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Deputados do Paraná aceleram votações antes do recesso parlamentar

Com uma pauta de 33 projetos para serem apreciados somente nesta segunda-feira (9), os deputados estaduais iniciaram a semana na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Dois projetos foram retirados da pauta por um pedido de vista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), restando outros 31 na ordem do dia.

Os dois projetos que receberam pedido de vista pelos membros da CCJ, foram os relacionados à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que faz alterações no regime de previdência dos servidores públicos estaduais.

Entre os 31 projetos votados nesta segunda-feira, está o do orçamento do Estado. O presidente do legislativo deputado Ademar Traiano (PSDB) espera finalizar a votação do orçamento até a próxima quarta-feira (11).

“Nós temos os prazos legais para essa votação, sendo ele antes do final do período legislativo. Portanto eu pretendo votar e concluir essa votação até esta quarta-feira”, pontuou o presidente da casa.

Durante coletiva nesta segunda-feira, Traiano falou a respeito do projeto de lei de iniciativa da mesa executiva que cria o fundo de modernização da Assembleia. De acordo com o presidente da casa, o fundo deverá ter R$30 milhões disponíveis em 2020, mas segundo o parlamentar, não significa que a casa deixará de devolver recursos ao governo do estado como tem feito nos últimos anos, e que neste ano alcançou a soma de R$280 milhões.

Os recursos disponibilizados pelo fundo de modernização da Assembleia devem ser usados, por exemplo, para construção de um novo espaço para realização de audiências públicas. Outra finalidade dos recursos será a aplicação em tecnologia e inovação, de acordo com a justificativa do projeto.

Para vencer a longa pauta de votações, a Comissão de Constituição e Justiça realizou sessão extraordinária nesta segunda-feira para apreciar somente projetos de lei de autoria dos deputados. A sessão do início da tarde, foi destinada a apreciação dos projetos do governo correlatos a previdência que receberam pedido de vista e projetos do Ministério Público e Tribunal de Justiça do Paraná.

Já as votações em plenário devem acontecer até sexta-feira (13) desta semana, segundo entendimento da mesa executiva, sempre com uma ordem do dia com mais itens do que o habitual para que as sessões possam ser encerradas no dia 17 de dezembro.

CCJ - Alep - previdência - servidores públicos estaduais

Mudanças na previdência dos servidores estaduais são aprovadas na CCJ

A Proposta de Emenda a Constituição que altera a previdência dos servidores públicos estaduais, bem como aos dois projetos correlatos à matéria, receberam parecer favorável para tramitação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) em uma sessão extraordinária, realizada nesta quarta- feira (20).

A partir do parecer favorável, será formada uma comissão especial, composta por cinco deputados que serão escolhidos entre os partidos com maior representatividade no parlamento. De acordo com o líder do governo deputado Hussein Bakri (PSD), a comissão irá avaliar a proposta apresentar emendas e levar a plenário. Segundo Bakri não será um processo acelerado.

“Na minha opinião, houve o tempo necessário para debater e discutir esse tema tão importante. Levando em conta que seguiremos estritamente o que diz a norma nacional”, explicou Bakri.

Membro da CCJ e da bancada de oposição na Assembleia, o deputado Tadeu Veneri (PT) votou contrário à PEC, assim como aos projetos complementares. Veneri disse que a proposta não apresenta relatório de impacto financeiro e atuarial, o que inviabiliza comprovar o deficit que o governo aponta na previdência de R$ 6,5 bilhões. A inclusão dos militares no deficit, também é um fator que preocupa o parlamentar.

“O fundo militar é um fundo que foi criado sem nenhum lastro, tem déficit permanente e justamente por impactar todo o Paraná Previdência, o que se configura com esse estudo, que não tivemos acesso, mas se ele estiver correto, teremos um déficit eterno”, pontua Veneri.

A Proposta de Emenda à Constituição que será analisada pela Comissão Especial, altera os artigos 35 e 129 da Constituição Estadual.

