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Pesquisa da UEL desenvolve membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem

Uma membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem. Esse é o resultado de um projeto de pesquisa do programa de pós-graduação do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A membrana é composta por nanopartícula bacteriana ou celulose (vegetal).

A iniciativa é liderada pelo professor Cesar Augusto Tischer, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia. Ele explica que, a partir do plástico biodegradável, é possível criar uma estrutura para suporte que proporciona o crescimento de células. Em uma impressora 3D, por exemplo, imprime-se uma estrutura em formato de orelha, aplica-se a membrana que serve como promotora para a proliferação das células.

“Esse material tem alta biocompatibilidade para a proliferação celular, responsável pela formação de tecidos”, diz. Para chegar a essa conclusão, a equipe realizou vários testes nos laboratórios do CCE. O professor destaca o estágio atual da pesquisa. “Sabemos produzir o material estruturante (orelha, por exemplo), sabemos incorporar o biopolímero [nanocelulose] e conhecemos a biocompatibilidade desses materiais e sua capacidade de formação de novas células”.

O projeto de pesquisa tem a participação de professores, alunos de iniciação científica e programas de mestrado e doutorado. O processo de testes em animais, atualmente, é feito com células de rato. Para que seja feito em humanos, muitas etapas precisam ser vencidas. O projeto de pesquisa termina em 2021 e as perspectivas são boas. “Queremos ter esses protótipos testados quanto ao crescimento de células de mamíferos, demonstrando a viabilidade da ideia”, comenta o professor.

Segundo Cesar Tischer, os protótipos para desenvolvimento de células de pele, osso e cartilagem são um estágio anterior ao desenvolvimento de outros tecidos mais complexos. Ele acredita que o desenvolvimento de órgãos vitais, como fígado, pâncreas e coração, deve ocorrer em um período de 10 a 20 anos. “Essa é uma tendência internacional”, afirma o professor.

Por isso, pare ele, esse é um momento de a universidade se abrir. “Temos muito a oferecer com esses estudos. A gente usa a biocompatibilidade para chegar a muitos produtos”. O professor se refere, por exemplo, aos artigos cosméticos. De acordo com ele, há empresas interessadas na nanocelulose bacteriana para usá-la na produção de cremes hidratante e antienvelhecimento.

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Karen Stefany é aluna do programa de pós-graduação e participa da pesquisa com a orientação do professor Cesar Tischer. Divulgação/UEL

PESQUISA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

A estudante Karen Stefany Conceição integra a equipe do professor Cesar Tischer. Ela é aluna, em nível de doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do CCE. “O que mais me chama a atenção nesse projeto é o enfoque na área de saúde e que trabalha com a biocompatibilidade”, afirma a estudante, graduada em Farmácia. Ela fez o mestrado no mesmo programa de Biotecnologia. “Gosto muito da área de pesquisa”.

INOVAÇÃO NA UEL

Cesar Tischer afirma que é grande a aplicabilidade dos estudos de nanopartículas (bacteriana e celulose) e cita Sabrina de Oliveira, mestre em Biotecnologia pela UEL. Sabrina teve projeto selecionado pelo Programa Sinapse da Inovação Paraná, executado pelo Governo do Estado, por meio da Celepar e Fundação Araucária. Ela está entre os 100 projetos aprovados na terceira e última etapa do programa. A seleção está em fase de recursos e o resultado final será divulgado em 15 de outubro.

Sabrina de Oliveira apresentou como problema as queimaduras provocadas pela radioterapia, as chamadas radiodermatites. A proposta de solução, descrita na página do Programa Sinapse da Inovação, é fabricar um produto à base de celulose bacteriana úmida para proteção e regeneração de pele, que agrega a tecnologia de rede nanoestruturada de celulose.

