“Elvis e os Amigos do HC” fazem show para campanha Outubro Rosa

Os Amigos do HC e o músico Rogério Cordoni promovem em 1º de outubro, no Guairinha, o show “Elvis e os Amigos do HC”, em prol da campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre o câncer de mama. Parte da da renda obtida com a venda de ingressos será revertida para o Centro Integrado da Mama do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Mestre de cerimônias, cantor e imitador conhecido por suas performances de clássicos de Elvis Presley, Rogério Cordoni vai se apresentar ao lado de sua Big Band Show, que estará acompanhada de mais de 20 artistas convidados, além dos jornalistas Jasson Goulart e Dulcinéia Novaes, que farão participações especiais no show, com músicas temáticas.

Dentre os artistas convidados estão Rafa Gomes, que foi finalista do The Voice Kids, a banda curitibana Sr.Banana, o Grupo Tesão Piá, a dupla Willian & Renan, os músicos, Tiago Bigode, Mauro Muller, Fabio Elias, o humorista Zico Lamour, a soprano Ana Paula Brunkow, crianças do Coral Nova Terra e crianças da percussão do Playing for Change – BigHug.Life.

AMIGOS DO HC

Os Amigos do HC são uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que realiza ações para melhorar a qualidade de vida dos pacientes do Complexo Hospital de Clinicas da UFPR, de seus familiares e acompanhantes de tratamento. Rogério Cordoni tem participação ativa nas ações sociais do HC e dos Amigos do HC desde 2009, visitando leitos de pacientes e cantando de maneira voluntária em eventos promovidos pelo hospital e pela associação.

Academias abrem vagas gratuitas para pacientes com câncer de mama

A luta de Maria Aparecida Rodrigues dos Santos, de 54 anos, contra o câncer de mama durou mais de um ano. Após a cura, veio a recomendação médica de manter uma rotina de exercícios diários para evitar o retorno da doença. Mas, a assistente social aposentada não tinha condições de pagar a mensalidade de uma academia. Foi quando ela conheceu um projeto desenvolvido pelo Centro de Doenças da Mama, em parceria com academias, que oportuniza vagas gratuitas para pacientes que travam a batalha contra o câncer de mama.

“Foi muito difícil receber um diagnóstico de câncer e ainda dizer pra mim que era invasivo e que eu teria que entrar logo com quimioterapia, a gente já pensa que está morrendo. Os médicos sempre falando: tem que fazer exercício físico. Mas eu sou aposentada, então é muito difícil eu pagar o valor, que muitas vezes é alto”, conta Maria.

Em Curitiba, uma rede com 19 academias aderiu ao projeto. Ao todo, são 50 vagas gratuitas para pacientes que tratam a doença ou que estão no período de recidiva, quando já encerraram o tratamento, porém o câncer ainda pode voltar. Maria é uma dessas alunas, ela começou a treinar nesta segunda-feira (12).

“Uma vez que você fez a retirada dos linfonodos da axila, esse braço precisa de mais cuidado, é preciso acompanhamento, porque não é qualquer peso que se pode erguer com esse braço, qualquer exercício que se pode fazer”, afirma Maria.

PESQUISA

De acordo com uma pesquisa apresentada no Congresso de Oncologia Clínica, Asco 2019, as mudanças de hábitos alimentares simples – como cortar 20% das calorias diárias – são capazes de resultar em redução de mortalidade por câncer de mama em 21%. Além disso, a prática de 30 minutos de exercícios físicos diários, cinco vezes por semana, é capaz de afastar os riscos de recidiva de câncer em 60%.

“O câncer de mama tem uma clara associação com o ganho de peso, com obesidade e principalmente com uma dieta rica em gordura. Se mudar os hábitos de vida, essa mulheres vão ter uma melhora com redução do risco de recorrência para aquelas que já tiveram câncer e redução do risco de desenvolvimento do câncer de mama”, explica o médico Cleverton Cesar Spautz, do Centro de Doenças da Mama.