O artigo 35 é o que trata da garantia do regime de previdência de caráter contributivo observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e demais disposições do artigo. Este é também o artigo que trata do limite de idade para aposentaria dos servidores públicos.

Já o artigo 129 da Constituição Estadual trata dos tributos que compete ao estado instituir, entre eles está inciso IV que diz que é responsabilidade do Estado definir a contribuição social, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social.

Por se tratar de uma adequação a lei federal que alterou as regras da previdência, a alteração do artigo 35 da Constituição Estadual é uma medida necessária para a isonomia entre os servidores dos diferentes estados brasileiros. A medida que não agradou aos servidores foi justamente a que altera os índices de contribuição previdenciária, passando dos atuais 11 para 14%.

O projeto de lei 856 também de autoria do governo do Estado é o que altera para 14% a contribuição previdenciária dos servidores públicos, este é um dos projetos correlatos à matéria. O outro, projeto de lei 855 é o que trata das pensões dos servidores.

Caso seja aprovado, o projeto institui que a contribuição do Estado seja igual a do servidor, e sobre este valor será feito um cálculo sobre a parcela de remuneração que exceder o limite máximo para benefícios de pensão da previdência, no percentual máximo de 7,5%.

A intenção do governo estadual é a de que todas estas medidas sejam válidas já em 2020.

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CCJ da Câmara aprova PEC da prisão em segunda instância

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou, por 50 votos a 12, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que regulariza a prisão após condenação em segunda instância.

Agora, a matéria é encaminhada para a Comissão Especial. Caso seja aprovada, o texto, que tem o deputado Alex Manente como autor e Caroline de Toni como relatora, vai ao plenário.

Vale lembrar que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema resultou na liberdade do ex-presidente Lula. Além do petista, outros condenados também saíram do regime fechado.

FRANCISCHINI CELEBRA

O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) comemorou a aprovação do texto.

“Tivemos mais votos na PEC da 2ª instância do que na Reforma da Previdência. Ótimo sinal!”, postou em seu Twitter.

O DEBATE SOBRE PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA NO STF

No início deste mês, o STF decidiu contra a execução provisória de pena de prisão após condenação em segunda instância. O novo entendimento afeta quase cinco mil presos, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo um levantamento do MPF (Ministério Público Federal), a mudança de entendimento do STF contempla 38 condenados em segunda instância no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras são alguns deles.

A votação terminou com seis votos contrários a prisão em segunda instância e cinco a favor. Votaram de forma contrária os ministros Toffoli, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Já os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia foram a favor dessa detenção.

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PEC da 2ª instância é aprovada na CCJ e seguirá para Comissão Especial

A PEC que altera o texto constitucional a fim de permitir a prisão após condenação em 2ª instância foi aprovada nesta quarta-feira (20) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. A votação aconteceu na tarde desta quarta-feira (20). Controversa, a matéria foi aprovada com 51 votos favoráveis e 12 contrários. Agora, a PEC seguirá para uma Comissão Especial, que ainda não tem data para ser formada.

Deputados favoráveis à prisão após condenação em segunda instância exaltaram a votação na primeira etapa de discussões.

De acordo com o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), a votação desta quarta-feira (20) faz com que a Proposta de Emenda à Constituição ganhe seja encaminhada “com força para a comissão especial”. O grupo ainda não tem prazo para ser formado.

“Tivemos mais votos na PEC da 2ª instância do que na reforma da Previdência. Ótimo sinal!”, escreveu Francischini.

PEC DA 2ª INSTÂNCIA

A PEC da 2ª instância tem como objetivo alterar o texto constitucional e permitir a prisão após condenação em segunda instância. A alteração esbarra na Constituição Federal.

No início do mês, o plenário do STF alterou o entendimento sobre o assunto. De acordo com os ministros, a antecipação da execução penal é inconstitucional.

Assim, nos casos em que não há prisão preventiva, a prisão só pode ser determinada após o trânsito em julgado.

