Começa em Curitiba principal evento nacional dedicado ao chocolate

Os chocólatras de plantão que estão em Curitiba já têm programação a partir desta sexta-feira (13). Começa hoje e segue até o dia 22 de setembro a 2ª Chocolate Week, o principal evento nacional dedicado ao chocolate.

O circuito, que reúne algumas das chocolaterias, confeitarias e docerias mais premiadas do país e acontece simultaneamente também em São Paulo e Belo Horizonte, chega a Curitiba contando com a participação de 10 estabelecimentos e 16 endereços. Durante o evento, as casas vão oferecer criações e combos exclusivos com preços até R$ 25.

Nesta edição, os preparos serão totalmente dedicados ao chocolate Ruby, produzido pela Callebaut. Lançado no primeiro semestre de 2019, o “chocolate rosa” foi desenvolvido com amêndoas de cacau ruby, sem nenhuma adição de corantes ou conservantes, e possui um sabor frutado e levemente ácido. Os chefs e chocolatiers participantes do festival gastronômico vão demonstrar toda sua criatividade e excelência desenvolvendo receitas inéditas que combinam o chocolate Ruby com ingredientes regionais.

Fazem parte do evento algumas das principais chocolaterias, confeitarias e docerias da capital paranaense: Bazar Doce, Bee.O, Cookie Stories (Juvevê e Centro), Mary Ann Apple Factory (Centro Cívico e Bigorrilho), New York Cafe, Nina Romano, Nougat, O Famoso Brigadeiro (Hugo Lange, Batel e Centro Cívico), Prestinaria e Special Treat (Mercês, Batel e Bigorrilho).

Além do menu exclusivo disponível nas casas participantes, a programação terá aulas-show exclusivas, com receitas de doces e sobremesas, ministradas por chefs do curso de gastronomia do Centro Europeu, uma das principais escolas de gastronomia do Planeta.

Cardápios completos:

Bazar Doce: Euphorie (mousse Ruby, coulis de romã, framboesa e daquise de laranja) – R$ 19,00

Bee.O: Torta com massa a base de castanha do pará, namelaka de Ruby, ganache de Ruby com açaí e cachaça de Ruby com frutas vermelhas, geleia de açaí e cachaça, frutas vermelhas e tuile de tapioca – R$ 23,00

Cookie Stories: Ruby Cookie Sandwich (dois cookies de limão, recheados com curd de mimosa, banhado com chocolate Ruby) – R$ 15,00

Mary Ann Apple Factory:  Ruby Spice (maçã Granny Smith coberta com caramelo artesanal, chocolate Ruby e farofinha de limão siciliano, coco e cardamomo) – R$ 25,00

New York Café: NY Ruby Cheesecake (receita clássica de cheesecake americana feita com chocolate Ruby e base de castanhas do Brasil. Servida com calda de frutas vermelhas) – R$ 25,00

Nina Romano: Rose (entremet com biscuit joconde, geleia de framboesa e mousse de chocolate Ruby, banhado em chocolate Ruby com pailleté feuilletine (pedacinhos de massa folhada crocante)) – R$ 16,00

Nougat: Cheesecake Ruby na base de biscoito de castanha do Pará – R$ 16,80

O Famoso Brigadeiro: Trio de brigadeiros: brigadeiros de pistache com Ruby, limão-siciliano com Ruby e frutas vermelhas com Ruby – R$ 12,00 o trio

Prestinaria: Pain Ruby (pain au chocolat da casa, feito com farinha francesa e chocolate Callebaut meio-amargo, banhado em chocolate Ruby) – R$ 13,90

Special Treat: Ruby Salt Cupcake (bolinho de chocolate Ruby com flor de sal, massa de baunilha e pinhão) – R$ 12,90

Manifestantes protestam em supermercado em que jovem foi torturado

Com cartazes, chocolates e gritos de “racistas não passarão”, o coletivo negro do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) fez um protesto debaixo de muita chuva na tarde desta sexta-feira (6) em uma loja da rede de supermercados Ricoy, em Vila Joaniza, na zona sul da capital paulista.

O ato surpresa do movimento presidido por Guilherme Boulos ocorreu em repúdio à tortura sofrida por um adolescente negro, de 17 anos, dentro de uma das lojas do grupo.

A vítima disse ter sido espancada numa manhã de julho, mas o crime só chegou ao conhecimento da polícia no início desta semana.

Pego com os chocolates furtados, o garoto foi amarrado, amordaçado, despido e chicoteado por dois seguranças no depósito de uma loja Ricoy.