Com isso, surgiu a ideia de buscar academias parceiras que pudessem ajudar mulheres que não têm condições financeiras. Os idealizadores do projeto acreditam que a iniciativa poderá atrair outras outras redes de academias e, quem sabe, ultrapasse os limites de Curitiba. “A ideia é fazer com que qualquer pessoa que fez o tratamento do câncer de mama tenha acesso a essas aulas”, disse o médico.

As academias interessadas em aderir ao projeto podem procurar o Centro de Doenças da Mama pelo telefone (41) 3335-3300. Mesmo telefone em que as pacientes podem entrar em contato para mais informações.

“Depois de ter gerado uma vida em meio ao câncer, percebi que ter câncer não é o fim”

Durante todo o mês de outubro diversas instituições realizam a campanha “Outubro Rosa” com o objetivo de prevenir o câncer de mama, doença que deve atingir 59.700 mulheres em cada ano entre 2018 e 2019, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. O risco estimado é de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres brasileiras.

A taxa de mulheres que conseguiram vencer o câncer de mama descoberto no início é de 93%, de acordo com o estudo “Taxas de sobrevivência ao câncer de mama”, divulgado pela Sociedade Americana do Câncer. O número cai para 72% quando a doença é descoberta em estágio intermediário ou avançado.

O objetivo é encorajar mulheres que sentem medo de um possível diagnóstico negativo. Depoimentos de mulheres que venceram são veiculados semanalmente nas redes sociais da clínica.
“Muitas mulheres retardam o diagnóstico pelo medo da mamografia ou pelo medo do resultado dos exames, mas isso reduz a chance de cura da doença”, explica a médica radiologista Dra. Cristiane Basso Spadoni.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o tumor na mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres no país e corresponde a 28% dos novos casos de câncer a cada ano.

Foto: Arquivo Pessoal

Ana Beatriz Frecceiro Schmidt

Entre as histórias marcantes de mulheres que venceram o câncer está a da curitibana, Ana Beatriz Frecceiro Schmidt, de 30 anos. Ela descobriu a doença enquanto amamentava seu bebê, de sete meses e estava gravida, de dois meses, de Louise.  A indicação médica era para aborto.

“Depois de eu ter gerado uma vida em meio ao câncer eu percebi que ter câncer não é o fim, o fim é só quando nós desistimos e não podemos desistir. Ter câncer não acaba com a vida de uma pessoa, pode ter vida em meio ao câncer, podemos ser feliz lutando contra o câncer, é tudo questão de escolha”, afirma.

Ana conta que encontrou o tumor ao procurar leite empedrado da amamentação. “Ano passado, quando o meu menino estava com sete meses, eu engravidei de novo da Louise e quando ele parou de mamar eu comecei a mexer no meu peito pra ver se tinha leite empedrado e encontrei uma bolinha bem pequeninha, aqui do lado”, apontou.

A mãe alertou sobre a necessidade de diagnóstico precoce da doença. “Mandei mensagem para o meu obstetra e no outro dia eu já fiz o exame. Muitas mulheres quando acham uma bolinha tem medo de fazer o exame, e esse é o maior problema, por isso que o câncer de mama é tão perigoso. Quando o câncer de mama é descoberto no início as chances de cura são maiores que 90%, mas quando a mulher acha a bolinha fica com medo de descobrir que é câncer e não vai ao médico, deixam até chegar ao limite e, quando chega ao limite, está numa fase terminal”.

Existem causas diferentes para o câncer de mama, hormonal e hereditária, entre outras. O de Ana era hormonal. Para conseguir manter a gestação, a mãe precisou trocar de obstetra e encontrar um que apoiasse a ação. “Eu estava grávida da Louise, eu sempre quis uma menina. Os médicos mandaram eu interromper a gestação. Eles disseram que devido aos hormônios da gravidez eu deveria interromper imediatamente para não piorar o tumor. Eu disse que não, que eu não iria interromper, que eu jamais tiraria a vida da Louise. Na verdade, ela me deu muita força também. Saber que eu lutava por duas vidas me deu muita força”, contou.