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PEC da Previdência: mudanças na aposentadoria do Paraná podem ficar para 2020

A PEC da Previdência enviada pelo Governo do Paraná para a Assembleia Legislativa pode ser votada apenas no ano que vem. O deputado Tadeu Veneri (PT) pediu vistas aos três projetos do Executivo que alteram as regras da aposentadoria no estado.

Assim, pode ser que não haja tempo suficiente para que a Proposta de Emenda à Constituição e os demais projetos sejam analisados pelas comissões em tempo de serem enviados ao Plenário ainda neste ano.

O deputado da oposição afirma que os projetos têm semelhanças que justificam o pedido de vista “triplo”. Conforme Veneri, “um complementa o outro”. Além disso, o deputado afirma que a ausência de demonstração do impacto financeiro tornam as propostas inconstitucionais.

“Além disso, há o entendimento de alguns deputados, sobretudo os da Mesa Diretora, de que é possível que tenhamos a PEC com regime de urgência. Isso é absolutamente inconstitucional”, completou.

PEC DA PREVIDÊNCIA PODE FICAR PARA O ANO QUE VEM

Os pedidos de vista do deputado Tadeu Veneri podem atrasar o cronograma de discussões dos projetos do governo do Paraná.

“Nesses mais de 20 anos de constituição, nenhuma até hoje PEC foi votada num ritmo diferente daquele que prevê 10 sessões para discutir a Emenda. E posteriormente, se aprovado em 1ª votação, com intervalo de cinco sessões ordinárias até a 2ª votação. Não há como fazer diferente, o que levaria a PEC a ser votada em caráter definitivo só em meados do mês que vem ou em 2020”, pontuou Veneri.

No entanto, o líder do governo na Alep, deputado Hussein Bakri (PSD), defendeu que os pedidos de vista não vão alterar o cronograma de votação. O relator dos três projetos mantém a confiança de que as aprovações podem ser confirmadas antes do fim do ano.

“Está dentro do que nós esperávamos. É importante dizer que uma PEC respeita um rito específico. Não vai ser votado no atropelo”, ponderou.

A Mesa Executiva da Assembleia emitiu uma nota esclarecendo aos deputados que o regime de urgência é permitido apenas para tramitação da PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), e não para as votações em plenário.

Por tramitar em regime de urgência, a CCJ realizará nesta quarta-feira (20) uma sessão extraordinária para analisar a proposta que traz mudanças à aposentadoria.

* Com informações de Vanessa Fernandes

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Alcolumbre propõe Assembleia Constituinte para debater prisão em segunda instância

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ironizou a pressão sofrida para discutir a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Ele propôs a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para construir um texto que permita a antecipação da execução penal no País. A pressão também atinge o Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.

“A gente podia fazer uma nova Constituinte. Aí todo mundo renunciava e a gente fazia logo uma nova Constituição. Se for para o bem do Brasil, estou disposto a fazer”, disse Davi Alcolumbre. O senador comentou o assunto antes de promulgar a reforma da Previdência.

O senador propôs com ironia a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte porque sofre pressão para discutir as prisões em segunda instância. No entanto, a prática é vedada pelo artigo quinto da Constituição Federal — que determina no inciso 57: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tratou do assunto com mais cautela. Durante a promulgação da reforma da Previdência no Congresso, o deputado fez referências às propostas que permitem a prisão após condenação em segunda instância.

“A falta de celeridade do Judiciário joga uma pressão no Legislativo para um debate que precisa ser feito, mas com muito cuidado”, ponderou Rodrigo Maia, em uma referência indireta ao assunto.

STF MUDA ENTENDIMENTO E COLOCA PRESSÃO SOBRE ALCOLUMBRE E MAIA

O assunto voltou à tona na semana passada, após o STF (Supremo Tribunal Federal) considerar inconstitucional a execução da pena antes do trânsito em julgado — ou seja, antes que caibam recursos aos condenados.

De acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a mudança de entendimento da Suprema Corte pode beneficiar até 4.895 pessoas presas após condenação em segunda instância. Entre elas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu, que deixaram a cadeia na última sexta-feira (8).