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Primeira pós-graduação em Ouvidoria Pública do Brasil tem aulas a distância e gratuitas

A Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), lançou a primeira pós-graduação em Ouvidoria Pública do Brasil com aulas a distância. Inicialmente, estão sendo ofertadas 132 vagas para servidores públicos que trabalhem nas ouvidorias das diferentes esferas de governo.

Nessa primeira fase, os servidores poderão cursar a especialização de forma gratuita. Já em uma segunda etapa serão abertas novas turmas, com aulas pagas, para gestores de serviços públicos, representantes da sociedade civil e agentes públicos que atuem na área.

O curso totaliza 380 horas e tem uma grade de 15 disciplinas, que incluem conteúdos sobre inovação cívica e proteção de denunciantes de casos de corrupção. Ao término do curso, os alunos aprovados farão jus ao certificado de especialização lato sensu, com reconhecimento do Ministério da Educação. Mais informações podem ser encontradas no site da OEI, assim como o edital do programa e a ficha de inscrição.

Outra opção para encontrar pós-graduação nesta e em outras áreas é através do site do Educa Mais Brasil 2020. O programa possui parceria com diversas instituições do Brasil e oferta bolsas de estudo para quem planeja investir em uma especialização ou em outros cursos. Não perca tempo, acesse o site do programa e confira.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

V Simpósio AMEPR

Curitiba recebe Simpósio que irá debater Ciência, Saúde e Espiritualidade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo até 2020.

Estima-se que 300 milhões de pessoas, em todo o planeta, sofram com a doença.

E a depressão não está sozinha. Cada vez mais pessoas adoecem com transtornos físicos e mentais, desenvolvendo fobias severas, transtorno de ansiedade, doenças crônicas, câncer e tantas outras enfermidades, que por vezes leva o doente ao suicídio.

O olhar mais integral e humanizado durante o tratamento dos pacientes vem  sendo discutido pelos profissionais que atuam na área de saúde durante algum tempo.

Preocupada com o aumento dessas doenças e com a relação entre ciência, saúde e a espiritualidade que a AMEPR (Associação Médico Espírita do Paraná) , organizou o 5º SimpAME-PR, que acontece nos dias 20 e 21 de setembro no auditório do Teatro da FEP (Federação Espírita Paranaense) .

O simpósio tem como apoiadores organismos de saúde como a AMP (Associação Médica do Paraná), o CRMPR (Conselho Regional de Medicina), a UNIMED Curitiba, a Escola Homeopática de Curitiba e da SOGIPA (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná).

Durantes dois dias, profissionais de saúde, estudantes e o público em geral, vão ter a oportunidade de debater temas importantes sobre a saúde e a doença, na perspectiva da ciência e da espiritualidade. Profissionais renomados na área virão de outros Estados para ministrar as palestras durante o simpósio.

O físico André Luiz de Oliveira Ramos, mestre e radiações pela USP, vai abordar temas como funcionamento do cérebro, o poder do pensamento e energia quântica.

O médico Carlos Roberto de Souza Oliveira, presidente da AME de Campina Grande, abordará o tema do pensamento e as atitudes para uma saúde integral. O dr. Décio Landoli Jr., médico gastroenterologista e doutor pela UNIFESP, presidente da AME do Mato Grosso do Sul, irá debater sobre mente, consciência e glândula pineal.

O médico Paulo Cesar Fructuoso, mestre em cirurgia oncológica, falará sobre materializações e ectoplasmia e a médica nutróloga e escritora, Dra. Rosângela Arnt, traz o debate sobre a medicina do futuro, a terapia vibracional quântica e qualidade de vida.

Para o presidente da AME-PR, médico e professor titular de obstetrícia da UFPR, Dr. Edson Gomes Tristão, o encontro é uma oportunidade de trazer à luz a discussão sobre uma visão integral e espiritualista do paciente, independentemente de suas crenças e as do seu médico. “Precisamos olhar para quem sofre além do corpo físico e entender que a saúde e a doença estão além dele”, afirma.

