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Contrabandista é preso com R$ 100 mil em cigarros contrabandeados no PR

Um homem de 25 anos foi preso em flagrante pela PRF com 20 mil cigarros contrabandeados do Paraguai. Conforme os agentes, ele desobedeceu a uma ordem de parada na BR-163, em Terra Roxa, na região oeste do Paraná. O contrabandista foi perseguido por aproximadamente 10 quilômetros até ser parado.

Detido, o homem afirmou que fazia o serviço de batedor para outra carga de cigarros contrabandeados do Paraguai. De acordo com a PRF, no carro que ele dirigia foram encontrados 20 mil maços. Além disso, foram apreendidos R$ 2,4 mil e um aparelho ilegal de radiocomunicação.

Durante a perseguição, ele também cometeu crimes de trânsito. Conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o homem de 25 anos dirigiu pelo acostamento e forçou ultrapassagens perigosas, colocando outros motoristas em risco.

O contrabandista preso em flagrante em Terra Roxa, no oeste do Paraná, foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal em Guaíra. Ele deve ser indiciado por contrabando e atividade clandestina de telecomunicação.

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Paraguai extradita um dos maiores contrabandistas de cigarro ao Brasil

Um brasileiro, suspeito de ser o líder de uma das maiores quadrilhas de contrabando de cigarro do Brasil, preso no Paraguai, foi entregue à Polícia Federal na noite desta sexta-feira (24).

Conforme as investigações, ele é o chefe de uma das principais organizações criminosas que atuam na região da fronteira.

De acordo com a Polícia Federal, o brasileiro foi expulso pelo Paraguai. A extradição foi concluída na última noite. Assim, a entrega foi efetuada no Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

O suspeito foi o principal alvo da Operação Contorno Norte. A ação da Polícia Federal foi deflagrada em Maringá, no norte do Paraná, em junho do ano passado.

O contrabandista brasileiro encontrava em Assunção desde quando foi preso pela Interpol (Polícia Internacional) no aeroporto da capital do Paraguai.

OPERAÇÃO CONTORNO NORTE MIRA CONTRABANDO NA FRONTEIRA COM O PARAGUAI

De acordo com as investigações da Polícia Federal, grande parte das carretas utilizadas para contrabando são oriundas de furtos ou roubos, com posterior clonagem das placas.

A quadrilha suspeito chegou a utilizar 6.700 linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros para a prática do crime.

Os alvo da Operação Contorno Norte respondem por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsidade ideológica e corrupção ativa.

Além disso, também podem ser responsabilizados por homicídio culposo e lesão corporal culposa.

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Caminhão é abandonado com 400 mil carteiras de cigarro em Guarapuava

Um motorista abandonou um caminhão na BR-277, em Guarapuava, região centro-sul do Paraná. Na tarde desta sexta-feira (17), agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) encontraram o veículo e ao fazerem a vistoria encontraram 400 mil carteiras de cigarro contrabandeados.

A carga foi avaliada em cerca de R$ 2 milhões e dentro do caminhão, os agentes ainda encontraram diversas placas clonadas. O motorista não foi encontrado.

A PRF encaminhou o caminhão e as cartelas de cigarro para a Receita Federal em Guarapuava.

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Mais de um milhão de carteiras de cigarro são apreendidas no Paraná

1,2 milhão de carteiras de cigarro foram apreendidas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Guaíra, na região oeste do Paraná, nesta terça (19) e quarta-feira (20). De acordo com a PRF, as duas apreensões feitas chegam a ter um valor de mercado estimado em R$ 6 milhões.

No início da manhã de hoje, uma carreta foi abordada e o motorista demonstrou nervosismo excessivo. Com isso, os agentes decidiram fazer uma verificação minuciosa e encontraram cerca de 600 mil carteiras de cigarro abaixo de uma camada de grãos de milho. O condutor, de 39 anos foi preso em flagrante e relatou aos policiais que saiu de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, e iria até o Rio Grande do Sul.

Já o segundo caminhão foi apreendido na madrugada de ontem, na BR-163, em Toledo. 600 mil carteiras de cigarro eram transportadas em um baú tipo frigorífico.