A mudança de entendimento do STF não afeta casos em que a Justiça decretou a prisão dos suspeitos, acusados ou condenados. Presos perigosos, como assassinos e estupradores, por exemplo, continuarão detidos independentemente da condenação.

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Projeto que trata da proteção do professor vítima de violência recebe parecer favorável na CCJ

Um projeto de lei que estabelece medidas para reduzir a violência contra professores da rede pública estadual recebeu parecer favorável da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), da Alep (Assembleia Legislativa o Paraná). A proposta, apresentada na terça-feira (8), é dos deputados Professor Lemos (PT), Delegado Fernando Martins (PSL) e Soldado Fruet (PROS).

Entre as medidas previstas estão a instituição de uma equipe de mediação de conflitos multidisciplinar, a manutenção de protocolo online para o registro da agressão ou ameaça de agressão e o afastamento do agressor do convívio com a vítima. O projeto segue agora para a avaliação de outras comissões permanentes e, após essa etapa, será votado em plenário.

“A violência contra os educadores, infelizmente é uma realidade. São inúmeros relatos de variados tipos de violência. Desde intimidações até agressões físicas”, comentou Lemos quando apresentou a proposição. De acordo com o projeto, será considerado violência contra os profissionais da educação toda ação ou omissão que cause danos psicológico, psiquiátrico ou patrimonial bem como lesão corporal ou morte.

Justificativa para projeto é alto índice de violência contra professores no Brasil

Na justificativa do projeto de lei, os autores citaram uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada no início deste ano, que mostra que o Brasil está no topo do ranking da violência contra profissionais da educação.

No estudo, o percentual de professores que afirmaram já ter sofrido alguma agressão ou intimidação de alunos, pelo menos uma vez na semana, era de 12,5% – a pior posição entre os países pesquisados.

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Deputados do Paraná aprovam o fim da licença-prêmio; veja como cada um votou

Por 39 votos a 12, a maioria dos deputados estaduais do Paraná aprovou, em primeiro turno, o projeto que determina o fim da licença-prêmio. Entretanto, o texto recebeu 32 emendas e agora volta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia Legislativa do Paraná, que realiza sessão extraordinária nesta quarta-feira (9). Depois, a discussão volta ao plenário.

A sessão contou com protestos de servidores, mas o PCL (projeto de lei complementar) 9/2019, apresentado pelo governador Ratinho Junior (PSD), foi aprovado com ampla vantagem.

LICENÇA-PRÊMIO x LICENÇA-CAPACITAÇÃO

Segundo os cálculos feitos pelo governo, o Paraná deve R$ 3 bilhões aos servidores. Além disso, o afastamento remunerado dos servidores aumenta o passivo trabalhista em mais de R$ 385 milhões ao ano.

Ou seja, a ideia da proposta é diminuir despesas do governo no futuro. Nesse sentido, o benefício da licença-prêmio é trocado pela licença-capacitação.

A licença-prêmio é o benefício do servidor se ausentar do trabalho por três meses seguidos, recebendo o salário integral, depois de trabalhar por cinco anos seguidos. No caso dos policiais, a cada dez anos trabalhados, são concedidos seis meses de licença com remuneração.

Já a licença-capacitação altera alguns pontos do benefício. Com o projeto entrando em vigor, o servidor terá que comprovar que usará essa licença para fazer cursos de aperfeiçoamento em sua área de atuação. Para isso, o servidor deverá apresentar declaração de matrícula e o certificado de conclusão.

Contudo, a definição desses cursos ainda não foi totalmente esclarecida aos servidores – o que potencializa a polêmica do projeto.

Além disso, os servidores militares se igualam aos civis no tempo de serviço para obter o benefício. Ou seja, a cada cinco anos trabalhados, os policiais terão seis meses de licença remunerada.

OS DOIS LADOS NA ASSEMBLEIA

“Os deputados entenderam a necessidade deste projeto para as contas públicas do Estado. Agora teremos o tempo necessário para debater e apreciar todas as emendas apresentadas pelos nossos colegas parlamentares”, disse o deputado Hussein Bakri (PSD), líder do governo na Alep. O governo vai tentando acelerar a aprovação logo.

