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Cida tem pedido de aposentadoria negado por Ratinho Júnior

A ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), teve seu pedido de aposentadoria negado pelo atual governador Ratinho Junior (PSB). A oficialização deve sair no Diário Oficial do Paraná nesta quinta-feira (27).

Em nota, por meio da assessoria, Cida diz reagir com naturalidade à decisão. “O mesmo procedimento ocorreu com os pedidos administrativos dos ex-governadores Orlando Pessuti (MDB) e Roberto Requião (MDB)”, diz trecho do texto.

Ratinho é sustentado pela emenda constitucional 43, aprovada na Assembleia Legislativa nesse seu início de mandato, que encerrou com a aposentadoria aos ex-governadores. Porém, a lei não afetou  oito ex-governadores e três viúvas, que ainda recebem o benefício de R$ 30.471,11.

Isto é, Ratinho entraria em contradição com a sua proposta se aceitasse o pedido da antecessora. Isso porque, segundo o governo do Paraná, R$ 3,6 milhões são gastos, anualmente, com o pagamento de pensões.

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Cida faz balanço da gestão e diz que torcerá por Ratinho Junior

Cida Borghetti (PP) encerra, no próximo dia 1º, quando transmite o cargo a Ratinho Junior (PSD), um mandato de pouco mais de oito meses como governadora do Paraná. Assumindo o cargo após a renúncia de Beto Richa (PSDB), que se desincompatibilizou, em abril, para poder disputar as eleições deste ano, a governadora enfrentou crises e sofreu com os casos de corrupção que atingiram seu antecessor, mas disse que conseguiu, neste curto período, impor seu jeito de governar. Candidata à reeleição, acabou derrotada por Ratinho Junior já no primeiro turno, mas, agora, diz que torcerá para que seu adversário faça um bom governo.

Em entrevista ao Paraná Portal, a governadora fez uma balanço de sua gestão, avaliou o processo eleitoral e deu sua opinião sobre o processo de transição, o futuro do estado e seu futuro político. Confira.

 

Que balanço a senhora faz dos oito meses de gestão no Governo do Estado?

CIDA BORGHETTI – Nestes poucos meses consegui impor meu ritmo de gestão, de mulher que cuida e se preocupa com o bem-estar do próximo. Nos pautamos por metas, trabalhando de domingo a domingo muitas vezes até tarde da noite. Adotamos o diálogo franco com todos os setores da sociedade e substituímos o talvez pelo sim e pelo não. A tudo aquilo que o Estado pode e deve fazer, nós dissemos sim. Ao que o Estado não pode e não deve fazer, dissemos não. Isso se chama resolutividade. Uma gestão que resolve, não adia. Nestes quase nove meses liberamos R$ 8,7 bilhões para investimentos nas mais diversas áreas, e atendemos a todos os 399 municípios do Paraná, sem distinção partidária. Foi uma gestão de realizações.

 

Qual é o legado que teu governo deixa? O que as pessoas vão lembrar, no futuro, que foi a Cida que fez?

CIDA BORGHETTI – Me orgulha ter sido a primeira mulher a governar o Paraná e ter representado o universo feminino neste posto tão importante. O Estado nunca está pronto, o Estado está em constante construção. Os governos que se sucedem vão dando as contribuições possíveis, cada um ao seu tempo.  Acho que todos os avanços que implementamos são importantes legados que ficam para os paranaenses. A Divisão de Combate à Corrupção com total autonomia e estruturas no interior, o condomínio do idoso da Cohapar, o Governo Digital e seus mais de 3 mil serviços para facilitar a vida do cidadão, a transformação de carros administrativos em Patrulhas Maria da Penha, a mudança de postura em relação ao pedágio. Também temos grandes obras acontecendo ou que já têm recursos assegurados para a realização. Poderia falar do asfalto que estamos levando para atender quem mora em Mato Rico ou Coronel Domingos Soares, duas cidades que ainda só têm acesso por estrada de terra. Assim como poderia falar sobre o reajuste que demos aos salários das merendeiras das escolas, ou do apoio financeiro para melhorar o atendimento de 300 hospitais. Mas posso resumir tudo num conceito que marca o nosso governo: trabalhar com eficiência para cuidar das pessoas.