A carreta estava em alta velocidade e chamou a atenção de uma equipe da PRF que retornava de uma operação em Foz de Iguaçu. O motorista desobedeceu a ordem de parada, parou o veículo ao lado de uma área de mata e fugiu a pé. Ele ainda está foragido, mas os policiais encontraram documentos com indícios de adulteração. Ou seja, tanto a placa do caminhão quanto a do semirreboque eram falsas.

As duas ocorrências de apreensão foram encaminhadas para as unidades da Polícia Federal e da Receita Federal em Guaíra. O crime de contrabando tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão.

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Polícia apreende carro abarrotado com cigarros contrabandeados do Paraguai

Um carro abarrotado com cigarros contrabandeados do Paraguai foi apreendido pela polícia nesta sexta-feira (15), em Santa Terezinha de Itaipu, na região oeste do Paraná. De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a ação aconteceu no km 714 da BR-277. O motorista suspeito está foragido.

Conforme os agentes federais, o contrabandista desobedeceu a uma ordem de parada em um posto policial e fugiu.

Os policiais usaram um dispositivo para dilacerar os pneus do carro do fugitivo e continuou o acompanhamento. Em dado momento, o homem desceu do carro, e fugiu a pé por um matagal.

Buscas foram realizadas na região, mas o suspeito não foi encontrado.

O carro usado para o contrabando e as caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai foram encaminhados pela PRF à unidade da Receita Federal em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná.

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Caminhão tomba e 500 mil carteiras de cigarro são apreendidas no Paraná

Um caminhão tombou na BR-369, em Jataizinho, na Região Metropolitana de Londrina, no norte do Paraná, na manhã desta quinta-feira (24).

O acidente aconteceu por volta das 6h40, na alça de acesso à cidade de Assaí. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) chegou ao local pouco tempo depois e se deparou com 500 mil carteiras de cigarro contrabandeadas do Paraguai.

Segundo a PRF, a carga tem um valor estimado em R$ 2,5 milhões.

Carteiras de cigarro ficaram espalhadas na BR-369. (Divulgação / PRF)

Apesar da apreensão, os policiais rodoviários não conseguiram prender o motorista do caminhão.

O condutor fugiu antes da chegada da PRF e não foi encontrado nas buscas feitas no resto desta manhã.

Por fim, o cigarro acabaram sendo encaminhados à Receita Federal de Londrina.

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Contrabandista é preso com 10 mil carteiras de cigarro após perseguição na BR-272

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (2), em Guaíra, no oeste do Paraná, com cerca de 10 mil carteiras de cigarro contrabandeado do Paraguai. Além disso, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) encontrou R$ 1,4 mil em dinheiro. O contrabandista foi abordado após uma curta perseguição (veja o vídeo abaixo).

A apreensão aconteceu na BR-272, em uma região próxima à fronteira com o Paraguai. O contrabandista foi levado à Delegacia da PF (Polícia Federal) de Guaíra, que vai investigar o caso.

De acordo com a PRF, o homem foi abordado após os agentes suspeitarem do carro. Os pacotes com cigarro contrabandeado do Paraguai foram encontrados no banco traseiro e no porta-malas.

Aos policiais, ele afirmou que buscou a carga nas imediações do Rio Paraná e que levaria a carga ilícita até Umuarama (PR), mas não deu detalhes sobre fornecedor ou receptador.

O homem deve ser indiciado pelo crime de contrabando. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão.

Veja o vídeo da apreensão de cigarro contrabandeado:

Em 13 anos, Brasil diminui em 40% o consumo de tabaco

No último mês de julho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou relatório sobre a Epidemia Mundial do Tabaco. O Brasil e a Turquia são os dois únicos países, dentre as 171 nações que aderiram às medidas globais da OMS e que implementaram ações governamentais de sucesso para a redução do consumo de tabaco.

De acordo com pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, em 2018, contra 15,7%, em 2006.

Nos últimos 13 anos, a população brasileira submetida à entrevista, diminuiu em 40% o consumo do tabaco. O estudo demonstra também que o consumo vem caindo em todas as faixas etárias: de 18 a 24 anos de idade (12% em 2006 e 6,7%, em 2018), 35 e 44 anos (18,5% em 2006 e 9,1% em 2018); e entre 45 a 54 anos (22,6% em 2006 e 11,1% em 2018). Entre as mulheres, a redução do hábito de fumar alcançou 44%.