Já o deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, acredita que a proposta significa o fim das licenças para os servidores estaduais. “Ao mandar esse projeto para Assembleia, o Executivo quer dizer: a partir de hoje não há mais licença nenhuma. A maioria não vai poder tirar essa licença capacitação , como já acontece com as licenças prêmio”, ressaltou Veneri.

Tadeu Veneri votou contra o fim da licença-prêmio. (Dálie Felberg/Alep)

FIM DA LICENÇA-PRÊMIO: VEJA COMO OS DEPUTADOS VOTARAM

NÃO VOTARAM

Ademar Traiano (PSDB)

Delegado Jacovós (PL)

Do Carmo (PSL)

CONTRA O FIM DA LICENÇA-PRÊMIO

Arilson Chiorato (PT)

Coronel Lee (PSL)

Evandro Araújo (PSC)

Goura (PDT)

Luciana Rafagnin (PT)

Marcio Pacheco (PDT)

Michele Caputo (PSDB)

Professor Lemos (PT)

Requião Filho (MDB)

Soldado Fruet (PROS)

Tadeu Veneri (PT)

Tercílio Turini (PPS)

A FAVOR DO FIM DA LICENÇA-PRÊMIO

Alexandre Amaro (Republicanos)

Alexandre Curi (PSB)

Anibelli Neto (MDB)

Artagão Júnior (PSB)

Boca Aberta Jr (PROS)

Cantora Mara Lima (PSC)

Cobra Repórter (PSD)

Cristina Silvestri (PPS)

Delegado Fernando Martins (PSL)

Delegado Francischini (PSL)

Delegado Recalcatti (PSD)

Douglas Fabrício (PPS)

Dr Batista (PMN)

Elio Rusch (DEM)

Emerson Bacil (PSL)

Francisco Buhher (PSD)

Galo (Pode)

Gilberto Ribeiro (PP)

Gilson de Souza (PSC)

Homero Marchese (PROS)

Hussein Bakri (PSD)

Jonas Guimarães (PSB)

Luiz Carlos Martins (PP)

Luiz Cláudio Romanelli (PSB)

Luiz Fernando Guerra (PSL)

Mabel Canto (PSC)

Marcel Micheletto (PL)

Mauro Moraes (PSD)

Nelson Justus (DEM)

Nelson Luersen (PDT)

Paulo Litro (PSDB)

Plauto Miró (DEM)

Reichembach (PSC)

Ricardo Arruda (PSL)

Rodrigo Estacho (PV)

Soldado Adriano José (V)

Subtenente Everton (PSL)

Tiago Amaral (PSB)

Tião Medeiros (PTB)

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CCJ aprova projeto que extingue licença-prêmio dos servidores estaduais

O projeto de lei complementar que trata da licença-prêmio dos servidores estaduais foi aprovado, nesta terça-feira (24), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia Legislativa, com voto contrário do deputado Tadeu Veneri (PT). Pelo texto, o benefício será substituído pela licença-capacitação.

Assim, a cada cinco anos de serviços prestados, o servidor poderá tirar uma licença para estudar, caso comprove a realização de um curso de aperfeiçoamento na sua área de atuação. São exigidos certificado com carga horária de 140 horas e frequência mínima de 75%.

Quem tem licenças-prêmio a receber manterá o direito de ser indenizado. De acordo com o Governo do Estado, há um passivo de R$ 3 bilhões. O objetivo é zerar esse montante devido. A proposta foi alterada, na forma de emenda substitutiva-geral, apresentada pelo relator, deputado Tiago Amaral (PSB).

“Todas as garantias dos servidores estão sendo respeitadas. O projeto aprovado pela CCJ visa garantir o atendimento aos direitos adquiridos. Por exemplo: hoje, em sua maioria, os servidores não conseguem gozar a licença e aqueles que estão aposentados não têm perspectiva de recebimento. A licença-capacitação cria a possibilidade do pagamento via administrativa”, pontou.