 

A senhora tentou a reeleição, mas acabou derrotada no primeiro turno. Qual a avaliação do resultado da eleição?

CIDA BORGHETTI – Minha candidatura era um caminho natural. Mesmo que não estivesse na condição de governadora, disputaria a eleição. Fizemos uma campanha bonita, limpa e propositiva. Aprendi bastante e recebi carinho por onde passei. Os paranaenses preferiram um outro caminho e temos que respeitar a decisão das urnas.

 

Qual seu projeto político a partir de agora?

CIDA BORGHETTI – Meus pais me ensinaram a gostar da política desde muito nova. Meu pai, Ivo Borghetti, era um getulista de carteirinha e me dizia sempre: “Se você está descontente com algo, não reclame, vá e faça melhor”. Seguirei neste caminho que iniciei como militante na juventude. Fui deputada estadual recordista na aprovação de leis. Como deputada federal, aprovei o marco legal da primeira infância, a lei mais avançada na proteção às crianças. Sou ficha limpa, nunca decepcionei meus pais e não decepcionarei meus eleitores. Estarei sempre à disposição do Estado do Paraná. Eu gosto de cuidar das pessoas.

 

Depois que a senhora assumiu, estouraram algumas operações policiais no Estado que tiveram como alvo seu antecessor, de quem a senhora era vice-governadora. Na vice-governadoria, a senhora não teve conhecimento dos escândalos como os revelados pela Publicano, Quadro Negro, Operação Piloto, Rádio Patrulha, ou mesmo a Lava Jato? Depois que tomou posse e os casos vieram à toda, que medidas foram tomadas por seu governo?

CIDA BORGHETTI – Afastei todas as pessoas suspeitas de desvios de conduta. Criei a Divisão de Combate à Corrupção, com autonomia para investigar qualquer pessoa do governo, inclusive eu. Varri a corrupção para fora do governo. Na questão dos pedágios, saímos do polo passivo das investigações para o polo ativo, passando a colaborar com as operações vinculadas à Lava Jato.

 

Especificamente nas questões relacionadas ao pedágio, a senhora comunicou às concessionárias uma decisão de não prorrogar os contratos, que só vencem em 2021 e entrou na Justiça pedindo a redução das tarifas, o que não aconteceu. Na prática, essas medidas tiveram algum efeito?

CIDA BORGHETTI – Tomei atitudes que a população paranaense espera de um governante. A comunicação da não renovação foi com o objetivo de assegurar a finalização dos contratos com transparência. Ao mesmo tempo iniciamos as negociações com o Governo Federal para uma nova delegação das rodovias federais e também realizamos audiências públicas em todas as regiões para discutir o novo modelo de concessão. Hoje, a questão do pedágio está mais transparente e o governo se tornou um aliado dos usuários e não das concessionárias.

 

Os escândalos envolvendo o ex-governador, que, inclusive, fazia parte de sua chapa, como candidato ao Senado, prejudicaram sua candidatura?

CIDA BORGHETTI – O eleitor foi levado a acreditar que minha candidatura representava uma simples continuidade, o que não é verdade. Neste sentido, houve um prejuízo eleitoral. Devo lembrar que as principais lideranças do PSDB do Paraná fizeram campanha para o meu adversário. Com a participação do presidente da Assembleia, Ademar Traiano, na convenção do Ratinho Jr, nosso partido buscou novas alianças, porém os outros partidos que formaram a nossa coligação decidiram pela manutenção da aliança com o partido do ex-governador. Em relação às graves denúncias reveladas contra o grupo político do ex-governador tomei atitudes firmes. Demiti todos os acusados. Houve um afastamento natural porque não concordo com nenhuma das situações que se apresentaram.