Segundo o Ministério da Saúde, a adoção de políticas públicas para o controle do tabagismo iniciaram na década de 1990, a partir da capacitação de profissionais pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) para tratar pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) em mais de 4 mil unidades de saúde espalhadas pelo país. O SUS disponibiliza tratamento para os fumantes incluindo o medicamento bupropiona, adesivos e gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina). Em 2018, foram tratadas mais de 134 mil pacientes.

A medicina privada também investe em iniciativas para diminuir o tabagismo. Na Clinipam, o Centro de Qualidade de Vida (CQV), uma unidade especializada no tratamento de doenças crônicas, possui um programa direcionado aos fumantes que querem deixar de lado a dependência do cigarro. Eles são encaminhados pelos médicos para o Grupo de Tabagismo e passam por uma entrevista com a psicóloga, que avalia se eles estão aptos para participar da ação. Até hoje, 559 pacientes já passaram pela experiência.

Rafael Mendonça Rey dos Santos, que está à frente do Grupo de Tabagismo da Clinipam, explica que os encontros presenciais – cinco no total – acontecem uma vez por semana e envolvem médico e psicóloga no atendimento aos pacientes. Nas ações em grupo, que possuem 12 pacientes, o foco é troca de experiências e o apoio mútuo dentro do grupo dos próprios fumantes. “Oferecemos tratamento farmacológico, além de uma abordagem cognitiva e comportamental. Nosso índice de sucesso é alto: 60% dos dependentes tratados pelo programa conseguiram parar de fumar”, afirma o médico.

Esse mesmo projeto é difundido nas empresas que contrataram o plano corporativo da Clinipam. Entre elas, podemos citar o Grupo Marista e a Cavo. Na ação in company, a operadora de saúde realiza uma palestra junto aos colaboradores, além de entrevistas individuais. Não faltam motivos para demonstrar porque vale a pena apagar a cigarro definitivamente da vida dos fumantes: a OMS considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável. “Os números são impactantes. O tabagismo faz 7 milhões de óbitos por ano, sendo que a causa de 10% dessas mortes, que correspondem a 800 mil casos, podem ser atribuídas ao tabagismo passivo”, informa Rafael dos Santos.

Conforme o Inca, mais de 80% das incidências da doença estão relacionadas ao uso do tabaco. Além disso, o médico da Clinipam elenca outros males causados pelo cigarro que engrossam as estatísticas dos óbitos: doenças pulmonares, infarto agudo e Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame. “O cigarro também é um dos principais causadores das amputações, porque suas substâncias tóxicas colaboram com o entupimento das veias e artérias”, diz Santos.

Outros avanços nas políticas públicas contra o fumo

Na primeira quinzena de agosto, mais uma boa nova foi anunciada: o Grupo de Trabalho (GT) do Ministério da Justiça e Segurança Pública se pronunciou e não vai diminuir impostos de produtos de tabaco. Essa proposta havia sido cogitada em março desse ano, quando o GT foi criado com o objetivo de discutir políticas para enfrentamento do mercado ilegal de produtos de tabaco. A equipe do GT é multidisciplinar e reúne especialistas da Receita Federal, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Na opinião de Rafael dos Santos, todos os esforços para combater o tabagismo são válidos. “Os impostos aumentam a arrecadação, mas não pagam uma fração mínima do alto custo que o tabagismo causa para o Brasil, para o sistema de saúde pública e para as operadoras de saúde. Se  cigarro é mais caro, a tendência é que as pessoas fumem menos. Todas essas ações anti-tabaco são as principais responsáveis pela diminuição do tabagismo no país. As pessoas deixaram de ver o cigarro como algo glamouroso e sim como um fator nocivo para a saúde e para sua vida social. Os ambientes livres de tabaco desestimulam os fumantes. Eles precisam sair das rodas de conversa para ir ao ‘fumódromo’, e isso também acaba sendo um incômodo”, avalia.

Além disso, o documento final do GT recomenda a criação de políticas públicas para o enfrentamento ao contrabando. Uma das possiblidades para combater a ação dos contrabandistas é a implementação do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos de Tabaco, que é um instrumento da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e foi ratificado pelo Brasil em 2018 (Decreto 9.516/2018).

