câncer colo do útero

Câncer de colo do útero: 90% dos casos estão relacionados à incidência de HPV entre mulheres

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o tumor de colo do útero atinge mais de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina. A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos casos acaba levando à morte. A preocupação acerca dos crescentes índices da doença aumenta quando analisado o principal causador da condição: o contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV.

Mais comum tipo de infecção sexualmente transmissível em todo o mundo, o vírus HPV atinge de forma massiva as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irá desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos, uma taxa que preocupa os especialistas.

“A cada ano, mais de 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo uterino no mundo. Cerca de 300 mil óbitos ao ano são atribuídos a essa doença, o que configura um desafio na saúde mundial, apesar de se tratar de uma doença prevenível. Aproximadamente 90% dos casos ocorrem em países pobres ou emergentes, sobretudo por estratégias de implementação vacinal e programas de rastreio populacional inadequados. A mortalidade nesses países é cerca de 18 vezes maior que em países desenvolvidos. No Brasil, a taxa de mortalidade ajustada para a população mundial de 4,70 óbitos para cada 100 mil mulheres”, revela Michelle Samora, oncologista do Grupo Oncoclínicas.

Segundo a médica, esse tipo de infecção genital é muito frequente, o que pode ocasionar alterações celulares no corpo da mulher, evoluindo para um tumor maligno. “O processo de oncogênese do HPV consiste em algumas etapas principais: infecção pelo HPV de alto risco oncogênico, acesso do vírus ao epitélio metaplásico na zona de transformação do colo uterino, persistência da infecção com integração do genoma viral ao DNA da célula hospedeira. A partir daí, o vírus passa a expressar suas proteínas relacionadas ao câncer, promovendo a imortalização celular. Como conseqüência, a depender da condição de cada indivíduo, ocorrerá o aparecimento das lesões precursoras ou mesmo o câncer”, explica.

Para a Michelle, a prevenção é um dos principais aliados no combate ao câncer de colo do útero. “A vacinação contra o HPV representa a melhor forma de prevenção primária. Ela resulta numa resposta imune 10 vezes mais eficiente que a viral e está disponível contra os seguintes subtipos: vacina bivalente contra HPV 16 e 18; vacina quadrivalente contra HPV 6,11,16 e 18; e a vacina nonavalente que inclui mais 5 subtipos oncogênicos os 31, 33, 45, 52 e 58. 8. Todas as vacinas possuem soroconversão próximas a 100%. A duração total do proteção ainda é incerta, estima-se em aproximadamente 9 anos; porém, estudos matemáticos indicam alta concentração de anticorpos por no mínimo 20 anos”, diz.

Em complemento à prevenção primária, a médica destaca os exames periódicos para detecção da doença.  “Quando diagnosticado precocemente, é possível que haja uma redução de até 80% de mortalidade por este câncer. Considerando que o tumor de colo do útero é uma doença com sintomas silenciosos, muitas vezes as mulheres perdem a chance de descobrir a condição ainda na fase inicial. Sempre aconselho as mulheres a realizarem os exames como o Papanicolau periodicamente, para que aumentem as chances da doença ser diagnosticada precocemente”, destaca Michelle.

FIQUE ATENTA AOS PRIMEIROS SINAIS

O tumor ocorre quando as células que compõem o colo uterino sofrem agressões causadas pelo HPV. Os primeiros sinais aparecem por meio de sangramento vaginal, seguido de corrimento e dor na pelve.

Quando a doença já se encontra em um estágio mais avançado, a mulher pode apresentar um quadro de anemia devido à perda de sangue, além de dores nas pernas, nas costas, problemas urinários ou intestinais e até perda de peso sem intenção. “Os sangramentos podem ocorrer durante a relação sexual, fora do período menstrual e em mulheres que já estão no período da menopausa”, diz a oncologista.

Quando detectado, os procedimentos para o tratamento do câncer são cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. “A cirurgia pode consistir na retirada do tumor ou na retirada do útero, o que pode impossibilitar a mulher de engravidar. Para os estágios mais avançados da doença, são recomendados os tratamentos de radioterapia e quimioterapia”, finaliza Michelle Samora.