A vítima, que morava na rua, também foi ameaçada de morte pelos suspeitos caso fizesse denúncia à polícia. Hoje, o adolescente está sob os cuidados de um de um de seus seis irmãos.

Os seguranças envolvidos no crime estão foragidos desde esta quarta-feira (4), quando a Justiça decretou a prisão temporária deles. Eles também foram afastados de suas funções.

O protesto durou 40 minutos e reuniu ao menos cem pessoas, segundo os organizadores. Os manifestantes estenderam uma faixa de seis metros na frente do supermercado onde se lia: “Não aceitaremos o racismo. Vidas negras importam”.

Com uma caixa de som e microfone, também ocuparam parte do saguão da loja em frente aos caixas. O ato não foi realizado na unidade onde o adolescente foi torturado, mas em outra que fica na mesma avenida, a Yervant Kissajikian.

Não houve tumulto entre a gerência do supermercado e os manifestantes. Com um microfone na mão, o ativista Edson Basílio, 39, disse que o Ricoy “entrou para a lista suja dos empreendimentos racistas do Brasil”.

“A comunidade preta e pobre está aqui, Ricoy, para dizer que não deixaremos vocês em paz até que esse caso seja reparado na Justiça”, afirmou.

Os clientes também foram recebidos pelos manifestantes com chocolates, aos quais estava afixado um recado ao Ricoy: “saia da lista suja do racismo treinando seus seguranças.”

Para a ativista Ediane Maria do Nascimento, 35, o ato é uma resposta à “naturalização da violência sofrida pela população negra”. “A violência não tem território. Foi aqui, na periferia, que esse jovem negro foi torturado. Casos como esse não podem ficar impunes”, disse.

Em um manifesto, o grupo escreveu: “Estamos de olho, racistas! Somos nós que construímos a cidade, cuidamos da sua casa, manobramos seus carros, servimos seu café. Nós estamos presentes em cada detalhe da sua vida. Nossas dores não serão mais invisíveis, muito menos nossas vitórias”.

O ato pacífico foi acompanhado por duas equipes da Polícia Militar. Neste sábado (7), está previsto novo protesto convocado por entidades ligadas aos direitos humanos contra a rede Ricoy.

Por meio de nota, o grupo supermercadista Ricoy disse que jamais se orientou por conduta que “estimule a violência, a coação, o constrangimento e a força desmedida e desnecessária”.

Caetano Marchesini dá dicas para aproveitar a Páscoa sem sair da dieta

Nesta edição do Medicina e Saúde, o médico e cirurgião bariátrico Caetano Marchesini dá dicas para aproveitar a Páscoa e não sair da dieta.

Lembre-se também de algumas dicas, como:

1 – Quebrar em pedaços e comer pequenas porções durante a semana. O consumo diário de pequenas quantidades é bom para a saúde.
2 – Opte por chocolates mais cacau. O ideal é consumir chocolates com no mínimo 50% de cacau.
3 – Procure chocolates com baixo índice de açúcar – os lights – e com menos gordura hidrogenada.
4 – Aproveite a data para consumir peixes de água salgada. São mais saudáveis e menos gordurosos do que os de água doce.

Preços de ovos de Páscoa variam até 94%, aponta Procon

Os preços dos ovos de páscoa apresentam variação de até 94% entre um estabelecimento e outro, de acordo com uma pesquisa do Procon. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 5 de abril, em Curitiba. Foram comparados 128 itens – entre eles, tabletes de chocolate, caixas de bombons e ovos de sete marcas preestabelecidas. Só fazem parte da comparação itens comercializados em no mínimo dois estabelecimentos.

Os valores constatados referem-se ao período em que a coleta foi realizada, lembrando que os preços estão sujeitos alterações por conta de promoções ou data de compra. É também importante ressaltar que uma mesma rede pode comercializar produtos iguais com diferentes valores – por isso, o cliente deve ficar bem atento.

“O objetivo da apuração é oferecer uma referência de valores médios ao consumidor e incentivar a pesquisa de preços. Os resultados não podem ser usados para fins publicitários”, diz a diretora do Procon, Claudia Silvano.

De acordo com o Procon, além do preço, a orientação é a de que seja verificada a veracidade das ofertas e das promoções. Devem ser conferidas as informações de materiais de divulgação como folhetos, anúncios ou qualquer outro veículo publicitário. Toda ou qualquer informação incorreta ou falsa é considerada como propaganda enganosa, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.