Para a psiquiatra Alessandra Diehl, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos Sobre o Álcool e Outras Drogas (ABEAD), o contrabando é um problema grave que estimula a realização de outros crimes como roubo, furto, receptação, homicídios, lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos, ameaças a agentes públicos e evasão de divisas. “Ficamos felizes com a preocupação do GT, que incentiva a cooperação dos órgãos responsáveis pela prevenção e repressão ao contrabando de cigarros e providências para recriação do Comitê para Implementação do Protocolo. O documento prevê ainda a aplicação rigorosa da lei nas sentenças judiciais que envolvem os contrabandistas”, comenta.

Nem tudo são flores

No entanto, nem todas as notícias são positivas quando a pauta é o combate ao tabagismo no País. Neste mês de agosto, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou duas audiências públicas para debater a possibilidade de liberar a comercialização de cigarros eletrônicos – tecnicamente identificados como dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).

Em 2009, a Anvisa proibiu a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar. Esses dispositivos eletrônicos são apresentados pelo mercado como uma alternativa ao cigarro comum, ou até como uma forma de transição para quem quer deixar de fumar. No entanto, do ponto de vista médico, esses produtos podem ser até mais viciantes, causando uma dependência rápida e muito mais intensa.

Os encontros da Anvisa reuniram representantes da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), que defendeu e proibição, além de membros da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) e do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), que se manifestaram a favor da legalização, por razões econômicas. A justificativa é de que a ilegalidade não inibe os fumantes, que compram cigarros eletrônicos na internet, contrabandeado de outros países.

A própria OMS, no mesmo relatório sobre a Epidemia Mundial do Tabaco demonstra preocupação sobre a regulamentação da comercialização dos cigarros aquecidos e eletrônicos. Segundo o documento, a entidade acredita que esses produtos servem de porta de entrada para outras dependências e, entre elas, o cigarro tradicional.

Alessandra Diehl também é contra a liberação de cigarros eletrônicos. Para ela, além do risco aumentado de uso posterior de cigarros tradicionais, maconha, opioides e outras drogas ilícitas, esses produtos também apresentam riscos à saúde. “Embora o número e os níveis de substâncias tóxicas sejam menores em aerossóis dos cigarros eletrônicos do que do fumo do tabaco tradicional, a exposição a longo prazo ao vapor do cigarro pode causar dependência à nicotina e aumentar o risco de efeitos respiratórios e cardiovasculares”, diz Alessandra.

A especialista destaca ainda que o suposto benefício do uso de cigarros eletrônicos como ferramenta de redução ou interrupção do tabagismo nessa faixa-etária ainda é pouco ou nada fundamentado. “As pesquisas existentes apontam justamente para o contrário: há evidências na associação robusta entre tabagismo e vaping, inclusive em estudos de coorte prospectivos, mostrando que os jovens que fazem uso de dispositivos eletrônicos têm um risco aumentado de fumar subsequentemente, e vice-versa”, afirma a psiquiatra.

Panorama mundial

Em outros países, o uso de nicotina através da forma vaping (dispositivos alimentados por bateria, equipados com um elemento de aquecimento que produz um aerossol ou vapor inalado pelos usuários) disparou entre adolescentes e adultos jovens. “Os E-cigarros, com seu alto teor de nicotina, sabores atraentes, baixos custos, ampla disponibilidade já ameaçam cinco décadas de progresso na luta contra o uso do tabaco em vários locais do mundo, como na América do Norte”, conta Alessandra.

Para se ter uma ideia do tamanho desse fenômeno, no período de 2017 e 2018, a prevalência de vaping entre adolescentes entre 16 e 19 anos aumentou no Canadá e nos EUA, assim como o fumo no Canadá, com pouca mudança na Inglaterra. Conforme Alessandra Diehl, entre 2017 e 2018, a prevalência de vaping em 30 dias entre os adolescentes aumentou cinco pontos percentuais nos EUA e seis pontos percentuais no Canadá. Esses achados são consistentes com dados recentes de pesquisas nacionais de referência realizadas nos EUA: a prevalência de vaping em 30 dias aumentou em 8,9% no National Youth Tobacco Survey e em 6,8% no estudo Monitoring the Future (coorte representativa de escolares realizados desde 1975), em comparação com 5,1%.

 “Observando os dados coletados em outros países, é nosso papel, como pesquisadores da área médica, de alertar os perigos que representa a liberação dos cigarros eletrônicos. A audiência da Anvisa é mais uma oportunidade de ação, mantendo a proibição da venda no Brasil”, finaliza Alessandra Diehl.