O médico diz ainda que a presença dos grupos de jovens acadêmicos da área de saúde, nesse tipo de encontro, é de extrema importância para o futuro da medicinal mais humanizada. “São esses jovens que estarão no mercado no futuro. É importante ter consciência da integralidade humana”, completa o médico.

Para mais informações sobre o Simpósio acesse aqui.

Universidade desenvolve medicamento que reverte overdose de cocaína

A Universidade Federal de Goiás (UFG) anunciou o desenvolvimento de uma nanopartícula capaz de capturar a cocaína em circulação na corrente sanguínea e, assim, evitar os efeitos da droga, até mesmo quando consumida em quantidades que causam “overdose” e podem levar à morte.

A nanopartícula é administrada por meio de medicamento intravenoso. Testes feitos com ratos nos laboratórios do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Fármacos, Medicamentos e Cosméticos da UFG, o FarmaTec, indicam a capacidade de captura de até 70% da cocaína no organismo e o retorno quase imediato da pressão arterial e dos batimentos cardíacos ao estado normal.

“A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos”, diz a farmacêutica Sarah Rodrigues Fernandes, em material de divulgação da UFG. Ela é autora da pesquisa, que resultou em sua dissertação de mestrado defendida há três semanas no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da universidade.

“Ao capturar a cocaína, a nanopartícula mantém a droga aprisionada em seu interior. Não permite que a droga se difunda pelo cérebro ou outras regiões do organismo. Possibilita, então, que haja tempo para uma terapia de resgate”, explica à Agência Brasil a farmacêutica Eliana Martins Lima, orientadora do trabalho e professora de nanotecnologia aplicada à área farmacêutica.

A cocaína aprisionada na partícula é retida pelo fígado na passagem da corrente sanguínea e é destruída no metabolismo feito pelo órgão.

“O que nós buscamos com isso foi viabilizar uma forma de que, no momento em que o paciente começa a perder sinais vitais, seja possível ao médico ou ao Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] salvá-lo, reduzindo aquela dose tóxica que está na corrente sanguínea”, acrescenta a orientadora, que trabalhou como professora visitante no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Inovações

O experimento bem-sucedido traz duas inovações. Além de obter resultados quase imediatos para diminuir os efeitos da cocaína, a pesquisa muda e acrescenta o modo de usar nanotecnologia em terapias com medicamentos.

Desde os anos 1990, a nanotecnologia é utilizada para levar de forma mais eficaz partículas aos alvos no organismo que precisam de recuperação e proteção. O experimento mostra que a nanotecnologia também pode ser proveitosa para buscar e aprisionar substâncias e reverter um quadro crítico.

As chamadas partículas nanométricas, obtidas a partir de componentes químicos orgânicos naturais (lipídeos) e de moléculas de baixa massa (polímeros), são extremamente pequenas (1 nanômetro é 1 milhão de vezes menor que o milímetro) e, por isso, eficientes na circulação sanguínea.

Comercialização

A eventual disponibilização do medicamento para uso no socorro de pessoas em processo de overdose depende de parceria entre a universidade e laboratórios farmacêuticos. Até poder ser utilizado em seres humanos, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A produção de medicamento é investimento de médio a longo prazo. Além dos testes, a indústria farmacêutica precisa custear os laboratórios de fabricação em massa e fazer a comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção deverá fazer o registro para a venda.

“Nosso papel como universidade pública é formar pessoas altamente qualificadas, jovens cientistas, pesquisadores e, no meio desse caminho, produzir conhecimento novo. É muito importante, agora, que as indústrias farmacêuticas, percebam a capacidade de contribuir com esse processo de inovação e, dessa forma, identifiquem que vão conseguir manter um espaço importante no mercado”, diz Eliana.

Carta de Einstein sobre existência de Deus é leiloada por R$ 11 milhões

Uma das cartas mais famosas de Albert Einstein, datada de janeiro de 1954, quando ele tinha 75 anos, foi leiloada na última terça-feira (4) em Nova York por US$ 2,89 milhões, o equivalente a mais de R$ 11 milhões.