“Este é um bom momento de explicar para as crianças o verdadeiro valor do dinheiro e o que compensa mais na hora de realizar a comprar”, diz o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

Veja alguns exemplos da pesquisa:

CAIXA DE BOMBONS FERREIRO ROCHER c/ 12 unidades – 150g

MAIOR PREÇO: R$ 34,90 (Extra Hipermercado)

MENOR PREÇO: R$ 17,99 (Carrefour)

Variação: R$ 16,91 (94%)

OVO SONHO DE VALSA – 330g

MAIOR PREÇO: R$ 69,99 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 42,90 (Supermercado Matriz)

Variação: R$ 27,09 (63,15%)

OVO BIS MEIO A MEIO – 318g

MAIOR PREÇO: R$ 62,99 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 42,65 (Supermercado Matriz)

Diferença: R$ 20,34 (47,69%)

COELHO DE CHOCOLATE BATON – 60g

MAIOR PREÇO: R$ 14,99 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 9,12 (Supermercado Condor)

Variação: R$ 5,87 (64,36%)

CAIXA BIS AO LEITE/BRANCO – 126g

MAIOR PREÇO: R$ 5,49 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 3,45 (Walmart)

Variação: R$ 2,04 (59,13%)

TABLETE LACTA AMARGO / AO LEITE / DIAMANTE NEGRO / SHOT – 90g

MAIOR PREÇO: R$4,99 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 2,99 (Extra Hipermercado)

Variação: R$ 2,00 (66,89%)

OVO GAROTO SERENATA DE AMOR – 190g

MAIOR PREÇO: R$ 39,98 (Walmart)

MENOR PREÇO: R$ 29,99 (Lojas Americanas)

Variação: R$ 9,99 (33,31%)

OVO LACTA AVANGERS – 157g

MAIOR PREÇO: R$ 46,98 (Carrefour)

MENOR PREÇO: R$ 31,90 (Supermercado Matriz)

Variação: R$ 15,08 (47,27%)

OVO NESTLÉ LOL SURPRISE COM PULSEIRA – 150g

MAIOR PREÇO: R$ 74,99 (Lojas Americanas)

MENOR PREÇO: R$ 49,90 (Walmart)

Variação: R$ 25,09 (50,28%)

Nutricionista desenvolve primeiro chocolate “anti-TPM” do Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, ela é a “vilã” na vida de 70% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva. Estamos falando da Tensão Pré-Menstrual, a famosa TPM. Para se ter uma ideia, são mais de 200 sintomas físicos e emocionais que podem acometer as mulheres nesse período, tais como: cólicas, insônia, irritabilidade, inchaço, dor de cabeça e é claro, a compulsão alimentar.

As mulheres que sofrem com tudo isso, sabem o quanto aquele “chocolatinho” traz efeitos positivos. E se desenvolvessem um chocolate que realmente alivia os sintomas da TPM? Parece sonho, não é mesmo? Mas esse sonho está prestes a virar realidade no Brasil, graças a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak.

Conhecida por aliar alimentação e ciência, a nutricionista tem um acervo de mais de 400 receitas terapêuticas com resultados cientificamente comprovados, sendo o chocolate “anti-TPM” uma delas. O estudo foi feito com 355 mulheres, na faixa etária entre 24 e 43 anos. Foram meses de pesquisa até chegar ao resultado.

“Em meio a uma pesquisa sobre estresse e ansiedade, chamada Mood and Food, fui analisando o efeito do chocolate 70% nos sintomas da TPM. O problema é que ele sozinho não melhorava significativamente os principais sintomas. Foi então que comecei a estudar os hormônios femininos e relacioná-los aos nutrientes de outros alimentos, como o morango, a linhaça, o mel e algumas outras ervas medicinais. Elas separadas também tinham um efeito cientificamente relevante. Mas quando resolvi unir tudo isso em um chocolate, os resultados nos hormônios femininos, na oscilação de humor, choros, irritabilidade, apetite aumentado, vontade exagerada de doces, foram surpreendentes”, explica a especialista.

Qual a diferença desse chocolate para os demais? Segundo Aline, essa diferença está na sinergia dos alimentos, já que ele reúne um chocolate premium (alto teor de cacau, manteiga de cacau, sem uso de parafinas, gorduras hidrogenadas, corantes ou conservantes), com compostos bioativos e vitaminas específicas, além de uma proporção “mágica” entre morango, o óleo de linhaça e o cacau, para ter o efeito no equilíbrio dos hormônios femininos.

Se consumido como recomendado, 2 bombons por dia durante o período que antecede a TPM, ele melhora sintomas como a irritabilidade, choro, apetite, controla a compulsão alimentar e ainda ajuda no foco e na concentração, além de diminuir a ansiedade. “Costumo dizer que esse chocolate além de ser bem-vindo às mulheres que sofrem com a TPM, é bem-vindo a todo o ambiente em que estamos inseridos. Ele traz benefícios gerais quando consumido sem exageros”, avalia.