A gestação fez com que Ana desviasse o foco do câncer.  “Passar pelo primeiro processo do tratamento grávida, a mastectomia e as quimioterapias vermelhas. Eu tirava todo o foco do câncer e colocava na gravidez, então ao mesmo tempo que eu fazia uma quimioterapia eu preparava o meu chá de bebê, ao mesmo tempo que eu fazia a quimioterapia eu preparava o enxoval da Louise. Eu tinha algo mais para focar e me distrair”.

Foto: Arquivo Pessoal

Gestante e em tratamento, Ana deu à luz a Louise de parto normal. “Eu descobri [o câncer] bem no início justamente por causa dos hormônios da gravidez, mas também por causa dos hormônios ele poderia crescer muito rápido, e causar metástases, que era o que os médicos não queriam. Eu fiz todos os tratamentos que uma mulher com câncer faz, a única coisa que não fiz foi a radioterapia, que realmente mulher grávida não pode fazer. Para a Louise não fez nada, e ela nasceu de 41 semanas, com quase quatro quilos, de parto normal”.

O recado para as mulheres é de coragem. “As mulheres que descobriram o câncer agora e estão começando o tratamento, só posso dizer para ter muita força, fé e coragem. Não é uma luta fácil, ninguém escolhe passar pelo câncer, mas escolhe como passar pelo câncer. Não precisa ser uma fase triste, difícil e pesarosa, até porque o psicológico de uma pessoa feliz ajuda muito mais no tratamento, é muito mais curável”, encorajou.

Após o tratamento, Ana fez a retirada da segunda mama como prevenção à um novo tumor e reconstruiu as duas mamas.

7 alimentos que ajudam no tratamento para o Câncer de Mama

Dados são do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), mostram que o câncer de mama é o segundo colocado em relação aos novos casos em mulheres, ele corresponde a 28% do total e só este ano serão mais de 59 mil. Quanto antes ele for diagnosticado, maiores são as chances de cura. O tratamento da doença requer uma série de cuidados e uma aliada importante para que ele seja bem-sucedido é a alimentação.

Alguns alimentos quando inseridos na dieta ajudam quem está em tratamento, a nutricionista Aline Quissak, pesquisadora e especializada em oncologia pela University of Guelph no Canadá, separou 7 opções para auxiliar quem luta contra o câncer de mama. “Existem alimentos trazem benefícios comprovados aos pacientes em tratamento de câncer, vale lembrar que eles não são remédios, nem substituem o tratamento específico, são opções terapêuticas que ajudam na recuperação do organismo”, avalia.

1) Kefir (pode ser de água ou de leite)

Durante o tratamento de quimioterapia as bactérias do bem do nosso intestino são afetadas. Como elas são responsáveis pela imunidade, além da absorção de nutrientes. Se o paciente está com imunidade baixa, ele não pode dar continuidade ao tratamento quimioterápico, por isso a importância de repor a flora intestinal. O kefir, seja de água ou de leite, é uma ótima fonte desses probióticos.  Consumir de preferência antes de dormir ou logo que acordar, esperar 15 minutos para comer algo.

2) Brócolis cozido no vapor

Esse vegetal possuí um composto chamado sulforafano, essa substancia só é liberada quando une com outra substancia chamada mirosinase, presente na mastigação ou pelo cozimento leve. Por isso não é recomendado comer brócolis cru ou fazer sopas (cozinhar demais). Indicação: consumir pelo menos 3x na semana 100g de brócolis. O consumo desse alimento da maneira indicada, ajuda na ativação do apoptose (mecanismo que mata células infectadas e que é desativado pelas células cancerígenas), principalmente nos casos de câncer de mama.

3) Broto de Alfafa

Brotos possuem enzimas digestivas e altos níveis de vitaminas do complexo B. Quem está em tratamento costuma não sentir vontade de ingerir proteínas, especialmente carnes, pelo gosto metálico que acabam sentindo. Os brotos auxiliam no “estufamento” provocado pela digestão de proteínas, além de conter vitaminas do complexo B, que são essenciais para tirar aquele cansaço e falta de disposição bem comum presente nessa fase.