Brasil tem 180 mil novos casos de câncer de pele por ano

O câncer de pele é o mais comum no mundo e é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), são diagnosticados anualmente 180 mil novos casos da doença no Brasil. Isso significa que 1 em cada 4 novos casos de câncer, é de pele. A alta prevalência da doença fez com que a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) iniciasse, em 2014, o movimento Dezembro Laranja, para a conscientização nacional sobre o câncer de pele.

Existem três principais tipos da doença: o melanoma, o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. De acordo com a médica, Myrna Campagnoli, os dois últimos são, em geral, mais comuns e menos agressivos, com altos índices de cura quando diagnosticados e tratados precocemente.

O terceiro tipo, o melanoma, corresponde a aproximadamente 3% dos cânceres de pele. Apesar de raro, é o mais agressivo e potencialmente letal. Entretanto, quando descoberto no início, tem mais de 90% de chance de cura. “Por isso é importante ficar atento aos sinais de suspeita e realizar os exames dermatológicos periódicos para um diagnóstico precoce”, enfatiza a médica.

Condições de risco

A exposição prolongada ao sol, mesmo que de forma esporádica, é fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, assim como se submeter a câmaras de bronzeamento artificial. De acordo com Myrna, é importante redobrar a atenção no verão e, principalmente, proteger as crianças e adolescentes, que costumam curtir as férias na praia e na piscina, com bastante exposição ao sol. “As queimaduras solares, quando ocorrem na infância e adolescência, elevam o risco de desenvolvimento do melanoma na idade adulta”, diz a especialista.

Outros fatores de risco são: pele e olhos claros, mais comuns em pessoas loiras e ruivas, presença de muitas pintas e histórico de câncer de pele na família.

COMO PREVENIR

Com algumas medidas simples, como o uso de protetor solar em horários de maior intensidade do Sol (entre 10h e 16h) e de camisetas e bonés, já é possível reduzir as chances de surgimento da doença em cerca de 40%. Outra recomendação é realizar uma consulta dermatológica por ano, além de ficar atento aos sinais de alerta.

SINAIS DE ALERTA

Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, é consenso entre os dermatologistas “a regra do ABCDE” (abaixo), que lista os sinais importantes e de fácil percepção pelo paciente, e atentar para feridas que não cicatrizam.

-A de assimetria: se a pinta ou mancha apresentar assimetria;

B de bordas: bordas irregulares, com contornos mal definidos;

C de cor: múltiplas cores na mesma lesão (tons pretos, azuis ou avermelhados etc.);

D de diâmetro: lesões com mais de 5 ou 6 milímetros;

-E de evolução: mudanças na cor, tamanho, forma ou na sensibilidade de uma lesão ou pinta.

Se esses sinais na pele forem identificados, a orientação é procurar um dermatologista rapidamente. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico da pele, podendo ter o auxílio de um dermatoscópio, ferramenta que permite a visualização das estruturas mais profundas das lesões cutâneas. Aliado ao dermatoscópio, o mapeamento corporal de nevos, que inclui a associação de fotos do corpo e a dermatoscopia, com possibilidade de um seguimento das pintas a longo prazo,  é indicado apenas para casos de maior risco, ou seja, para aqueles que têm muitas pintas, que já tiveram câncer de pele ou casos da doença na família.

O mapeamento corporal de nevos fotografa as lesões encontradas em intervalos que podem variar de 3 a 12 meses e, com isso, identifica as pequenas mudanças ocorridas durante o período, muitas vezes imperceptíveis a olho nu. “É um importante exame para o diagnóstico precoce, pois encontrar o câncer no início é a melhor maneira de tratá-lo com sucesso”, explica Myrna. O especialista ressalta ainda que, para os casos mais graves, como os metastáticos, já existem novos medicamentos no mercado e estudos que comprovam o aumento da sobrevida desses pacientes.

morre Marie Fredriksson, banda Roxette, câncer

Morre a cantora Marie Fredriksson, vocalista do Roxette

A cantora sueca Marie Fredriksson, vocalista da banda Roxette, morreu na manhã desta terça (10), aos 61 anos.

Ela lutava contra um câncer há 17 anos. A informação foi confirmada por um comunicado oficial.

“Não faz tanto tempo que nós passamos dias e noites em meu pequeno apartamento dividindo sonhos impossíveis. E que sonho nós eventualmente pudemos dividir! Estou honrado por ter conhecido seu talento e generosidade. As coisas nunca mais serão as mesmas”, escreveu o guitarrista Per Gessle, seu parceiro musical, em suas redes sociais.