O chocolate está aguardando a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Mas a previsão é de que ele chegue ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2019. “A ANVISA possui uma regulamentação específica para os chamados alimentos com ‘alegação de propriedade funcional’, ou seja, aqueles alimentos que possam ter um efeito benéfico na saúde. Todas as pesquisas para garantir a segurança à saúde, comprovar que não há nenhum risco e que ainda tem um efeito medicinal na TPM já foram feitas. Agora, há apenas a espera da formalização da documentação para que ele possa estar disponível para a comercialização”, finaliza.

Semente de jaca pode substituir chocolate em cappuccino

A farinha de sementes de jaca pode substituir o chocolate na mistura de café cappuccino. O novo produto foi desenvolvido em uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq). A bebida é feita com café, leite e chocolate em pó. Esse último pode conter, segundo o estudo, entre 50% e 75% das sementes, sem alterações significativas do sabor.

O potencial da semente de jaca como substituta do chocolate foi descoberto durante uma aula da professora Miriam Coelho de Souza, da Universidade Metodista de Piracicaba. Na ocasião, a classe estava estudando o desenvolvimento de produtos alimentícios com base em resíduos do processamento de frutas. A professora percebeu, então, que um pão feito com a farinha das sementes tinha aroma de chocolate depois de assado.

A partir da constatação, a cientista de alimentos Fernanda Papa Spada passou a pesquisar o tema na Esalq, orientada pela professora Solange Canniatti-Brazaca, que também trabalhava junto com Mirian na Universidade Metodista. A variedade da jaca foi a que obteve os melhores resultados durante os experimentos.

Ponto ideal

Spada analisou a composição química da farinha de sementes. O produto não tem, segundo a pesquisadora, sabor de chocolate, mas após ser torrada exala um aroma semelhante. É necessário ainda fermentar as sementes antes da torra para se conseguir esse efeito. Para se chegar ao ponto ideal, foram trabalhados 33 protótipos em diferentes graus de torrefação.

As avaliações de sabor, tanto do nível da torra, quanto do percentual de farinha misturado ao cacau, foram feitas por um grupo de 20 voluntários. Foram submetidos aos testes sensoriais cappuccinos com índices de substituição do chocolate variando de 25% a 100%. A mistura entre 50% e 75% de chocolate em pó com farinha não alteram, de acordo com a pesquisa, as características da bebida.

O trabalho foi motivado por uma avaliação de Spada de que a oferta de cacau, ingrediente base do chocolate, não está acompanhando a expansão da demanda. A partir dos dados da Organização Internacional do Cacau, a pesquisadora vê apenas um pequeno aumento das safras nos últimos anos, enquanto o consumo de chocolate tem crescido substancialmente, impulsionado pela elevação da renda média em grandes mercados consumidores como China e Índia.

4 dicas para não engordar na Páscoa

Nesta edição do Medicina e Saúde, o médico e cirurgião bariátrico Caetano Marchesini dá quatro dicas de como manter a dieta e não engordar no período da Páscoa.

1 – Quebrar em pedaços e comer pequanas porções durante a semana. O consumo diário de pequenas quantidades é bom para a saúde.
2 – Opte por chocolates mais cacau. O ideal é consumir chocolates com no mínimo 50% de cacau.
3 – Procure chocolates com baixo índice de açucar – os lights – e com menos gordura hidrogenada.
4 – Aproveite a data para consumir peixes de água salgada. São mais saudáveis e menos gordurosos do que os de água doce.

Páscoa: saiba as diferenças do chocolate diet e light

A Páscoa está chegando e nos supermercados há uma variedade enorme de chocolates. Mas muita gente que faz dieta já vai direto a duas opções com termos que soam ‘mais leves’: diet e light. Será que são mais leves mesmo? De acordo com a endocrinologista da Neoclinical e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) Camila Luhm, é importante saber diferenciá-los e entender para quem são indicados esses alimentos.

“Os chocolates diet são aqueles em que foi retirado o açúcar. Por isso servem para quem tem diabetes. Mas não servem para dietas em que se deseja perder peso, pois para o gosto permanecer atraente, a quantidade de gorduras adicionadas acaba sendo maior ou equivalente, portanto, não emagrece. Já o chocolate light tem a redução de pelo menos 25% do teor de calorias, quando comparado ao chocolate normal. Para conseguir isso, os fabricantes diminuem a quantidade de algum nutriente energético, que pode ser o açúcar ou a gordura, por exemplo. Por isso, os produtos light não servem para diabéticos, pois ainda contém açúcar em sua fórmula. Menos, mas ainda contém”, explica a especialista.