Em um dos trechos mais emblemáticos, ele duvida da existência de Deus. “A palavra Deus não é para mim mais que a expressão e o produto da fraqueza humana”, escreveu o cientista.

A carta, escrita um ano antes de ele morrer, era uma resposta ao filósofo judeu alemão Eric Gutkind, que havia enviado para Einsten uma cópia de seu livro “Escolher a Vida: O Chamado Bíblico à Rebelião”. A carta possuia duas páginas nas quais Einstein abordava temas como a religião e a busca do sentido da vida.

Morre o físico Stephen Hawking, aos 76 anos

SALVADOR NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP

Quando Stephen Hawking se aposentou, em outubro de 2009, a comoção tomou conta do mundo. Um cientista cuja carreira parecia condenada ao fim antes mesmo de começar não só cumpriu 30 anos de serviços prestados numa das mais prestigiosas vagas da Universidade de Cambridge como contribuiu com muitas das ideias que ajudam a definir o Universo tal como é compreendido hoje.

Nascido a 8 de janeiro de 1942 em Oxford, Inglaterra, Hawking desde cedo demonstrou interesse por matemática e astronomia, embora nunca tenha sido um aluno brilhante ou dedicado. Seu pai era biólogo, o que pode ter ajudado a despertar seu interesse por ciência.

No início de sua trajetória acadêmica, estudou física no University College de Oxford. Ao obter o bacharelado em 1962, foi para Cambridge, e logo que chegou começou a desenvolver os sintomas de uma rara e fatal enfermidade degenerativa conhecida como esclerose lateral amiotrófica.

De progressão usualmente rápida, ela é caracterizada pela crescente paralisia dos músculos, culminando com a incapacidade de respirar e a morte. Seu médico havia predito que em três anos, no máximo, Hawking estaria morto –antes mesmo da conclusão de seu doutorado.

De início, o jovem viu poucos motivos para continuar engajado. Mas seu casamento com Jane Wilde, em 1965, a despeito da progressão dos sintomas, serviu como força motriz para seguir trabalhando. E, para a surpresa dos médicos, a doença avançou de forma muito mais lenta do que de costume -Hawking é o atual recordista no quesito longevidade pós-diagnóstico.

Revoluções

Trabalhando na área de cosmologia e astrofísica, principalmente nos problemas ligados aos buracos negros, Hawking descobriu, em 1974, que esses objetos não são completamente escuros, mas emitem radiação térmica.

Buracos negros, normalmente formados pelo colapso de estrelas de alta massa, são objetos tão comprimidos e densos que a força gravitacional ao seu redor impede que qualquer coisa escape deles – até mesmo a luz.

Contudo, Hawking demonstrou que certos efeitos quânticos fazem com que esses objetos emitam uma pequena quantidade de energia. Isso quer dizer que, com o tempo (medido em trilhões de anos), eles evaporam completamente e somem sem deixar vestígios.

Essa foi sem dúvida sua mais relevante contribuição científica, que só não lhe valeu um Prêmio Nobel porque ainda carece de confirmação observacional. Na Universidade de Cambridge, Hawking ocupou por três décadas a cátedra Lucasiana, posto que pertenceu no passado ao físico Isaac Newton. E, como seu antecessor, ele cultivou sucessos científicos que certamente serão lembrados durante muitos séculos.

Entretanto, sua imagem pública foi construída longe disso, mais focada em suas ideias genéricas sobre a origem e a natureza do Universo, inicialmente apresentadas no best-seller “Uma Breve História do Tempo”, de 1988. Foi graças a esse livro que Hawking se tornou mundialmente famoso, não só pelos conceitos que apresentou mas sobretudo pelo fascínio que sua figura –o gênio preso a uma cadeira de rodas– provocava nas pessoas.