Formado por Marie Fredriksson e Per Gessle, o grupo Roxette foi fundado em 1986. Com o single “The Look”, do segundo disco “Look Sharp”, a dupla ficou famosa no mundo inteiro. Com mais de 80 milhões de discos vendidos, hits como  “Listen to Your Heart” e “It Must Have Been Love” marcaram os anos 1990.

Em 2002, Fredriksson foi diagnosticada com um tumor no cérebro e teve que ficar fora dos palcos até 2009, para afastar-se novamente em 2016 e cuidar de sua saúde. Os últimos shows da banda no Brasil foram em 2011 e 2012.

Marie nasceu em 30 de meio de 1958, no sul da Suécia. Ela deixa um marido, o tecladista, Mikael Bolyos, e dois filhos.

ROXETTE EMBALOU VÁRIAS TRILHAS DE NOVELAS 

A voz da cantora Marie Fredriksson, morta nesta segunda-feira (9) aos 61 anos, embalou momentos românticos de algumas das novelas mais icônicas dos anos 1990.

A sua banda de pop rock, a Roxette, que dividia com o guitarrista Per Gessle, garantiu espaço nos CDs das trilhas internacionais de obras como “Perigosas Peruas” e “O Sexo dos Anjos”.

Marie lutava contra um câncer há 17 anos. A informação da morte foi confirmada por um comunicado oficial de seu empresário. Ela deixa o marido, o tecladista Mikael Bolyos, e dois filhos.

Um dos maiores hits da banda Roxette, fundada em 1986, foi “Spending My Time”, que embalou as cenas de Cidinha, personagem de Vera Fischer em “Perigosas Peruas”, exibida pela Globo em 1992, segundo o portal Memória Globo, da emissora.

Outro de seus grandes sucessos, “Listen to Your Heart”, foi tema central do casal de protagonistas Adriano (Felipe Camargo) e Isabela (Isabela Garcia) de “O Sexo dos Anjos”, novela da Globo exibida entre 1989 e 1990.

Em “Um Anjo Caiu do Céu”, que foi ao ar em 2001 na Globo, a música “Milk and Toast and Honey” foi a trilha do casal Kiko (Jonatas Faro) e Dorinha (Sthefany Brito).

Mais recentemente, em 2012, a novela da Globo “Aquele Beijo” usou em algumas de suas cenas o single “No One Makes It On Her Own”, composto por Per Gessle e interpretado pela banda.

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SUS tem até 30 dias para liberar exames para pacientes com suspeita de câncer

O Senado aprovou nesta quarta-feira (16) o projeto de lei que fixa prazo de 30 dias para a realização de exames de diagnóstico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria segue para sanção presidencial.

O texto estabelece um limite de até 30 dias para realização dos exames necessários nos casos em que tumores cancerígenos sejam a principal hipótese do médico. O prazo somente será aplicado quando houver solicitação fundamentada do médico responsável.

O dispositivo altera a lei atual, que estabelece o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer (Lei 12.732/12).

O relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ressaltou que o tempo de identificação da doença impacta no tratamento e na sobrevida do paciente.

“Casos mais avançados, mesmo que submetidos ao melhor e mais caro tratamento disponível, têm chance muito menor de cura ou de longa sobrevida, quando comparados aos casos detectados e tratados ainda no início. Em resumo, o momento da detecção do câncer impacta decisivamente a sua letalidade, ou seja, o percentual de pessoas acometidas que vêm a falecer por causa da doença”, disse Trad.

O senador citou que estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), durante o ano de 2018, indicam que ocorreram 300.140 novos casos de neoplasia maligna entre os homens e 282.450 entre as mulheres. Os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis são que 107.470 homens morreram por ano pela doença e 90.228 mulheres. Segundo Trad, são números realmente expressivos, que geram preocupação nas autoridades sanitárias.

“Sabe-se que o mais importante gargalo para a confirmação do diagnóstico de câncer está na realização dos exames complementares necessários, em especial dos exames anatomopatológicos, sem os quais não é possível dar início aos regimes terapêuticos estabelecidos”, disse o parlamentar.

“Câncer de mama: juntos, sem medo” é o tema do Outubro Rosa; 59.700 novos casos são estimados até o fim de 2019

Outubro Rosa é um movimento que acontece no mundo inteiro, que tem por objetivo a conscientização para o controle do câncer de mama. O tema deste ano: “Câncer de mama: juntos, sem medo“, pretende fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e diagnóstico precoce da doença.