 

Pouco mais de um mês depois de sua posse a senhora se viu em uma crise que atingiu todo o país, com a greve dos caminhoneiros. A senhora foi para a beira da estrada negociar com o movimento e o Paraná foi um dos primeiros estados e restabelecer a normalidade. Como foi essa negociação? O que a senhora pode oferecer a eles, uma vez que as principais reivindicações dependiam de decisão federal, como o subsídio ao diesel?

CIDA BORGHETTI – As crises precisam ser resolvidas pelo diálogo e o nosso governo foi assim, uma gestão de portas abertas a todos os setores da sociedade, com conversa franca e direta. Nos propusemos a resolver os problemas que apareceram, dizendo sim e não, sem enrolação. Entendemos a reivindicação dos caminhoneiros e, com muita conversa, conseguimos convencê-los da necessidade de liberar as estradas do Paraná para que a população não fosse tão prejudicada. Montamos um gabinete de crise, comandado pela Defesa Civil, que permitiu o trânsito de produtos de primeira necessidade. Fomos o primeiro Estado a liberar todas as estrada sem a necessidade do uso de força.  Neste ponto, até agradeço às lideranças dos caminheiros pela compreensão das nossas urgências.

 

Outra crise enfrentada pelo seu governo foi com os servidores públicos. Na tentativa de descongelar a data-base do funcionalismo, foi apresentada uma proposta de reajuste de 1%, que foi refutada pela categoria e “tratorada” pela Assembleia. Qual a avaliação deste episódio?

CIDA BORGHETTI – Propusemos aquilo que era possível naquele momento, numa clara demonstração da nossa vontade de destravar o debate com o funcionalismo. Reforçamos isso ao retirar da LDO a trava que impediria inclusive qualquer reajuste em 2019. Infelizmente houve um movimento político e até eleitoreiro na época, com a proposição de reajuste de 2,67% aos servidores do Executivo, contra nossa proposta de 1%, que era o possível respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a limitação imposta pelo acordo com a União feito pela renegociação das dívidas. Agi com transparência e responsabilidade.

 

O ano terminou com a Assembleia votando dois projetos importantes: mais mudanças na Paraná Previdência e uma nova regularização das PPPs. Por que enviá-los no final do ano? Ambos foram pedidos do governador eleito durante a transição?

CIDA BORGHETTI – O projeto da Paraná Previdência foi encaminhado ao Legislativo em julho, mas só tramitou na casa no final do ano. É uma proposta construída entre os técnicos da Fazenda e da PRPrevidência que assegura um superávit no fundo de R$ 165 milhões ao final de 75 anos. O projeto das PPPs atende uma reivindicação do futuro governo, todo o texto do anteprojeto foi construído pela equipe de transição do governador eleito.

 

Como se deu a transição? O que a senhora espera do governo Ratinho Junior? Que postura adotará, de fora, em relação ao governo?

CIDA BORGHETTI – Tenho uma boa relação com o governador eleitor e nosso propósito sempre foi fazer uma transição harmoniosa. Vamos deixar o caixa com R$ 5 bilhões de salto, todos os compromissos assumidos possuem recursos alocados. Além disso, o governador eleito terá a sua disposição o Orçamento de 2019 integralmente livre para as suas decisões. A orientação que dei para a minha equipe de trabalho é que nada fique sem resposta, porque tudo o que fizemos está absolutamente correto. Temos uma relação de amizade e de respeito de longa data. Fomos deputados estaduais na mesma legislatura e também nos elegemos para a Câmara dos Deputados juntos. A partir do dia 1 de janeiro estarei na torcida para ele faça uma gestão que atenda os anseios dos paranaenses.