No caso dos produtos light, a dica é consultar a tabela nutricional para saber exatamente qual foi o nutriente energético que foi reduzido e em qual porcentagem. Portanto, os chocolates light têm uma redução de calorias de pelo menos 25% quando comparados aos chocolates normais. “Estes, sim, auxiliam na perda de peso, mas sem exageros”, esclarece Camila.

Chocolate para diabéticos

Quem tem diabetes pode consumir chocolate, mas alguns cuidados devem ser tomados. A dica é optar por versões diet com amargas e alto teor de cacau (60% ou mais), sempre com moderação – até 25g por dia.

Chocolate branco é chocolate?

Para quem não resiste a um chocolate branco, a doutora Camila lembra que ele pode ser considerado apenas uma imitação do chocolate verdadeiro. “Consideramos o chocolate branco como outro tipo de doce e não um chocolate em si. Um chocolate só é considerado autêntico quando contém cacau em sua fórmula. Nesse caso, o chocolate branco é fabricado apenas com a manteiga do cacau, ou seja, com a gordura que se desprende do cacau, apresentando um sabor mais doce, com texturas diferenciadas”, revela a endócrino.

O chocolate branco é rico em gordura saturada e, devido à ausência do cacau, oferece pouco ou quase nenhum nutriente em sua composição.

Chocolate, amigo do coração!

Para quem ainda duvida dos benefícios do chocolate, Camila lista uma série de benefícios do alimento, que se consumido com moderação é um ótimo aliado para uma vida saudável.

“A partir de 70% de cacau, o chocolate é considerado um alimento funcional devido ao alto teor de antioxidantes, substâncias que quando consumidas regularmente têm o potencial de trazer uma série de benefícios ao cérebro, coração, vasos e metabolismo. Auxilia, ainda, a reduzir a pressão arterial e o LDL colesterol (mau), protege contra doenças do coração e previne o envelhecimento precoce da pele”, finaliza a especialista.

Páscoa

Preço do chocolate tem variação de até 133,4% em Curitiba

A variação de preço de um mesmo produto de chocolate, vendido semanas antes da Páscoa que é celebrada no próximo dia 1º,   pode chegar a 133,4% em diferentes supermercados de Curitiba, segundo o primeiro levantamento do Disque Economia, da Prefeitura, feito no dia 9 de março.

Para o levantamento, a equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab) percorreu dez estabelecimentos da capital. Foram pesquisados 224 produtos, entre ovos, barras, bombons, coberturas, colombas e caixas de variedades.

“Muitos supermercados fazem promoções diárias, levando a essas grandes variações. Por isso, é importante que as pessoas façam a comparação dos preços”, orienta Thiago Cavichiollo, coordenador do Disque Economia.

Preços

Os pesquisadores constataram que os preços dos chocolates tiveram uma alta, média, de 8,85% em relação ao ano passado. Além disso, Cavichiollo revela que alguns chocolates tiveram redução média de 2,35% no peso neste ano, em comparação ao ano passado, mas os preços de alguns produtos não tiveram queda proporcional.

“Constatamos, por exemplo, que um ovo teve sua gramatura reduzida de 210 gramas para 185 gramas e o preço ainda subiu em comparação ao valor praticado na Páscoa anterior (de R$ 26,51 para R$ 35,72). Se levarmos em conta o preço por quilo do chocolate, a alta chegou a 52,9%”, exemplifica o coordenador do serviço da Prefeitura.

Diferenças

De acordo com o coordenador do Disque Economia, as diferenças mais significativas ocorreram em produtos com até 150 gramas. No caso da variação de 133,4%, ela foi constatada em uma barra de chocolate (100 gr), em que os preços tinham diferenças de R$ 2,99 a R$ 6,19 entre os supermercados. Outra grande variação foi encontrada em pequenos chocolates de 115 gr, que tinham preços variando entre R$ 2,65 a R$ 4,88 (84,1%).

Entre os ovos, a pesquisa do Disque Economia encontrou diferenças de até 62,5%. No caso das caixas de variedades, a diferença de preço de um mesmo produto chegou a 59,1%. Em relação às colombas, a diferença chegou a 21,4% entre os pontos pesquisados.

Doze marcas fizeram parte do levantamento (Lacta, Nestlé, Garoto, Ferrero Rocher, Arcor, Hershey’s, Linea, Olvebra, Balducco, Festtone, Panco e Visconte). “Até a Páscoa, a equipe estará fazendo acompanhamentos periódicos. Ao todo, ainda serão oito pesquisas”, acrescenta Cavichiollo.