Combate ao Fumo: uma hora de narguilé equivale a 100 cigarros

Criado em 1986, o Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado nesta quinta-feira (29) com o objetivo de conscientizar a população sobre o tema.

Neste ano, um dos principais motes da campanha é chamar a atenção dos jovens sobre o uso do narguilé. Segundo estudos, uma hora de narguilé vale pelo equivalente a fumar 100 cigarros.

“Trata-se de um número chancelado pela OMS (Organização Mundial de Saúde)”, explica Guilherme Stelko Pereira, oncologista do COP (Centro de Oncologia do Paraná).

“Uma sessão de narguilé, com duração entre 20 e 80 minutos, pode corresponder à exposição aos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros. Mais que isso: o uso compartilhado do narguilé com outros usuários pode expor o fumante a riscos de doenças como herpes, hepatites virais e tuberculose”.

Considerado a principal causa de morte evitável pela OMS, o tabagismo é responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 50 doenças: 4,9 milhões pessoas – ou mais de 10 mil por dia – morrem todos os anos em decorrência do cigarro, que contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas.

“Falando apenas de Brasil, cerca de 157 mil pessoas morram precocemente devido ao cigarro”, lamenta Stelko.

CÂNCER

Outra preocupação é ainda mais séria. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), para o biênio 2018/2019, estima-se que, só no Brasil, 1,2 milhão de novos casos de câncer de pulmão surjam no período. E há outros tumores – além do câncer de pulmão – que são decorrentes do tabagismo, seja ele ativo ou passivo (viver próximo a fumantes).

“O câncer de bexiga – que não é comumente lembrado – é muito relacionado ao tabagismo”, afirma Stelko. “Outros tumores – como o câncer na região da boca e o de esôfago – tiveram seus índices reduzidos, uma vez que o tabagismo, em nível mundial, tem diminuído. Mas as campanhas têm sido essenciais para isso”.

COMO PARAR

No Paraná, é possível ter acesso gratuito ao tratamento para parar de fumar por meio do Programa do Tabagismo, disponível em 763 estabelecimentos de saúde nas 22 Regionais de Saúde. O programa segue critérios do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e é desenvolvido por equipes multiprofissionais de saúde. Pode haver o indicativo de medicamentos, que estão disponíveis na rede, desde que sejam prescritos por médicos atuantes no programa.

Em Curitiba, os Grupos de Controle do Tabagismo, projeto oferecido pela prefeitura de Curitiba, está disponível nas 110 unidades de saúde da cidade. Os pacientes também são atendidos por equipes multidisciplinares e participam de encontros periódicos.

Operação Hórus tira das estradas do Paraná carga ilegal avaliada em quase R$ 5 milhões

A PRF-PR (Polícia Rodoviária do Paraná) apreendeu duas carretas carregadas com 950 mil carteiras de cigarro contrabandeado do Paraguai, na manhã desta terça-feira (20).

Uma das carretas foi abordada durante a madrugada, na BR-163, na região de Guaíra. O motorista apresentou documentos com indícios de falsificação, que chamou a atenção dos policiais.

Durante a inspeção, os agentes da PRF encontraram cerca de 450 mil carteiras de cigarro. Preso em flagrante, o motorista disse que saiu de Mundo Novo (MS) e que levaria a carga ilegal para Minas Gerais.

 

Veja as imagens da abordagem da PRF

A outra carreta também foi parada  na BR-163,  por volta  8 da manhã. Policiais desconfiaram do motorista que levava uma suposta carga de farelo de soja.  Sob uma camada superficial da carga os agentes da PRF encontraram cerca de 500 mil carteiras de cigarro.

O motorista alega ter saído de Naviraí (MS) e que levaria o cigarro para São José (SC).

O valor de mercado das duas cargas apreendidas ultrapassa R$ 4,75 milhões. As ocorrências foram encaminhadas para Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, no Paraná.

Foto: Divulgação PRF

As duas apreensões fazem parte da Operação Hórus, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além da PRF, atuam na operação Polícia Federal, Receita Federal e Exército Brasileiro.

O objetivo é impedir a entrada de drogas, cigarros, armas e munições pelas fronteiras do país.