A proposta do Outubro Rosa 2019 é desconstruir o medo da doença através da divulgação de informações corretas sobre diagnóstico precoce, tratamentos e o convívio com o câncer.

Por esta razão, o INCA (Instituto Nacional do Câncer), lançou a 5ª Edição a Cartilha “Câncer de Mama: vamos falar sobre isso?” revisada e atualizada com informações sobre a doença.

Divulgação/INCA

Até o final do ano de 2019, o INCA estima 59.700 novos casos de câncer de mama, em todo o país. No Paraná a estimativa é de 3.730 novos casos, 820 somente em Curitiba.

O CÂNCER

O câncer de mama é uma doença que acomete mulheres e homens em todo o mundo. Segundo o MS (Ministério da Saúde), é o tipo de câncer mais comum entre mulheres, depois do câncer de pele não melanoma.

Uma a cada três mulheres pode ser curada se o câncer for descoberto logo no início. Todo o esforço do MS é para que mulheres e familiares falem, discutam e se informem sobre a doença, para desfazer a crença de que o câncer de mama é uma sentença de morte ou um mal inevitável, ou incurável.

O câncer se origina da multiplicação desordenada das células mamárias, que gera células anormais, formando um tumor.

No mundo, a incidência de novos casos, a cada ano, corresponde a 25%. No Brasil, o índice é de 28% dos novos casos de câncer em mulheres.

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Reprodução/OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde

Segundo o INCA (Instituto nacional do Câncer), há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns se desenvolvem muito rapidamente e outros seguem um ritmo mais lento, de acordo com a característica de cada tumor. O sintoma mais comum do câncer de mama é o aparecimento de um nódulo, geralmente indolor, duro e irregular.

Outros sintomas, como o edema de pele, dor e inversão do mamilo também podem indicar o surgimento da doença.

Cerca de 80% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias mulheres. Fazer o autoexame é fundamental para o diagnóstico precoce da doença. Todos os sintomas devem ser investigados através de exames clínicos e complementares. Quando detectado precocemente é possível fazer um tratamento menos agressivo.

O câncer de mama também acomete homens, porém é mais raro e representa menos de 1% do total de casos da doença.

Desde 2010 o INCA participa do movimento Outubro Rosa, com o  objetivo de compartilhar informações, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. O INCA é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo tratamento oncológico, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

CAUSAS DO CÂNCER DE MAMA

Vários fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Portanto, não há uma só causa. O risco de desenvolver a doença aumenta de acordo com a idade. Mulheres com mais de 50 anos estão mais propensas a desenvolver câncer de mama.

FATORES DE RISCO

São vários os fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Os fatores ambientais/sociais tais como obesidade, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e a exposição frequente  à radiações ionizantes, como o Raio X, são alguns deles. Outros fatores como os genéticos/hereditários e o histórico hormonal também estão associados ao desenvolvimento da doença.

TRATAMENTO

Para o tratamento de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.

A lei nº 12.732, de 2012, estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso.

É importante reforçar que, para que o prazo da lei seja garantido a todo usuário do SUS, é necessária uma parceria direta dos gestores locais, responsáveis pela organização dos fluxos de atenção. Estados e municípios possuem autonomia para organizar a rede de atenção oncológica e o tempo para realizar diagnóstico depende da organização e regulação desses serviços.

O tratamento do câncer de mama é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. O médico vai escolher o tratamento mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença.

Fonte: Ministério da Saúde

OUTUBRO ROSA

O movimento, conhecido como Outubro Rosa, é celebrado anualmente desde os anos 90. O objetivo da campanha é compartilhar informações sobre o câncer de mama e, mais recentemente, câncer do colo do útero, promovendo a conscientização sobre as doenças, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e contribuindo para a redução da mortalidade.

O nome da campanha remete à cor do laço que é um símbolo internacional usado por indivíduos, empresas e organizações na luta e prevenção do câncer de mama. É por esse motivo que durante esse mês a cor rosa ilumina a fachada de diversas instituições públicas e privadas iluminam suas fachadas com objetivo promover indicar a adesão ao movimento.

Saiba mais sobre a campanha aqui.

