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No Paraná, 6,8 milhões de pessoas têm excesso de peso, segundo Secretaria da Saúde

A obesidade é uma epidemia mundial, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Só aqui no Paraná, de acordo com dados de 2017 da Secretaria de Estado da Saúde, 60% da população – ou 6,8 milhões de paranaenses – está com excesso de peso. Em Curitiba, o índice chega a 50%.

O número do estado é maior do que o nacional. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira (55,7%) tem sobrepeso e 19% está obesa.

Para conscientizar as pessoas sobre os riscos associados à doença crônica, a OMS estipulou o dia 11 de outubro como o Dia Mundial da Obesidade. A ideia é estimular a discussão a respeito do problema e promover a adoção de hábitos saudáveis.

“É preciso incentivar a alimentação saudável, a prática de atividades físicas e a redução do estresse, que são alguns dos fatores que geram o excesso de peso”, disse o conselheiro executivo da Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO),
Caetano Marchesini.

Outro quesito importante no combate à doença, segundo Marchesini, é tratar do assunto desde cedo em casa. Isso porque, de acordo com dados da Federação Mundial de Obesidade, até 2025 11,3 milhões de crianças terão excesso de peso no país.

“Os pais e responsáveis devem dar exemplo e promover o consumo de alimentos saudáveis, por meio de uma dieta equilibrada,  em substituição às comidas rápidas e industrializadas”, falou Marchesini.

PROCURA POR CIRURGIAS BARIÁTRICAS CRESCE NO PAÍS

Por causa da epidemia da obesidade, o país também tem registrado aumento na procura por cirurgias de redução de peso. O número de cirurgias bariátricas no Brasil aumentou quase 85% entre 2011 e 2018, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Foram 424.682 pessoas operadas.

No Paraná, de acordo com a Secretária da Saúde, no ano passado ocorreram 6.601 internamentos para a realização da cirurgia bariátrica. Só entre janeiro e julho deste ano, ainda de acordo com o órgão, foram 3.640 internamentos.

OBESIDADE E CÂNCER

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer e especialistas fazem um alerta: o sobrepeso, a obesidade e o sedentarismo estão no topo dos fatores que contribuem para o aparecimento de, ao menos, 14 tipos de câncer. São eles: mama, cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo, esôfago, pâncreas, estômago e tireoide.

O QUE É OBESIDADE

A obesidade, segundo o Ministério da Saúde, é “o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo de energia na alimentação superior àquela usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do cotidiano”.

O indivíduo obeso é aquele com índice de massa corporal (IMC) é superior a 30. Aqueles com IMC de 25 a 29,9 são considerados com sobrepeso.

Cirurgia é opção para pacientes com Diabetes Tipo 2

Em nível nacional, o número de pessoas com diabetes cresceu 60% nos últimos dez anos. São quase 14 milhões de casos e a doença é responsável por mais de 100 mil óbitos por ano no país. Isso porque a evolução do paciente com diabetes mal controlado é a mesma. Evolui para um infarto, doença arterial periférica, retinopatia, nefropatia e assim por diante. No entanto, a medicina está dando uma nova chance de tratamento para pessoas com Diabetes Tipo 2. Trata-se da Cirurgia metabólica, uma variação da bariátrica usada na obesidade, que se consolida como uma alternativa para pessoas com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença.

Curitiba está entre as sete cidades do Brasil com maior número de pacientes com Diabetes Tipo 2 – a forma mais comum da doença que afeta geralmente pessoas obesas ou com excesso de peso – totalizando cerca de 41 mil pessoas diagnosticadas. No Paraná, os dados do Ministério da Saúde dão conta de que existem aproximadamente 215 mil diabéticos.

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“Desde 2017 o Conselho Federal de Medicina regulamentou a indicação da cirurgia para pessoas com menor grau de obesidade Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 35 -, abrindo o caminho para um maior número de pessoas que não conseguem manter a doença controlada e buscam reduzir o risco das complicações” , explica o cirurgião Caetano Marchesini, que é o diretor científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Na época, Marchesini esclareceu as principais dúvidas sobre o procedimento. Veja:

Antes do Brasil diversas instituições de outros países já recomendavam a cirurgia para pacientes selecionados. Entre eles estão o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido e a International Diabetes Federation.

“Boa parte da população, porém, não tem conhecimento dos potenciais benefícios e da possibilidade de tratar com cirurgia uma doença que sempre foi tida como incurável e de manejo apenas medicamentoso”, completa Marchesini.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) acaba de lançar uma campanha inédita no Brasil. Com o slogan “Cirurgia Metabólica, uma Nova Vida para pacientes com Diabetes Tipo2”. O objetivo é informar a população sobre as causas, riscos e tratamentos para a Diabetes Tipo 2 (DMT2).

O site da campanha já está no ar. Acessando www.vidanovametabolica.org.br é possível encontrar todas as informações à respeito da doença.

