha e esposa de Edison, não tem envolvimento com o crime.

“A defesa técnica de Edison Brittes Júnior, Cristiana Rodrigues Brittes e Alana Brittes vem a público esclarecer que: Diante da conclusão do inquérito policial que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, o indiciamento de Alana e Cristiana destoam dos fatos ocorridos e tudo ficará provado. A defesa diz ainda que Edison Brittes irá justificar sua conduta em Juízo”.

Relembre o caso

Daniel foi encontrado mutilado, Estrada do Mergulhão, área rural de São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro. O ex-jogador foi mutilado e teve o pênis cortado e pendurado em uma árvore.

O crime ocorreu após o aniversário de 18 anos da filha do casal, Cristiana e Edison, Allana Brittes. A festa começou em uma balada de Curitiba, no dia 26 de outubro, e seguiu para casa de Allana, onde começaram as agressões ao ex-jogador.

Edison afirma que ele estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

Edison Brittes fica em silêncio sobre últimos momentos de Daniel em vida

O empresário Edison Brittes, que confessou ter assassinado o jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, prestou depoimento à polícia na tarde de ontem. Por mais de seis horas, Brittes deu detalhes sobre a sua versão daquela noite mas ficou em silêncio ao ser questionado sobre o que aconteceu após ter colocado o atleta desorientado no porta-malas do carro, últimos momentos de Daniel em vida.

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De acordo com o depoimento, o suspeito encontrou Daniel sobre a sua esposa, Cristiana Brittes, em seu quarto, mas diferente do que disse anteriormente em entrevistas e vídeos divulgados para a imprensa não foi ele quem arrombou a porta. Ele teria tido acesso ao quarto pela janela e a porta danificada por outra pessoa.

No local, Brittes conta que segurou Daniel pelo pescoço e deu diversos socos e cotoveladas. Outras pessoas, entre eles Eduardo, David, Ygor e um dos irmãos gêmeos Purkote também agrediram a vítima. “As porradas foram dadas igual homem”, diz. Na sequência, ele teria arrastado Daniel para fora de casa onde as agressões continuaram.

Já na calçada, o atleta foi agredido com socos, chutes e tapas. Ele relata que Daniel estava “consciente e cambaleando”. Foi então que um dos outros agressões tirou a cueca da vítima. Segundo Brittes, a intenção era humilhar Daniel e até gravar um vídeo. No depoimento, ele também diz que durante todo o tempo a esposa, a filha, Allana Brittes, e outras mulheres pediam para que as agressões acabassem.

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Já nu, segundo o depoimento, Daniel foi colocado no porta-malas por Brittes. No carro estariam Deivid, Eduardo e Ygor. Ele também declarou que saiu do bairro e não foi ao local em que o corpo foi encontrado.

A partir desse momento, o suspeito preferiu manter-se em silêncio. Ele não respondeu perguntas sobre a localização do corpo, os cortes que foram feitos no pescoço, a mutilação do pênis da vítima, o instrumento utilizado para cometer o crime e sobre a reação e participação dos demais no crime.

Sobre a tentativa de coagir as testemunhas, em um encontro marcado em um shopping de São José dos Pinhais, Brittes diz que a intenção era “protegê-los” e que disse a eles que assumiria o que aconteceu e que “bateria no peito tudo, tirando os demais da pedrada”.