PARANÁ ROSA

O Paraná Rosa é uma campanha que será realizada dentro do Outubro Rosa e tem como objetivo atingir as 5.831.145 mulheres de todo Paraná. Durante todo mês, 43 municípios espalhados pelo Estado promoverão ações de incentivo e cuidado com a saúde da mulher.

O secretário de saúde do Estado, Beto Preto, ressaltou a importância de falar sobre o assunto durante o ano todo, mas intensificar nesse mês dedicado aos cuidados do câncer de mama. “O outubro rosa é o mês de lembrança, o mês que temos a oportunidade de mobilizar, articular, capacitar e dialogar sobre um assunto tão sério. Os exames estão disponíveis em todo o estado, durante o ano todo, mas esta é a hora de intensificar os cuidados e as 22 Regionais do Estado estarão envolvidas nesta ação no mês que vem.”

A partir desta terça-feira (1º) começam as celebrações do Outubro Rosa em todo Paraná. O movimento existe desde 1997 e promove ações voltadas à prevenção do câncer de mama e do câncer de colo de útero, além do diagnóstico precoce da doença.

O Governo do Estado, por meio da SESA (Secretaria de Estado da Saúde), e em parceria com a SEJUF (Secretaria da Justiça, Família e Trabalho), aproveita a mobilização do Outubro Rosa para chamar a atenção da mulher paranaense para o cuidado integral com a saúde. A primeira-dama do Estado, Luciana Saito Massa, idealizou e apadrinhou o evento deste ano, o Paraná Rosa.

O Paraná Rosa passará por 43 municípios, promovendo ações de incentivo e cuidado com a saúde da mulher. Serão ofertadas a coleta de exames de colo de útero, agendamentos de mamografia, testes rápidos de hepatite, HIV e sífilis, vacinas e diversas atividades, como palestras de profissionais das áreas de saúde, nutrição e educação física, o objetivo é promover a autoestima da mulher.

Além disso, as unidades móveis de atendimento itinerante à mulher em situação de violência, mais conhecidas como Ônibus Lilás, levarão orientações sobre violência doméstica e familiar, direitos da mulher e assistência social.

NÚMEROS NO ESTADO

Até o mês de junho deste ano, o Estado realizou 144.409 mamografias. Já os exames preventivos de colo de útero foram 295.676. Para oferecer os testes, o Paraná conta com 179 mamógrafos SUS distribuídos nas 22 Regionais de Saúde.

Em 2018 o número de óbitos em decorrência da doença alcançou 1.012 mulheres no Paraná.

Acompanhe as programações e ações do mês de outubro no site da SESA.

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde do Paraná

CURITIBA

“Você não pode prever o futuro, mas pode se cuidar hoje”

Foto:Cesar Brustolin/SMCS

A abertura oficial do Outubro Rosa na capital acontece nesta terça-feira (1/10), às 10 horas, em frente ao prédio da ACP (Associação Comercial do Paraná), no calçadão da XV de Novembro, 621.

O evento, realizado pela ACP em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, tem como tema neste ano “Você não pode prever o futuro, mas pode se cuidar hoje”.

Durante todo o dia haverá uma programação especial no local, com a apresentação da banda da Polícia Militar, atividades físicas, dança, apresentações teatrais e de coral. Os profissionais de saúde da SMS participam do evento dando orientações ao público sobre a prevenção do câncer de mama. Também oferecem sessões de auriculoterapia.

“Nosso objetivo é chamar a atenção das mulheres sobre a prevenção. Por meio da alimentação e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver o câncer de mama”, afirma a secretária municipal da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

Além do evento que será realizado nesta terça-feira no calçadão da XV, durante todo o mês de outubro as unidades básicas de saúde realizam atividade especiais em alusão ao tema em suas comunidades.

Cidade tem flores rosas pra lembrar o mês da prevenção

Foram plantadas 35 mil mudas de petúnias, amores-perfeitos e begônias, em diferentes tonalidades de rosa, nos canteiros da Avenida Manoel Ribas e da Via Veneto.

As flores estão foram preparadas para atingir o ápice da florada durante o mês de outurbo. O objetivo é que a beleza no caminho  sirva para encantar e também alertar às pessoas sobre os cuidados à saúde da mulher.