4) Azeite de oliva (extra virgem)

O azeite de oliva (extra virgem) é o único óleo com pontuação anti-inflamatória (Cada colher de sopa tem 74 pontos) quem está em tratamento contra o câncer o cardápio deve ter por volta de 3 a 4 mil pontos, por isso ele deve ser sempre associado com alimentos saudáveis.  Todos os outros óleos possuem pontuação negativa, atrapalhando a meta diária do cardápio nutricional terapêutico.  Além de ser uma boa opção de calorias do bem para os pacientes que estão perdendo peso.

5) Alho

A alicina, composto benéfico para o tratamento do câncer, vem se mostrando eficaz na inibição do crescimento das células tumorais, especialmente de mama. Indicação: 1 dente de alho por dia (Além disso também auxilia no cardápio terapêutico dos 3 a 4 mil pontos, pois cada dente de alho tem 215 pontos positivos). Dê preferência consumir o alho amassado que libera mais alicina.

6) Cebola Roxa

A cebola roxa auxilia os rins a filtrarem das toxinas e o sangue, dando ao paciente melhor disposição e oxigenação. Além de ser rica em quercetina, um antioxidante que não atrapalha a quimioterapia e auxilia as células de câncer a não se desenvolverem novamente. Recomendação 1/4 de xícara de cebola roxa por dia.

7) Cúrcuma (Açafrão da Terra) com gengibre 

A curcumina, composto bioativo da cúrcuma só é absorvida pelo corpo humano quando combinada com pimenta do reino ou gengibre. No caso dos pacientes em tratamento quimioterápico, o estomago fica sensível gerando enjoo, então a pimenta é indicada, mas o gengibre sim. Ele também ajuda a potencializar o antioxidante anti-inflamatório do açafrão da terra (1/2 colher de chá tem 147 pontos positivos) e ainda melhora o enjoo. Pode ser feito um shot gelado (no enjoo tudo que é gelado melhora a percepção do que alimentos e bebidas quentes).

Outubro Rosa começa com ações no Centro de Curitiba

A campanha Outubro Rosa, que alerta para o câncer de mama, começa nesta segunda-feira (01) com várias atividades de conscientização no Centro de Curitiba.

Durante todo o dia haverá programação especial na calçada da XV de Novembro, com sorteio de brindes, apresentações teatrais e da banda da Polícia Militar, aferição de pressão e teste de glicose, informações sobre reconstituição e pigmentação da mama, demonstrações de maquiagem e tratamentos estéticos que ajudam a melhorar a autoestima. Profissionais da Secretaria Municipal da Saúde darão orientações sobre o autoexame das mamas.

A ação é realizada pela Secretaria Municipal da Saúde, Associação Comercial do Paraná e pelo Conselho da Mulher Empresária.

Neste ano, o mote da campanha é “Prevenir é um ato de coragem. Lute pelo que te faz feliz”. O objetivo é chamar a atenção das mulheres sobre o autocuidado, prevenção e exames de rotina.

“A prevenção é importante durante todo o ano, mas o Outubro Rosa tornou-se um marco para relembrarmos as mulheres para que não se descuidem”, afirma a secretária municipal da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

O câncer de mama é o que mais causa morte entre as mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O risco cresce, principalmente, após os 50 anos. Por isso, diagnóstico e tratamento precoce são essenciais para a cura.

Onde fazer o exame

Em Curitiba, a acompanhamento da saúde da mulher pode ser feito nas 111 unidades básicas de saúde. É a unidade que encaminha, quando necessário, a mulher para a realização da mamografia em um dos prestadores de serviço da rede.

Para mulheres com 50 anos ou mais, a mamografia de rotina é feita a cada dois anos. Quem tem ou teve algum familiar com câncer de mama ou ovário, deve procurar orientação na unidade de saúde, para realização precoce de acompanhamento.

Outra recomendação é a realização periódica do autoexame das mamas. Caso alguma alteração seja encontrada, deve-se procurar um profissional de saúde.

“Nós não temos fila para marcação da mamografia, então é importante que as mulheres busquem a sua unidade de saúde para fazer o acompanhamento”, enfatiza Márcia.