Controle da doença

A jornalista Carolina Cattani tomava remédios para diabetes e hipertensão. Há um ano fez a cirurgia metabólica e abandonou os medicamentos. Está com a saúde impecável e perdeu 32 quilos com a cirurgia metabólica.

“Fiz a opção pela cirurgia porque já estava tomando três remédios por dia para pressão alta e dois para diabetes. Além de dores nas articulações. Já saí da cirurgia sem remédios para a diabetes. Para a pressão, ficou apenas um. E hoje vivo sem restrição alimentar. Como tudo o que gosto. Inclusive doces, mas com moderação ”, conta Carolina.

“Um dos maiores estudiosos do diabetes, Dr. Ralph Defronzo, aponta a diminuição de peso como o principal foco dos tratamentos do diabetes tipo 2. Por isso, as cirurgias bariátrica e metabólica, com a associação dos medicamentos e acompanhamento médico, em alguns casos, são a melhor solução”, finaliza Marchesini.

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Comer carboidrato a noite engorda? Mito! Dr. Caetano Marchesini explica:

Você é daqueles que evita ao máximo comer carboidratos à noite com medo de engordar? Pode parar de se preocupar. Não há comprovação científica de que o consumo do nutriente no final do dia está associado a um maior acúmulo de gordura corporal. Além disso, o que gera o ganho de peso, entre outros motivos, é a ingestão exagerada de calorias durante o dia todo, e não apenas em um momento.

Mas o metabolismo não fica mais lento à noite? A ideia de que consumir carboidratos no fim do dia “engorda mais” provavelmente surgiu da hipótese de que nosso organismo queima muito menos calorias no período noturno (já que vamos dormir), e com isso a maior parte do nutriente ingerido seria estocada como gordura. Mas essa teoria não se justifica e diversos estudos apontam que o gasto energético basal à noite é muito similar ao do dia.

Quanto carboidrato posso comer por dia? De modo geral, em uma dieta equilibrada, a quantidade de carboidrato deve representar de 50% a 65% das calorias ingeridas diariamente, distribuídas ao longo das refeições –as porções exatas devem ser definidas por um nutricionista, pois variam conforme nível de atividade física, objetivos, metabolismo entre outras coisas. E para não ter problemas com a balança é muito importante escolher as fontes certas do nutriente.

Confira na coluna do Dr. Caetano Marchesini desta semana:

Exercícios físicos podem prevenir o Mal de Alzheimer

Um estudo brasileiro publicado na revista científica Nature Medicine mostra que a prática de exercícios físicos libera uma proteína chamada irisina, que é encontrada em menores níveis em pessoas com Mal de Alzheimer.

Segundo os pesquisadores, ao aumentar a presença da irisina em camundongos com a doença, os problemas com a memória diminuíram, o que mostra uma relação entre a proteína e as sinapses cerebrais.

O estudo ainda é preliminar e é necessário um aprofundamento para compreender a relação da irisina no cérebro e o alzheimer, mas os pesquisadores acreditam que esse pode ser começo de um novo tratamento para prevenir a doença ou atenuar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes do mundo todo.

Confira na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Estresse engorda! Entenda o motivo na coluna do Dr. Caetano Marchesini

Você sabia que quando estamos estressados, ansiosos ou até tristes, há uma série de alterações hormonais, como o aumento do cortisol. Seu excesso no corpo pode aumentar o risco de doenças cardíacas, mas também tem impacto no emagrecimento, justamente porque o organismo entende que alimentos calóricos, principalmente doce e gordura, são a forma mais fácil de equilibrar novamente neurotransmissores, como dopamina e serotonina.

Ainda faltam muitos estudos para chegarmos a algo mais concreto, mas várias pesquisas já relacionaram o desequilíbrio de neurotransmissores com a maior vontade de consumir certos tipos de alimentos. Como esses alimentos dão prazer, por ativarem mecanismos de recompensa, o corpo libera serotonina

Como os mecanismos de recompensa agem? O consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sal nos traz uma sensação de prazer e conforto no momento de estresse, ansiedade e tristeza. Porém essa sensação de prazer é muito rápida e, para que ela seja contínua, o cérebro faz você buscar uma quantidade muito grande desses alimentos densamente calóricos.

Veja na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Caetano Marchesini alerta sobre os perigos de alimentos inflamatórios

Você já ouviu falar de alimentos inflamatórios? Uma alimentação inadequada pode levar a um quadro chamado de “inflamação de baixo grau”, é um quadro silencioso, que pode durar anos, e começou a ser estudado há 10 anos. Esse fenômeno contribui para o surgimento de doenças metabólicas e crônicas, como o diabetes, por exemplo.

Na lista de alimentos inflamatórios estão as frituras, ricas em gordura trans e saturada; os alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, enlatados e biscoitos, excesso de açúcar refinado; excesso de carne vermelha.