Canteiros da Rua Via Veneto e Av Manoel Ribas com flores em tons de rosa dedicado a prevenção ao câncer de mama. Lucilia Guimarães/SMCS

 

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde 

Simpósio Oncologia e Espiritualidade

Simpósio discute câncer e espiritualidade em Curitiba no próximo sábado (31)

Médicos psiquiatras, psicólogos e profissionais de saúde estarão reunidos em Curitiba, neste sábado (31), para discutir espiritualidade e o câncer, no IV Simpósio de Saúde, Espiritualidade e Oncologia, que será realizado pelo CAPO (Centro de Apoio a Pacientes Oncológicos Dr. Bezerra de Menezes).

Durante o encontro serão abordados temas como os aspectos espirituais do câncer, os motivos do adoecimento, através de uma abordagem médico-espírita, a importância da saúde mental e das emoções.

Além disso, o grupo vai discutir também a depressão e os transtornos físico-emocionais, a importância da psico-oncologia, a espiritualidade no processo de cura das doenças e a como trabalhar o processo de autocura.

O Simpósio é aberto ao público e acontece no Sesc da Esquina, na Av. Visconde do Rio Branco, 969, a partir das 08h30. Confira a programação completa.

Estudo aponta aumento de câncer em população de 20 a 49 anos

O aumento dos casos de câncer na população entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a atenção de especialistas. Nesse período, a incidência por ano do câncer da glândula tireóide registrou uma elevação de 8,8%, o de próstata 5,2% e o de cólon e reto 3,4%. Os dados fazem parte do estudo elaborado pelo Observatório de Oncologia, que teve como tema Câncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas políticas de prevenção.

O trabalho foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante o Fórum Big Data em Oncologia, que ocorreu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro foi organizado pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC).

De acordo com o estudo, houve aumento ainda na mortalidade por alguns tipos da doença. O maior percentual foi de câncer no corpo do útero, que subiu 4,2% por ano; seguido por cólon e reto com 3,2%, mama 2,5%, cavidade oral 1,2% e colo de útero 1%.

A líder do TJCC e presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall, disse que após pesquisas da Sociedade Americana de Câncer, divulgadas em fevereiro, nos Estados Unidos, identificando a ligação entre obesidade e o aumento nos casos de câncer em indivíduos mais jovens, especialistas do Observatório de Oncologia, que pertence ao TJCC, se dedicaram ao estudo para verificar o que ocorria no Brasil e analisaram dados gerados no setor de Saúde. Foram analisados dados do DATASUS e do Inca.

O resultado, além de um alerta, vai servir para indicar tipos de políticas que podem ser adotadas pelos gestores e impedir que a tendência tenha um crescimento maior.

“Os que aumentaram na incidência e na mortalidade eram cânceres relacionados ao tipo de vida. A gente está pressupondo que álcool, tabaco, alimentação não saudável e falta de prática de exercício podem estar refletindo no aumento de incidência”, detalhou Merula Steagall.

A pesquisadora ainda diz acreditar que o aumento da mortalidade se deu porque as pessoas procuram o tratamento em estágio avançado da doença. ”Como se espera que o câncer é uma doença depois dos 50 anos mais predominantemente, porque as células estão mais envelhecidas e começa uma produção irregular que acarreta no câncer, a pessoa entre 20 e 50 não está atenta para isso. O sistema não facilita o fluxo para ir rápido para um diagnóstico”.

Demora

No encontro, os especialistas destacaram dois fatores que contribuem para esses números: a falta de acesso a informações e aos tratamentos. “Esse fator da demora de acesso a um especialista e a um centro adequado também acarreta na mortalidade e a pessoa perde o controle da doença”, contou.

Merula acrescentou que em termos de tecnologia, nesses 20 anos, houve avanços, então, para o especialista é triste verificar que o progresso científico não teve impacto na vida das pessoas. “Não teve resultado para muitos tipos de cânceres. Dos 19 analisados, 10 aumentaram a mortalidade”, observou, destacando a importância da mídia no alerta e na divulgação da vida saudável.

“Você tem que planejar a sua terceira idade enquanto é jovem. Só que as pessoas jovens acham que a mortalidade para elas está distante. Falo isso como uma pessoa com doença genética e como a morte estava sempre próxima sempre me cuidei, me tratei, procurei fazer esportes e tive alimentação saudável. É importante alertar porque precisamos planejar o nosso envelhecimento.”