Dois lados da fama

Àquela altura, Hawking só podia falar por um sintetizador eletrônico que produzia voz (com sotaque americano) baseada em texto digitado pelo cientista com os poucos movimentos que tinha. Ele perdera completamente a fala depois de passar por uma traqueotomia de emergência, em 1985, após contrair pneumonia.

Hawking se tornou tão popular que fez uma ponta, como ele mesmo, na série de TV “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, em 1993, e uma gravação sua (com voz de sintetizador) foi parar numa música da banda Pink Floyd, no ano seguinte. Mais tarde, ele atuaria como si mesmo em diversos episódios de “Os Simpsons”.

E foi com base no crescente peso da fama e na dificuldade cada vez maior de cuidar do marido doente que Jane pediu o divórcio, em 1991, depois de 25 anos juntos e três filhos. Hawking voltou a se casar em 1995, com sua enfermeira Elaine Mason, mas o segundo enlace terminou em 2006, com acusações (jamais confirmadas) de que a mulher o agredia.

Ao longo da carreira, Hawking usou sua popularidade para advogar em favor de diversas causas, principalmente na defesa dos direitos dos deficientes físicos. Outro tema recorrente era a promoção da exploração espacial. O físico acreditava que a sobrevivência da humanidade a longo prazo depende da colonização de outros mundos.

Hawking não só defendeu os voos espaciais como planejou tomar parte neles. Em 2007, ele se tornou o primeiro tetraplégico a experimentar a sensação de ausência de peso, ao realizar voos parabólicos em um avião. Era a preparação para uma futura visita ao espaço, a bordo de uma espaçonave comercial da empresa Virgin Galactic.

Cientistas vão buscar saídas para frear a degradação dos solos

Embrapa

Durante quatro dias, de 27 a 30 deste mês, cientistas e professores vão buscar saídas para frear a degradação do solos, que é apontada hoje como o principal entrave que inviabiliza as atividades agropecuárias. O debate e as apostas em soluções acontecerão na IV Reunião Nordestina de Ciência do Solo (IVRNCS), que, simultaneamente, desenvolverá o I Simpósio Piauiense de Ciência do Solo. O tema é o Uso Sustentável do Solo para Segurança Alimentar no Nordeste Brasileiro.

O evento será no Blue Tree Towers Rio Poty Hotel, em Teresina, com abertura oficial às 8:30 horas. A conferência de abertura, com o título Solos inteligentes: um complexo desafio para segurança alimentar e saúde humana, está prevista para começar às 9 horas. O chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Luiz Fernando Leite, é o conferencista. O encontro terá palestras, mesas redondas, minicursos e apresentação de trabalhos em forma de pôsteres e oral. Pelo menos 450 pessoas estão inscritas.

Reunindo pesquisadores experientes, o evento vai abordar aspectos importantes como educação em solos, tipos de solos no Brasil, análises, suprimentos, nutrientes, degradação, agricultura familiar, biomas e os grandes temas solo e segurança alimentar. “Para termos produção vegetal e animal, o solo deve ser manejado com sustentabilidade satisfatória e sem qualquer degradação”, diz Henrique Antunes, pesquisador da Embrapa e  coordenador técnico da reunião.

A IVRNCS (https://www.embrapa.br/meio-norte/rncs) é uma realização da Embrapa Meio-Norte, universidades Federal e Estadual do Piauí, Instituto Federal de Educação do Piauí e Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (Núcleo Regional do Nordeste). O evento tem o apoio do Governo do Piauí, CNPq, CAPES, Aprosoja, Terra Brasileira, Banco do Nordeste e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí ( FAPEPI).

Pesquisadores paranaenses participam de descoberta de novo planeta

Sete cientistas brasileiros divulgaram, nesta sexta-feira (1º), a descoberta de um novo planeta localizado na direção da constelação de Monoceros, a cerca de 1200 anos-luz da Terra. Um dos pesquisadores é o diretor do Observatório Astronômico e professor do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Marcelo Emilio, que comemora que a descoberta tenha sido aceita na prestigiada revista britânica Monthly Notices of The Royal Astronomical Society.