 

Cida Borghetti rebate críticas da equipe de Ratinho Junior e diz que todos os pedidos foram atendidos

Há três dias do fim do mandato a governadora Cida Borghetti esteve na manhã desta sexta-feira (28) no Hospital do Trabalhador para participar da inauguração de uma nova ala destinada à maternidade. A área de 4 mil metros quadrados é especifica para atendimento de bebês prematuros de alto risco e para reprodução humana.

Ao ser perguntada sobre os contratos que estão sendo questionados pela equipe de transição do governador eleito Ratinho Junior, Cida Borghetti disse que eram contratos que já vinham sendo negociados desde o início do ano, e que se efetivaram somente agora, como no caso do Porto de Paranaguá.

Ratinho Júnior faz críticas sobre transição e fala em pente-fino nos gastos do governo

“Eu quero apenas esclarecer aqui… eu estou concluindo uma gestão de um governo que está se encerrando. Todas essas tratativas do Porto de Paranaguá, o contrato foi assinado em janeiro. Todas as licenças ambientais, que vocês sabem que são demoradas, foram vencidas. O mais importante foi dar a garantia de manutenção da dragagem para os próximos cinco anos”, explica a governadora.

A governadora ainda disse que vê com naturalidade a revisão de contratos e que é a mesma atitude tomada pelo governo federal.

“A transição está correndo com muita lisura e transparência. Não criou nenhum clima, estão todos dentro do Palácio. Eles estão fazendo a transição desde o dia 19, estão com todos os documentos e convênios”, garante Cida.

Na manhã de hoje, o futuro chefe da casa civil, deputado estadual Guto Silva falou à CBN Curitiba, sobre a revisão dos contratos da gestão atual. De acordo com Guto Silva os contratos serão revisados para que se verifique se são prioridade. Ele falou sobre contratos de valor elevado assinados nos últimos dias e que precisam ser revisados.

“Nós questionamos o motivo de nos últimos 15 dias, no término do governo, a contratação de valores tão elevados. Isso nos causa estranheza e a orientação é passar um pente-fino e tomar todas as medidas legais para cancelamento”, explica Silva.

Ratinho Júnior faz críticas sobre transição e fala em pente-fino nos gastos do governo

Cida Borghetti, no entanto, disse que todos os pedidos da equipe de transição do governador eleito foram atendidos e que não houve quebra na harmonia.

Guto Silva falou ainda que com a redução das secretarias de 28 para 15, o novo governo terá uma redução de cargos comissionados e um enxugamento da máquina pública. Os cargos serão exonerados no dia 2 de janeiro.

Já Cida Borghetti que em primeiro de janeiro transmite o cargo ao governador eleito Ratinho Junior, disse que 2019 será um ano sabático.

Governo do Paraná concederá honraria a Bolsonaro

A governadora do Paraná, Cida Borghetti, convidou, nesta quarta-feira (28), o presidente eleito Jair Bolsonaro para receber a Ordem do Pinheiro, tida como a mais alta comenda do Estado. O convite foi feito durante um encontro no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

A entrega da Ordem do Pinheiro está marcada para o dia 19 de dezembro, data em que é comemorada a Emancipação do Paraná. “Fiquei tocado”, disse Bolsonaro ao receber o convite.

Todos os anos o Governo do Estado escolhe uma lista com personalidades a serem homenageadas com a Ordem do Pinheiro. São pessoas se destacaram em suas áreas de atuação, pela notoriedade do saber ou por serviços relevantes prestados ao Paraná.

A condecoração foi criada em 1972. Ela é dividida em cinco graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.

**Com informações da AEN**

Cida promete R$ 5 bilhões em caixa para Ratinho Júnior

A governadora Cida Borghetti informou nesta segunda-feira que deixará o Governo do Paraná com um saldo de cerca de R$ 5 bilhões nas contas estaduais, e sem comprometer nenhum recurso do orçamento fiscal de 2019, estimado em R$ 48,7 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Os dados foram anunciados durante reunião das equipes de transição, realizada no Palácio Iguaçu.