Diagnóstico

A médica mastologista, Alice Francisco, teve uma experiência própria com diagnóstico precoce. Ao fazer um exame de rotina para verificar um histórico familiar de hipotireoidismo ficou constatado, mesmo sem ter sintomas, que tinha câncer na tireóide. A avaliação foi há 12 anos, o tratamento foi feito, o tumor sumiu, mas dois anos depois voltou. “Precisei fazer novamente o tratamento. Foi uma coisa bem inesperada para a situação do meu diagnóstico naquele momento”, revelou.

Alice completou que foi muito importante ter o diagnóstico precoce e que pôde ver o quanto é relevante o impacto nos resultados dos tratamentos. A médica reforçou a necessidade de ter bons hábitos alimentares e físicos. “Para mim, isso foi muito importante e adaptar ao meu dia a dia. Hoje eu repercuto muito isso como profissional de saúde e estudo tudo. Uma das minhas linhas de estudo é a atividade física, então, mudou muito a minha forma de ser profissional depois de ter passado por isso”, indicou.

Parceria

Segundo a presidente da Abrale, o objetivo da entidade é trabalhar junto com o Ministério da Saúde para a definição, entre outras medidas, de maior divulgação de informações sobre o que é a doença, como pode ser diagnosticada e quais são os fatores de risco.

No encontro, foi apontada a diferença de acesso das informações e à disponibilidade de tratamento entre as regiões do país, com maior dificuldade no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS), Jacson de Barros, que participou dos debates, reconheceu que é preciso qualificar mais as equipes de atendimento, que podem apresentar um diagnóstico precoce, facilitar o tratamento e em muitos casos evitar a morte do paciente. Para ele, isso pode também reduzir as sub-notificações. “A gente quer mudar a forma de disponibilizar os dados do DATASUS para que todo mundo consiga além do acesso, poder fazer estudos longitudinais, acompanhar o desfecho. A ideia é aprimorar todo esse sistema”, disse.

O diretor afirmou que falta infraestrutura para permitir o registro adequado da informação. Um estudo do ano passado dos hospitais que têm mais de 50 leitos mostra que mais da metade não tem prontuário eletrônico, ou seja, faz o básico quando o paciente entrou, se precisou ficar internado e quantos dias permaneceu na unidade, mas não é feita uma análise clínica. “Mesmo assim, com as informações que a gente tem ainda dá para sair muito suco de laranja, mesmo não tendo as informações clínicas”, afirmou.

Para resolver o problema das regiões onde há carência de acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, o diretor disse que o Ministério da Saúde está fazendo um mapeamento para adequar o primeiro atendimento a fazer o registro adequado. “Será um mapeamento baseado na classificação do IBGE, e para cada região vamos subsidiar soluções para investimento de infraestrutura na ponta e para melhor atender e registrar”, disse.

Nanocápsulas ativadas por calor podem ajudar no tratamento do câncer

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) desenvolveram uma nova técnica que envolve o uso de nanocápsulas pode ajudar no tratamento de tumores.

O método envolve o transporte de medicamentos antitumor por meio de cápsulas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) feitas com membranas de células cancerosas. Junto com os medicamentos, elas carregam materiais fotoativos (ativados pela luz), como o ouro, que aquecem ao serem irradiados com luz infravermelha, matando as células cancerosas.

“Para construir essa nanocápsula, usamos, não um material convencional como um polímero, mas a membrana de uma célula do tumor. Extraímos a membrana que reveste a célula e com ela fizemos a cápsula. Lá dentro vai um remédio – um quimioterápico – e esses nanobastões de ouro. Com isso, conseguimos entrar no tumor. O fármaco é liberado e aquecemos os nanobastões irradiando luz, fazendo com que ele destrua a célula por elevação da temperatura”, disse o professor Valtencir Zucolotto, do IFSC-USP e orientador da pesquisa.

As nanocápsulas são colocadas no sistema circulatório e, por serem feitas de membranas de células cancerosas, tendem a se incorporar nas células tumorais. Para encontrá-las, são utilizados meios como tomografia ou ressonância magnética.

Em seguida, é feito o núcleo magnético é aquecido para promover a morte do tumor. O trabalho foi desenvolvido no doutorado de Valéria Spolon Marangoni, que integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

Testagem
Os experimentos feitos em colaboração com o professor Wagner José Fávaro, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizaram nanobastões de ouro e o quimioterápico betalapaxona, envoltos em nanocápsulas de membrana celular, para tratar tumores de bexiga induzidos em camundongos.