Além do professor da UEPG, participam da descoberta, o ex-aluno do curso de licenciatura em Física da UEPG, Rodrigo C. Boufleur (ON), e o aluno pós-doc, Laerte Andrade, mais pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Nacional do Rio de Janeiro (ON) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O diretor do Observatório Astronômico relata que o planeta descoberto possuiu o tamanho aproximado de Saturno, mas com metade de sua massa. “É um corpo celeste gasoso, a exemplo de Júpiter em nosso sistema solar”, diz o cientista, acrescentando que “o planeta orbita uma estrela parecida com o Sol: sua massa é 8% maior, seu raio 21% menor e sua temperatura 200°C mais quente”. Marcelo Emílio pontua que essas medidas indicam que a densidade do planeta é menor que a densidade da água. Para exemplificar, registra que, se existisse um oceano grande suficiente para conter o planeta, ele flutuaria. Mas diz que, entretanto, são necessárias mais observações para confirmar a medida da densidade.

Dr. Marcelo Emilio, da UEPG, participou da descoberta.
Dr. Marcelo Emilio, da UEPG, participou da descoberta.

Segundo o especialista, a órbita do planeta é muito próxima da estrela e o que o torna muito quente. “Estimamos que a temperatura do planeta esteja em torno de 1100° Ce, e que possua ventos de milhares de quilômetros por hora”, explica Marcelo Emílio.

Novos mundos

De acordo com o professor, outros dois planetas do tamanho de Júpiter também foram encontrados no mesmo trabalho. Entretanto, necessitam de mais observações para que seja possível determinar melhor suas massas.

“A descoberta de novos mundos é um dos campos mais interessantes e promissores na área da astronomia. O número de planetas descobertos ainda é pequeno em relação ao que deve existir em nossa Galáxia. Mais descobertas são necessárias para que entendermos como sistemas solares são formados. Seria o nosso sistema solar uma exceção? Em nosso sistema solar planetas gigantes e gasosos estão distantes do Sol. No entanto planetas gasosos são encontrados em grande número perto de suas estrelas mães em outros sistemas”, diz o cientista.

 

Começa nova temporada de observação do céu no Parque de Ciência

O Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Parque da Ciência Newton Freire Maia, localizado no município de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) abre nesta terça-feira (30) a segunda temporada do Programa de observação do céu “Noites no Parque”.

Usando telescópios, a população pode contemplar a lua, os planetas Júpiter e Saturno e, com orientações de mediadores e uso de lasers, aprende a identificar as principais constelações e fenômenos celestes.

Além terça-feira, haverá mais duas edições em junho, sempre às terças-feiras (06/06 e 20/06). De julho a setembro, o programa acontece às quartas-feiras. Em julho nos dias 05 e 26. Em agosto nos dias 02 e 16 e, setembro, dias 06 20.

GRATUITA – A entrada é gratuita e não há restrição de idade ou pré-requisito, basta chegar ao Parque da Ciência entre 19h e 22h nas datas de realização de Noites no Parque.

A direção do Parque avisa que o evento depende das condições meteorológicas. Em caso de céu nublado ou chuva, a atividade será suspensa.

Mais informações: (41) 3666-6156, www.facebook.com/parquedaciencia, ou www.parquedaciencia.pr.gov.br

O Parque fica na Estrada da Graciosa, nº 7.400 – km 20

Parque das Nascentes – Pinhais.

Maior festival de divulgação científica do mundo começa hoje

Metro Jornal Curitiba

Cansado daquele mesmo papo de sempre nas mesas de bar, sobre futebol, relacionamento e política? Que tal mudar um pouco e debater a inovação tecnológica e os novos modelos de economia com quem entende do assunto? Ou então um papo mais cabeça sobre as aplicações e os mitos da física quântica, o que acha?