‘Cada dia é uma nova oportunidade’, diz Ana Furtado após revelar câncer

Ana Furtado usou sua conta no Instagram nesta quarta-feira (30) para postar uma mensagem de otimismo aos fãs. Ela, que recentemente revelou ter tirado um tumor após ser diagnosticada com um câncer de mama, refletiu sobre as contínuas chances que temos no dia a dia de agradecer a vida.

“Cada dia é uma nova oportunidade. É uma nova chance de agradecermos a dádiva da vida, com otimismo, esperança, fé e coragem. É recomeço, é renovação, é reencontro -consigo mesmo e com todas aquelas pessoas que nos cercam de amor e afeto”, escreveu ela, que logo avisou que na quinta-feira (31) e sexta-feira (1), estará substituindo Fátima Bernardes no “Encontro”, da Globo.

Ana contou para o público sobre seu diagnóstico no domingo (27) em um vídeo na mesma rede social.

“Depois de um autoexame seguido de mamografia, descobri um câncer de mama em estágio inicial. Foi um baque muito grande quando recebi a notícia, mas, apesar de tudo, busquei com minha fé e esperança pra conquistar a minha cura. E também agradecer a Deus pelo fato de estar sempre atenta com a minha saúde. Já me operei, já tirei meu tumor, preciso fazer meu tratamento pós-cirúrgico. Estou com muita fé e esperança para seguir adiante”, falou ela, que vai passar por sessões de quimioterapia e deve se afastar em alguns momentos do comando de seu programa, o “É de Casa”.

“Além das Barras” humaniza doações em boletos com mulheres que venceram o câncer de mama

Inicia nesta segunda-feira (23), às 19h30, no vão central do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (PR),  a exposição “Além das Barras”, parte do projeto idealizado pela diretora do Centro de Diagnóstico de Câncer de Mama do Hospital de Clínicas, Maria Helena Louveira e desenvolvido dentro da RedhookSchool – hotspot de criatividade e inovação de Curitiba.

O projeto prevê o uso das imagens de mulheres nos boletos de doações e dessa forma humanizar e sensibilização as pessoas por meio de depoimentos e histórias de vidas de dez pacientes.

A direção criativa esteve com Erick Mendonça, redator da CP+B (SP), e os alunos levaram dezenas de ideias ao HC e com isso o projeto “Além das Barras” se concretizou a ação. Para a doação as pessoas podem entrar no site, se cadastrar, escolher o poster-boleto da modelo e gerar seu boleto.

“Faltam agulhas de biópsia, medicamentos e até materiais básicos, o que faz com que centenas de mulheres percam a chance de um diagnóstico precoce e, muitas vezes, de serem curadas. Doações costumam ser realizadas através de boletos, mas boletos não contam histórias e não aproximam quem doa de quem recebe a ajuda. Por isso, o projeto Além das Barras transformou os boletos de doação do HC em relatos de quem venceu o câncer de mama.”, diz a organização.

Para ver o ensaio, conhecer as histórias e doar, acesse o site.

Vítima de câncer de mama ensina a fazer próteses com alpiste

Depois de ser diagnosticada com câncer de mama, a advogada Fernanda Chahin Baliteve precisou fazer uma mastectomia, a retirada das mamas.

Do momento mais difícil da vida da advogada, surgiu uma campanha que está devolvendo a autoestima para centenas de milhares de mulheres.

Ela aprendeu a fazer próteses usando alpiste e meias finas e criou o projeto Mamas do Amor.

“Eu tive que retirar minhas mamas e no lugar delas, foram colocadas próteses internas, mas houve uma infecção, que me forçou também a retirá-las. Ouvi a história, de que nos tempos em que não havia cirurgia para a reconstrução das mamas, muitas mulheres utilizavam próteses externas feitas com alpiste. Fui pesquisar a respeito e decidi então, fazer as minhas próprias próteses externas”, publicou nas redes sociais.

Assim surgiu a campanha que, em quase um ano, resultou na doação de 5 mil próteses à mulheres vítimas do câncer de mama.