Os resultados, publicados na revista Applied Bio Materials, mostraram que as nanocápsulas se ligaram aos tumores e, ao serem irradiadas com luz infravermelha, se romperam e liberaram os nanobastões de ouro e a betalapaxona entre dez e 20 minutos depois de iniciado o processo. De acordo com as análises dos tecidos, nenhum dos tumores na bexiga dos camundongos cresceu e alguns regrediram.

Zucolotto destaca que ainda não há previsão para experimentos em humanos. “Normalmente, seguiria para outros tipos de ensaios clínicos fase 2, 3, e leva anos. É necessária a aprovação de todos órgãos, até que um dia, se for tudo bem, se for comprovada a eficácia, a segurança, poderá ser testado em humanos. É o caminho natural. Não sabemos quanto tempo.”

Diagnóstico de câncer em até 30 dias pelo SUS está na pauta do Plenário

Projeto de lei que garante aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer o direito a biópsia no prazo máximo de 30 dias, contados a partir do pedido médico, é uma das matérias da pauta de votações do Plenário do Senado Federal na terça-feira (14), a partir das 14h. Se for aprovado, o projeto segue para sanção presidencial. As votações da semana serão conduzidas pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), 1º vice-presidente do Senado, já que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, cumpre agenda nos Estados Unidos de 13 a 15 de maio.

Da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), o PLC 143/2018 determina que o limite de até 30 dias valerá para os exames necessários nos casos em que a neoplasia maligna (termo médico que se refere aos tumores cancerígenos) seja a principal hipótese do médico.

Se a proposta for aprovada, a mudança será feita na lei que já estipula o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer (Lei 12.732, de 2012). O objetivo é acelerar ainda mais o acesso a medicações e cirurgias necessárias pelos pacientes. Zanotto avaliou que a falta de prazo também para os exames diagnósticos é uma lacuna na lei atual.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 300.140 novos casos foram registrados entre os homens e 282.450 entre as mulheres, somente em 2018. Já os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis apontam para 107.470 homens e 90.228 mulheres no ano passado.

Precatórios

Também pronto para ser votado está o PLS 163/2018-Complementar, que inclui os precatórios entre as exceções de controle previstos na legislação que trata de estímulos ao equilíbrio fiscal de estados e do Distrito Federal (Lei Complementar 156/2016). Essa norma concedeu prazo adicional de 240 meses para o pagamento de dívidas dos estados com a União, no intuito de atenuar os efeitos da crise fiscal.

O projeto, do senador José Serra (PSDB-SP), inclui entre as exceções as despesas referentes aos precatórios.

Tribunais de contas

Outra matéria que deve ser votada é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2017, que proíbe a extinção dos tribunais de contas. A proposta já foi aprovada em primeiro turno pelo Plenário. Se for confirmada em votação em segundo turno, a PEC do ex-senador Eunício Oliveira segue para análise da Câmara dos Deputados.

Exame de diagnóstico de câncer deve ser feito pelo SUS em até 30 dias, decide CAS

O Plenário do Senado votará, em regime de urgência, projeto de lei que garante aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer o direito a biópsia no prazo máximo de 30 dias, contados a partir do pedido médico. De autoria da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), o PLC 143/2018 foi aprovado nesta quarta-feira (10), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposta determina que o limite de até 30 dias valerá para os exames necessários nos casos em que a neoplasia maligna (termo médico que se refere aos tumores cancerígenos) seja a principal hipótese do médico. A mudança será incluída na lei que já estipula o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer (Lei 12.732, de 2012). O objetivo é acelerar ainda mais o acesso a medicações e cirurgias necessárias pelos pacientes. Zanotto avaliou que a falta de prazo também para os exames diagnósticos é uma lacuna na lei atual.

O PLC 143/2018 faz parte da pauta prioritária da bancada feminina. O relator da matéria na CAS, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ressalta que o momento da detecção do câncer impacta decisivamente no percentual de pessoas que morrem por causa da doença. Ele cita estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), segundo as quais 300.140 novos casos foram registrados entre os homens e 282.450 entre as mulheres, somente em 2018. Já os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis apontam para 107.470 homens e 90.228 mulheres no ano passado, disse Nelsinho Trad.

“São números realmente expressivos, que geram preocupação nas autoridades sanitárias”, afirmou o relator.

Agencia Senado