Do saldo total que ficará em caixa, cerca de R$ 2 bilhões serão de superávit financeiro. Ou seja, o próximo governo poderá dar a destinação que considerar mais oportuna para os recursos. Além da previsão de superávit, os representantes do Estado frisaram que para o exercício 2019 haverá um acréscimo de R$ 1,9 bilhão no orçamento para áreas prioritárias em relação a valor aplicado neste ano. A educação vai receber mais R$ 1,23 bilhão, valor 15,6% maior do que em 2018.

Na saúde, a variação será de 9,4%, com o incremento de R$ 319 milhões em relação ao montante atual, e na segurança pública a alta é de 8,7%, com ampliação de R$ 330 milhões nas verbas orçamentárias. No total, o volume de investimentos públicos para 2019 deverá chegar próximo de R$ 7,5 bilhões.

O secretário estadual da Fazenda, José Luiz Bovo, fez uma apresentação da situação financeira para a equipe de transição do futuro governo. Os dados fechados em outubro mostram um saldo de R$ 7,4 bilhões em aplicações financeiras.

Outro dado apresentado foi em relação à despesa com pessoal, que alcançou 45,68% da receita corrente líquida, patamar que fica entre o limite de alerta e o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Para o próximo exercício, a previsão de crescimento da folha foi estimada em 5,23%.

Na exposição, Bovo ressaltou que o Estado aplica percentuais acima da legislação nas áreas de educação e saúde. No primeiro caso, o gasto alcança 32,25% da receita, ante uma exigência legal de 30%. No segundo, a despesa alcançou 12,18% da receita de impostos, contra 12% exigidos por lei.

Outro dado destacado por Bovo foi a redução da dívida estadual, que caiu 69% entre 2010 e 2018. Hoje, a capacidade de endividamento do Paraná é de R$ 64,4 bilhões.

A equipe de transição do Governo do Estado é liderada pelo chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico, e conta com a participação dos secretários José Luiz Bovo (Fazenda) e Silvio Barros (Desenvolvimento Urbano); Carlos Eduardo de Moura, controlador-geral do Estado e Sandro Kozikoski, procurador-geral do Estado.

Representando o governador eleito Ratinho Junior (PSD), participaram Reinhold Stephanes, João Carlos Ortega, Norberto Ortigara e Nildo Lübke.

O coordenador da equipe do governador eleito, Reinhold Stephanes,  destacou que essa é a primeira de muitas reuniões e que é exatamente a transparência financeira do estado que a equipe quer ter acesso. Por determinação de Ratinho Junior, também quer um levantamento detalhado sobre todas as licitações e levantar e acompanhar tudo considerando o período de até 70 dias antes da posse.  “São dados financeiros importantes, queremos ter acesso a todos eles, o que vai ajudar a nossa equipe de transição a detalhar para o governador eleito, Ratinho Junior como estão as finanças do estado e os programas importantes que já iniciam no começo do ano que vem”, afirmou Reinhold Stephanes.

Transição no governo estadual começa nesta segunda-feira (19)

A equipe do governador eleito Ratinho Junior, do PSD, deve ter acesso a estrutura e dados do governo do Paraná a partir desta segunda-feira (19). A pedido de Ratinho, a governadora Cida Borghetti, do PP, antecipou o início da transição dos governos, que havia sido determinado por ela para 3 de dezembro.

A primeira reunião oficial de transição será no Palácio Iguaçu, com a participação das equipes da atual administração e da futura gestão do Estado. A equipe de transição de Ratinho será liderada pelo ex-ministro Reinhold Stephanes.