[insertmedia id=”png4c0HNsu4″]

Saiba como ajudar:

mamas-do-amor-ajude

Campanha usa tatuagem para devolver autoestima a vítimas do câncer de mama

Por Alana Gandra, Agência Brasil

Maria Helena Alves Peçanha da Silva, 66 anos, e Vera Lúcia Pereira, 62 anos, não se conhecem, mas compartilham a mesma alegria. Depois de se submeterem a cirurgias de mastectomia devido ao câncer de mama, as duas tiveram a oportunidade de reconstruir gratuitamente os mamilos por meio de tatuagem, dentro da campanha Espelho, Espelho Meu. A iniciativa é do estúdio Kiko Tattoo e é realizada no Rio de Janeiro e em Miami (Estados Unidos), durante os meses de setembro e outubro, pelo segundo ano consecutivo.

O projeto faz alusão ao Outubro Rosa, campanha de conscientização iniciada em 1990, em Nova York, cujo objetivo principal é alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O símbolo do Outubro Rosa é um laço cor-de-rosa.

Vera Lúcia fez a cirurgia para retirada do tumor em 2014. Há um ano, ela voltou ao centro cirúrgico para reconstrução da mama. E, no início deste mês, participou da iniciativa para reconstrução da aréola mamilar por meio da tatuagem. Ela conta que não sentiu nenhuma dor. “Amei essa tatuagem. Você não sabe o quanto ela me fez bem. Ficou perfeita”, disse.

Segundo Vera, uma sobrinha viu a campanha na internet e foi a responsável pela inscrição. Foi ela também que levou Vera ao estúdio de tatuagem. “Há um ano, eu estava querendo fazer essa tatuagem, mas não tinha condições”.

Para Maria Helena, a tatuagem dos mamilos eleva a autoestima da mulher. “Achei ótimo. Ficou perfeito. O resultado está mais do que satisfatório”, disse. Ela conta que fez a cirurgia de retirada da mama há 23 anos. A médica que a atendeu reconstruiu o seio e refez cirurgicamente o mamilo que, com os anos, foi perdendo a tonalidade.

“Só ficou o formato, mas sem definição de cor”, explicou. Com a tatuagem feita agora, a aréola ficou do tamanho da outra e com a mesma cor.

Maria Helena disse que ficou sabendo da campanha pelo jornal e que entrou em contato com o estúdio para saber o que deveria fazer para ser atendida. Ela conta ainda que fez uma avaliação no dia 4 deste mês e que, no dia seguinte, já estava novamente no estúdio para fazer a correção do mamilo.

Para fazer a tatuagem reparadora gratuitamente, dentro da campanha Espelho, Espelho Meu, as mulheres devem ligar para número (21) 2438-4539 e agendar visita com hora marcada para conversar com o tatuador e marcar o procedimento, mediante disponibilidade de agenda e liberação médica.

Tendência

Na avaliação do mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital do Câncer 3 do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a reconstrução dos mamilos por meio de tatuagem, em vez da cirurgia tradicional, tem sido uma tendência. “Hoje tem uma tatuagem que eles chamam tatuagem 3D e quando você olha, nem diz que aquilo não é um mamilo. É uma coisa que tem ganhado muito espaço, até pela facilidade, pela simplicidade que é o método.”

De acordo com o especialista, é um processo praticamente sem dor já que a tatuagem é feita em cima de uma área de sensibilidade reduzida por causa da cirurgia anterior. “Diversos mastologistas estão encaminhando [pacientes] para fazer a tatuagem. É muito mais simples. Não é um procedimento cirúrgico, não tem nenhuma contraindicação”, reiterou.

Solidariedade

Solidariedade e preocupação com o bem-estar do próximo movem os profissionais que decidem dar um pouco do seu tempo e do seu talento às mulheres que passaram por mastectomia.

Responsável pela campanha Espelho, Espelho Meu, o tatuador Kiko disse que iniciativa foi surgindo aos poucos. “A tatuagem nada mais é do que você descobrir artisticamente o que aquela pessoa quer demostrar na sua pele e você traduz aquilo em forma de um desenho ou em forma de arte.”

Ele conta que recebeu a visita de uma pessoa que queria colocar um desenho no lugar na aréola. “Aí, eu pensei, por que a gente não faz uma aréola de verdade?”.