Quem já tem vencido o direito a licença-prêmio, poderá usufruir da mesma nas regras atuais com 3 meses de descanso, mas ela poderá ser fracionada, em no mínimo um mês, ou o servidor pode requerer em dinheiro, desde que nos moldes propostos pelo Executivo.

Outra modificação diz respeito aos policiais militares. Em vez de dez anos, os policiais terão direito à licença-capacitação a cada cinco anos.

“Os policiais militares que antes recebiam o direito apenas após 10 anos de serviços prestados, agora também passam a receber a partir dos 5 anos. Os servidores que até então tinham direito à licença-prêmio passam a ter direito à licença-capacitação”, completou Tiago Amaral.

Segundo o substitutivo aprovado pela CCJ da Assembleia Legislativa, ao completar cinco anos de serviço, o servidor terá um ano para requerer o benefício. Também fica proibida a acumulação de períodos.

Novos contratados pelo Estado não terão direito à licença-prêmio ou capacitação.

De acordo com o líder do Governo, deputado Hussein Bakri (PSD), a expectativa é que o projeto esteja em plenário na semana que vem.

“A nossa expectativa é que na próxima semana o projeto da licença-capacitação seja apresentado no Plenário. É possível, em segunda votação, caso haja consenso, a apresentação de emendas que possam melhorar o projeto. O governo não está fugindo do debate de uma possível emenda”, afirmou.

O projeto que dá fim à licença-prêmio segue para análise das demais comissões temáticas, antes de ir ao Plenário da Assembleia.

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Presidente da CCJ fala que indicação do filho é o maior erro de Bolsonaro até agora

A possibilidade de indicar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos é o pior erro do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nestes primeiros seis meses de governo.

Esta é a avaliação da presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Tebet também integra como suplente a CRE (Comissão de Relações Exteriores), colegiado que sabatina e aprova ou rejeita indicações de embaixadores.

“Foi talvez o maior erro do presidente até agora, até porque envolve o próprio filho, sem ter pelo menos tentado entender qual o sentimento hoje do Senado”, disse a senadora.

“A sabatina expõe demais o governo e pode dar uma fragilidade que o governo ainda não tem na Casa.”

Tebet diz acreditar que, se fosse hoje, o nome de Eduardo não seria aprovado.

“Hoje, ele corre sérios riscos de mandar para o Senado e ser derrotado. A votação é secreta, não tem precedentes no mundo, em países democráticos. Há discussões jurídicas e constitucionais se entraria no caso de nepotismo ou não. E entra até no mérito da questão, se ele está preparado ou não”, disse a presidente da CCJ.

Tebet também criticou a declaração de Bolsonaro de que quer indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para a próxima vaga que surgir no STF (Supremo Tribunal Federal). Para ela, o presidente foi amador.

“Ele pode escolher um evangélico, como um católico ou um ateu, é um direito que ele tem. Mas, a meu ver foi, no mínimo, uma declaração equivocada, para não dizer, de amador. O presidente erra mais ao falar do que ao agir. Se não tivesse falado, mas tivesse indicado alguém ‘terrivelmente evangélico’, seja lá o que isso significa, não estaríamos falando nada aqui. Estaríamos vendo se é capaz ou não é capaz”, afirmou.

Tebet também elencou como erro de Bolsonaro “querer ir contra as instituições democráticas”.

“Se tivesse que fazer alguma crítica ao presidente -que eu acho que é bem intencionado, quer combater a corrupção-, é a falta de uma visão maior de país. Muito preocupado com a questão ideológica, com a pauta de costumes, de falar para o seu eleitorado em alguns pontos específicos de promessa de campanha que ele tem quatro anos para cumprir. Não precisa cumprir todas agora”, afirmou Simone Tebet.

“A impressão que eu tenho é que ele está administrando no varejo, quando o Brasil precisa de atacado. Ele precisa abrir o leque, dizer ‘eu tenho a pauta econômica, que não é só a reforma da Previdência, uma pauta de costumes e uma pauta de serviços públicos, políticas públicas’. Parece um samba de uma nota só.”