Se a ideia te chamou atenção, então programe-se, pois a partir desta segunda-feira (15) até quarta-feira (17), Curitiba recebe o festival internacional de divulgação científica, Pint of Science (Dose de Ciência), que leva pesquisadores para fora dos laboratórios durante três noites para falar diretamente com o público em um ambiente descontraído e informal.

É como se fosse um grande festival de música, em que os artistas se apresentam simultaneamente em vários palcos a cada noite. Só que, nesse caso, os artistas são os pesquisadores e demais participantes convidados para conversar com o público.

A iniciativa, que é formada por uma rede de voluntários, acontecerá simultaneamente em mais de 100 municípios espalhados por outros oito países: Canadá, Reino Unido, Irlanda, Espanha, Itália, Austrá- lia, Alemanha e França. No Brasil, 22 cidades sediarão o Pint.

Durante o evento, o público poderá participar de 9 debates que acontecerão, a partir das 19h30, em três locais na capital: Hop’n Roll Beer Club, Cervejaria Bodebrown e Trapista Hamburgueria e Cervejaria.

O evento é gratuito e os participantes só pagarão o que consumirem nos estabelecimentos em que ocorrerá cada bate-papo. Como não são realizadas inscrições ou reservas antecipadas, é necessário que os interessados cheguem antes para garantir seu lugar.

“É uma oportunidade imperdível de debater com quem produz ciência no Brasil, tirar suas dúvidas e conhecer as pesquisas mais de perto”, afirma Lauro Luiz Samojeden, coordenador do festival em Curitiba e professor do Departamento de Física da UFPR.

A cada noite, três temas atuais serão discutidos. Os assuntos escolhidos para este ano são: células-tronco, física quântica, o controle do mosquito Aedes aegypti e da aranha marrom, cosmologia, nanotecnologia, a influência da Lua nos seres vivos, DNA, origem da vida e privacidade digital.

Origem

O Pint of Science, na verdade, é um evento internacional. A primeira edição aconteceu em 2013, na Inglaterra. A ideia surgiu no ano anterior quando dois pesquisadores do Imperial College de Londres marcaram um encontro em um laboratório para debater novas descobertas sobre o mal de Alzheimer.

O evento reuniu tanta gente, que a dupla decidiu sair dos laboratórios. A primeira edição do evento no Brasil aconteceu em 2015 no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos.

Em Curitiba, o evento é organizado pelo Departamento de Física da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Em âmbito nacional, o festival é apoiado pela pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, eScience Unicamp, Galoá e por quatro Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão), financiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Programação Pint of Science Curitiba

Segunda-feira, 15/05, às 19h30 horas

Título da mesa: Celulas-tronco: um curinga em nosso corpo
Onde: Hop’n Roll Beer Club.

Título da mesa: A evolução do Universo: Da grande explosão aos dias atuais.
Onde: Cervejaria Bodebrown

Título da mesa: O DNA: muito além da beleza
Onde: Trapista Hamburgueria e Cervejaria

Terça-feira, 16/05, às 19h30 horas

Título da mesa: Física Quântica para leigos.
Onde: Hop’n Roll Beer Club

Título da mesa: A pequena-grande revolução: como a a nanotecnologia está mudando nossas vidas. Onde: Cervejaria Bodebrown

Título da mesa: Você sabe de onde você veio? Propostas sobre a origem da vida.
Onde: Trapista Hamburgueria e Cervejaria

Quarta-feira, 17/05, às 19h30

Título da mesa: Mosquito aedes aegypti e aranha marrom: como a ciência pode ajudar a controlá-los?
Onde: Hop’n Roll Beer Club

Título da mesa: A influência da Lua nos seres vivos.
Onde: Cervejaria Bodebrown

Título da mesa: Privacidade digital na era da espionagem.
Onde: Trapista Hamburgueria e Cervejaria

Mais informações

Site do evento: pintofscience.com.br