O resgate da autoestima das mulheres é, segundo Kiko, o objetivo principal da campanha. “Decidimos fazer a campanha porque vimos que seria muito importante fazer essa colaboração que é muito ínfima, de 30 minutos”.

A ideia é beneficiar o maior número de mulheres possível. “Eu tenho certeza que isso vai mexer com a vida de muita gente e que não vai parar por aí. A gente pretende atender o máximo de mulheres nos meses de setembro e outubro, mas é bem possível que isso se estenda”, adiantou.

Ele espera que a campanha sirva de inspiração a outros profissionais. “Acho que podem contribuir muito. Espero que sirva de inspiração para outras pessoas, porque são muitas mulheres que necessitam dessa ajuda para superar ainda mais essa etapa [pós-mastectomia].”

Outras campanhas

O artista plástico e tatuador Miro Dantas criou, em 2014, em São Paulo, a campanha Uma Tatuagem Por Uma Vida Melhor para a reconstrução de mamilos de mulheres que tiveram câncer de mama. Segundo ele, 167 sete mulheres de todo o país foram atendidas, gratuitamente, praticamente uma por semana. “Veio gente do Brasil inteiro. Foi uma campanha bem legal”, disse Dantas.

De acordo com o tatuador, o procedimento já existe há algum tempo no mundo, mas como projeto social, ele acredita ter sido o pioneiro no país.

Em Belo Horizonte, a tatuadora Renata Espinelly cobre as cicatrizes das cirurgias de mastectomia com desenhos artísticos. Ela conta que começou esse trabalho em 2015. “Eu forneço duas tatuagens gratuitas no mês para homens trans e para mulheres que sofreram perda da mama por causa do câncer”, diz Renata que também atende no Rio de Janeiro e em São Paulo. As mulheres que a procuram, em geral, são muito tímidas, mas após a tatuagem se sentem melhores. “Levantar a autoestima delas é muito bom”.

Instituto paranaense vai produzir medicamento para tratamento de câncer

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai começar a produzir o Trastuzumabe, medicamento usado para o tratamento do câncer e que hoje é importado pelo Brasil, e fornecer para o Sistema Único de Saúde (SUS). O instituto paranaense será o único fornecedor nacional do remédio até o fim de 2018. Depois disso, fornece 40% da demanda do SUS.

O acordo para a produção do medicamento foi assinado nesta segunda pelo governador Beto Richa, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, João Carlos Gomes, com o laboratório Roche e a empresa brasileira Axis Biotec. O acordo de transferência de tecnologia é uma das etapas do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, do Ministério da Saúde. O programa visa fortalecer a indústria desse setor e estimular a produção no Brasil de remédios distribuídos no SUS.

Tecpar manteve equipamento para fabricação de vacinas parado por treze anos
Tecpar vai produzir medicamentos para o SUS
Fiocruz desenvolve nova metodologia para tratamento do câncer

A empresa detentora da patente do remédio é a suíça Roche, maior companhia de medicamentos do mundo. No acordo assinado, o laboratório suíço transferiu a tecnologia para o Tecpar e para a Axis Biotec, empresa brasileira privada que possui a exclusividade para a transferência do medicamento em território nacional e é parceira do instituto paranaense.

Câncer de mama

O Trastuzumabe foi incorporado ao SUS e é usado no tratamento de mulheres com câncer de mama metastático. Segundo pesquisas publicadas no Journal of Clinical Oncology e no Journal of Global Oncology, em 2015 e 2016, respectivamente, o medicamento, junto com o uso de uma outra droga, seria capaz de salvar a vida de 768 vidas de mulheres com câncer de mama metastático HER2-positivo no país.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, do total de 2 mil pacientes diagnosticadas com este subtipo da doença em 2016, apenas 808 estarão vivas, após dois anos, se forem tratadas somente com quimioterapia. Caso recebessem a combinação de quimioterapia e trastuzumabe, o número de sobreviventes subiria para 1.408. Com a associação de quimioterapia, trastuzumabe e pertuzumabe, 1.576 pacientes sobreviveriam.