Os demais nomes são João Carlos Ortega, Norberto Ortigara, Wilson Lipski e Priscila Brunetta. Informalmente, devem contribuir no trabalho também Guto Silva, Claudio Stabile, Nildo Lübke e Heraldo Neves. O grupo da atual gestão será liderado pelo chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico, e será formada pelos secretários Silvio Barros, de Desenvolvimento Urbano; e José Luiz Bovo, da Fazenda; pelo controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo de Moura, e o procurador-geral do Estado, Sandro Kozikoski.

A governadora também disponibilizou o espaço conhecido como Chapéu Pensador, que fica na sede da Copel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, salas da Secretaria da Fazenda e da vice-governadoria para que a equipe de Ratinho Junior possa trabalhar.

A agenda oficial prevê uma reunião às 16h30 nesta segunda (19) para que os dez nomeados – cinco de cada lado – passem a atuar conjuntamente.

O principal tema a ser debatido será a situação financeira do Paraná. As primeiras preocupações do governador eleito são ainda a Operação Verão, no litoral do estado, o início do ano letivo nas escolas estaduais e contratos que vencem no começo de 2019. Ratinho Junior já determinou que sua equipe verifique todas as decisões de gastos e contratos dos últimos meses de gestão de Cida Borghetti, para avaliar se há algo que possa ser renegociado.

FAEP solicita continuidade do programa Tarifa Rural Noturna

Atenta às necessidades dos produtores rurais do Paraná, a FAEP encaminhou nesta terça-feira (13) um ofício à governadora Cida Borghetti e ao presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel) Jonel Iurk, solicitando que seja revista a decisão de encerrar – a partir do ano que vem – o desconto de 60% concedido na tarifa para consumo rural no horário noturno (entre 21h30 e 06h00), conhecido como Programa Tarifa Rural Noturna (TRN).

A Copel Distribuição informou nesta semana que o desconto não seria mais concedido a partir de 1º de janeiro de 2019, esta medida traria dificuldades principalmente para os avicultores de corte do Estado, visto que a atividade tem na energia elétrica um importante insumo, que pode representar mais de 20% dos custos da atividade.

No documento, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, argumenta que o desconto beneficia 12 mil produtores paranaenses. “Além de incentivar a produção agropecuária, o programa torna o sistema elétrico mais eficiente como um todo, já que o consumo geral é menor no horário em que o desconto é aplicado”, afirma.

Vale lembrar que a avicultura é uma importante atividade econômica do Estado, que lidera o ranking brasileiro de produção e exportação de frango. Se somarmos à esta atividade a suinocultura e a bovinocultura de leite, a participação no valor bruto de produção do Estado chega a 31%.

Considerando a importância das cadeias produtivas que dependem do TRN para continuar atuantes, a FAEP solicitou a continuidade do desconto aos produtores rurais, “contribuindo assim para a sustentabilidade das cadeias e manutenção das famílias na atividade rural”, finaliza o documento.

Cida aceita adiantar transição de governo

A ampliação das parcerias com as empresas privadas deve marcar mesmo o início do próximo governo do Estado, sob a gestão de Ratinho Junior (PSD). Ontem, ele se reuniu com a governadora Cida Borghetti (PP), com quem acertou os ponteiros para finalizar, em 19 de novembro, um projeto de lei sobre PPPs (Parcerias Públicos Privadas).

“Nossa ideia é enviar um projeto casado à Assembleia Legislativa ainda este ano”, falou Cida ao fim da reunião. Também ficou marcado para a mesma data o começo do trabalho oficial de transição de governo.

Um decreto assinado por Cida havia determinado o início do trabalho em 3 de dezembro, mas Ratinho pediu o adiantamento. Caso consiga a aprovação da nova lei sobre PPPs, Ratinho pretende atrair já no começo do ano que vem investimentos privados para o Estado. Durante a campanha eleitoral ele citou presídios e rodovias como áreas que poderiam receber as parcerias.

Ontem, Ratinho disse que a principal preocupação é de não ter problemas com programas do Executivo no início do ano, citando, por exemplo a Operação Verão, no Litoral do Estado. “Queremos iniciar em janeiro da forma mais organizada possível”, falou.

Transição

Cida já anunciou a sua equipes de transição com cinco nomes. Participarão o secretário chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico; o secretário do Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros; o secretário da Fazenda, José Luiz Bovo; o controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo de Moura, e o procurador-geral Sandro Kozikoski.

Pelo lado de Ratinho Junior a única confirmação é de Reinhold Stephanes, que foi o coordenador do plano de governo, Outros nomes bem cotados são o do deputado estadual Guto Silva (PSD) e do o ex-secretário da Agricultura Norberto Ortigara.

Ontem, a governadora colocou à disposição da equipe de transição o espaço conhecido como Chapéu Pensador, que fica na sede da Copel no bairro Bigorrilho, em Curitiba.

Também estão abertas salas da Secretaria da Fazenda e da vice-governadoria. Cida ainda anunciou para Ratinho que ele foi um dos escolhidos para receber a Ordem do Pinheiro neste ano.

Transição gera atrito entre Cida Borghetti e Ratinho Júnior

Depois de duas semanas sem dar respostas, a governadora Cida Borghetti (PP) marcou para amanhã, no Palácio Iguaçu, uma reunião para tratar do processo de transição do governo do estado com o governador eleito, Ratinho Junior (PSD).

Já em 17 de outubro, ele havia pedido para que o processo iniciasse oficialmente na última segunda-feira (29), primeira depois do 2º turno da eleição presidencial. O prazo se esgotou e só em um encontro em Brasília, na semana passada, ficou acertada a criação de um novo cronograma. Cida definiu que o começo da transição seria só em 3 de dezembro, mas o prazo deve ser encurtado.

A indefinição acabou repercutindo entre os deputados estaduais da base de Ratinho, que criticaram a demora. “Me parece que tem uma coisa bastante errada nisso. O povo do Paraná vai ter que esperar cinco semanas para saber os dados do governado do estado”, queixou-se Márcio Nunes, do PSD, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. Ele comparou a situação com o governo federal que, mesmo com um segundo turno, já iniciou sua transição.

O parlamentar foi além das queixas e disse que o governo está promovendo uma “vingança do pipoqueiro” contra políticos que fizeram campanha por Ratinho, e logo contra Cida. Segundo Márcio, na última semana verbas de convênios da Sedu (Secretaria Estadual do Desenvolvimento Urbano), que seriam destinadas para prefeituras das suas bases, estão sendo cortadas. “Mas o povo já deu recado que não quer mais esse toma lá, da cá”.

Definições

Antes mesmo da transição começar, Ratinho negociou com deputados da bancada federal e obteve o compromisso da aplicação de R$ 40 milhões em emendas para segurança ano que vem. Eles serão aplicados no programa “Olho Vivo”, de monitoramento por câmeras de segurança.

O governador eleito também pretende aprovar, ainda neste ano, um projeto de lei para facilitar as PPPs (Parcerias Público Privadas), mas o texto ainda não foi apresentado.

Cida Borghetti não declara voto em Maringá

A governadora Cida Borghetti (PP) votou em Maringá, no noroeste do Paraná, na manhã deste domingo (28). Ela não manifestou voto ou declarou apoio político aos candidatos que concorrem à presidência da República.

Ela chegou no Colégio Regina Mundi, por volta das 8h30. Ela enfrentou fila e votou com o e-título.

“Estamos cumprindo a missão, cidadania e democracia. Faz parte do processo de modernização, do direito do cidadão de escolher seus representantes e o seu direito ao voto e livre escolha”, afirmou a governadora. “Quero um país melhor que dê condições as nossas crianças, idosos, mulheres e família, que olhe para todos da mesma maneira, sem a corrupção que se instalou nos governos e que dê a oportunidade do cidadão voltar a sonhar”, afirmou.

Cida afirmou segue para Curitiba onde vai acompanhar a apuração das urnas.