Quando o corpo está inflamado:

  • o fígado passa a metabolizar mal as substâncias do nosso organismo e produzir mais gordura;
  • os músculos deixam de captar a glicose e esse excesso pode favorecer a ocorrência da diabetes tipo 2;
  • o tecido adiposo passa a liberar a gordura para a corrente sanguínea, o que aumenta o colesterol;
  • o hipotálamo, responsável pelo metabolismo e pela sensação de fome, passa a perder o controle e causa o aumento patológico do apetite;

Tudo isso vai contribuir para um ciclo vicioso de ganho de peso e pró-inflamatório.

Lembre-se que uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados e a prática regular de exercício físico podem melhorar o metabolismo e o perfil inflamatório, ficando mais perto de um equilíbrio nutricional e metabólico.

Cirurgia metabólica traz resultados na remissão do diabetes

Na cirurgia metabólica ocorre o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica. A diferença entre as duas é que a cirurgia metabólica visa o controle da doença. Já a cirurgia bariátrica tem como objetivo a perda de peso, com as metas para contenção das doenças, como o diabetes e hipertensão, em segundo plano.

De acordo com os estudos analisados, a cirurgia metabólica é segura e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazos, diminuindo a mortalidade de origem cardiovascular, conforme demonstram estudos prospectivos pareados com mais de 20 anos de seguimento, séries de casos controlados, além de estudos randomizados e controlados.

Confira na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Ano Novo: você já agendou seu check-up?

O ano começou e é importante que você faça um check-up da sua saúde. Você já agendou os seus exames?

De maneira geral, a orientação é que pessoas com doenças crônicas, como a hipertensão e diabetes, devam fazer exames de rotina a cada seis meses. Já os adultos com fatores de risco como a obesidade, fumantes ou sedentários devem fazer o check-up uma vez por ano. Os adultos saudáveis, a cada dois anos.

Os exames solicitados no check-up permitem que seu médico verifique todo o funcionamento de órgãos como o coração, rins e fígado, além de identificar infecções e alterações no sangue, como a anemia e a leucemia, por exemplo.

Especialista afasta bariátrica como causa da hemorragia de Maradona

O ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona, 58 anos, foi internado na última sexta-feira (4) com uma hemorragia no estômago. O sangramento foi descoberto após exames de rotina feitos para renovação do contrato com o time que ele comanda, o Dorados de Sinaloa, do México.

Após o seu internamento, fontes e veículos de imprensa levantaram a hipótese de que a hemorragia teria sido causada por um problema com a cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, realizada em 2015.

Segundo o especialista em cirurgia bariátrica e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) Caetano Marchesini, os sangramentos no estômago não são incomuns e vários fatores podem desencadeá-los, como por exemplo o uso contínuo de remédios anti-inflamatórios e maus hábitos como o tabagismo e bebidas alcoólicas.

“Não são só as pessoas operadas que tem hemorragia digestiva. Alguns medicamentos podem levar ao sangramento, entre eles os anti-inflamatórios não-esteroides e corticoides podem levar a formação de úlceras”, explica Marchesini.

Segundo o especialista, as úlceras, muitas vezes, são assintomáticas, ou seja, a pessoa não percebe o problema e só se dá conta quando nota os sangramentos. Em casos mais graves, a úlcera pode causar uma perfuração e levar a uma cirurgia de emergência.

O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas também estão ligados com a formação de úlceras e hemorragias estomacais.

“Pessoas que fumam grandes quantidades estão na lista de quem tem predisposição a ter úlceras e consequentemente sangramentos e uma perfuração. O abuso de alcool, principalmente nessa época de festividades, também pode levar ao aparecimento de sangramentos agudos e atendimentos de emergência”, diz o especialista.

Outras causas

Ainda de acordo com o Marchesini, as úlceras e sangramentos podem surgir quando a pessoa possui fatores de predisposição ao problema, como por exemplo a degeneração natural dos tecidos causada pelo envelhecimento, doenças crônicas, como a diabetes, e ter passado por procedimentos cirúrgicos como a bariátrica.

“Pacientes que necessitam usar medicamentos anti-inflamatórios devem ser vigiados de perto porque podem apresentar úlceras silenciosas”, finaliza.

Maradona foi hospitalizado para realização de uma endoscopia e passa bem. No Instagram, o ídolo do futebol argentino agradeceu as mensagens de carinho e passou o final de semana com familiares.

Cirurgia bariátrica não causou hemorragia de Maradona

O ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona, 58 anos, foi internado na última sexta-feira (4) com uma hemorragia digestiva. O sangramento foi descoberto após exames de rotina feitos para renovação do contrato com o time que ele comanda, o Dorados de Sinaloa, do México. Ele foi hospitalizado para realização de uma endoscopia e passa bem.

Após o seu internamento, fontes e veículos de imprensa levantaram a hipótese de que a hemorragia teria sido causada por um problema com a cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, realizada em 2015. Porém, dificilmente e cirurgia causaria problemas como uma hemorragia três anos após a operação.

Na coluna desta semana, o cirurgião bariátrico e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCBM), Dr. Caetano Marchesini, elenca diversos motivos que podem causar úlceras e hemorragias digestivas em pacientes operados ou não.

Confira: